Com que frequência deve comer um bebé de 2 meses de idade?

Como deve ser feita a introdução alimentar do bebê

Com que frequência deve comer um bebé de 2 meses de idade?

A fase de introdução alimentar é vital para o desenvolvimento do paladar e o início de um hábito alimentar diversificado. 

Introdução alimentar é o termo usado para designar a fase em que a alimentação dos bebês começa a incorporar outros alimentos além do leite materno.

Ela deve ser iniciada no sexto mês de vida, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Até essa idade, o aleitamento materno deve ser exclusivo e não há necessidade de nenhum outro alimento, nem mesmo água, já que o leite da mãe supre também as necessidades de hidratação do bebê.

Aos seis meses, recomenda-se começar a introduzir outros alimentos na dieta, ao mesmo tempo em que, na medida do possível, o aleitamento continue até os 2 anos de idade. Nos casos em que a mãe não pode amamentar por qualquer motivo, pode-se recorrer às fórmulas infantis, mas nessas situações a orientação é procurar a ajuda de um pediatra para saber qual a melhor conduta em cada caso.

Veja também: Bebês não devem tomar suco de frutas antes de 1 ano

A alimentação complementar deve ser introduzida de maneira lenta e gradual. Algumas crianças podem estranhar no início e recusar determinados alimentos, o que é normal, pois trata-se de uma experiência totalmente nova para elas. “Se ela não aceitou, não insista, não force e não agrade. Às vezes, ela recusa, e isso é normal.

É importante que o alimento seja novamente oferecido em outra ocasião”, explica o pediatra e presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), dr. Rubens Feferbaum.

Segundo informações do Ministério da Saúde, é necessário oferecer um alimento de oito a dez vezes, em média, até que a criança o aceite.

O que oferecer

Segundo o pediatra, o ideal é oferecer ao bebê uma alimentação variada e rica em nutrientes, tanto macro (proteínas, carboidratos e gorduras) quanto micro (ferro, zinco e vitaminas). Para tanto, é preciso unir representantes dos quatro grupos alimentares principais: hortaliças e frutas, carnes e ovos, cereais e tubérculos e grãos.

“A composição de todos esses grupos é que vai permitir que a criança tenha energia, proteínas, sais minerais e as vitaminas necessárias para um crescimento adequado”, explica o dr. Rubens. Ele também alerta que até o oitavo mês é preciso introduzir alimentos como ovos, peixes e glúten para criar tolerância e evitar possíveis alergias.

Não se recomenda bater os alimentos no liquidificador para não deixar a comida muito fina nem misturar os grupos, para permitir que a criança experimente novas texturas e sabores e aprenda a mastigar. É fundamental que ela tenha uma discriminação do sabor dos alimentos e movimentos de mastigação

Por outro lado, pelo menos até os 2 anos é importante evitar itens como frituras, enlatados, salsicha, refrigerantes, café, salgadinhos, balas e açúcar adicionado nos alimentos. O sal deve ser usado com moderação, o mínimo possível. Para temperar, a dica é utilizar ingredientes como salsinha e cebolinha, e mesmo nesses casos, sem exagero: o  tempero deve ser leve.

Quando precisar usar óleo, recomendam-se os vegetais, como óleo de canola, soja ou milho, mas também sempre em pequena quantidade. Por fim, priorize sempre alimentos frescos, ou seja, evite congelados e processados.

Hora da refeição

O dr. Feferbaum explica que é necessário ter disciplina nos momentos de refeição e proporcionar um ambiente calmo e tranquilo para a criança comer. “A refeição tem que ser um momento prazeroso.

Não devemos ficar prendendo a atenção deles com telas, desenhos e coisas do tipo. Isso prejudica o horário da alimentação.” Ainda segundo o especialista, não se deve castigar a criança por não comer ou oferecer recompensas por ela “limpar o prato”.

Quando a criança está sem fome, o melhor a fazer é não insistir nem forçá-la.

