A recuperação depois do parto

Parto: tipos, dores, duração, recuperação e mais

A recuperação depois do parto

Parto é o momento em que o bebê nasce e deixa o corpo da mulher grávida. Ele começa com o trabalho de parto e acaba com a saída total da placenta (dequitação).

O trabalho de parto, por sua vez, é todo o processo pelo qual o corpo da gestante passa para dar à luz um bebê. Ele tem duas fases:

  • Fase latente: é caracterizada pelo início do trabalho de parto, quando as contrações não têm um ritmo e frequência certos. É nessa fase que o colo do útero tem os primeiros centímetros de dilatação e já começa a ficar mais fino.
  • Fase ativa: começa quando as contrações estão ritmadas, aparecendo de 5 em 5 minutos, com duração de 40 a 60 segundos cada. No início desta etapa, o colo do útero já deve estar dilatado em 4 ou 5 centímetros. Ao final, o colo fica com 10 centímetros, garantindo a passagem do bebê.

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O trabalho de parto não tem duração mínima ou máxima. Cada mulher tem seu tempo, mas aquelas que nunca tiveram filhos (chamadas de nulíparas) costumam passar por trabalhos de parto mais longos, que duram em média de 12 a 14 horas.

Já entre as mulheres que estão no segundo filho em diante (as multíparas), o processo todo tem uma média de 10 horas.

Para mulheres que não passam pelo trabalho de parto e optam por uma cesárea, a duração da cirurgia é de, no máximo, uma hora.

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Por via de nascimento:

  • Parto normal: É a forma natural de trazer bebês ao mundo, por via vaginal. Esse parto pode ocorrer com ou sem intervenções, como anestesia, fórceps ou vácuo extrator.
  • Parto cesárea: É o nascimento cirúrgico, feito a partir de um corte que atravessa os tecidos da pele até o útero. Quando feito sem necessidade, ele apresenta mais riscos à mãe e ao bebê, por se tratar de uma cirurgia.

Por local:

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  • Parto hospitalar: As maternidades são o setor hospitalar onde nascem os bebês. Elas garantem acompanhamento médico e oferecem qualquer assistência ou intervenção que beneficiem a mãe e o bebê.
  • Parto domiciliar: Tradicionalmente, o parto não era um evento médico, sendo feito dentro de casa. Atualmente, o parto domiciliar é uma opção para gestantes de baixo risco e deve ser acompanhado por, no mínimo, um médico obstetra, uma enfermeira, um pediatra e uma doula.
  • Casas de parto: Para as gestantes de baixo risco, a casa de parto também é uma opção oferecida em algumas cidades. A equipe é composta por profissionais experientes, como parteiras, doulas e enfermeiras, não necessariamente tendo a presença do médico obstetra.
  • Parto na água: Em todas as opções anteriores, é possível optar por parir na água, seja em uma banheira ou em uma piscina inflável. Alguns cuidados são necessários, como manter a água morna, e a equipe deve estar atenta para oferecer assistência imediata naquele ambiente. «Na água, a mulher sente-se confortável e numa posição menos dolorosa, o que facilita o momento do desprendimento cefálico», comenta Johnata Dacal, ginecologista da Clínica Duo+.

Por assistência:

  • Parto humanizado: Ao contrário do que muitos pensam, um parto pode ser humanizado independentemente da via pela qual acontece. O conceito engloba todos os partos que respeitem a mãe, o bebê e as descobertas mais recentes da medicina. Permitir que a mulher se expresse, fique na posição mais confortável e escolha o método de alívio da dor são algumas ações que humanizam o parto.
  • Parto com violência obstétrica: Neste caso, a equipe não respeita a mulher no momento mais delicado de sua vida, optando por intervenções desnecessárias e/ou sem consentimento. Alguns exemplos de violência obstétrica são empurrar a barriga da mãe para «ajudar» o bebê a sair (manobra de Kristeller), fazer o corte no períneo (episiotomia) sem necessidade e não permitir que a mãe grite de dor.

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Por desfecho:

  • Parto eutócico: É aquele em que todas as condições foram favoráveis ao nascimento via vaginal.
  • Parto distócico: É chamado assim quando alguma intercorrência acontece durante o trabalho de parto, como quando o bebê para de descer ou quando seu ombro não consegue sair.

