Causas do aborto retido

Aborto Retido – Principais Causas e Sintomas

Causas do aborto retido

Preocupação inevitável de todas as gestantes no primeiro trimestre, o aborto retido assombra, causa muita preocupação e traz muitas dúvidas para todas as gestantes, principalmente aquelas que já passaram pela experiência traumática de um aborto.

O medo do pesadelo se repetir, faz com que milhares de mulheres se desesperem a cada sinal, cólica e em muitos casos, até sintomas psicológicos ocasionados pelo medo, a procurarem um pronto atendimento diversas vezes para confirmar que está tudo bem com seu bebê.

O que é Aborto Retido?

É considerado aborto retido, quando constatado a morte do embrião ainda dentro do útero, onde não ocorre a expulsão espontânea.

Normalmente ocorre entre a 8º e a 14º semana, e o embrião pode ficar retido sem vida dentro do útero por semanas, até meses.

É confirmado através de exame de ultrassonografia, onde é analisado a ausência de batimentos cardíacos fetais ou através de exame laboratorial de sangue onde é confirmado que os níveis de HCG começam a reduzir, apontando que o desenvolvimento gestacional foi encerrado.

O aborto retido é diferente do aborto espontâneo, que expulsa naturalmente o embrião, saco gestacional e todo resíduo presente dentro do útero. Quando retido, pode ser expulso naturalmente no decorrer dos dias, mas caso não ocorra dentro de 1 mês é necessário intervenção medica para retirada, seja através de estimulação medicamentosa (ocitocina) ou da curetagem.

Sintomas do Aborto Retido

Mesmo sendo uma ocorrência que é necessária confirmação através de exames, é possível suspeitar através de alguns sinais, bem minuciosos, mas que podem servir de indicativo para procurar seu obstetra para avaliação.

Mas é necessário alertarmos, que o aborto retido pode ser completamente silencioso, e em alguns casos a mulher passar por várias semanas sem notar nenhum sinal.

Mas caso seja observado os seguintes sintomas, procure seu médico rapidamente.

  • Sangramento vermelho vivo ou em cor marrom;
  • Dor pélvica;
  • Desaparecimento dos sintomas gestacionais (náuseas, vômitos, frequência urinária elevada);
  • Ausência de crescimento no volume uterino e da barriga.

Causas do Aborto Retido

As causas do aborto retido devem ser analisadas em particular, já que existem diversos fatores que desencadeiam a ocorrência.

Entre as principais causas estão: idade da mulher, má formação no útero, defeitos cromossômicos do embrião, alterações na tireoide, diabetes descontrolada ou até mesmo problemas na coagulação sanguínea ou alterações imunológicas.

Maus hábitos e vícios, como consumo de drogas, cigarro e bebidas alcoólicas também entram nos fatores de risco.

Mulheres que passam por um aborto retido, podem normalmente engravidar de forma natural após o prazo indicado pelo ginecologista. Não é porque ocorreu nesta gravidez, que as próximas terão a mesma possibilidade. O ideal é fazer um acompanhamento detalhado, descobrir as causas e trata-las, para que futuramente consiga ter uma gestação saudável e tranquila.

Riscos

Caso o aborto retido não seja tratado devidamente ou o diagnóstico seja demorado, existem riscos de graves infecções, que podem inclusive ocasionar lesões nas trompas provocando infertilidade ou até desenvolver sensibilidade no sistema Rh, dificultando futuras gestações.

Quando não é a primeira vez que acontece o aborto, seja ele espontâneo ou aborto retido, é necessário investigar possíveis causas de isso estar acontecendo. Alguns casos, pode ser somente a deficiência de proteínas, colágenos e enzimas, ou problemas com coagulograma, que são necessários tratamentos específicos para reverter o quadro e assim a mulher estar pronta para uma nova gravidez.

Os riscos existem também para o procedimento da curetagem, por isso sempre como primeira opção é a tentativa do próprio corpo expulsar o feto, seja naturalmente ou através da ajuda medicamentos da ocitocina, que provocará contrações.

Caso não consiga a expulsão do embrião e toda matéria intrauterina dessa forma, é recomendada a curetagem.

No procedimento, as paredes uterinas são raspadas, e essas paredes podem gerar certa aderência e ficarem coladas uma as outras, correndo risco de desenvolver a sinéquia uterina.

