Cesárea. Tudo que você precisa saber

Contents
  1. Parto cesárea: entenda tudo sobre essa forma de parir!
  2. Como é feito o parto cesárea?
  3. Quanto tempo demora para fazer uma cesárea?
  4. Quais são os riscos da cesárea?
  5. Quais as vantagens do parto cesárea?
  6. Você também pode gostar
  7. Parto Cesárea: tudo o que você precisa saber · Mãe Pop
  8. Considerando todos os riscos x benefícios do parto cesárea, é importante que a saúde do bebê e da mãe estejam sempre em primeiro lugar quando esta é a escolha
  9. O que é um parto cesárea?
  10. Riscos do parto cesárea
  11. Principais de riscos para a mãe:
  12. Riscos para o bebê:
  13. Riscos potenciais para futuras gestações:
  14. Aulas de parto:
  15. A decisão pela cesárea:
  16. Como é o parto cesárea?
  17. A cirurgia começa esfregando seu abdômen e preparando os instrumentos. Seus braços geralmente serão colocados em tábuas que se projetam para longe do corpo. Eles podem ou não ser amarrados nessas placas. 
  18. Perguntas a serem feitas sobre o parto cesárea:
  19. Como é a recuperação do parto cesárea?
  20. Medicamentos para dor
  21. Sexo após o parto cesárea
  22. Amamentação pós parto cesárea
  23. Como evitar uma cesárea?
  24. Parto domiciliar (em casa): tudo o que você precisa saber
  25. 1. Qualquer gestante pode ter o parto em casa?
  26. 2. Como é composta a equipe que faz o parto?
  27. 3. Quanto custa o parto em casa? Existe gratuito?
  28. 4. É seguro ter o parto em casa?
  29. 5. Como acontece o parto domiciliar?
  30. 6. É possível receber anestesia?
  31. 7. O que é feito caso haja alguma complicação durante o parto?
  32. 8. É possível ter um parto humanizado sem ser em casa?
  33. Puerpério – Tudo o que você precisa saber – Clínica Ayroza Ribeiro
  34. As Fases do Puerpério
  35. Vida Sexual e Fertilidade
  36. Amamentação
  37. Aspecto Emocional

Parto cesárea: entenda tudo sobre essa forma de parir!

Cesárea. Tudo que você precisa saber

Depois de engravidar, uma das preocupações das gestantes é o momento do parto. Qual é a escolha mais segura para a mãe e para o bebê? Quais são os riscos que cada alternativa oferece? A dor será insuportável? Quanto tempo leva a recuperação? São muitas as questões que giram em torno desse momento tão importante, que trará um novo ser ao mundo.

Os primeiros partos realizados no mundo aconteciam, na maioria das vezes, dentro de casa, com as mulheres da família sendo guiadas por uma parteira que tinha mais experiência nesse processo. Sem anestesia, sem condições adequadas de higiene e sem as técnicas adequadas para tornar o parto menos doloroso, era comum que mães e/ou bebês falecessem nesse momento.

Para impedir que o nascimento de uma criança tivesse um final trágico, estudos foram sendo realizados a cada ano. Ferramentas foram inventadas para facilitar a remoção do bebê, como o fórceps, e remédios anestésicos começaram a ser desenvolvidos para reduzir a dor do parto normal.

Depois de muito estudo, a cesariana foi adotada como um método para realizar o nascimento de um bebê que estivesse em uma posição inadequada no útero da mãe, ou em uma situação que oferecesse riscos para a saúde da mulher e da criança. A cirurgia consiste em um pequeno corte no ventre da mãe, por onde o bebê seria removido.

Embora o parto por cesárea pareça mais simples e mais eficiente que o parto normal, natural ou humanizado, a realidade é bem diferente disso.

Na verdade, a cesariana deveria ser realizada em exceções, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, que define que elas deveriam representar apenas 15% dos nascimentos.

A título de comparação, a instituição constatou que 85% dos partos brasileiros de 2019 foram cesarianas.

Para entender melhor por que o parto cesárea não deve ser o caminho natural para o nascimento de uma criança, aprenda tudo sobre como essa técnica funciona! É importante ressaltar que, em alguns casos, o parto cesárea é a única possibilidade para uma mãe e para um bebê. Então, não se sinta mal se esse foi o seu caso!