O parto induzido é aquele em que o trabalho de parto é estimulado através de técnicas não naturais. A indução costuma ser aconselhada quando a mulher atinge 41 semanas de gestação, possui algum problema de saúde ou se há alguma complicação fetal que pede que o bebê nasça logo.

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Entre as técnicas de indução, estão:

  • Ingestão de misoprostol (comprimido)
  • Aplicação de ocitocina
  • Descolamento de membranas
  • Uso de balão cervical

Entenda com detalhes as formas de indução de parto.

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O trabalho de parto pode ser uma experiência dolorosa, pois o útero se contrai de forma intensa para que o colo se dilate, abrindo espaço para a passagem do bebê. No entanto, existem alternativas para aliviar essa dor, que podem incluir medicamentos ou não.

Alguns jeitos de aliviar a dor do parto são:

  • Ter um acompanhante
  • Manter uma respiração correta
  • Receber massagens relaxantes
  • Fazer movimentos durante o trabalho de parto
  • Ter posição livre de parto
  • Estar em contato com água morna
  • Receber anestesias
  • Fazer exercícios durante a gravidez.

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Entenda a fundo todas as formas de reduzir a dor do parto.

O plano de parto é um meio para que as preferências da mãe para a hora de nascimento de seu filho fiquem registradas e sejam levadas em conta. O ideal é que ela elabore junto com o obstetra, para que os dois conversem sobre todas as possibilidades.

Isso porque, durante o parto, algumas intercorrências podem acontecer e nem todos os desejos serão atendidos da forma que a gestante imaginou. Veja como preparar um plano de parto.

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A recuperação do parto normal costuma ser mais rápida e indolor do que a da cesárea.

Depois do parto vaginal, a recuperação mais difícil acontece se a mulher passou por episiotomia ou laceração. Por isso, nas primeiras horas, a mulher deve ir aplicando compressa fria.

Nos dias seguintes, a mãe deve seguir higienizando a região íntima com sabonete neutro e secando bem, com movimentos leves e delicados. A partir do segundo dia, é possível aplicar compressa quente para aliviar a dor.

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Já na cesárea, logo após a cirurgia, a mulher fica de 2 a 4 horas na sala de recuperação pós-anestésica. Cerca de 8 a 12 horas depois, a sonda da bexiga é retirada e é recomendado levantar pela primeira vez. A mulher fica internada de 2 a 4 dias após o parto, no geral.

Os pontos da incisão devem ser lavados com sabonete neutro e bem secados. O organismo precisa de 6 meses para se recuperar por completo, mas, em 30 dias, a maioria das atividades já podem ser retomadas. Veja como cuidar da cicatriz da cesárea.

Entre as complicações mais comuns, a obstetra Mariana Rosário lista:

  • Distócia funcional: quando as contrações não têm frequência e a dilatação não evolui.
  • Distócia de trajeto: quando o bebê «entala» na descida por desproporção entre a cabeça e a bacia
  • Sangramento no pós-parto: quando há maior sangramento do que o normal após a saída da placenta
  • Infecção: quando uma cesárea é feita, o risco de infecções existe, por se tratar de uma cirurgia de grande porte
  • Má cicatrização: Quando o corte da cesariana não se recupera como deveria, seja nos pontos internos ou externos
  • Mariana Rosário (CRM- SP: 127087), ginecologista, obstetra e mastologista
  • Johnata Dacal (CRM-SP 157515), ginecologista da Clínica Duo+.

Источник: https://www.minhavida.com.br/familia/tudo-sobre/35830-parto

Recuperação pós-parto: conheça dicas de resguardo

A recuperação depois do parto

Embora a responsabilidade de zelar e cuidar de uma nova vida seja um dos principais desafios das mamães, certamente ele não é o único.

 Isso porque, além de lidar com diferentes emoções e se adaptar à nova rotina, ainda existe a preocupação de restabelecer o próprio corpo — afinal, ele passa por inúmeras transformações ao longo da gestação.

Por isso, a recuperação pós-parto é uma fase fundamental para as mulheres que acabaram de dar à luz.

Depois do nascimento do bebê, as mamães devem respeitar um período de cerca de quarenta dias antes de retomar as atividades do dia a dia. Conhecido como resguardo ou quarentena, o puerpério é importante para que o corpo volte ao estado anterior.

