A depressão durante a gravidez

Depressão durante a gravidez: mais comum do que você imagina!

A depressão durante a gravidez

É bastante comum falar em depressão puerperal, mas você sabia que a depressão pode ocorrer ainda durante a gravidez? A gravidez é idealizada como um dos momentos mais felizes da vida e uma mulher, entretanto, para algumas mulheres é um momento de confusão, medo, estresse e até depressão. A depressão é um transtorno do humor caracterizado por um sentimento persistente de tristeza e perda de interesse pelas coisas. Ela é mais frequente em mulheres do que em homens (2:1) e é mais comum durante a idade reprodutiva da mulher.

Por que é difícil diagnosticar a depressão durante a gravidez?

Alguns sintomas da depressão, como alterações do sono, disposição, apetite e libido são sintomas comuns durante a gravidez. Por vezes você ou o seu médico poderão atribuir estas alterações a sintomas da gravidez e o quadro de depressão pode ficar sem diagnóstico.

Algumas mulheres também não se sentem à vontade para discutir estes sintomas em profundidade com o seu médico as alterações de humor que ocorrem durante a gravidez, em especial por conta do estigma associado a depressão. Obviamente há também uma tendência a se concentrar mais na saúde física durante a gravidez do que na saúde mental.

Quais são os principais fatores de risco para a depressão durante a gravidez?

Os principais fatores de risco associados a depressão na gravidez são:

  • Ansiedade
  • Estresse
  • História de depressão
  • Apoio social deficiente
  • Gravidez indesejada
  • Problemas conjugais
  • Complicações da gestação
  • História de abuso ou trauma

É possível previnir a depressão?

Para muitas pessoas, o exercício regular ajuda a criar sentimentos positivos e melhorar o humor. Obter um sono de qualidade regularmente, manter uma dieta saudável e evitar o álcool (um depressivo) também pode ajudar a reduzir os sintomas da depressão. O álcool deve ser evitado na gestação pois também pode provocar a síndrome alcoólica fetal.

Como saber se estou com depressão durante a gravidez?

É normal e comum passar por momentos de tristeza. Na depressão geralmente estes momentos são persistentes, durando por pelo menos duas semanas. Mulheres com depressão geralmente apresentam alguns dos seguintes sintomas por 2 semanas ou mais:

  • Tristeza persistente
  • Dificuldade de concentração
  • Dormir muito pouco ou demais
  • Perda de interesse em atividades que você geralmente gosta
  • Pensamentos recorrentes de morte, suicídio ou tristeza
  • Ansiedade
  • Sentimentos de culpa ou inutilidade
  • Mudança nos hábitos alimentares

Algumas pessoas podem ter poucos sintomas e outras podem ter muitos. Com que frequência os sintomas ocorrem, quanto tempo duram e com que intensidade pode ser diferente para cada pessoa.

Se você apresenta estes sintomas converse com seu médico sobre isso. Talvez seja importante procurar um médico psiquiatra. Não se deixe abater pelo estigma associado as médico psiquiatra e as doenças mentais.

A depressão durante a gravidez pode prejudicar o bebê?

A depressão não tratada pode potencialmente trazer riscos para a mãe e para o bebê. A depressão não tratada pode levar a quadros de desnutrição, alcoolismo, fumo, uso de drogas ilícitas, comportamento suicida, etc. Todos estes problemas podem desencadear um parto prematuro, ou restrição de crescimento do bebê.

Além disso, os bebês nascidos de mães com depressão podem ser menos ativos, apresentar menor atenção ou ser mais agitados que os bebês nascidos de mães não deprimidas. É por isso que obter a ajuda certa é importante para a mamãe e para o bebê.

Qual é o tratamento para a depressão durante a gravidez?

Se você sentir que pode estar sofrendo de depressão, o passo mais importante é procurar ajuda.

É importante conversar com o seu médico, mesmo que você ache que está passando por parte dos altos e baixos normais durante a gravidez e, principalmente, se os sintomas persistirem por duas semanas ou mais. E se você está pensando em morte ou suicídio, deve procurar ajuda imediatamente.

