A recuperação depois do parto

5 Dicas para recuperar a forma no pós-parto | Let´s Talk by Alegro

A recuperação depois do parto
Durante a gravidez é natural a mãe (e o pai), família nuclear e alargada, pensarem numa série de aspectos a organizar, comprar ou criar, como por exemplo o enxoval e quarto do bebé, mala da maternidade, o carrinho e ovo para transporte do bebé.

Gosto de olhar para esta fase tão especial da vida da mulher e do casal como uma janela de oportunidade da vida para repensarmos tantas coisas e para fazermos tantas coisas bem. Pensar no estilo de vida da grávida, no espaço e organização da família para a recuperação física da mãe é um aspecto de importância extrema.

Muitas vezes descuidado em 1º lugar pela mulher, com toda a atenção voltada para o bebé. Um passo importante no sucesso da recuperação pós parto é a mulher e o casal pensarem/organizarem que tempo vai existir para a mãe se dedicar à sua tão necessária recuperação.

Equacionar o horário, quem fica com o bebé ou se a mãe prefere ter o bebé consigo, o local e com quem vai fazer a sua Recuperação Pós Parto. As primeiras semanas a seguir ao parto são de fulcral importância. Na verdade, é possível que a mãe necessite mais cuidado e atenção durante estas primeiras semanas do que durante toda a gravidez.

Infelizmente, por vezes a nossa sociedade ignora este facto.

Cuidados simples e exercícios específicos podem acelerar a recuperação, ao mesmo tempo que podem evitar consequências graves como diástase abdominal e outras complicações do pavimento pélvico. Se já souber com quem vai fazer a sua Recuperação Pós Parto será mais um profissional ao seu lado logo desde o nascimento.

2. A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA

São os comportamentos básicos e realizados de forma consistente que muitas vezes falhamos em 1º lugar. As necessidades hídricas durante toda a gravidez estão aumentadas e a água é também o principal ingrediente do leite materno. Assim sendo, a importância de beber bastante água durante a gravidez e lactação é enorme e muitas vezes descuidada.

A água é também fundamental para o funcionamento saudável do intestino, órgão que mais espaço ocupa na cavidade abdominal, que tanto se adapta à gravidez e pós parto e está sempre a procurar reencontrar o seu espaço e lugar.

Sendo normal a mãe querer recuperar a sua barriga após a gravidez, há que pensar em 1º lugar de dentro para fora e tratar bem o intestino não descuidando a importância de beber muita água diariamente.

3. RECUPERAÇÃO DA DIÁSTASE ABDOMINAL

Em 1º lugar importa explicar que a diástase abdominal é o afastamento dos músculos retos abdominais do centro. Acontece na gravidez pela necessidade de aumentar o espaço na cavidade abdominal para o bebé e todas as estruturas da gravidez crescerem. Os músculos da parede abdominal ficam mais fracos e o par de músculos recto abdominal afasta-se.

Esta alteração na estrutura muscular da cavidade abdominal coloca em causa a função de suporte e contenção de todos os órgãos internos no período pós parto. Por esta razão é necessária uma prescrição de exercício específica, com o objectivo de fortalecer a musculatura abdominal profunda e fechar a diástase abdominal.

Deixo-vos um vídeo com 4 exercícios específicos adequados a esta recuperação muscular da diástase abdominal.

4. ACTIVAÇÃO, FORTALECIMENTO E RELAXAMENTO MUSCULAR DO PAVIMENTO PÉLVICO

O pavimento pélvico é um conjunto de músculos que suportam os órgãos da cavidade pélvica, que na mulher estão sujeitos a pressões e agressões maiores durante a gravidez e no parto. A sua reabilitação é também responsável por prevenir e reparar a diástase, a incontinência, o prolapso, as dores nas costas e outras situações comuns na gravidez e no pós parto.

Em última análise, o pavimento pélvico e a parede abdominal funcionam como um sistema, e para o seu bom funcionamento interessa a soma das partes. Caso contrário o sistema torna-se disfuncional. O pavimento pélvico é parte de um sistema muscular maior, e é necessária o treino da consciência corporal para a sua activação de forma consciente e eficaz.

No período pós parto esta é a primeira etapa do treino abdominal, que pode ser iniciada logo desde o nascimento.

Ensinar a mulher a activar a musculatura do pavimento pélvico, trabalhar a sua força máxima, força rápida e relaxamento é determinante na recuperação abdominal pós parto.

 Só assim a mulher vai sentir o core mais forte, ter uma cintura e parede abdominal mais definidas, tudo isto sem constrangimento de perdas de urina de forma involuntária.