Como é feito o parto cesárea?

O parto cesárea é realizado obrigatoriamente em um hospital, por um(a) profissional da medicina, em ambiente esterilizado e com medicamentos à disposição.

Em primeiro lugar, a mulher receberá uma anestesia espinhal, para continuar consciente, ou uma anestesia geral, para adormecer.

Um cateter urinário é inserido para drenar a urina presente na bexiga e é feita uma limpeza do abdômen com produto antisséptico.

Patricia Prudente / Unsplash

A seguir, faz-se um corte de 10 centímetros de comprimento, dois a três centímetros acima da púbis, onde começam a nascer os pelos que cobrem a vulva.

Então, é preciso cortar os outros tecidos que separam a parede abdominal do útero, como o tecido celular subcutâneo, o tecido aponevrose e o tecido peritoneu.

Ao chegar ao útero, deve-se realizar uma abertura transversal no órgão, de onde sairão o feto e a placenta, nessa ordem.

Assim que o bebê e a placenta são removidos, corta-se o cordão umbilical e os cortes são suturados, visto que não há mais nada para retirar de dentro do corpo da mãe. Os pontos permanecem algum tempo no corpo da mulher, até que o corte cicatrize, e depois são retirados com auxílio médico.

Esse procedimento é recomendado quando há incompatibilidade feto-pélvica, a placenta é baixa, o cordão umbilical passa em frente ao colo uterino, a passagem do feto pode provocar hemorragia, há risco de sofrimento fetal ou quando a mulher apresenta alguma doença que impeça o parto normal.

Quanto tempo demora para fazer uma cesárea?

O parto cesárea pode levar de 45 minutos a uma hora para ser realizado. A cirurgia é normalmente agendada com antecedência, e em muitos casos a mãe sequer passa pelo trabalho de parto, não sentindo as contrações tipicamente associadas ao momento de dar à luz.

Muitas mulheres e muitos profissionais da saúde preferem a cesárea exclusivamente porque ela é mais rápida e pode ser mais simples do que o parto normal, considerando que, em alguns casos, o trabalho de parto pode durar até 12 horas para as mães que têm os filhos de forma natural.

Alex Hockett / Unsplash

Apesar da velocidade para realizar o procedimento, a recuperação de uma cesariana é mais demorada que a do parto normal. No parto cesárea, a mulher deverá primeiro se recuperar da anestesia, o que pode levar quatro horas.

Depois de 12 horas, a sonda da bexiga é removida e só então ela pode se levantar. A internação, caso não ocorram problemas, dura de dois a quatro dias.

No parto normal, uma hora depois do procedimento a mãe já pode voltar para o quarto, se o processo ocorreu em um hospital.

Quais são os riscos da cesárea?

Quando a cesariana é feita sem necessidade, são muitos os riscos aos quais a mãe e o bebê estarão expostos. A seguir, saiba quais são eles e encontre um(a) profissional de confiança para realizar o procedimento quando for a sua vez!

O parto cesárea pode trazer para a mãe maior risco de infecções, de trombose nos membros inferiores, de hemorragias e de reações alérgicas aos anestésicos. A recuperação é demorada depois do trabalho de parto, e a dor no pós-operatório é mais frequente nesse tipo de cirurgia.

Nos partos seguintes, a mulher pode sofrer com dificuldade para implantação da placenta e risco de ruptura uterina, caso a próxima gestação se encerre com o parto por via vaginal. Em alguns casos, a mulher enfrenta problemas de infertilidade, embora essa condição seja mais rara.

Para o bebê, a cesariana pode causar problemas respiratórios ao nascer, como taquipneia transitória do neonato. É possível prevenir esse tipo de condição se a gestante já estiver grávida há 39 semanas e se tiver entrado em trabalho de parto antes da cirurgia.

Quais as vantagens do parto cesárea?

A cesariana não deve ser escolhida como um caminho natural para o parto; ela deve ser aplicada somente se a mãe ou o bebê apresentarem uma condição específica para tal. Tendo isso em mente, é possível analisar quais são as vantagens que o parto cesárea apresenta.