Caso você seja diagnosticada com depressão o seu médico poderá prescrever psicoterapia isolada ou associada com antidepressivos. Não se preocupe, existem medicações seguras para serem usadas durante a gravidez.

A depressão termina quando o bebê nasce?

Depressão na gravidez normalmente não resolve com o parto, um quadro de depressão puerperal pode agravar a depressão da gravidez. É provável que a depressão piore após o parto, necessitando de tratamento mais agressivo. Por isso que é tão importante procurar tratamento o mais breve possível.

Источник: https://www.fetalmed.net/depressao-durante-a-gravidez-mais-comum-do-que-voce-imagina/

Depressão na gravidez: 7 dúvidas sobre como a doença atinge a gestante

A depressão durante a gravidez

Muito se discute sobre a doença no período pós-parto, mas a depressão na gravidez também exige cuidados especiais, como não ignorar os menores indícios de mudanças no humor. Confirma as respostas sobre as dúvidas mais comuns:

Em que tipo de indícios a gestante deve ficar atenta?

É preciso observar com cuidado as mínimas mudanças na rotina, já que algumas alterações que ocorrem durante a gestação se confundem com depressão. «É comum a grávida ficar mais emotiva, ter alterações de apetite e do sono e sentir diminuição da libido, por exemplo, fatores que acabam dificultando o diagnóstico.

No entanto, exigem atenção especial sintomas como sentimentos de tristeza, angústia e melancolia, perda da capacidade de ter prazer nas coisas e comprometimento da vontade e da capacidade pragmática, além de frases e opiniões que expressam culpa», diz Henrique Bottura, psiquiatra da Clínica Psiquiatria Paulista, em São Paulo (SP).

São sintomas que podem estar associados a um medo exagerado de não dar conta dos cuidados com o filho e a sentimentos de insegurança.

Segundo Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, também na capital paulista, o desinteresse pela própria gestação também pode acontecer.

«A gestante que está entrando em depressão costuma fugir dos exames de rotina de pré-natal, tem crises de choro ou ansiedade sem motivo aparente e quer evitar contato com outras pessoas. A vontade é de ficar em casa o tempo todo.

No entanto, muitas grávidas têm dificuldade de entender que isso está acontecendo. Quem acaba levando a questão para a consulta de pré-natal é o parceiro», conta.

É comum o surgimento de depressão durante a gestação?

A depressão, de modo geral, acomete mais mulheres do que homens, na proporção de 2 para 1. A estimativa é que cerca de 10% das mulheres podem desenvolver a doença durante a gravidez, com maior incidência no primeiro e no terceiro trimestres.

De acordo com Marcelo Marinho de Souza, diretor médico do Centro de Reprodução Humana Fertipraxis, no Rio de Janeiro, todas as mulheres com história prévia de depressão, em gestações anteriores ou não, até mesmo em parentes de primeiro grau, assim como gestantes sem suporte familiar adequado, com crises conjugais ou com história regressa de gestação indesejada e/ou de abortamentos podem ter risco aumentado para tais transtornos.

Segundo Marcelo, quanto a tratar ou não deve-se sempre partir do pressuposto que mais da metade das mulheres que suspendem o tratamento contra depressão ao engravidar desenvolvem a doença com maior intensidade já no primeiro trimestre da gravidez.

«O grande erro é negligenciar os sintomas e acreditar que, na ausência de melhora, tudo se resolverá com o passar da gravidez e puerpério», avisa. Pode haver atraso no desenvolvimento emocional, da linguagem e da cognição da criança, conforme o psiquiatra Henrique Bottura.

Existe também o risco de a depressão na gestação comprometer a consolidação do vínculo materno-fetal determinante para a construção da identidade do indivíduo que nasce.

«Ainda existem riscos para a mãe relacionados ao próprio quadro que podem envolver desde prejuízos no relacionamento conjugal chegando até ao suicídio», completa.

A depressão não cuidada negligencia o pré-natal e possibilita problemas coo aumento excessivo de peso, alteração nutricional, anemia e doenças específicas da gestação, como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional.

