A sexualidade nas crianças

Como Agir com a Descoberta da Sexualidade – Meninos e Meninas

A sexualidade nas crianças

Atitudes embaraçosas, perguntas constrangedoras…Tudo isso faz parte do desenvolvimento saudável da criança desde que sem exageros.

É importante tentar perceber quando a criança está demonstrando uma curiosidade de acordo com sua idade ou sua vontade de conhecer mais está extremamente exagerada podendo configurar um transtorno.

Como responder quando perguntam sobre Sexualidade?

Uma regra que vale sempre, não só no assunto sexualidade, mas em todos os momentos em que são questionados, é sempre dar respostas verdadeiras e diretas.

Se uma criança pergunta como ela nasceu o papai ou mamãe podem responder: “No hospital.
Você saiu da barriga da mamãe.” Se esta resposta for suficiente para a curiosidade a criança vai parar por aí.

Se não foi certamente virá outra em seguida e mais outra até que ela obtenha uma resposta que satisfaça sua dúvida.

O que não deve acontecer é querer dar uma aula de anatomia, relacionamentos e reprodução quando a pergunta é bem mais simples.

Você fica sem graça, e não sabe o que responder sobre Sexualidade ?

Quando os pais ficam absolutamente sem ação é melhor dizer a criança que não sabem a resposta, que vão pesquisar e depois dizer a ela, do que inventar uma resposta não verdadeira. Se ela não ficar satisfeita com a resposta, certamente irá buscá-la em outra fonte.

É preciso compreender que essa descoberta é saudável e importante para o desenvolvimento da sexualidade adulta sem traumas.

Com qual idade começa a descoberta da Sexualidade?

Por volta dos 3 anos, geralmente livres das fraldas, começam a ter curiosidade pelos seus órgãos, tocá-los e percebem que dá prazer. Então começam a perceber as diferenças entre meninos e meninas. Muitas dessas situações vão ocorrer e o que mais os pais e educadores devem estar atentos é às situações compulsivas e recorrentes.

É preciso passar a elas que essa descoberta é normal, dá prazer, não é “feia”. Da mesma forma que você precisa de privacidade para ir ao banheiro, outras atitudes também precisam.

Como agir em uma situação como essa?

Tanto pais como educadores devem fazer com que ela saiba lidar com sua descoberta e perceba que há hora e lugar para a exploração.

Quando a criança insiste em um comportamento em casa ou na escola, proponha a ela uma outra atividade. Um jogo, uma brincadeira fazendo com que ela perceba que aquele momento é inapropriado para sua “pesquisa”.

Ao largar as fraldas muitas das crianças têm um choque ao visualizar o amiguinho no banheiro e perceber que ele ou ela tem algo a mais ou a menos.

É a chamada síndrome da castração segundo Freud. A menina pensa que lhe falta um pedaço ou ainda vai crescer.

Os meninos por sua vez ficam horrorizados pensando o mesmo e achando que se aconteceu com elas pode também acontecer com eles.

Com qual idade começa a descoberta da Sexualidade nos outros?

Por volta dos 5 anos aparece a curiosidade em explorar o corpo dos amigos. Ela está descobrindo o seu próprio corpo e o dos outros. Mais uma vez é importante perceber qual a conotação para ela. Crianças não têm uma visão erótica dessas manifestações.

Meninos encantados pelas brincadeiras e brinquedos “de menina” ou vice-versa?

Não é motivo para desespero.Em um primeiro momento não há porque se desesperar quando o menino ou menina opta por brincadeiras normalmente preferidas do sexo oposto. Uma conclusão à priori só vem reforçar um raciocínio preconceituoso que imagina erroneamente que irá afetar a sua sexualidade na idade adulta.

Hoje, estamos presenciando uma confusão de papéis: família e escola têm trocado sistematicamente responsabilidades ora de um ora de outro. Ambas instituições são primordiais na formação do indivíduo, mas lembremos que os valores familiares são essenciais na formação da criança e esses são passados em atitudes mais do que em discursos.

Na formação da sexualidade não é diferente. A ligação afetiva da criança com seus pais começa no nascimento e evolui através da demonstração dessa afetividade com abraços, palavras doces, carinho, na hora do banho, da troca dentre inúmeros outros momentos de relacionamento muito próximo.