Essa aderência após raspagem pode também dificultar que a mulher consiga engravidar novamente, já que o embrião terá dificuldades em se implantar para desenvolver. Outro grande risco da curetagem é o da perfuração uterina.

Tratamento Para Aborto Retido

Após confirmação da morte do embrião através do exame de ultrassom o tratamento indicado pode variar, caso a caso.

Uma das primeiras opções é de solicitar que o próprio corpo faça a expulsão do feto e do todo resíduo contido dentro do útero através de medicamentos, mas sem ser necessária internação.

Para esse método é necessário um controle e acompanhamento rigoroso para evitar que a mulher tenha infecções.

Outra opção é de internar a paciente e entrar com medicamentos para provocar contrações uterinas e dessa forma o embrião e resíduos ser eliminado. A terceira opção, normalmente
indicada quando as duas primeiras não apresentam resultados, ou até mesmo a pedido da paciente ou da gravidade do caso, por recomendação medica, a curetagem.

A curetagem é um processo de limpeza e esvaziamento uterino onde um procedimento de raspagem garante que todo resíduo seja eliminado ou aspiração de forma manual com a ajuda de uma seringa, onde todo resíduo é aspirado. Existem casos, onde é indicado o uso dos dois procedimentos para garantir que todo resíduo seja retirado.

Traumas do Aborto

O aborto pode provocar sérios danos psicológicos na vida das mulheres, já pela dificuldade da perda, ainda mais por todo o transtorno que precisa passar se for um aborto retido. Por isso, todo cuidado e cautela nesse momento é necessário, além do apoio familiar que é essencial nessa fase da superação.

Muitas mulheres relatam sobre o trauma gerado pelo momento da perda e principalmente na hora do procedimento da curetagem, que além de toda a dor desse momento, ainda são carregadas pela falta de profissionalismo e sensibilidade de muitos médicos e enfermeiras, que tratam pacientes nessa situação com total desrespeito e falta de amor. Em caso de abuso medico ou desrespeito, não fique calada, DENUNCIE!

Quando estiver pronta para tentar uma nova gravidez e já tiver a liberação do seu médico, faça todos os exames avaliatórios e inicie o consumo de vitaminas fortalecedoras do seu organismo, inclusive do ácido fólico que é indispensável para quem já está planejando engravidar nos próximos meses. Você pode optar por vitaminas da fertilidade como FamiFerti, que são suplementos vitamínicos completos com todas as vitaminas importantes para que a mulher consiga engravidar mais rapidamente e de forma saudável. Você pode adquiri-la aqui em nossa loja virtual.

Foto: nikosapelaths

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Aborto retido: o que é e por que ocorre?

Causas do aborto retido

O aborto retido é um dos diagnósticos que as gestantes mais temem. Esta é uma das razões pelas quais as mulheres chegam apreensivas às consultas com o obstetra no primeiro trimestre da gestação, uma vez que existem muitos medos e inquietações relacionados à possível interrupção da gravidez.

Quando ocorre um aborto, muitas mulheres tentam encontrar a razão em comportamentos e hábitos negativos que possam ter tido. No entanto, na maioria dos casos, o motivo não tem nada a ver com o comportamento materno. Explicaremos um pouco mais sobre o aborto retido para que você não se sinta culpada se estiver passando por esta situação.

O que é o aborto retido?

O aborto é a interrupção da gravidez. Este termo é comumente usado na primeira metade da gestação, quando a mesma não progride. Quando o médico descobre que o desenvolvimento do embrião parou, a gestante está enfrentando um aborto retido.

São situações que aparecem sem sintomas associados e, por esse motivo, são mais difíceis para a compreensão do casal. Isso leva ao surgimento de estados de desconforto e dúvidas sobre a fertilidade.

Para diagnosticar um aborto retido, o médico realizará um ultrassom transvaginal no primeiro trimestre. Dependendo da semana gestacional em que a gravidez se encontra, pode ser necessário repeti-lo novamente antes de fazer um diagnóstico definitivo. 

O valor do hormônio gonadotrofina coriônica (hormônio da gravidez) começa a diminuir cerca de 10 dias após o desenvolvimento do embrião ter sido interrompido. Por esse motivo, a realização de um exame de sangue ou um teste de farmácia não tem valor diagnóstico.