Além disso, manter uma rotina de cuidados é essencial para que as mães se recuperem bem das dores, cólicas e cansaço. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura e confira oito dicas importantes para uma recuperação pós-parto tranquila e saudável.

Dicas para a recuperação pós-parto natural

Um pensamento comum entre muitas mulheres é que o parto natural é um processo bastante dolorido, enquanto a cesárea é um procedimento sem nenhuma dor. Mas, a verdade é que cada opção apresenta características e particularidades únicas.

Assim, embora o parto natural seja considerado mais dolorido, sua recuperação é bastante rápida. Por outro lado, como são aplicados anestésicos na execução da cesárea, ela não costuma apresentar dores durante o processo. No entanto, a recuperação pode apresentar alguns desconfortos.

Confira, a seguir, algumas dicas para a recuperação pós-parto natural.

1. Tenha paciência com as dores

É comum sentir dores no corpo depois de dar à luz por meio do processo natural, principalmente na região do períneo — isto é, a área localizada entre a vagina e o ânus.

No entanto, apesar do período variar de mulher para mulher, os males costumam passar em alguns dias, já que a recuperação costuma ser rápida no parto natural. Se a dor for intensa, não deixe de procurar o seu médico.

No caso da ocorrência de fissuras ou lacerações na pele na hora da saída do bebê ou da necessidade da realização de uma episiotomia, os pontos podem deixar a região dolorida e atrasar um pouco mais a recuperação. De qualquer forma, depois de dois meses, as dores devem desaparecer.

Outro aspecto relevante do parto natural é que a alta hospitalar ocorre a partir de 48 horas do nascimento da criança. Além disso, após o procedimento, as mamães já podem andar e comer. Por outro lado, é importante evitar levantar sozinha, já que a perda de sangue ocorrida durante o parto pode ocasionar a queda da pressão arterial.

2. Adote alguns cuidados diários

Para reduzir a dor e o desconforto nesse período, alguns cuidados são essenciais. Uma boa dica é aplicar compressas de gelo na região do períneo para aliviar os incômodos ou fazer banhos de assento com água morna.

Iniciar uma rotina leve de exercícios e investir em atividades como caminhadas e natação também são práticas recomendadas para quem deseja se movimentar, adquirir mais energia e fortalecer o corpo. Porém, o ideal é investir na prática a partir do primeiro mês, ok?

Outro cuidado para diminuir as dores na região perineal é jogar água morna sobre a vulva enquanto faz xixi. Já para evitar as temidas hemorroidas, procure sentar-se sobre uma almofada com furo no meio para reduzir a pressão sobre a região e os pontos.

3. Invista em uma alimentação saudável

Embora o ganho de peso seja uma ocorrência absolutamente normal durante a gestação, é fato que a maioria das mamães deseja recuperar as curvas quanto antes. Nesse contexto, é importante ter em mente que o organismo demora cerca de um ano para voltar ao que era antes. Portanto, é difícil voltar ao peso anterior em apenas alguns meses.

Já quando o assunto é alimentação, é fundamental que as mamães consumam os nutrientes necessários para a manutenção de sua saúde sem adicionar calorias na dieta — principalmente se a mulher estiver em fase de amamentação.

Cálcio, proteínas, ômega 3 e vitaminas B6 e C são alguns dos elementos essenciais. Por isso, não deixe de incluir no cardápio alimentos como peixes, ovos, feijão, frutas, verduras, legumes, linhaça, carnes magras, iogurte e leite desnatado. Também é importante ingerir bastante água durante a recuperação pós-parto.

4. Mantenha o resguardo

Como mencionado, depois do parto, é importante manter o resguardo. Nesses quarenta dias, algumas atividades estão liberadas e outras não. Dirigir, por exemplo, é recomendado apenas a partir do primeiro mês. Apesar disso, se a mulher não sentir nenhum incômodo, a ação pode ser liberada após duas semanas.

Além disso, sexo, exercícios físicos pesados e carregamento de peso são práticas que devem ser evitadas até os primeiros 45 dias. Por outro lado, o uso de absorvente interno, depilação e o ato de subir e descer escadas está liberado — desde que não exista nenhuma contraindicação, claro.