Para a psicóloga Gisele Taniguchi, ós-Graduada em Psicanálise e Saúde pelo Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, qualquer evento que aumente o estresse da mulher durante o período gestacional pode afetar o desenvolvimento dos bebês, que tendem a nascer mais chorosos, irritadiços e com maior sensibilidade ao barulho e à luz. Em alguns casos, pode-se até mesmo encurtar o período gestacional, aumentando as chances de prematuridade.

Como é o tratamento? É possível adotar medicação sem prejuízo para o bebê?

Quando necessário, o tratamento medicamentoso é feito com antidepressivos.

Alguns deles são bem conhecidos por não causarem malformações congênitas, assim como alterações de comportamento e de inteligência das crianças de mães que usaram essas medicações.

O que é importante, nesse momento, é avaliar o risco-benefício da administração de uma medicação que pode afetar a saúde do bebê x bem-estar da futura mãe que poderá cuidar-se melhor durante a gravidez, o parto e a fase seguinte.

«Na minha prática como psiquiatra, quadros depressivos não tratados têm a chance de impactos negativos muito maiores do que os riscos de exposição do feto aos medicamentos.

No entanto, o tratamento deve ser definido em conjunto entre os pais, o médico psiquiatra e o obstetra.

«Já a psicoterapia é aconselhada e tende a ajudar muito, pois a futura mamãe pode valer-se dela para abordar medos, angústias, frustrações e quaisquer outros sentimentos direcionados às circunstâncias», fala Gisele.

Por que é importante procurar ajuda ao primeiro sinal?

De acordo com o obstetra Alexandre Pupo, a depressão tende a piorar em intensidade com o tempo. Logo, quanto mais tempo para iniciar o tratamento, maior será a dose de medicação para reverter o quadro. Outro ponto é que os antidepressivos necessitam de 10 dias para surtir efeito e deve-se sempre usar a menor dose possível durante a gestação.

Por se tratar de uma doença que apresenta um grupo de sinais e sintomas cognitivos e difíceis de especificar, principalmente os iniciais, muitas vezes o diagnóstico pode ser adiado e, assim, o início do tratamento também o é. Assim, a grande importância de procurar ajuda desde os primeiros indícios reduz as possibilidades de desfechos desfavoráveis.

Como o parceiro, os amigos e/ou a família podem ajudar?

«Apoiando, sempre. É importante que a grávida se sinta acolhida, compreendida e não julgada», salienta a psicóloga Julia Bittencourt, especialista em psicologia perinatal e parentalidade. Quem convive com a gestante deve estimulá-la e até mesmo acompanhá-la em atividades de relaxamento como ioga, caminhada e massagem, entre outras.

«Banalizar o quadro sugerindo que é 'coisa de grávida' ou 'tudo culpa dos hormônios' coloca a mulher em uma situação de frustração maior ainda, pois ela acredita que não consegue lidar com as suas emoções. Diálogo, empatia, companheirismo e ajuda profissional são o melhor caminho para apoiar a futura mamãe», destaca Gisele.

Como a mulher deve encarar a doença ao receber o diagnóstico?

Na opinião de Patricia Bader, psicóloga do Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo (SP), o primeiro passo é compreender que ninguém se deprime voluntariamente —portanto, nada de culpa. Para ela, há muito romantismo em torno da maternidade que acaba atrapalhando as futuras mães.

«Nenhuma mulher deve exigir de si mesma uma condição positiva ou se culpar porque está doente em pleno processo adaptativo de mudanças físicas, psíquicas, emocionais e sociais. Até mesmo a dificuldade de sentir o amor materno incondicional que a sociedade prega deve ser posta em xeque.

Amor materno é um processo construído», diz a psicóloga. «Cada um sabe as belezas e desafios de sua jornada e de seu caminho. Procure entender o que você avalia como o mais adequado para o seu momento, compartilhe com quem você confia e siga o que vocês combinarem.