5. Quando posso iniciar o exercício depois do parto?

A resposta varia consoante a pessoa, tipo de parto, historial de exercício e clínico. O ACOG, American College of Obstetricians and Gynecologists, publicou novas e atuais guidelines sobre este assunto. A maior parte das mudanças fisiológicas e morfológicas da gravidez, persistem durante 4 a 6 semanas após o parto.

Por isso, o exercício físico deve ser retomado gradualmente após a gravidez de forma individualizada, assim que fisicamente possível e de forma que não represente risco para a saúde. É claro que este período de tempo varia para cada mulher, com algumas mulheres a conseguirem iniciar o exercício poucos dias após o parto.

Não existem quaisquer estudos indicadores de que, na ausência de complicações médicas, o rápido inicio da prática de exercício tenha efeitos adversos. Não existem porém dúvidas, de que este retomar da atividade física deve ser gradual e contemplar um tipo de treino especifico para o pós parto.

É importante assumir que cada pessoa é única e deve ser avaliada individualmente. Um prática comum para o recomeço da atividade física após o parto são 4 semanas para parto normal e 6 semanas na cesariana. Sempre com o aval do médico assistente.

Por fim, importa referir que o inicio da atividade física após a gravidez está associado ao decréscimo do número de depressões no pós parto.

Artigo escrito por Mafalda Antunes do blog Pretty Fit by Mafalda Antunes.

Источник: https://alegro.pt/lets-talk/recuperar-a-forma-no-pos-parto

Parto: tipos, dores, duração, recuperação e mais

A recuperação depois do parto

Parto é o momento em que o bebê nasce e deixa o corpo da mulher grávida. Ele começa com o trabalho de parto e acaba com a saída total da placenta (dequitação).

O trabalho de parto, por sua vez, é todo o processo pelo qual o corpo da gestante passa para dar à luz um bebê. Ele tem duas fases:

  • Fase latente: é caracterizada pelo início do trabalho de parto, quando as contrações não têm um ritmo e frequência certos. É nessa fase que o colo do útero tem os primeiros centímetros de dilatação e já começa a ficar mais fino.
  • Fase ativa: começa quando as contrações estão ritmadas, aparecendo de 5 em 5 minutos, com duração de 40 a 60 segundos cada. No início desta etapa, o colo do útero já deve estar dilatado em 4 ou 5 centímetros. Ao final, o colo fica com 10 centímetros, garantindo a passagem do bebê.

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O trabalho de parto não tem duração mínima ou máxima. Cada mulher tem seu tempo, mas aquelas que nunca tiveram filhos (chamadas de nulíparas) costumam passar por trabalhos de parto mais longos, que duram em média de 12 a 14 horas.

Já entre as mulheres que estão no segundo filho em diante (as multíparas), o processo todo tem uma média de 10 horas.

Para mulheres que não passam pelo trabalho de parto e optam por uma cesárea, a duração da cirurgia é de, no máximo, uma hora.

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Por via de nascimento:

  • Parto normal: É a forma natural de trazer bebês ao mundo, por via vaginal. Esse parto pode ocorrer com ou sem intervenções, como anestesia, fórceps ou vácuo extrator.
  • Parto cesárea: É o nascimento cirúrgico, feito a partir de um corte que atravessa os tecidos da pele até o útero.

    Quando feito sem necessidade, ele apresenta mais riscos à mãe e ao bebê, por se tratar de uma cirurgia.

Por local:

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  • Parto hospitalar: As maternidades são o setor hospitalar onde nascem os bebês. Elas garantem acompanhamento médico e oferecem qualquer assistência ou intervenção que beneficiem a mãe e o bebê.
  • Parto domiciliar: Tradicionalmente, o parto não era um evento médico, sendo feito dentro de casa. Atualmente, o parto domiciliar é uma opção para gestantes de baixo risco e deve ser acompanhado por, no mínimo, um médico obstetra, uma enfermeira, um pediatra e uma doula.
  • Casas de parto: Para as gestantes de baixo risco, a casa de parto também é uma opção oferecida em algumas cidades. A equipe é composta por profissionais experientes, como parteiras, doulas e enfermeiras, não necessariamente tendo a presença do médico obstetra.
  • Parto na água: Em todas as opções anteriores, é possível optar por parir na água, seja em uma banheira ou em uma piscina inflável. Alguns cuidados são necessários, como manter a água morna, e a equipe deve estar atenta para oferecer assistência imediata naquele ambiente. «Na água, a mulher sente-se confortável e numa posição menos dolorosa, o que facilita o momento do desprendimento cefálico», comenta Johnata Dacal, ginecologista da Clínica Duo+.