A criança que por um ou outro motivo foi privada desse contato pode ter dificuldade de se relacionar no futuro além de poder desenvolver problemas também na definição de sua própria sexualidade.

Biologicamente falando, meninos identificam-se com os pais e meninas com as mães

Na ausência constante de um deles é necessário que haja uma pessoa próxima e íntima que assuma esse papel de modelo de tipificação.

Até o final da fase pré escolar não se pode ainda afirmar que a criança tem sua opção sexualdefinida. O fato de mostrar um interesse maior por algo tipicamente do outro sexo pode, na verdade significar que ela simplesmente, pela falta de um modelo freqüente de seu mesmo sexo, não sabe o que um menino ou menina de 4 anos faz?

A maior parte desses comportamentos acontece porque a criança não convive com o modelo do mesmo gênero. Essa identificação acontece quando a criança percebe-se pertencente a um sexo e não outro. O que ocorre normalmente no início da socialização e é reforçado primeiramente pelos pais e posteriormente escola e amigos.

“Segundo Stoller (1993), o núcleo da identidade de gênero vai resultar de 5 fatores:

1) de uma força biológica, originada na vida fetal e comumente genética em sua origem, compreendendo os cromossomos masculinos (XY) e femininos (XX);

2) da designação do sexo do bebê, na hora do nascimento, da observação dos órgãos genitais externos (pênis ou vagina) pelo médico e pais, e do convencimento destes pais desta designação;

3) da influência incessante desta designação por parte dos pais, principalmente pela mãe, e a interpretação destas percepções pelo bebê, o que Silva (1999) adequou a chamar de socialização, na qual a criança passa a internalizar as regras culturais;

4) dos fenômenos bio-psíquicos, que são os efeitos pós-natais precoces causados por padrões habituais de manejo do bebê, ou seja, estão relacionados a aprendizagem e diretamente relacionado com o item 3;

5) e do desenvolvimento do ego corporal, resultante das qualidades e quantidades de sensações, principalmente nos genitais, que define o corpo e as dimensões psíquicas do sexo da pessoa.”

A importância do Pai e da Mãe nesse momento. (Masculino e Feminino)

O mais importante é fazer com que a criança possa ter experiências, das mais diversas com a figura masculina ou feminina, do mesmo gênero, preferencialmente o pai ou a mãe.

O transtorno de identidade pode ser caracterizado quando aparece na infância, antes da puberdade e caracteriza-se por um intenso sofrimento em pertencer a um sexo junto com o desejo de pertencer ao outro. Por isso deve-se ser muito cuidadoso ao se fazer um diagnóstico.

É preciso uma observação constante, longa e notar se a criança realmente pode apontar para um transtorno ou se ela não tem os modelos necessários para desenvolver seu gênero de uma forma habitual.

Источник: https://cliapsicologia.com.br/a-descoberta-da-sexualidade/

O despertar da sexualidade

A sexualidade nas crianças

«A gente tá de mãos dadas, passeando com o cachorro. Eu e o Luís.» Ana Beatriz, 4 anos

Apreciar a textura de um sorvete, relaxar numa massagem, desfrutar o beijo da pessoa amada: tudo o que se relaciona ao prazer com o corpo está ligado à sexualidade.

Embora pelo senso comum ela se confunda com o erotismo, a genitalidade e as relações sexuais, o fato é que esse campo do desenvolvimento humano pode ser entendido num sentido mais amplo e deve incluir a conscientização sobre o próprio corpo e a forma de se relacionar amorosamente.

Ainda que esse processo se estenda pelo resto da vida, ele se inicia na infância, desde o nascimento. «As crianças sentem prazer em explorar o corpo, em serem tocadas, acariciadas. Elas experimentam a si próprias e ao entorno, vivenciam limites e possibilidades», diz Cláudia Ribeiro, professora da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais.

De modo geral, é possível falar em três «frentes de descobrimento», que ocorrem paralelamente: a da dinâmica das relações afetivas, a do prazer com o corpo e a da identificação com o gênero. Tudo se inicia com a primeira percepção de prazer: o ato de mamar, uma ação que dá alívio ao desconforto da fome e que intensifica o vínculo afetivo, baseado na sensação de cuidado e acolhimento.