Sintomas do aborto retido

Trata-se de um quadro sem sintomas associados. Na maioria dos casos, as mães não têm sangramento ou dor abdominal. Por esse motivo, seu diagnóstico costuma ser feito tardiamente, quando é realizada uma ultrassonografia de controle.

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Causas do aborto retido

Muitas mulheres que sofreram um aborto retido têm muito medo de que essa situação ocorra novamente. Devido a essa experiência, quando engravidam novamente, pensam que é um quadro que pode aparecer rotineiramente.

As causas pelas quais um aborto retido ocorre estão associadas à ausência de sinais que favorecem a expulsão e o sangramento para limpar o útero, tais como ausência de contrações, ausência de dilatação do colo do útero ou ausência de descolamento.

No entanto, a dúvida que todas as gestantes querem esclarecer é por que o desenvolvimento do embrião parou. 15% das gestações terminam em aborto e 80% deles ocorrem no primeiro trimestre da gravidez. As razões pelas quais os abortos ocorrem são variadas:

  • Genéticas. O desenvolvimento embrionário é mais delicado do que imaginamos e o próprio corpo tende a não permitir a evolução de embriões com anomalias cromossômicas. Existem casos de condições mais amenas que podem evoluir até o nascimento do bebê, mas na maioria das vezes a gravidez para.
  • Anatomia do útero. Malformações na estrutura uterina que não permitem a adesão adequada do embrião.
  • Doenças endócrinas, sanguíneas ou imunológicas. Certas doenças que afetam todos os órgãos do corpo e costumam ter consequências durante a gravidez.
  • Infecções. Existem algumas doenças causadas por vírus ou bactérias que acabam afetando o embrião, o que pode provocar uma malformação fetal incompatível com a vida.

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Tratamentos recomendados

Nessas situações, é preciso acompanhar a eliminação completa de todo o conteúdo presente dentro da cavidade uterina. Para fazer isso, é possível agir por meio de diferentes processos:

  • Atitude expectante. Consiste em esperar o próprio corpo expulsar o conteúdo. É essencial fazer consultas periódicas para avaliar a condição e monitorar se não há riscos infecciosos.
  • Tratamento farmacológico. Envolve administrar medicamentos vaginais que ajudam a dilatar o colo do útero graças às contrações uterinas.
  • Processo cirúrgico. Neste, é realizada uma curetagem, que pode ser feita por meio da técnica de aspiração ou raspagem. É realizada na sala de cirurgia, sob sedação anestésica e após um jejum de cerca de 6 horas.

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Aborto espontâneo: entenda quais os sintomas e como lidar com o luto

Causas do aborto retido

Aborto espontâneo, que atinge de 15% a 20% das gestações, também exige lidar com o luto após uma perda Foto: Freepik / @senivpetro

O aborto espontâneo é considerado a complicação mais frequente que pode ser enfrentada em uma gestação, mas isso não significa que é fácil lidar com o processo e a perda que ele acarreta. Ele possui uma grande chance de gerar impactos psicológicos em quem passa pelo processo, e por isso é importante que seja respeitado o período de luto após a perda.

O período de gravidez costuma ser acompanhado de uma idealização em torno do nascimento de um filho.

É comum que um casal imagine como a criança será, como será a experiência de ser pais, por quais desafios passarão, ou seja, criam-se vários planos em torno do feto que está se desenvolvendo.

Entretanto, uma interrupção natural e inesperada da gestação pode prejudicar ou acabar com essas expectativas.

É necessário lidar então com a perda do bebê sendo que ainda existe pouca discussão na sociedade sobre o processo de luto, e também sobre o próprio aborto espontâneo.

A atriz Mariana Rios, por exemplo, revelou que sofreu um aborto espontâneo em julho de 2020, e em sua publicação artistas como Leda Nagle, Flávia Viana, Patrícia Barros, Fabiana Justus, filha do empresário e apresentador Roberto Justus, e a modelo Mariana Weickert comentaram que também tiveram a complicação.

Confira abaixo explicações de especialistas sobre o aborto espontâneo e também sobre o processo de luto ligado a ele.

O que é o aborto espontâneo?

O obstetra Alexandre Faisal Cury, pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), explica que o aborto espontâneo é uma interrupção involuntária de uma gestação. Pela definição clínica, ocorre até 12 ou 22 semanas de gravidez, e nesse segundo caso é chamado de aborto tardio.

