Como criar uma criança de 3 anos

Contents
  1. A criança de 3 anos – Como é essa fase da vida dos nossos filhos
  2. As características da criança de 3 anos
  3. Como é o comportamento da criança de 3 anos
  4. Desenvolvimento físico da criança de 3 anos
  5. Desenvolvimento emocional da criançã de 3 anos
  6. Como a criança de 3 anos desenvolve a linguagem
  7. Como lidar com crianças desobedientes? | Blog Leiturinha
  8. Ensinando regras e impondo limites com afeto e amor
  9. Assim como no comportamento de birra, a teimosia está ligada àautoafirmação
  10. Como lidar com crianças desobedientes?
  11. Em cada fase a desobediência deve ser tratada de uma forma diferente
  12. Conheça 6 atividades para crianças de 3 anos! – Kinedu Blog
  13. 1. Leitura com a criança
  14. 2. Atividades de equilíbrio
  15. 3. Destreza com os dedos
  16. 4. Aprendizado de cores e formas
  17. 5. Atividades de autocuidado
  18. 6. Atividades com música
  19. Como educar uma criança de 3 anos: aspectos fundamentais
  20. O QUE ACONTECE AOS 3 ANOS DE IDADE?
  21. EDUCAR É ENTENDER AS NECESSIDADES
  22. NECESSIDADES AOS 3 ANOS DE VIDA
  23. CRIAR CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DA INDEPENDÊNCIA
  24. Independência da criança geralmente ocorre com os 2 aos 3 anos
  25. Independência da criança: por que as primeiras atitudes são tão inesperadas?
  26. Independência da criança: o seu filhinho está preparado?
  27. Forma de cuidar de filhos sem aborrecimento
  28. 10 maneiras de criar um filho educado
  29. 1. Dizer «por favor»
  30. 3. Agradecer quando ganha um presente
  31. 4. Pedir desculpa
  32. 6. Não cutucar o nariz
  33. 7. Não abrir a geladeira na casa dos outros
  34. 8. Respeitar os mais velhos
  35. 9. Fazer as refeições com tranquilidade
  36. 10. Saber esperar

A criança de 3 anos – Como é essa fase da vida dos nossos filhos

Como criar uma criança de 3 anos

Quando o Leo estava com dois anos, eu trouxe o tema Terrible Two aqui no blog. Esse período pode ser bem delicado na vida dos pais e, até então, nunca tinha ouvido falar e não sabia do que se tratava.

Eu achava que meu filho era temperamental por uma questão de personalidade mesmo, depois vi que com a chegada do terrible two, as crises de birra e discordâncias entre nós podiam ser bem piores.

Depois foi a vez do Caê passar pelo terrible two (você pode conferir meu relato sobre essa fase aqui). E a verdade é que assim como fases difíceis chegam, elas também se vão, uma hora ou outra, e depois novas fases surgem.

Hoje, eu quero falar sobre a fase dos 3 anos e o que podemos esperar dessa etapa na vida de nossos filhos. Vamos lá?

As características da criança de 3 anos

A criança de 3 anos é muito ativa, quer correr, pular, escalar, se sujar, explorar, enfim, quanto mais sua coordenação é aprimorada maiores serão os desafios que a criança quem ultrapassar.

Segundo a Academia Americana de pediatria, alguns marcos de desenvolvimento são característicos dessa etapa da vida.

Veja quais são eles:

  • Consegue vestir e tirar a roupa sozinha;
  • Consegue negociar soluções para os problemas ou conflitos;
  • Começa a ficar cada vez mais independente;
  • Se vê como uma pessoa inteira (corpo, mente e sentimentos);
  • Pode não ser capaz de diferenciar a fantasia da realidade
  • Entende tudo que os pais falam.

Como é o comportamento da criança de 3 anos

A partir dessa fase a criança começa a formar parte da sua identidade pessoal, resultado do espaço e da diversidade que ela começa a viver e a perceber.

Tudo que acontece ao redor dela é notado e absorvido, por isso é importante estar atento aos modelos e às referências que ela convive, além de estar sempre próximo para discutir e explicar o que for necessário.

A criança começa a ficar mais independente e sociável, sendo capaz de conversar com um adulto respondendo perguntas simples, comer sozinho e até ajudar em algumas tarefas pequenas de casa.

Apesar de entender bem o que os adultos falam ao seu redor, a criança de 3 anos também é fantasiosa, inventa histórias para contar sobre eventos que aconteceram em sua vida, cria amigos imaginários, mesmo não sabendo mentir, elas podem reconstruir uma história que aconteceu de forma mais criativa, da forma com que ela gostaria que tivesse acontecido.

Desenvolvimento físico da criança de 3 anos

Aos 3 anos, provavelmente, o seu filho não usa mais fraldas ou apenas em momentos mais críticos como uma viagem ou para dormir.