«A ligação entre mãe e bebê é um embrião relacional que, mais adiante, será desafiado com a percepção de que a figura materna desvia sua atenção para outras pessoas, como o pai ou um irmão», explica Ada Morgenstern, psicanalista e professora do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.

Ao constatar que não é o centro das atenções, a criança sente certo abalo em seu «reinado», mas também percebe que a sensação boa de se relacionar pode ser estendida para além da figura da mãe. Inicialmente, ela se volta para outros membros do contexto familiar e, em seguida, depois do primeiro ano de vida, para fora dele.

«Essas relações dão uma referência à criança sobre sua própria identidade. Interagindo com amigos, ela percebe a si mesma», diz Maria Helena Vilela, educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan, em São Paulo.

O prazer do vínculo afetivo e das interações sociais se dá em paralelo com a percepção das relações amorosas entre casais.

Para compreender essa realidade do mundo, a criança se utiliza de recursos próprios da fase que vive: o faz de conta e a imitação.

Falas como a de Ana Beatriz(primeira imagem), que representa no desenho um passeio de mãos dadas com um colega – ou seja, uma situação típica de namoro -, demonstram o interesse sobre os relacionamentos.

Experiências e perguntas nas investigações sobre o prazer

A descoberta de que o corpo é uma importante fonte de prazer costuma vir acompanhada de perguntas sobre a sexualidade. É comum, por exemplo, uma criança pequena perguntar a uma visita se ela tem «pinto» ou «perereca» – causando certo constrangimento aos adultos.

A questão explicita que ela começa a identificar as diferenças entre o corpo do homem e o da mulher e toma consciência das características do próprio físico. Nesse contexto, além da investigação visual, experimenta as sensações causadas pelo toque em diferentes partes do corpo (e no de outras crianças), sejam elas do mesmo sexo ou do sexo oposto.

«Também fazem parte dessa vivência beijos e abraços entremeados por risos e cócegas», completa Cláudia.

O neném primeiro fica na barriga. Depois, sai pela perereca.» 
Maria Luísa, 5 anos

Um dos pioneiros a estudar a exploração do prazer corporal foi o neurologista austríaco Sigmund Freud (1856-1939), criador da psicanálise, que chocou a sociedade de sua época ao falar da sexualidade infantil – rompendo com a imagem da criança inocente, assexuada.

Ele mapeou o desenvolvimento nesse campo em diferentes fases, cada uma valorizando o prazer em uma região do corpo. A primeira delas é a fase oral, que se estende até os 2 anos e em que os pequenos concentram na boca a maior parte das sensações de prazer – mamar no seio ou na mamadeira, chupar chupeta etc.

Em seguida, passa-se à fase anal (em torno dos 3 e 4 anos), quando a criança ganha controle sobre os esfíncteres e passa pelo processo de largar as fraldas. Nesse momento, sente-se bem em eliminar ou reter urina e fezes, fazendo do ânus uma região de prazer.

Depois os pequenos descobrem o prazer genital e investem nessa exploração do próprio órgão sexual. Esse período ocorre entre os 3 e os 5 anos e, depois dele, instaura-se um período de latência, em que as questões da sexualidade ficam secundárias nas inquietações infantis (até a puberdade).

Embora não tenha sido superada, essa divisão em etapas é hoje relativizada pelos especialistas. «A separação por fases tem a intenção de facilitar a compreensão sobre o amadurecimento da sexualidade e não pode ser entendida como algo estanque, que ocorre linearmente», explica Ada.

É também durante a Educação Infantil que os pequenos começam a se colocar questões sobre a origem dos bebês. Os caminhos para resolver esse «mistério» costumam ser perguntar a um adulto ou elaborar teorias próprias com as informações que coletam das mais variadas fontes – conversas, filmes e livros, por exemplo.

A fala de Luís Antônio, que parece se contentar com a ideia de que os bebês vêm do hospital, é um exemplo disso (veja o diálogo abaixo). 

«A minha mãe tá perguntando para o meu pai se ela pode me dar um irmãozinho. Se ele deixar, vai nascer.» Luís Antônio, 4 anos
«E de onde ele vai vir?» repórter
«Do (hospital) Samaritano.