Christian Bowen / Unsplash

Como a cesariana é uma cirurgia de curta duração, pode-se agendá-la e escolher a data de nascimento da criança. Assim, o estresse da mãe durante o parto é reduzido e qualquer problema pode ser previsto com antecedência, em um ambiente esterilizado e seguro.

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Outra vantagem da cesariana é que o agendamento garante a disponibilidade da(o) obstetra no dia do parto, o que pode não acontecer se a mulher realizar o parto normal. Além disso, a cesárea reduz os nascimentos com mais de 42 semanas de gestação (associados a riscos para o bebê).

A cirurgia também reduz as complicações do parto por via vaginal, como lesão do plexo braquial, traumas ósseos e asfixia, e diminui o risco de prolapso uterino ou de bexiga e de incontinência urinária para a mãe.

Independentemente de como você queira que seja o seu parto, o mais importante é que ele aconteça de forma segura e protegida. Se você tem medo do parto normal ou se não quer fazer a cesárea, leve essas aflições para o(a) profissional de saúde que está te acompanhando. Sinta-se segura para esse momento que vai mudar a sua vida e confie no seu corpo!

Источник: https://www.eusemfronteiras.com.br/parto-cesaria-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-ele/

Parto Cesárea: tudo o que você precisa saber · Mãe Pop

Cesárea. Tudo que você precisa saber

No entanto, no Brasil, há taxas altas de parto cesárea. Seja por agendamento antecipado ou por motivos que não são realmente indicações para este tipo de cirurgia.

Considerando todos os riscos x benefícios do parto cesárea, é importante que a saúde do bebê e da mãe estejam sempre em primeiro lugar quando esta é a escolha

Há pessoas que ainda agendam seus partos, mas com as novas diretrizes, muitos médicos estão deixando para fazer isso apenas quando a gestação ultrapassa a semana 40. O que já é um ganho para mãe e bebê.

O que é um parto cesárea?

Muitos dizem que cesárea não é parto, pois parto é a via de nascimento normal e cesárea é uma cirurgia. De fato, em termos médicos, talvez sim. Mas quando se trata do nascimento de um bebê, nada é bem colocado quando vemos apenas os termos médicos. Ou, quando esquecemos a relação emocional que existe com o ato do nascimento em si, independente da via de parto. Certo?

Então, não vamos nos apegar ao que é ou não um parto, segundo os termos médicos. Vamos focar em questões mais relevantes neste artigo. Combinado?

Uma cesariana é uma maneira do bebê nascer. Esse tipo de parto é feito por uma incisão cirúrgica no abdômen e no útero para permitir que um bebê ou bebês nasçam com segurança quando o parto vaginal não é o caminho mais seguro.

O ideal é que um parto cesárea não seja planejado, mas que aconteça em caso de emergência durante o curso do trabalho de parto normal.

Riscos do parto cesárea

Uma cesariana é uma cirurgia abdominal importante. Nos casos em que há uma necessidade real, é mais fácil pesar os benefícios em relação aos riscos.

Principais de riscos para a mãe:

  • Infecções
  • Coágulos de sangue
  • Lesão cirúrgica do trato urinário
  • Hemorragia

Riscos para o bebê:

  • Dificuldades respiratórias
  • Aumento do risco de estar na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN)
  • Prematuridade acidental por ocasião da realização da cirurgia

Riscos potenciais para futuras gestações:

  • Ruptura uterina (onde a cicatriz se separa durante a gravidez ou em trabalho de parto)
  • Aumento do risco de colocação placentária anormal em futuros partos, incluindo placenta prévia
  • Cirurgia de emergência para histerectomia
  • Risco de que a placenta cresça através da parede uterina
  • Risco de que a mãe não seja autorizada a tentar um parto vaginal, mesmo que seja uma candidata apropriada devido a políticas hospitalares ou de casas de parto
  • Risco de descolamento da placenta (onde a placenta se separa prematuramente da parede uterina)

Há muitas mulheres que conseguem ter partos normais após uma cesárea. Isto é totalmente possível para muitas. Embora existam riscos adicionais de uma cesariana, deve-se notar também que este é o procedimento cirúrgico mais comum no Brasil. Isso significa que há trabalho constante e melhorias, quando possível, para reduzir esses riscos em todas as frentes.