Rotina alimentar

A introdução alimentar deve começar com a oferta de duas papas de fruta e uma papa de legumes diariamente durante o primeiro mês. A papa de legumes deve conter um alimento de cada grupo alimentar:

  • Hortaliças (folhas verdes, abóbora, beterraba, quiabo, tomate, cenoura etc.)
  • Cereais e tubérculos (arroz, batata-doce, batata, inhame, macarrão, aipim etc.);
  • Carnes e ovos (frango, peixe, boi, pato, vísceras ou miúdos, codorna, ovos etc.);
  • Grãos (feijão, lentilha, soja, ervilha, grão-de-bico etc.).

A alimentação deve ser variada, por isso é interessante oferecer diferentes opções a cada dia. Se um dia a hortaliça foi representada pela cenoura, tente outra no dia seguinte. O mesmo vale para as papas de frutas do mesmo dia: se pela manhã foi abacate, opte por outra à tarde ou à noite.

No início, a consistência da comida deve ser pastosa e ir se solidificando gradativamente. Não é necessário o uso de peneira, basta amassar os alimentos com um garfo. Logo após o primeiro mês de introdução, os pais podem deixar pequenos pedaços sólidos na papa para estimular a mastigação. Perto do primeiro ano de vida, a criança já pode comer a refeição básica da família.

“Não se recomenda bater os alimentos no liquidificador para não deixar a comida muito fina nem misturar os grupos, para permitir que a criança experimente novas texturas e sabores e aprenda a mastigar.

É fundamental que ela tenha uma discriminação do sabor dos alimentos e movimentos de mastigação”, afirma o pediatra.

Ou seja, cada grupo deve ser amassado, mas colocados em porções separadas no prato, sem formar uma papa única.

Além disso, lembre-se de oferecer água filtrada e fervida nos intervalos das refeições. Também é importante oferecer duas frutas diferentes por dia. As refeições podem ser feitas conforme os horários da família, mas é preciso respeitar o apetite da criança e saber diferenciar sinais de fome de outros desconfortos, como sede ou sono, por exemplo.

Veja o esquema alimentar recomendado pelo Ministério da Saúde para crianças amamentadas:

Veja o esquema alimentar recomendado pelo Ministério da Saúde para crianças não amamentadas:*

* Atenção: No caso de crianças que não são amamentadas, o ideal é buscar orientação médica para tirar dúvidas e saber quando dar início à introdução alimentar de forma personalizada.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/como-deve-ser-feita-a-introducao-alimentar-do-bebe/

Bebês que comem alimentos sólidos a partir dos 3 meses dormem melhor

Com que frequência deve comer um bebé de 2 meses de idade?

Um novo estudo acaba de mostrar que contrariar as recomendações de idade mínima para a introdução de comidas sólidas na alimentação do bebê pode ser uma boa ideia.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças de até seis meses de idade recebam exclusivamente leite materno.

No entanto, uma pesquisa publicada na segunda-feira, no periódico científico JAMA Pediatrics, mostrou que crianças de apenas três meses de idade que recebem alimentos sólidos – além do leite materno – dormem melhor.

O estudo, conduzido por pesquisadores das universidades King’s College e Saint George, ambas na Inglaterra, mostrou que houve uma redução de 50% na incidência de problemas de sono dessas crianças, incluindo choro e irritabilidade. As diferenças nos padrões de sono se tornaram ainda mais evidentes a partir dos seis meses de idade.  Lembrando que essa mudança se reflete em uma melhora na qualidade de sono de toda a família.

Alimentação versus qualidade do sono

Para chegar a essa conclusão os pesquisadores acompanharam 1.303 bebês, separados em dois grupos: crianças que passaram a comer alimentos sólidos aos três meses (junto com o leite materno) de idade; e bebês que só receberam esses alimentos a partir dos seis meses.

Os resultados mostraram que aos seis meses de idade, os bebês que recebiam alimentos sólidos desde os três meses dormiam cerca de 16 minutos a mais por noite (quase duas horas a mais por semana) e acordavam com menos frequência (1,74 vez por noite contra duas vezes por noite).

Além disso, o primeiro grupo registrou metade da incidência de problemas de sono, como choro e irritabilidade em comparação com o segundo.

Michael Perkin, da Universidade de Saint George, ressaltou que as diferenças entre os grupos analisados foram pequenas, mas refletem em vantagens para os pais.