Dicas para a recuperação pós-cesárea

No caso de cesárea, as mamães devem permanecer em repouso por alguns períodos do dia, afinal, o recurso não deixa de ser um procedimento cirúrgico. No entanto, o tempo de descanso não pode ser muito prolongado, já que ele aumenta o risco de ocorrência de trombose na recuperação pós-parto.

Dessa forma, o ideal é que as mulheres se levantem após doze horas do nascimento do bebê e somente com o auxílio de um profissional de enfermagem. Confira, a seguir, algumas dicas para as mamães que passaram pelo processo de cesárea.

5. Conte com uma ajuda extra

Principalmente nos primeiros dias, é importante contar com uma ajuda extra para a realização de algumas atividades como dirigir, cozinhar e limpar a casa, por exemplo. Como as mamães não devem carregar peso, nem forçar a coluna, as tarefas domésticas devem ficar em segundo plano nesse momento.

Durante o primeiro mês, é fundamental que as mulheres se dediquem exclusivamente ao seu descanso, recuperação e bem-estar e, claro, à amamentação e aos cuidados com o bebê. Por isso, não deixe de pedir ajuda a alguém próximo e de confiança. Se for o caso, contrate algum profissional para cuidar de você.

6. Atente-se aos cuidados com a cicatriz

Quanto à cicatriz, os pontos devem ser retirados apenas depois de oito dias da realização da cesárea. Se o curativo for impermeável, é possível tomar banho normalmente, sem risco de molhar o local. Caso contrário, é recomendado não deixar cair água no curativo.

Além disso, é essencial manter a bandagem sempre limpa. Se houver muita secreção na região ou se a mulher estiver sentindo muitas dores, é importante voltar ao médico para que ele realize os procedimentos corretos.

Vale ressaltar que, hoje em dia, uma das intervenções cirúrgicas mais utilizadas é um procedimento em que os pontos não precisam ser retirados, pois o organismo absorve. Converse com seu médico e verifique sobre essa possibilidade.

7. Use uma cinta pós-parto

Ainda que bastante adotada por inúmeras mamães, o uso da cinta pós-parto é algo controverso, já que o artigo apresenta prós e contras.

O acessório é recomendado para conferir mais conforto, diminuir o inchaço e reorganizar os órgãos em seu devido lugar. Assim, as mamães terão mais segurança para se movimentar, andar e até mesmo tossir.

No entanto, alguns especialistas acreditam que o uso constante pode atrapalhar o fluxo sanguíneo e a movimentação dos músculos. Por isso, é fundamental se consultar com um médico antes de utilizar qualquer tipo de cinta ou faixa pós-parto, afinal, o uso incorreto pode levar à formação de seroma — acúmulo de líquidos na região da cesárea.

8. Opte por uma rotina saudável

Embora cada mamãe tenha seu próprio ritmo de recuperação, se o médico permitir, após três semanas da realização da cesárea já é possível investir em algum tipo de atividade física leve como caminhada ou corrida lenta. Por outro lado, os exercícios de prancha abdominal são ideais para fortalecer os músculos da barriga.

No caso da alimentação, não deixe de incluir alimentos cicatrizantes em sua dieta como peixe, frango, ovos, arroz, feijão e vegetais. Além disso, as frutas que soltam o intestino, como mamão, são essenciais para manter a saúde e a produção de leite materno.

Em todo caso, o ideal é se consultar com uma nutricionista para que ela indique os melhores alimentos para você, combinado?

Como você pôde ver, o período posterior ao parto não é nenhum bicho de sete cabeças. Porém, é importante tomar alguns cuidados para garantir uma recuperação pós-parto tranquila, segura e sem estresse.

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Источник: https://blog.xiquexiquebrasil.com.br/recuperacao-pos-parto-conheca-8-dicas/

▷ Pós-Parto: Recuperação, Cuidados e Resguardo | Pampers

A recuperação depois do parto

Após o nascimento do seu bebê, é' absolutamente normal que seu corpo passe por um período de cura. Quanto tempo isso dura dependerá de sua saúde geral, mas pode levar até um ano para que seu corpo volte completamente a como estava antes da gravidez.

Dor pós-parto e involução

Logo após o bebê nascer, a placenta é expelida e o útero se contrai firmemente para vedar os vasos sanguíneos abertos na parede uterina. A área onde a placenta estava presa é bem parecida a uma ferida aberta que precisa ser cicatrizada.