Aulas de parto:

Fazer aulas de parto com doulas, casas de parto e profissionais atualizados, pode ser útil para te informar sobre como evitar uma cesárea desnecessária.

A decisão pela cesárea:

A cesárea pode ser decidida depois do início de trabalho de parto ou anteriormente devido a situações que exijam a cesárea planejada. O ideal é que sempre que possível, o parto normal seja a primeira opção e que a mãe espere entrar em trabalho de parto.

>> Parto normal: como é, como acontece e você vai sentir muita dor?

Como é o parto cesárea?

Se você não tiver uma epidural (por ter tentando antes o parto normal), você receberá uma anestesia epidural ou raquidiana ou, mais raramente, uma anestesia geral (o que a fará “dormir” para a cirurgia). Após a anestesia, você fará a cirurgia para o nascimento do seu bebê.

A cirurgia começa esfregando seu abdômen e preparando os instrumentos. Seus braços geralmente serão colocados em tábuas que se projetam para longe do corpo. Eles podem ou não ser amarrados nessas placas. 

Diferentes camadas de pele serão cortadas. Essas camadas incluem a pele, o músculo, a fáscia (gordura), o peritônio, o útero e o saco amniótico.

Há também outras coisas acontecendo durante esta parte, incluindo a bexiga sendo protegida, sangramento dos vasos sanguíneos estão sendo cauterizados para evitar perda adicional de sangue. Esta é uma das razões pelas quais seu obstetra irá usar uma segunda pessoa para ajudá-lo.

Pode ser outro médico da clínica ou alguém contratado pelo hospital que trabalha como assistente de sala de cirurgia (outro médico, assistente médico, enfermeiro registrado, etc.).

Na hora do nascimento, você pode sentir pressão e puxadas. O anestesista ou anestesista está ao seu lado e o ajudará a lidar com essas sensações e com quaisquer outras coisas que você possa sentir durante a cesariana, que nunca deve ser dor.

Se o bebê estiver bem, você poderá colocar o bebê em contato pele a pele com você e iniciar a hora de ouro, momento em quê o bebê é colocado no peito para mamar.

>> Amamentação na primeira hora de vida: a melhor boas vindas ao bebê

Enquanto tudo isso acontece, o médico termina a cirurgia. Ele remove a placenta e começa a costurar suas camadas de pele. Isto costuma levar mais tempo do que a cirurgia em si.

A cesariana pode fazer você pensar que não tem opções. Isso não é verdade. Ainda há muitas questões para você decidir antes de dar à luz.

Perguntas a serem feitas sobre o parto cesárea:

  • Quem pode ir com você para a sala de cirurgia?
  • Pode ter doula para apoiar você e / ou seu parceiro durante ou após o nascimento?
  • Seu bebê será entregue diretamente a você após a cirurgia? (É um direito seu que o bebê vá direto para seu colo, mesmo após a cesárea e tenha a primeira hora de vida nos braços da mãe e todos os outros procedimentos adiados, caso ele tenha nascido bem).
  • Você pode tirar fotos?

Como é a recuperação do parto cesárea?

Após o nascimento, você vai se recuperar em uma área do hospital chamada de sala de recuperação. Geralmente haverão outras mães nesta sala se recuperando. Após a primeira hora, você normalmente vai para a sala de pós-parto para monitoramento menos intensivo.

Uma das melhores coisas a fazer para acelerar a recuperação é levantar e andar. Muitas mulheres podem fazer isso quando a dormência desaparece, com algum apoio da equipe. Esse movimento ajuda a curar e diminui o risco de algumas complicações, como coágulos sanguíneos.

A internação típica após um parto cirúrgico é de cerca de quatro dias.

Medicamentos para dor

Você receberá medicação para dor. O controle da dor é muito importante para a sua recuperação. Você não deve pular a medicação. É seguro tomar estes medicamentos durante a amamentação e uma parte importante da sua recuperação. >> Amamentação e o uso de medicamentos

Sua incisão será dolorida e a maioria das mulheres dirá que andar nas primeiras vezes após o parto é doloroso. Lembre-se que caminhar é uma coisa boa, pois acelera a cura.