A atriz Mariana Rios revelou que sofreu um aborto espontâneo em julho de 2020 Foto: Silvana Garzaro/ Estadão

“O abortamento espontâneo é a complicação mais frequente da gravidez e está presente em 15% a 20% das gestações. Uma em cada quatro mulheres terá um abortamento espontâneo durante a sua vida reprodutiva”, afirma o professor e obstetra Pedro Paulo Pereira, da FM-USP.

Diferentemente do que algumas pessoas acham, o aborto espontâneo não é mais comum na primeira gestação. Cury comenta que o principal fator que influencia a frequência do aborto é a idade, já que mulheres mais velhas, a partir dos 35 anos mas em especial após os 40, têm óvulos com qualidade menor, que podem gerar mais alterações genéticas no embrião e levar à perda.

Quais os sinais e causas do aborto espontâneo? 

“O principal sinal é o sangramento, com intensidade variada, e até eliminação de coágulos de sangue, associado à dor, que pode parecer uma cólica menstrual. Quanto mais avançada a gestação, mais viva a cor do sangramento”, explica Cury.

O professor comenta que ainda não se sabe exatamente quais são as causas do aborto espontâneo, mas que entre 70% e 90% dos casos têm origem em uma má formação do feto durante seu desenvolvimento, podendo estar ligadas a alterações genéticas. 

Quando o aborto ocorre pela primeira vez, não são cogitadas outras causas além da má formação.

“Pensamos nelas se ele se repete mais que três vezes consecutivas, e podem ser má formação uterina, doenças raras, alterações de produção de hormônio”, comenta o médico, destacando que essas situações não são habituais.

Também existem casos sem explicação definidas, a chamada causa idiopática, que pode estar ligada a fatores emocionais.

Como saber se é um aborto espontâneo ou uma menstruação?

Apesar dos sinais dos dois processos serem semelhantes, Pereira explica que a forma mais comum de distingui-los é notar alguns sinais de gravidez no corpo, como atraso no ciclo menstrual, náuseas e vômitos. 

Caso a mulher não saiba que está grávida, o professor comenta que é possível realizar uma ultrassonografia, que “permite o diagnóstico da gravidez, sua localização e também a viabilidade da gestação ao visualizar um embrião com batimento cardíaco”, além do famoso teste de gravidez que pode ser comprado em farmácias.

Tratamento do aborto espontâneo

Alexandre Faisal Cury destaca que a maioria dos casos de aborto espontâneo evolui sem grandes complicações, como hemorragias ou infecções, ou comprometimento da coagulação. No geral, o processo de “eliminação” do embrião dura duas semanas, podendo chegar a quatro em casos raros. É possível monitorar o processo por ultrassom.

“A intervenção cirúrgica é feita quando temos uma gestação um pouco mais avançada, sem sinais clínicos de evolução do abortamento, o chamado aborto retido, em que os restos placentários e ovários não foram eliminados até a terceira, quarta semana”, explica o médico.

Nos casos de intervenção cirúrgica, existem a curetagem e a aspiração intrauterina.

Pereira destaca que quando uma mulher grávida nota os sinais do aborto espontâneo, ela deve procurar imediatamente um obstetra, que fará o diagnóstico e definirá o tratamento mais indicado.

Segundo ele, o processo de abortamento varia a cada mulher, que pode esperar pela eliminação natural em algumas semanas ou induzir o processo por uso de medicamentos e até realizar a intervenção cirúrgica, nos dois últimos casos sempre em um hospital.

A importância do luto após um aborto espontâneo

Ana Cristina Barros da Cunha, professora do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destaca que o luto é um processo natural, mais comum em nossas vidas do que pensamos: “Quando perdemos uma pessoa, um objeto, um sonho, algo idealizado, a pessoa entra em um processo de luto por essa perda”. 

Durante o processo de luto do casal, é importante que haja um canal de comunicação Foto: Unsplash / @jmason

O luto envolve uma “elaboração psíquica” em torno de algo que perdemos, buscando dar um novo significado a essa realidade. Maria Julia Kovács, professora sênior da Universidade de São Paulo, destaca que ele é um processo “singular e próprio, e está sempre relacionado com características pessoais e a história de vida da pessoa”.