Dar conta de todas as expectativas sociais é impossível e abalar-se por elas é injusto consigo mesma», pondera Gisele.

Источник: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/03/09/depressao-na-gravidez-7-duvidas-sobre-como-a-doenca-atinge-essa-fase.htm

Saiba a importância de tratar a ansiedade na gravidez

A depressão durante a gravidez

Tudo muda na vida da mulher quando ela descobre que está grávida: a rotina, o corpo, os hormônios, os planos e até a própria identidade.

Embora a gestação seja motivo de alegria para muita gente, a expectativa para as etapas desse período podem se transformar em ansiedade, o que não é nada bom nem para a mãe, e nem para o bebê.

Muitas mulheres se tornam bastante inquietas e nutrem preocupação excessiva, seja com as mudanças que estão acontecendo no presente momento, como também para as mudanças permanentes que a chegada de um filho traz.

Imaginar o rosto do bebê, seu choro e o abraço quentinho é perfeitamente normal, mas em excesso, pode se transformar em uma profunda ansiedade para a chegada do bebê em que a angústia para a hora do parto e outras questões referentes tanto ao processo físico, quanto ao pessoal, familiar e psicológico tomam conta.

Além de causar outras doenças nas mamães, transtornos psicológicos como a depressão e a ansiedade também prejudicam a formação do bebê e lhe causa problemas para o resto da vida.

Uma pesquisa publicada pela JAMA Pediatrics afirma que sintomas depressivos e; ou ansiosos das mães influenciam diretamente a densidade da substância branca das crianças.

Essa importante região é responsável pelas conexões nervosas cerebrais.

Saiba mais o que é depressão e depressão na gravidez aqui!

A Revista de Escola de Enfermagem da USP (2017) aponta que, em estudos internacionais e nacionais, o “índices de ansiedade variáveis da ordem de 23% em estudo realizado em Alberta, no Canadá, 15,6% em investigação realizada na Alemanha, e 49% no Paquistão.

As evidências sugerem que a probabilidade de sofrer ansiedade na gravidez aumenta em caso de comorbidade psiquiátrica, eventos estressantes, desvantagem social, histórico de aborto espontâneo, morte fetal, parto prematuro ou morte neonatal precoce, histórico prévio de doença mental e uma história de tratamento psiquiátrico durante uma gravidez anterior ou em qualquer momento  da vida”.

Sintomas de ansiedade na gravidez

Alguns sinais, quando persistem por muito tempo e em alto nível, podem significar ansiedade. A falta de ar na gravidez, insônia e coração acelerado, podem ser sintomas do distúrbio.

  • Desequilíbrio emocional;
  • Palpitação cardíaca;
  • Formigamento das mãos e pernas;
  • Pensamentos negativos;
  • Sentimento de medo;
  • Preocupação excessiva;
  • Pensamentos no futuro;
  • Pesadelos;
  • Insônia;
  • Ganho de peso excessivo;
  • Estresse;
  • Elevação da pressão;
  • Entre outros.

Se você sente a maioria desses sintomas, além de procurar um médico especialista no assunto, não hesite em procurar um psicólogo!

A ansiedade das mães e o tratamento adequado

A ansiedade extrema e prologada traz diversos problemas tanto à saúde física, como à psicológica. Isso porque o transtorno de ansiedade na gestação aumenta drasticamente o risco para depressão pós-parto e estresse pós-traumático, entre outras doenças.

Terapia para ansiedade na gravidez

A terapia é altamente eficiente para a ansiedade. Isso porque com a ajuda de um psicólogo, é possível entender a raiz de todo o problema e da preocupação através de técnicas capazes de controlar o distúrbio e transformar o pensamento.

A família dos antidepressivos inibidores, em sua maioria, são proibidos durante a gravidez pois prejudicam a saúde do bebê. Por isso, procurar orientação psicológica e aliá-la à mudanças no estilo de vida são essenciais.