Sexo após o parto cesárea

Após a quarentena (40 dias pós parto), você pode fazer sexo. Mais saiba que isso é uma folga física, às vezes, você não está emocionalmente pronta e tudo bem. Converse com seu parceiro sobre todas estas mudanças.

>> Sexo depois dos filhos: como fica o casal

Amamentação pós parto cesárea

Amamentar após uma cesárea é totalmente possível e não interfere na produção de leite. O que pode dificultar um pouco é a separação com o bebê (peça para ter a primeira hora de vida com o bebê) e dificuldades no posicionamento por causa da cirurgia. Vencidas estas questões como o medo da cirurgia recente, tudo dará certo.

Tente encontrar uma posição confortável para você e o bebê. Peça ajuda se tiver problemas e confie em você.

>> Posições para Amamentar: as tradicionais

Como evitar uma cesárea?

Cesarianas feitas para verdadeiras emergências médicas não podem ser evitadas. Durante a gestação, informar o médico sobre seus desejo sobre o tipo de parto é a discussão perfeita.

Há também maneiras de ter um parto vaginal, certificando-se de que seu médico tem uma taxa baixa de cesárea e isto realmente faz muita diferença.

Verifique no seu plano se saúde qual a taxa de cesárea do médico que te atende e do hospital que você pretende ter o bebê.

Se você for ter seu bebê em um hospital público, tente se informar na maternidade quais são os procedimentos para cesárea e se possível, tente encontrar um hospital que tenha o selo de Amigo da Criança. Veja a lista aqui >> Lista de Hospitais Amigo da Criança

Источник: https://maepop.com.br/parto-cesarea/

Parto domiciliar (em casa): tudo o que você precisa saber

Cesárea. Tudo que você precisa saber

O parto domiciliar é aquele que ocorre em casa, geralmente escolhido por mulheres que buscam um ambiente mais acolhedor e íntimo para ter o seu bebê. Entretanto, é indispensável que este tipo de parto seja feito com um ótimo planejamento pré-natal e com o acompanhamento de uma equipe médica, para garantir a assistência à saúde da mãe e do bebê.

Além disso, deve-se lembrar que o parto em casa não é recomendado para todas as mulheres, pois há situações que contra-indicam, como mulheres diabéticas, hipertensas ou com gestação de gêmeos, pois apresentam maior risco de complicações durante o parto. 

Também é importante lembrar que, apesar da comodidade e do conforto de casa, alguns estudos mostram que o parto domiciliar aumenta o risco de morte do bebê, já que é um local menos preparado para oferecer cuidados, caso haja algum tipo de complicação. O trabalho de parto e o nascimento do bebê pode ser imprevisível. Por este motivo, a maioria dos médicos é contra o parto domiciliar, principalmente os sem assistência médica.

Vamos esclarecer algumas das principais dúvidas sobre este tema:

1. Qualquer gestante pode ter o parto em casa?

Não. O parto em casa pode ser feito apenas por mulheres grávidas saudáveis, que tenham feito um pré-natal completo e que tenham entrado em trabalho de parto naturalmente. Como forma de proteger a saúde do bebê e da mulher, não é recomendado o parto domiciliar caso a gestante apresente as seguintes situações:

  • Pressão alta, pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional ou qualquer outra condição que provoque uma gravidez de alto risco, devido à doenças como cardiopatias, pneumopatias, doenças renais, hematológicas ou neurológicas;
  • Ter tido uma cesariana anterior ou outros tipos de cirurgia no útero;
  • Ter gravidez de gêmeos;
  • Bebê em posição sentada;
  • Qualquer tipo de infecção ou doença sexualmente transmissível;
  • Suspeita de malformação ou doença congênita do bebê;
  • Alterações anatômicas na bacia, como estreitamento.

Estas situações aumentam o risco de complicações durante o parto, não sendo seguro que este seja feito fora do ambiente hospitalar.

2. Como é composta a equipe que faz o parto?

A equipe que faz o atendimento do parto em casa deve ser composta por médico obstetra, enfermeiro e um pediatra.