As contrações uterinas, às vezes chamadas de «dor pós-parto», podem ser sentidas como fortes sensações de cólica durante os primeiros dias. Você' também sentirá estas sensações se estiver amamentando, pois o estímulo dos mamilos promove contrações uterinas.

Embora doloridas, saiba que isso a ajuda a se curar mais rápido, e que a dor desaparecerá. Analgésicos podem ajudar, caso as cólicas estejam muito desconfortáveis.

As contrações uterinas ou de pós-parto são parte integral do encolhimento do seu útero de volta ao tamanho normal. Sua enfermeira verificará este processo enquanto você estiver no hospital, e poderá massagear seu útero para estimular sua contração. Leia também, como trazer o seu bebê para casa!

Corrimento

Poderá levar até 10 dias para que o local onde a placenta estava se cure totalmente. Durante este período, você 'perceberá um corrimento sanguíneo vaginal, chamado lóquio.

O corrimento terá cor vermelha viva por um ou dois dias após o parto, parecido com um intenso fluxo menstrual. Depois a quantidade diminui, ficando com coloração marrom escura, depois um corrimento róseo e, em 10 dias, um leve corrimento branco.

Isso indica que o local da placenta está totalmente curado.

Até o lóquio desaparecer, você deve evitar fazer sexo e deve limpar bem a área perineal (entre seu ânus e a vagina)  durante o dia, para evitar a entrada de bactérias na vagina.

Cura do local da incisão

Independentemente do parto ser vaginal ou cesárea, é provável que haja uma incisão que precisará ser curada. Com um parto vaginal, você provavelmente terá uma episiotomia.

Esta pequena incisão, feita para alargar a abertura vaginal assim que a cabeça do bebê emergir, é fechada com pontos. Assim como com qualquer incisão, a cura da episiotomia leva algumas semanas.

O corpo absorverá os pontos, mas você ficará sensível ou inflamada na primeira semana ou mais após o parto. É possível ocorrer infecções, mas com bom cuidado perineal, geralmente isso não ocorre.

Se o parto for uma cesárea, a incisão abdominal levará mais tempo para curar – de quatro a seis semanas, e você geralmente terá de tomar analgésicos. No início, provavelmente será um forte analgésico narcótico, que a deixará tonta e sonolenta. Se os pontos não puderem ser absorvidos pelo corpo, serão removidos em cinco dias após o parto.

Dicas para a cura em casa:

Há muitas outras maneiras para ajudá-la com a cura em casa:

  • Para evitar infecção na incisão da episiotomia, mude seu absorvente frequentemente, ao menos a cada quatro ou seis horas. Limpe o períneo após urinar ou evacuar, aplicando água morna na área e secando com gaze. Lembre-se também de limpar sempre da frente para trás. Tome um banho de assento ou aplique compressas mornas para a cura da incisão.
  • Faça exercícios de contração e liberação da pélvis (Kegels) que levará circulação à área, acelerando a cura.
  • Mantenha  os curativos da incisão da cesárea limpos e secos e siga as dicas de cuidado do hospital.
  • Faça uma dieta saudável para ajudar o processo de cura. Alimente-se com proteínas, vitaminas e muito líquido.
  • Descanse! Tente ficar na cama ou em um sofá na primeira semana após o parto. Não faça muita coisa tão rapidamente, mesmo que isso faça com que você se sinta bem. Suas únicas atividades devem se relacionar ao cuidado do bebê. Deixe alguém cuidar da casa, cozinhar, lavar roupas e outras tarefas. Planeje com antecedência, para obter ajuda com estas atividades.
  • Durma quando o bebê dormir. Você pode esperar muitas noites de sono interrompido, e você' precisará compensar isso tirando sonecas durante o dia. Tente dormir o máximo em um período de 24 horas (embora com muitos intervalos), como você fazia antes do bebê nascer.

Quando ligar para o médico

Entre em contato com seu médico se observar qualquer um destes sinais, que podem indicar que a cura não está progredindo como deveria ou que você está desenvolvendo uma infecção:

  • Temperatura corporal acima de 37,8°C por mais de um dia.
  • Sangramento vermelho vivo ou intenso (lóquio) após o quarto dia depois do parto, ou coágulos de sangue muito grandes no lóquio
  • O lóquio tem um odor desagradável.
  • Dor na área abdominal inferior, após os primeiros dias do parto.
  • Sinais de infecção (vermelhidão, calor, inchaço, corrimento contínuo) no local da incisão da episiotomia ou da cesárea.