» Luís Antônio

«Nessa hora, o importante é responder exatamente o que a criança está perguntando, sem antecipar dúvidas», diz Marcos Ribeiro, sexólogo e coordenador geral da ONG Centro de Educação Sexual, no Rio de Janeiro. Se uma criança indaga como os bebês nascem, dizer que eles saem do hospital, embora não seja errado, não resolve a dúvida, pois poderia indicar que eles são comprados ou pegos no local. Uma possibilidade é dizer que eles vêm da barriga da mãe, sem dizer como ele entra ou sai dela (a menos que o pequeno pergunte). «Assim, é possível garantir que eles tenham acesso à informação à medida que as questões façam sentido para eles ou os inquietem», diz Ribeiro.

«Aqui é um homem porque ele é forte. Olha o muque dele.» 

No espaço escolar, fale sobre o que é público e o que é privado

Além de explicações sobre anatomia e concepção, os pequenos vão aos poucos construindo ideias sobre cada gênero.

Por volta dos 2 anos, a criança percebe se é do sexo feminino ou masculino e, no contato com os adultos ao seu redor e pela mídia, aprende o que é ser menino ou menina em sua sociedade – e, claro, tem contato com os rótulos associados a eles.

Os pequenos logo percebem que se espera que o homem seja forte (veja o desenho e a fala de Felipe ao lado) e que a mulher seja frágil e delicada (veja a fala de Sofia abaixo).

«O meu pai às vezes me chama de Sofião…Eu não gosto dele quando faz isso comigo.» Sofia, 5 anos

«É preciso ter atenção à rigidez dessa diferenciação e à criação de estereótipos que não contemplem a diversidade entre as pessoas», alerta Ribeiro. Nesse aspecto, a escola tem um papel importante. A maneira como a instituição lida com as diferenças físicas e a igualdade de oportunidades são maneiras de ensinar o respeito à diversidade e de não reafirmar clichês questionáveis – como o fato de a menina ser passiva, e o menino, destemido ou mesmo autoritário.

Da mesma forma, a equipe docente tem responsabilidade em explicitar as regras da cultura em que os pequenos estão inseridos. É preciso ter atenção, sobretudo, à distinção do que cabe no espaço público e no privado. A masturbação, por exemplo, requer um espaço privado para ser realizada, assim como urinar e defecar.

«O professor deve intervir ao ver um menino manipulando a genitália em local público, mas o foco não deve ser a ação em si. A questão é o local apropriado», diz Maria Helena. «O adulto não deve repreender a criança apenas porque ele mesmo está incomodado.

Se ela estiver se tocando em local privado, como a cabine de um banheiro, não é adequado pedir para parar.»

O desafio para o professor é enorme: ao mesmo tempo em que deve preservar a intimidade das crianças e não culpabilizá-las por manifestações de sexualidade, ele é responsável por um processo educativo que aborde valores, diferenças individuais e grupais, de costumes e de crenças.

Isso é fundamental tan-to na infância como na adolescência, quando a questão ressurge a todo vapor. O mesmo te-ma voltará a ser abordado na série Desenvolvimento Infantil e Juvenil – que, a partir do mês que vem, direciona o olhar para o comportamento dos jovens.

* Os desenhos e os diálogos publicados nesta reportagem são de crianças de 3 a 5 anos da Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
Freud e a Educação – O Mestre do Impossível, Maria Cristina Kupfer, 102 págs., Ed. Scipione, tel. 0800-161-700, 30 reais
Sexualidades e Infância – A Sexualidade Como um Tema Transversal, Cláudia Ribeiro e Ana Maria Faccioli de Carvalho, 144 págs., Ed. Unicamp, tel. (19) 3521-7030, 31 reais 

Источник: https://novaescola.org.br/conteudo/433/o-despertar-da-sexualidade

A descoberta sexual das crianças em cada faixa etária

A sexualidade nas crianças

Segundo a psicóloga Mariana Ferreira, especialista em desenvolvimento sexual, todas as crianças devem passar por esta fase incipiente.

A teoria desenvolvida pelo psicanalista Sigmund Freud, no século 19, diz que começamos a nos desenvolver sexualmente quando ainda somos meros bebês – e as mamadas são a primeira fonte de prazer dos pequenos. Este é o primeiro período de descobertas, também conhecido como Fase Oral.