Algumas mulheres optam por fazer o parto somente com doulas ou enfermeiras obstétricas, entretanto, deve-se ter a compreensão que, caso haja alguma complicação durante o parto, haverá uma maior demora para receber os primeiros cuidados médicos, e o tempo é crucial durante uma emergência. 

3. Quanto custa o parto em casa? Existe gratuito?

O parto domiciliar não é coberto pelo SUS, por isso, as mulheres que desejarem, necessitam contratar uma equipe especializada neste tipo de parto. 

Para contratar um equipe de parto em casa, o custo pode ser, em média, entre 15 e 20 mil reais, o que varia de acordo com o local e o valor cobrado pelos profissionais envolvidos.

4. É seguro ter o parto em casa?

É verdade que, na maioria das vezes, o parto normal acontece naturalmente e sem qualquer tipo de intervenção.

Entretanto, é importante lembrar que qualquer parto, mesmo nas mulheres saudáveis, pode evoluir com algum tipo de complicação, como dificuldades na contração e na dilatação uterina, nó verdadeiro no cordão umbilical, alterações na placenta, sofrimento fetal, ruptura uterina ou hemorragia uterina.

Assim, ao estar em casa durante o parto, caso haja alguma dessas complicações, irá atrasar o início de atendimentos que poderiam salvar a vida da mãe ou do bebê, ou evitar que o bebê nasça com sequelas, como a paralisia cerebral.

5. Como acontece o parto domiciliar?

O parto em casa acontece semelhante ao parto normal no hospital, entretanto, a mãe estará na sua cama ou numa banheira especial. O trabalho de parto costuma durar entre 8 e 12 horas, e neste período a gestante deve se alimentar de alimentos leves, como alimentos integrais, frutas e legumes cozidos.

Durante o procedimento, é necessário que haja material limpo, como lençóis descartáveis ou sacos de lixo, além de um ambiente limpo e aquecido para receber o bebê. 

6. É possível receber anestesia?

Não é feita anestesia durante o parto em casa, já que este é um tipo de procedimento que deve ser feito em ambiente hospitalar.

7. O que é feito caso haja alguma complicação durante o parto?

É importante que a equipe médica responsável pelo parto domiciliar tenha disponíveis materiais para serem utilizados caso haja algum tipo de intercorrência, como sangramentos ou demora para a saída do bebê. Assim, deve haver fios de sutura, anestésico local, fórceps ou material de reanimação para o bebê, caso seja necessário.

Entretanto, caso haja uma intercorrência mais séria, como hemorragia ou sofrimento fetal, é necessário que a gestante e o bebê sejam transferidos imediatamente para o hospital.

8. É possível ter um parto humanizado sem ser em casa?

Sim. Hoje em dia muitos hospitais têm programas de parto humanizado, em um ambiente muito acolhedor para a mãe e o bebê, com uma equipe especializada neste tipo de parto.  

Источник: https://www.tuasaude.com/parto-domiciliar/

Puerpério – Tudo o que você precisa saber – Clínica Ayroza Ribeiro

Cesárea. Tudo que você precisa saber

Durante a gestação, o organismo feminino enfrenta mudanças internas para que o feto possa se desenvolver da melhor maneira e venha a tornar-se um bebê saudável. Depois do nascimento da criança, quando as “recém-mamães” podem pensar que as alterações corporais chegaram ao fim, tem início o puerpério.

Essa fase, muitas vezes, é considerada complexa porque não é apenas o corpo que se modifica, ocorrem também desdobramentos no aspecto psicológico das mulheres.

O puerpério, também conhecido como resguardo ou quarentena, consiste em um período que dura entre 45 e 60 dias, contados após o nascimento do bebê. Nessa fase, as taxas hormonais sofrem consideráveis quedas e os órgãos restituem suas características de não-gravidez.

Para melhor ilustrar essa retomada, tomemos o útero como exemplo. Durante a gravidez o órgão chega a medir 32 centímetros e pesar 1 quilo e meio. Ao fim do puerpério, o útero volta a ter em torno de 7 centímetros e 600 gramas. Esse processo recebe o nome de involução uterina.