No caso de um aborto espontâneo, o luto está ligado ao choque da não concretização de uma imagem que foi construída pela gestante em torno do bebê e da própria gravidez.

“Essa idealização exige muito investimento psíquico, que se soma às próprias mudanças físicas, metabólicas que o corpo grávido acaba tendo que lidar”, aponta Ana Cristina.

Assim, é necessário que os afetados por essa perda passem por uma transformação, incorporando uma nova identidade e uma mudança em sua história pessoal.

A professora comenta que o luto é dividido, no geral, em cinco fases: negação, raiva, barganha, entristecimento e aceitação. Ao longo do luto uma pessoa pode sentir apenas uma delas, ou sentir uma com mais intensidade, ou primeiro sentir uma negação para depois sentir um entristecimento e voltar à negação. O processo, portanto, é variável, e não é linear, mas termina na aceitação da perda.

Trazendo para um caso de aborto espontâneo, Ana Cristina aponta que a negação está ligada ao questionamento da perda do bebê, a raiva com a percepção de que o investimento emocional e a imagem criada foram em vão (e pode vir acompanhada de tristeza e frustração). 

A barganha é uma tentativa da pessoa de entender o que poderia ter feito de diferente para evitar a perda, e pode significar que a pessoa evite hábitos que, em sua visão, levaram ao aborto.

O entristecimento é um “choque de realidade”, em que a pessoa se permite ficar triste e realmente viver a perda.

Por fim, na aceitação, a realidade é vista sem desespero, enfrentando a perda como algo real e incluindo ela em sua história.

Em alguns casos esse luto, natural, pode acabar gerando efeitos negativos para a pessoa, e aí é chamado de luto patológico, em que o nível de sofrimento é tão grande que podem surgir transtornos mentais decorrentes. Pessoas com algum histórico de desordens psíquicas ou traumas anteriores podem ser mais sujeitas ao luto patológico.

Não há uma regra de quando o luto será mais intenso após um aborto espontâneo, mas as professoras observam que é mais comum que a perda de gestações que tinham uma grande expectativa – como a de resultados de inseminações artificiais ou em gestação mais avançadas – costumam ter mais impacto.

Por ser um processo singular e único, também não é necessário buscar ajuda profissional em todos os casos. Maria Julia Kovács destaca que a melhor coisa para ajudar no processo de luto é se permitir “acolher e legitimar os sentimentos de dor e sofrimento pela perda”.

É necessário também que isso envolva não apenas a mãe, mas toda a família, que também teve um investimento emocional na gestação, em especial o pai. Nesse sentido, a comunicação aberta entre o casal, para falar de seus sentimentos, é relevante. É importante respeitar, também, o tempo de cada um e dar o devido espaço, sem ser invasivo.

“O acompanhamento psicológico deve ser oferecido sim como forma de cuidado, mas não deve ser exigido. A escolha deve ser do casal, se querem ele, porque se o acompanhamento não for desejado, obrigar pode trazer mais constrangimento”, explica Kovács.

Sobre a ajuda profissional, Ana Cristina afirma que “às vezes eles [o casal ou familiares] buscam alguém para falar sobre isso, questionar o que fez de errado ou poderia ter feito, ter alguém que escute isso de maneira clínica e que possa ajudá-los a entender que eles não têm culpa ou responsabilidade na grande maioria dos casos de aborto espontâneo é importante”.

“É importante pensar que nessa situação, do pós-aborto, o primeiro passo seria sentir, se permitir sentir o que está sentindo, e só depois pensar o que vai fazer com as consequências daquela perda, até pra não gerar arrependimento”, pondera a professora.

Kovács destaca que as perdas “nos acompanham e deixam cicatrizes”, e que o luto envolve integrar uma perda em nossa vida, até para permitir a continuidade dela, que pode significar até uma nova gestação, “não como superação ou substituição, mas como um caminhar da vida”.

*Estagiário sob supervisão de Charlise Morais

Источник: https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,aborto-espontaneo-entenda-quais-os-sintomas-e-como-lidar-com-o-luto,70003424614

Causas do aborto retido

Causas do aborto retido

Um aborto retido acontece quando o feto morre dentro do corpo da mãe mas não é expulsado pelo organismo, nem a placenta nem o resto de produtos próprios da gestação. O corpo o retém durante várias semanas.