Até um ano e meio de idade, as descobertas dos filhos raramente assustam os pais. Nesta época, o maior centro de prazer da criança está na boca. Tanto é assim que brinquedos, chupeta e até mesmo as mãozinhas e pés vivem sendo babados e mastigados. 

“Este prazer que as crianças sentem ao levar as coisas na boca não tem nada a ver com relações sexuais. A satisfação está relacionada à forma como o corpo responde aos estímulos recebidos. Por exemplo, a criança liga o ato de sugar o seio da mãe com o fim da fome, que é uma sensação boa e acaba despertando o prazer e a curiosidade”, explica Mariana.

Descoberta pós-fralda

Quando as crianças se livram das fraldas – por volta dos dois anos, aprendem a controlar o xixi e o cocô. Então, o corpo dos pequenos passa a sentir prazer com esta novidade.

Dessa vez, o prazer é impulsionado pelo estímulo que a mãe dá ao ver que o bebê aprendeu a fazer suas necessidades no banheiro.

Ao descobrir que é possível ‘mexer’ com esta parte do corpo, o pequeno descobre um novo mundo.

“A criança começa a entender que se ela conseguir segurar o cocô será recompensada e acaba criando uma relação psicológica, estimulando e explorando os músculos dessa região”, explica Ricardo Monezi, professor de medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.

Brincadeiras

A partir dos três ou quatro anos a criança começa a explorar cada pedacinho do corpo e percebe em cada um deles uma sensação diferente.

É neste momento que o pequeno acaba tocando o pênis ou a vagina e descobrindo que naquele lugar é possível sentir algo gostoso. Muitas vezes, isso acontece por acaso, quando, por exemplo, um brinquedo encosta na região.

Não é possível dizer que se trata de desejo sexual, na verdade, é apenas uma curiosidade. 

“A situação, muitas vezes, é desconfortável para os pais, pois lhes ensinaram que fazer isso era feio. Porém, precisamos aprender a não julgar os atos infantis com os olhos dos adultos. A criança não faz nenhuma associação com o sexo em si, ela apenas sente prazer com a ingenuidade de uma criança”, diz. 

Então, haja jogo de cintura! Se o pequeno tiver o hábito de se tocar na frente das outras pessoas, apenas diga que aquilo é algo tão especial que deve ser guardado só pra ele, e que seria melhor se deixasse pra fazer em casa.

“É importante não ser severo demais, nem condenar o ato, já que mais tarde ele pode se sentir culpado pela desaprovação dos pais. E isso refletirá lá na frente, em sua vida sexual quando adulto”, comenta Monezi.

 Ainda nesta fase, as crianças descobrem as diferenças entre meninas e meninos. Daí, surgem beijos, uma série de perguntas sobre a origem dos bebês e as diferenças entre adultos e crianças. “Se ela tem idade para perguntar, ela terá idade para entender.

O importante é falar de maneira didática e sem moralismo ou mentirinhas para não criar desconforto, tanto para os pais como para os pequenos”, orienta Mariana. 

Outra dica é usar livros e jogos para ensinar às crianças um pouquinho sobre este desenvolvimento. “Nesta hora, é preciso usar uma linguagem infantil para não sexualizar a criança. A ideia é apenas sanar a curiosidade e fazer com ela se conheça melhor”, explica Monezi. 

Hora da calmaria

Muitos pais festejam quando esta época chega. A partir dos seis anos, o pequeno troca a exploração do seu corpo para conhecer o mundo. No período da alfabetização, os beijinhos entre amigos e o toque na região do pênis e vagina tende a diminuir. É dada a largada para o chamado período de latência, quando a criança volta toda sua energia para os esportes, amizades e aprendizagem.

A chegada dos hormônios

Com o início da puberdade – que para alguns começa aos 9 anos, a criança começa realmente a desenvolver sua sexualidade. E, nesta fase, conhecida como Genital, redescobre o prazer na região do pênis e vagina. Daí, é um passo para o amadurecimento sexual.

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Источник: https://bebe.abril.com.br/familia/a-descoberta-sexual-das-criancas-em-cada-faixa-etaria/

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