Como ter um bebê é um processo normal, não uma doença, seu corpo é programado para se curar rapidamente. Se você seguir estas recomendações, ficará surpresa com a velocidade com que' voltará ao normal depois do nascimento do seu bebê.'

Se você ainda está no terceiro trimestre você já deve estar querendo saber o que esperar depois do parto, então não se esqueça de relaxar em meio a toda essas pesquisas e preparação. Ter um tempo para se desligar é bom para você e seu bebê e em breve você irá voltar para casa com sua pequena trouxinha de alegria e você não terá mais tempo para descansar.

Источник: https://www.pampers.com.br/gravidez/dar-a-luz/artigo/recuperacao-posparto

Recuperação pós-parto normal: como cuidar das cicatrizes e lacerações

A recuperação depois do parto

O banimento de um comercial que retratava os cuidados pós-parto normal do intervalo do Oscar 2020 não só gerou polêmica, mas deixou claro como a cicatrização do parto normal é um assunto pouco conhecido e discutido. 

Uma pena, pois ficar com a região genital lesionada depois da passagem do bebê é normal. Estima-se que até 85% das mulheres com parto natural terá algum tipo de trauma local, seja ele uma laceração espontânea ou um corte cirúrgico, a episiotomia – uma prática que é contraindicada na maioria dos casos. 

As lacerações espontâneas são divididas em quatro graus, conforme sua intensidade. A maior parte delas é de grau 1 e 2, ou seja, afetam apenas a mucosa da vagina e os músculos do períneo (parte entre a vagina e o ânus), mas algumas terão uma recuperação um pouco mais chatinha e atrapalham a vida da mulher. 

“Trata-se de um local que dificilmente fica limpo por estar em contato direto com urina e fezes, então há risco de infecção. Outra complicação comum é os pontos abrirem, dificuldade para ir ao banheiro e dores na relação sexual depois da recuperação”, comenta Cinthia Calsinski, enfermeira doutora pela Universidade Federal de São Paulo. 

Fatores de risco e prevenção 

Algumas condições facilitam o aparecimento da laceração. No primeiro parto, por exemplo, ela é bem mais comum. Tamanho e posição do bebê, ter uma síntese anormal de colágeno e má nutrição também podem aumentar esse risco.

“Há ainda uma questão de idade. As mais jovens estão mais sujeitas à episiotomia, enquanto as mais velhas podem ter mais lacerações graves”, comenta Fernanda Penido, enfermeira e professora da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

Outro fator associado às lacerações é a história de mandar a mulher fazer força, prender o ar e empurrar. Sob efeito de anestesia, ela tem mais dificuldade de fazer esse movimento de forma correta, fora de sincronia com a contração uterina.

“O ideal é que o profissional seja paciente para aguardar a descida do bebê”, explica Miriam Siqueira do Carmo Rabello, enfermeira obstetra e supervisora do programa Parto Seguro, do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim).

 

Não dá para garantir que a mulher não terá uma laceração no parto, mas é possível reduzir o risco de estragos mais graves com uma preparação durante a gestação. Neste sentido, quanto mais forte a musculatura do períneo, melhor. Uma estratégia benéfica para isso é a fisioterapia pélvica, que envolve massagens e exercícios específicos, e deve ser feita por um profissional especialista.

“Fazer atividades físicas desde o início da gestação, quando possível, ajuda. A caminhada, por exemplo, pode fortalecer a pelve antes de fazer os exercícios específicos para o períneo”, comenta Alessandra Fernandez, obstetra e ginecologista da clínica Por Ellas.

Os cuidados 

A higiene é o mais importante deles. “As de primeiro grau nem sempre são suturadas, ficam como um arranhão, e aí a orientação é apenas lavar com água e sabão com frequência, sempre que for ao banheiro, e secar com uma toalha”, aponta Miriam. Dê preferência para sabonetes específicos da região íntima, com pH neutro.

Se houver pontos, inchaço, vermelhidão, o médico pode recomendar sprays antissépticos, analgésicos e repouso. Para todos os casos, os médicos recomendam utilizar calcinha de algodão (e, quando possível, ficar um tempo sem), evitar fazer muito esforço e higienizar as mãos antes e depois de ir ao banheiro. 