A amamentação é uma aliada da mulher durante esse período. Afinal, além de nutrir e proteger o bebê, o aleitamento materno libera ocitocina no organismo feminino. Esse hormônio, estimulado pela sucção do bebê, auxilia o corpo a retomar suas características anteriores à gravidez.

Aqui, entra em cena outro fator importante para o puerpério, a questão hormonal.

A queda vertiginosa dos níveis de progesterona e estrogênio pode desencadear quadros de depressão pós-parto ou baby blues. É indicado buscar auxílio médico para evitar maiores complicações desses quadros.

As Fases do Puerpério

Existem outros fatores a serem considerados durante o puerpério, que vão além da retomada do organismo à sua condição anterior à gestação.

O sangramento vaginal pós-parto, cientificamente chamado de lóquio, pode durar ao menos 30 dias e irá fazer parte do dia a dia da puérpera. E isso independe do tipo de parto que tenha sido realizado.

Durante o puerpério imediato – até o 10º dia posterior ao parto, o lóquio é bastante parecido com a menstruação, tanto na coloração do sangue como no fluxo em que ele aparece.

Na fase chamada puerpério tardio (11º ao 25º dia) o fluxo sanguíneo diminui consideravelmente e a secreção fica rosada até desaparecer totalmente.

Preste atenção durante o lóquio em busca dos seguintes sinais:

  • Odor forte;
  • Febre;
  • Dores abdominais persistentes;
  • Hemorragia.

Esses possíveis cenários podem ser indicativos de processos infecciosos. Portanto, é indispensável que a paciente siga as recomendações médicas e compareça a todas as consultas marcadas.

Vida Sexual e Fertilidade

A mulher tem a função reprodutiva interrompida durante o puerpério, que só será retomada, em média, depois da sexta semana pós-parto.

Essa janela temporal pode variar de acordo com cada organismo, por isso é tão importante manter a atenção focada nos métodos contraceptivos durante esse período para evitar uma nova gravidez.

Passado esse período, a menstruação volta a acontecer como resultado da cicatrização do útero e seu retorno à normalidade.

No que diz respeito às relações sexuais, elas devem ser interrompidas até que o ginecologista dê alta para a paciente. Geralmente, esse período de resguardo sexual dura 30 dias, mas pode ser maior caso a cicatrização da incisão da cesárea ou da episiotomia (nos partos normais) ainda não tenham sido concluídas totalmente.

A incontinência urinária é outra complicação que pode vir a ocorrer no puerpério em mulheres que realizaram parto normal, todavia, esse quadro pode ser minimizado e revertido com exercícios pélvicos.

Amamentação

A amamentação é fundamental durante o puerpério, além de possibilitar a criação de laços entre a mãe e o bebê.

O leite materno começa a ser produzido entre 24 a 72 horas depois do parto e a chegada desse leite pode ser percebida pela mamãe. Os seios incham bastante, ficam mais quentes e levemente doloridos.

O ato de amamentar, contudo, às vezes não é algo simples. Há mulheres que não produzem a quantidade necessária de leite materno, em outros casos o líquido pode não conter todos os nutrientes essenciais para o começo da vida da criança, sendo recomendada a suplementação.

A alimentação saudável e adequada durante essa fase da vida é indispensável para o bem-estar da mãe e do bebê. Por isso, priorize o acompanhamento nutricional, mantenha-se hidratada e procure descansar o máximo possível.

Aspecto Emocional

As consequências emocionais e psicológicas despertadas pelo puerpério tornam essa fase bastante complicada.

Com os sentimentos à flor da pele, um misto de euforia e apreensão deixa muitas mulheres confusas e inseguras, até mesmo mães experientes.

O apoio do companheiro ou companheira significa bastante e exerce papel fundamental para que esse período seja mais fácil de vivenciar.

Bem como no pré-natal, o acompanhamento médico durante o puerpério contribui sobremaneira para que as etapas sejam superadas com mais tranquilidade.

Não hesite em procurar assistência médica caso tenha qualquer dúvida e coloque sempre sua saúde como prioridade.

Источник: https://www.ayrozaribeiro.com.br/materias/puerperio/

Embarazo y niños
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