Como controlar a ansiedade na gravidez

Acalmar a ansiedade não é fácil. A ansiedade no finalzinho da gravidez ou a ansiedade para o parto são as fases que podem causar mais problemas. Selecionamos algumas dicas para tornar esses estágios menos conturbados:

  • Pratique exercícios físicos: essa é uma das formas mais potentes de combater a ansiedade, além de melhorar muito a saúde tanto da mãe como também do bebê;
  • Procure orientação psicológica: como mencionado anteriormente, a terapia é o tratamento mais indicado para o distúrbio. Caso queira o conforto da sua casa para realizar as sessões, conte com a Telavita para fornecer um atendimento de segurança, sigilo e acessibilidade;
  • Opte sempre pelo natural: um exemplo disso é o suco de maracujá ou até mesmo o chá de camomila, são exemplos de calmantes que servem como combatentes da ansiedade principalmente para gestantes;
  • Cuide de sua alimentação: existem alimentos como o alface, maçã, ovos, espinafre, mel, entre outros ,que são responsáveis pela produção de serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Invista em alimentos assim.
  • Tenha uma boa noite de sono: esse é um dos tópicos fundamentais tanto para a mamãe quanto para o bebê. Relaxar, tomar um bom banho e se preparar para uma ótima noite de sono pode mudar qualquer humor.

Sabemos também que a casa ultrassom, o nervosismo aumenta. Mas não se preocupe, pois tudo possui seu tempo para acontecer. Caso se identifique com os sinais apresentados aqui, consulte um médico! A sua saúde e a do seu bebê são primordiais.

Источник: https://www.telavita.com.br/blog/ansiedade-na-gravidez/

Depressão na Gravidez: como identificar os sintomas e tratamento

A depressão durante a gravidez

A depressão na gravidez é caracterizada por variações de humor, ansiedade e tristeza, que pode resultar em desinteresse pela gravidez e trazer consequências para o bebê.

Essa situação pode acontecer devido às variações hormonais comuns de acontecer durante a gestação ou ser resultante do medo de ser mãe pela primeira vez, por exemplo.

 As adolescentes são as que tem maiores chances de sofrer com a depressão durante a gravidez, especialmente se já teve crise de ansiedade ou depressão anteriormente.

O diagnóstico da depressão na gravidez é feito pelo médico a partir da observação dos sinais e sintomas apresentados pela mulher. A partir do momento que é feito o diagnóstico, é possível iniciar o tratamento que muitas vezes é feito por meio de psicoterapia.

A depressão pode afetar o bebê?

A depressão na gravidez, quando não identificada e tratada, pode ter consequências para o bebê. Isso porque as mães deprimidas apresentam maiores alterações hormonais, menos cuidado com a alimentação e com a saúde, além de interagirem pouco com o bebê em formação, o que prejudica o desenvolvimento fetal e aumenta as chances de parto prematuro e bebê com baixo peso.

Além disso, as mulheres com depressão no último trimestre de gestação tem maior necessidade de epidural, parto com fórceps e os recém-nascidos tem mais necessidade de internamento na neonatologia.

Foi verificado também, em um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria e Neurociência de uma Universidade em Londres, que os bebês de mulheres que tiveram depressão durante a gestação apresentavam maiores níveis de cortisol circulantes, que é o hormônio relacionado ao estresse, e que eram mais hiperativos e reativos ao som, luz e frio do que os bebês de mulheres que não apresentaram qualquer alteração psicológica na gravidez.

Sintomas da depressão na gravidez

As variações de humor durante a gravidez são normais, pois resultam das alterações dos níveis hormonais que a mulher sofre nesta fase. Porém, se estas variações se mantiverem por semanas ou meses, a mulher deve conversar com seu obstetra para avaliar a situação e verificar se pode estar com depressão.

Para caracterizar a depressão, é preciso apresentar ao menos 5 dos seguintes sintomas: 

  • Tristeza na maior parte dos dias;
  • Ansiedade;
  • Crises de choro;
  • Perda de interesse pela atividades diárias;
  • Irritabilidade;
  • Agitação ou lentidão quase todos os dias; 
  • Fadiga ou perda de energia todos os dias, ou na maior parte do tempo; 
  • Distúrbios do sono como insônia ou sonolência exagerada, praticamente todos os dias; 
  • Excesso ou falta de apetite;
  • Falta de concentração e indecisão praticamente todos os dias; 
  • Sentimentos de culpa ou de desvalorização a maior parte do tempo; 
  • Pensamentos de morte ou suicídio, com ou sem tentativa de suicídio. 