Por assistência:

  • Parto humanizado: Ao contrário do que muitos pensam, um parto pode ser humanizado independentemente da via pela qual acontece. O conceito engloba todos os partos que respeitem a mãe, o bebê e as descobertas mais recentes da medicina.

    Permitir que a mulher se expresse, fique na posição mais confortável e escolha o método de alívio da dor são algumas ações que humanizam o parto.

  • Parto com violência obstétrica: Neste caso, a equipe não respeita a mulher no momento mais delicado de sua vida, optando por intervenções desnecessárias e/ou sem consentimento.

    Alguns exemplos de violência obstétrica são empurrar a barriga da mãe para «ajudar» o bebê a sair (manobra de Kristeller), fazer o corte no períneo (episiotomia) sem necessidade e não permitir que a mãe grite de dor.

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Por desfecho:

  • Parto eutócico: É aquele em que todas as condições foram favoráveis ao nascimento via vaginal.
  • Parto distócico: É chamado assim quando alguma intercorrência acontece durante o trabalho de parto, como quando o bebê para de descer ou quando seu ombro não consegue sair.

O parto induzido é aquele em que o trabalho de parto é estimulado através de técnicas não naturais. A indução costuma ser aconselhada quando a mulher atinge 41 semanas de gestação, possui algum problema de saúde ou se há alguma complicação fetal que pede que o bebê nasça logo.

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Entre as técnicas de indução, estão:

  • Ingestão de misoprostol (comprimido)
  • Aplicação de ocitocina
  • Descolamento de membranas
  • Uso de balão cervical

Entenda com detalhes as formas de indução de parto.

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O trabalho de parto pode ser uma experiência dolorosa, pois o útero se contrai de forma intensa para que o colo se dilate, abrindo espaço para a passagem do bebê. No entanto, existem alternativas para aliviar essa dor, que podem incluir medicamentos ou não.

Alguns jeitos de aliviar a dor do parto são:

  • Ter um acompanhante
  • Manter uma respiração correta
  • Receber massagens relaxantes
  • Fazer movimentos durante o trabalho de parto
  • Ter posição livre de parto
  • Estar em contato com água morna
  • Receber anestesias
  • Fazer exercícios durante a gravidez.

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Entenda a fundo todas as formas de reduzir a dor do parto.

O plano de parto é um meio para que as preferências da mãe para a hora de nascimento de seu filho fiquem registradas e sejam levadas em conta. O ideal é que ela elabore junto com o obstetra, para que os dois conversem sobre todas as possibilidades.

Isso porque, durante o parto, algumas intercorrências podem acontecer e nem todos os desejos serão atendidos da forma que a gestante imaginou. Veja como preparar um plano de parto.

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A recuperação do parto normal costuma ser mais rápida e indolor do que a da cesárea.

Depois do parto vaginal, a recuperação mais difícil acontece se a mulher passou por episiotomia ou laceração. Por isso, nas primeiras horas, a mulher deve ir aplicando compressa fria.

Nos dias seguintes, a mãe deve seguir higienizando a região íntima com sabonete neutro e secando bem, com movimentos leves e delicados. A partir do segundo dia, é possível aplicar compressa quente para aliviar a dor.

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Já na cesárea, logo após a cirurgia, a mulher fica de 2 a 4 horas na sala de recuperação pós-anestésica. Cerca de 8 a 12 horas depois, a sonda da bexiga é retirada e é recomendado levantar pela primeira vez. A mulher fica internada de 2 a 4 dias após o parto, no geral.

Os pontos da incisão devem ser lavados com sabonete neutro e bem secados. O organismo precisa de 6 meses para se recuperar por completo, mas, em 30 dias, a maioria das atividades já podem ser retomadas. Veja como cuidar da cicatriz da cesárea.

Entre as complicações mais comuns, a obstetra Mariana Rosário lista:

  • Distócia funcional: quando as contrações não têm frequência e a dilatação não evolui.
  • Distócia de trajeto: quando o bebê «entala» na descida por desproporção entre a cabeça e a bacia
  • Sangramento no pós-parto: quando há maior sangramento do que o normal após a saída da placenta
  • Infecção: quando uma cesárea é feita, o risco de infecções existe, por se tratar de uma cirurgia de grande porte
  • Má cicatrização: Quando o corte da cesariana não se recupera como deveria, seja nos pontos internos ou externos
  • Mariana Rosário (CRM- SP: 127087), ginecologista, obstetra e mastologista
  • Johnata Dacal (CRM-SP 157515), ginecologista da Clínica Duo+.

Источник: https://www.minhavida.com.br/familia/tudo-sobre/35830-parto

Embarazo y niños
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