Índice

O que é um aborto retido?

Em algumas ocasiões, depois de dias ou semanas da implantação do embrião no útero se produz o aborto, ou seja, o feto morre por diversas causas e é expulsado pelo organismo. Porém, as vezes acontece que quando o embrião morre fica dentro do útero porque o organismo não percebeu que não está vivo e a placenta ainda funciona.

Isso é conhecido como aborto retido.

Como o corpo não expulsa o feto, a mulher não percebe nada e também não sabe que o bebé morreu porque o sangrado não é produzido. A única maneira de saber o estado do feto é com uma revisão rutinaria mediante ecografia que observe que o coração do feto não late mais.

Uma vez que a ecografia enxergue que o feto não está vivo, é importante ajudar o organismo a expulsar o embrião. É um processo psicologicamente doloroso para a mãe e também perigoso porque pode causar infeção ou outros problemas como alterações de coagulação, hemorragia, etc.

Segundo as semanas de gestação será recomendável um método ou outro.

Principais causas do aborto retido

São as mesmas que podem causar um aborto natural normal. A única diferencia é que o organismo não detectou o falecimento do feto:

– alterações cromossômicas ou genéticas; anomalias.

– Trombofilia ou doenças que alteram a coagulação da sangue.

– Infeções.

– causas endócrinas; devido ao desequilíbrio dos níveis de progesterona.

– Causas autoimune: por causa dos anticorpos que podem criar algum tipo de resistência contra o feto.

Uma vez que a mãe se recuperar do aborto, pode voltar tentar ter um bebé uns 3 ou 4 meses, sempre que seja capaz mentalmente. Um aborto retido é excepcional, não tem por que acontecer novamente. Muitas mulheres que tiveram esse tipo de aborto, ficam grávidas novamente e têm uma gestação normal. O mais importante é manter a calma e seguir as indicações do médico.

Amém disso, as causas pelas quais o organismo não expulsa o feto são várias:

– a causa mais comum é a falta de contrações uterinas.

– ter um canal uterino estrito.

– se o aborto retido se produz a partir da décima semana, pode ser por causa do desprendimento do ovo.

Quais são os sintomas?

A diferença com outros tipos de abortos involuntários que desenvolvem sangrado, câimbras e dores, o aborto retido não apresenta sintomatologia. É por isso que o aborto retido só é visível a través de uma ecografia.

Quando se produz um aborto espontâneo se desenvolve risco de infeção e alta alteração da coagulação. Por esse motivo, quando se deteta algum incômodo durante a gravidez é principal ir ao ginecologista.

É possível ter uma aborto retido novamente?

O aborto é um mecanismo natural pelo qual o corpo elimina a gravidez que por algumas causas ou outras não funciona corretamente. O normal é que a tua próxima gravidez se desenvolva com normalidade.

Se isso acontece mais de duas vezes é recomendável fazer um estudo cromossômica para detetar se existe alguma anomalia nos pais. De fato, se devem deixar dois ou três ciclos menstruais para ter certeza da regulação de hormônios.

Se novamente ficas grávida demasiado rápido depois de ter tido um aborto retido pode acontecer que os restos do antigo aborto se juntem e o aborto se produzir mais uma vez.

Como superar um aborto?

Emocionalmente não é um processo fácil. De fato, embora os pais conheçam a gravidez pouco tempo atrás, já sentem um forte vínculo com a futura criança. É um golpe emocional que finaliza as expectativas e as ilusões.

É importante não recusar os sentimentos e se apoiar no casal, na família e os amigos. O melhor é ficar ocupado.

Se não consegues essa superação, o melhor é ajuda externa com um especialista.

Como diagnosticar um aborto?

O médico pode realizar várias provas.

Prova pélvica: para controlar se o canal do útero dilatou.

Ecografia: para controlar o desenvolvimento adequado do embrião. Se a ecografia não é definitiva se repete uma semana depois.

Análise do sangue: se verificam os níveis de hormônios durante a gravidez.

Análise de tecidos: se a mulher grávida expulsou o tecido, o mais normal é analizar esse tecido num laboratório para confirmar se aconteceu o aborto.

Provas cromossômicas: se tiveste dois ou mais abortos se faz um estudo sobre os cromossomos do casal.

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