“Considerando que o sono dos bebês afeta diretamente a qualidade de vida dos pais, até uma pequena melhora pode trazer benefícios importantes”, disse à BBC.

Uma das hipóteses para explicar essa associação entre alimentação e qualidade do sono é que os bebês que recebem alimentos sólidos precocemente estão mais saciados e regurgitam menos.

 “Nós acreditamos que a explicação mais provável para a melhora na qualidade do sono é que esses bebês têm menos fome”, disse Gideon Lack, professor de alergia pediátrica na King’s College e coautor da pesquisa.

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Novas diretrizes

Outro estudo, realizado em 2010, mostrou que 75% das mães britânicas começou a alimentar os filhos com sólidos antes dos cinco meses; 26% delas afirmaram que o faziam para melhorar o sono dos bebês durante a noite.

 “Os resultados desta pesquisa apoiam a ampla percepção parental de que a introdução mais precoce de alimentos sólidos melhora o sono.

Sugere-se que a recomendação oficial seja reexaminada sob a luz das evidências que reunimos”, disse Gideon Lack, pesquisador da King’s College.

No Reino Unido, as recomendações sobre alimentação de bebês estão atualmente sob revisão de autoridades britânicas.

Preconceito

Quanto o assunto é alimentação do bebê, muitas mães sofrem com preconceito quando não alimentam os filhos exclusivamente com leite materno, seja por não conseguir amamentar ou porque preferem introduzir mamadeiras ou alimentos sólidos mais cedo. Por causa disso, no mês passado, o Royal College of Midwives  – instituição que forma enfermeiras-parteiras no Reino Unido – apresentou publicamente novas diretrizes para que profissionais de saúde respeitem a escolha de uma mãe de não amamentar.

Apesar disso, a Food Standards Agency (FSA), agência de segurança alimentar britânica, declarou que está encorajando todas as mulheres a seguirem a recomendação de apenas amamentar os filhos durante os primeiros seis meses de vida.

Quais alimentos dar ao bebê?

Segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), estes são alguns dos alimentos que podem ser dados aos bebês:

  1. Frutas, como pêssego, melão, pera e maçã;
  2. Legumes cozidos, como batata, batata-doce, inhame e cenoura;
  3. Cereais para bebês misturados com leite;

Algumas crianças não têm problemas com a introdução de sólidos e aceitam facilmente alimentos amassados, enquanto outras precisam de mais de tempo para se acostumar a novas texturas e podem preferir alimentos lisos ou apresentados com uma colher. É importante ressaltar que é necessário introduzir alimentos diferentes, mesmo que sejam necessárias várias tentativas para que a criança aceite a novidade.

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Источник: https://veja.abril.com.br/saude/bebes-que-comem-alimentos-solidos-a-partir-dos-3-meses-dormem-melhor/

12 alimentos que você nunca deve dar para um bebê com menos de 3 anos

Com que frequência deve comer um bebé de 2 meses de idade?

Os alimentos que não se deve dar para os bebês até os 3 anos de idade são aqueles ricos em açúcar, gordura, corantes e conservantes químicos, como refrigerantes, gelatina, balas e biscoitos recheados.

Além disso, também é importante evitar alimentos que aumentam o risco de alergias pelo menos até o primeiro ano de idade, como leite de vaca, amendoim, soja, clara de ovo e frutos do mar, especialmente oc amarão.

Veja a seguir 12 alimentos que devem ser evitados pelos bebês menores de 3 anos.

1. Doces

Toda criança já nasce sabendo apreciar o paladar doce, e por isso é importante não adicionar açúcar no leite ou mingau dos bebês e não oferecer alimentos ainda mais doces, como balas, bombons, leite condensado e bolos.

Além de aumentar o vício pelo sabor adocicado, esse alimentos também são ricos em corantes e açúcares artificiais, que podem provocar alergias no bebê.

2. Chocolate e achocolatados

Os chocolates, além de serem ricos em açúcar, também contêm cafeína e gordura, aumentando o risco de problemas como excesso de peso, irritabilidade e insônia.

Já os achocolatados, apesar de serem enriquecidos com vitaminas e minerais, também são feitos principalmente de açúcar, deixando a criança viciada em doces e com menos vontade de comer alimentos saldáveis, como frutas e legumes.