Algumas medidas, embora não tragam benefícios para a cicatrização em si, aliviam o incômodo do início da cicatrização, como o uso de compressas geladas com gaze e chá de camomila. Usar almofadinhas especiais para sentar só costuma ser necessário para trazer conforto quando a laceração envolve a região anal. 

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A recuperação vai depender muito destes cuidados, mas leva, no máximo, cerca de 15 dias. Se a lesão for leve, em poucos dias tende a passar.  

Laserterapia 

Para lesões mais graves, há a possibilidade de realizar aplicação de laser no local.

“Ela pode ser feita em casa, com um aparelho específico por um profissional habilitado, para acelerar o processo de cicatrização, além de promover efeito analgésico”, explica Daniele Pimenta, enfermeira mestre em Saúde Materno Infantil pela Universidade Federal Fluminense, fundadora da consultoria Bem Nascer Gestantes. 

Converse com um profissional de saúde de confiança antes para saber se realmente o procedimento vale a pena no seu caso. 

Pode fazer banho de assento? 

Até pode, tanto frio, para aliviar as dores, quanto morno. “A água levemente aquecida ajuda a reduzir o edema, alivia desconforto, promove a recuperação da ferida e reduz inflamações”, aponta Fernanda. Só que vale conversar com o médico antes, pois nem todas as mulheres estão liberadas para a prática, especialmente com a água quente ou o uso de qualquer produto para fazer o banho. 

Sangramentos esperados 

Usar absorvente é necessário porque depois do parto aparecem os lóquios, secreções resultantes do processo de cicatrização interno.

Nos primeiros cinco dias, o que aparece é sangue, semelhante ao da menstruação, de volume variado. A partir daí aparece uma secreção primeiro amarelada, depois branca e, enfim, transparente.

O processo pode demorar até 60 dias para acabar, mas geralmente passa em 40 dias. 

Mas atenção: o sangue não deve sair da laceração em si. Se isso ocorrer, é preciso buscar atendimento médico. 

As hemorroidas 

Elas aparecem no final da gestação por conta da pressão do útero sob o ânus, e podem piorar depois do parto.

As compressas mornas de chá de camomila podem trazer mais conforto, além de cremes específicos para hemorroidas, receitados pelo médico.

Manter uma dieta rica em fibras, tomar bastante líquidos, evitar usar papel higiênico e realizar banhos de assento frequentes são outras estratégias que aliviam. 

Se o incômodo piora…

Sinal de que é melhor procurar ajuda. O esperado é que dores, inchaço e vermelhidão melhorem dia após dia. Sentir dores intensas, perceber que o ponto rompeu, a presença de sangue ou outra secreção no local da lesão e um odor diferente também devem ser motivo para ligar o sinal de alerta. 

É importante dizer que algumas lacerações podem deixar sequelas como dor nas relações sexuais, dores constantes no local e incontinência urinária ou fecal em algum grau. Daí a necessidade de realizar um trabalho preventivo (que explicaremos abaixo) e tomar os cuidados descritos aqui durante a recuperação. 

Outra dica dos especialistas é fazer um fortalecimento local com exercícios para a musculatura pélvica. Eles envolvem, basicamente, contrair e relaxar ânus e vagina, e devem começar a ser feitos só 30 dias depois do parto.  

Episiotomia x laceração espontânea: faz diferença? 

Se a laceração é um corte imprevisível, a episiotomia, por outro lado, sempre foi defendida como uma intervenção controlada e necessária para facilitar a saída do bebê. Só que não é bem assim. O corte feito com o bisturi é considerado uma laceração profunda, de graus 3 e 4, e tende a deixar mais sequelas por meses depois do parto. 

“Ele está associada a maior dor perineal, dor durante as relações sexuais e redução da elasticidade local quando comparado às lacerações espontâneas”, destaca Fernanda. O ideal é que a episiotomia seja feita em último caso, quando o bebê está em sofrimento ou o períneo da mãe não demonstra nenhuma flexibilidade. Estima-se que entre 5 e 10% dos partos realmente precise dela. 

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Источник: https://bebe.abril.com.br/parto-e-pos-parto/como-e-a-recuperacao-da-regiao-do-perineo-depois-do-parto-natural/

Embarazo y niños
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