Muitas vezes, a depressão na gravidez leva a afastamento do trabalho, pois a mulher não consegue fazer as atividades diárias e cansa-se facilmente. Os sintomas surgem, normalmente, no primeiro ou no último trimestre gestacional e no primeiro mês depois do nascimento do bebê.

Como é o tratamento

O tratamento para a depressão durante a gravidez varia de acordo com a quantidade de sintomas apresentados e presença ou ausência de sinais de gravidade.

Assim, quando a mulher apresenta entre 5 e 6 sintomas, o tratamento recomendado é a psicoterapia, que melhora a qualidade de vida e aumenta a autoconfiança das mulheres. Terapias alternativas, como acupuntura, também estão indicadas para tratar depressão.

A atividade física, a alimentação saudável e o apoio familiar são outras formas indispensáveis de tratar a depressão na gravidez.

No caso da mulher apresentar entre 7 e 9 sintomas, é recomendado o uso de medicamentos, no entanto não existe um medicamento antidepressivo que seja indicado para as gestantes e que seja totalmente seguro.

Por isso, antes de iniciar a medicação, o médico precisa avaliar qual o risco e o benefício que podem ser proporcionados pela medicação.

Além disso, não é aconselhado tomar remédios naturais porque podem prejudicar o bebê, inclusive a erva-de-são-joão, normalmente usado contra depressão, é contraindicada nessa fase. 

Apesar do obstetra acompanhar toda gestação o médico psiquiatra não é dispensável, sendo o médico mais indicado para acompanhar a mulher também durante a gravidez.

Quando usar antidepressivo

O uso de antidepressivo só é recomendado pelo médico após as 12 primeiras semanas de gravidez e quando a mulher apresenta 7 a 9 sintomas de depressão, no entanto o uso desse medicamento só deve ser feito se for verificado que não há riscos para o bebê. Isso porque alguns antidepressivos podem resultar em malformação no feto, aumentar o risco de parto prematuro e dificultar o crescimento normal do bebê.

Assim, para diminuir o risco de alterações provocadas pelo uso de antidepressivo, é normalmente recomendado que mulheres que nunca fizeram uso desse tipo de medicação, faça uso de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, como a sertralina, fluoxetina ou citalopram, já que são considerados mais seguros durante esse período.

Apesar de serem considerados seguros, alguns estudos indicam que o uso desses antidepressivos no último trimestre de gravidez pode resultar em algumas alterações neonatais como agitação, irritabilidade, alterações na alimentação e no sono, hipoglicemia e desconforto respiratório, por exemplo, no entanto é relatado que essas alterações duram poucas semanas e não têm impacto no desenvolvimento a longo prazo do bebê.

O que pode causar

Situações como falta de apoio emocional, de conforto, carinho, e assistência podem desencadear a depressão na mulher durante a gravidez. Outros fatores que também contribuem para o desenvolvimento da depressão nessa fase da vida são:

  • A mulher já ter tido depressão antes de engravidar ou qualquer outro transtorno psiquiátrico como crises de ansiedade, por exemplo;
  • Gravidez anterior complicada, caso anterior de aborto ou de perda de um filho;
  • Não estar casada, não ter segurança financeira, estar separada ou não ter planejado a gravidez.

Problemas estressantes como brigas com o companheiro, história de separação ou divórcio, problemas de saúde grave, sequestro, história de incêndio ou catástrofe, morte de pessoa próxima, assalto, abuso sexual, agressão física são fatores que também podem desencadear a depressão, mas ela também pode se desenvolver em pessoas que não tiveram expostas a estas situações. 

Источник: https://www.tuasaude.com/depressao-na-gravidez/

Embarazo y niños
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