3. Refrigerantes

Além de serem ricos em açúcar, também costumam conter cafeína e outros aditivos químicos que causam oscilações de humor e irritam o estômago e o intestino.

Quando consumidos com frequência, os refrigerantes também favorecem o aparecimento de cáries, aumentam a produção de gases e aumentam o risco de diabetes e obesidade infantil.

4. Sucos industrializados e em pó

É muito importante evitar qualquer tipo de suco em pó e estar atento ao rótulo dos sucos industrializados, pois os que têm as palavras refresco ou néctar da fruta não são sucos 100% naturais e não trazem todos os benefícios da fruta.

Assim, os únicos sucos aconselhados para crianças são os com indicação de 100% naturais, pois não têm adição de água ou açúcar. Além disso, é importante lembrar que a fruta fresca é sempre a melhor escolha.

5. Mel

O mel está contraindicado para bebês de até 1 ano de idade, pois pode conter a bactéria Clostridium botulinum, que libera toxinas no intestino causando o botulismo, que traz complicações como dificuldade para engolir, respirar e se mexer, podendo levar à morte.

Isso acontece porque a flora intestinal do bebê ainda não está completamente formada e fortalecida para combater os micro-organismos estranhos que contaminam os alimentos, sendo importante evitar o uso de qualquer tipo de mel. Saiba identificar os sintomas do botulismo no bebê.

6. Biscoitos recheados

Os biscoitos recheados são ricos em açúcar e gordura, ingredientes prejudiciais à saúde e que aumentam o risco de problemas como obesidade e diabetes.

Além disso, os biscoitos recheados também podem conter colesterol e gorduras trans, e apenas 1 unidade já é o suficiente para ultrapassar as recomendações de gordura para o bebê.

7. Amendoim

As frutas oleaginosas como amendoim, castanhas e nozes são alimentos alergênicos, o que significa que têm alto risco de fazer com que o bebê desenvolva alergia e tenha problemas sérios, como dificuldade para respirar e inchaço da boca e da língua.

Assim, o recomendado é evitar essas frutas até os 2 anos de idade, e estar atento ao rótulo dos alimentos para ver se elas estão contida nos ingredientes do produto.

8. Ovo, soja, leite de vaca e frutos do mar

Assim como o amendoim, a clara do ovo, o leite de vaca, a soja e os frutos do mar também podem causar alergias no bebê, devendo serem dados apenas após o primeiro ano de vida da criança.

Além disso, é importante evitar alimentos e preparações que contenham em sua composição, como bolos, biscoitos, iogurtes e risotos.

9. Carnes processadas

Carnes processadas e embutidos como salsicha, linguiça, bacon, presunto, salame e mortadela são ricas em gorduras, corantes e conservantes químicos que aumentam o colesterol, irritam o intestino e podem causar dores abdominais.

10. Salgadinhos de pacote

Os salgadinhos de pacote são ricos em sal e em gorduras devido à fritura, fazendo com que o consumo desses alimentos ajudem a aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como a pressão alta.

Como opção, uma dica é fazer os chips em casa, utilizando frutas ou legumes que podem ser desidratados no forno ou no micro-ondas, como batata, batata doce e maçã. Veja como fazer o chips saudável de batata doce.

11. Gelatina

As gelatinas são ricas em corantes e conservantes que podem desencadear alergias de pele no bebê, causando sintomas como coceira, corrimento no nariz e manchas na pele.

O ideal é que elas sejam dadas somente após o primeiro ano de vida, e apenas em pequenas quantidades 1 vez por semana, estando sempre atento ao aparecimento de sinais de alergias. Veja outros sintomas aqui.

12. Adoçantes

Os adoçantes só devem ser dados para crianças de qualquer idade se forem recomendados pelo médico ou no casos de doenças como a diabetes.

Substituir o açúcar por adoçante não ajuda a diminuir o vício pelo sabor doce, e a criança irá continuar preferindo consumir alimentos ricos em açúcar. Assim, para adoçar vitaminas, leites ou iogurtes, pode-se adicionar frutas frescas, por exemplo.

Источник: https://www.tuasaude.com/o-que-o-bebe-nao-pode-comer/

Embarazo y niños
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