Ainda assim, podem acontecer episódios em que eles não conseguem segurar o xixi.

Caso isso aconteça, não brigue com ele, pois os médicos não classificam isso como um problema e ainda afirmam que para os meninos o desfralde pode ser mais difícil do que para as meninas.

O conjunto de dentes de leite do seu filho pode estar completo, quando ele completar 3 anos, precisando de escovação e cuidados diários. Os dentes de leite vão criar o espaço adequado para a chegada dos dentes permanentes e permitir a mordida correta. Procure um dentista para orientá-los sobre os cuidados nessa fase.

Desenvolvimento emocional da criançã de 3 anos

As outras crianças que convivem com o seu filho podem influenciar no desenvolvimento emocional dele. Passe a observar como ele interage com outras crianças e com os amiguinhos dele. Nessa fase, ele ainda não tem o conceito de amizade bem definido em sua cabecinha, então é natural falar o nome de todos os coleguinhas da escola quando perguntarem quem é o amigo dele.

As experiências diárias também podem influenciar, você vai perceber que alguma situação que deixou ele desconfortável vai refletir em seu dia. Se ele ficou assustado ou chateado com algo, por exemplo, reproduzirá um comportamento semelhante a situação que ele viveu ou ficará nervoso sempre que retomar essa lembrança.

Ele fala que vai matar ou bate nos bichinhos de pelúcia? A violência pode ser reproduzida por crianças que têm esse modelo de experiência em casa ou contato com filmes e programas de TV violentos.

Como a criança de 3 anos desenvolve a linguagem

O que a criança de 3 anos fala ficará muito mais fácil de ser entendido, pois a dicção está melhor e ela já consegue ter noção da gramática e da pronúncia das palavras.

 Suas frases são mais completas e extensas, ela gosta de conversar, fazer muitas perguntas e pedir respostas. Não se espante se você der uma resposta que ela não gostar e for pedir ou perguntar para outra pessoa, como o pai, por exemplo.

As crianças nessa fase gostam de testar os limites e fazer associações com algo que já lhes foi dito antes.

Источник: https://www.macetesdemae.com/a-crianca-de-3-anos-como-e-essa-fase-da-vida-dos-nossos-filhos/

Como lidar com crianças desobedientes? | Blog Leiturinha

Como criar uma criança de 3 anos

Sabemos que as crianças querem tudo aqui e agora e que buscam satisfazer seus desejos a todo o momento. Nós não nascemos sabendo as regras que regem nossa sociedade ou nosso lar. A habilidade social é aprendida e depende do que é considerado como um valor para cada sociedade e família.

Portanto, para desobedecer, é necessário que a criança primeiro tenha internalizado tais regras. Isso acontece por volta dos 2 – 3 anos de idade. Mas não há uma idade exata para que a criança comece a demonstrar comportamentos desobedientes. O confronto com os pais e com as regras que eles ditam já começa antes mesmo disso.

E é quando melhor se pode prevenir tais atitudes.

Ensinando regras e impondo limites com afeto e amor

A prevenção de comportamentos indesejáveis, como birras, desobediência e agressividade, e a construção de habilidades sociais, começam quando a criança ainda é um bebê. Por meio de uma relação de afeto, carinho e cuidado. As regras e limites só serão internalizadas a partir deste vínculo.  

Ambientes em que a criança não recebe afeto, atenção e carinho, ou em que os adultos são muito reativos a todos os comportamentos da criança, são propícios para que ela desenvolva comportamentos indesejados.

Assim como no comportamento de birra, a teimosia está ligada àautoafirmação

Mas isso não significa que os pais não devam mostrar aos filhos os limites. É preciso apresentar a eles as regras que desejam ser cumpridas. Isso dá às crianças o princípio de realidade e contribui para que elas sejam adultos responsáveis e mais adaptados à sociedade.

Contudo, não basta ensinar uma vez e exigir que eles cumpram tais regras. É necessário que os próprios pais deem o exemplo daquilo que desejam dos filhos. Que falem a mesma língua, para não confundir o pequeno.

Como lidar com crianças desobedientes?

Quando a criança já compreende as regras, os seus direitos e deveres, e, mesmo assim, sempre escolhe confrontá-los, seja em casa ou na escola, é importante que os pais conversem com os filhos de forma calma. Colocando-se na mesma altura, e, principalmente, ouvindo-os.

Muitas vezes, um comportamento de desobediência está associado a causas secundárias. Como o desejo por atenção, sentimentos e emoções com os quais a criança não está conseguindo lidar, como medo, raiva, tristeza; entre outras causas.

Nesses casos, uma boa conversa pode apontar caminhos para vocês resolverem a causa real destes comportamentos, e, caso esta conversa não seja suficiente, a ajuda de um psicólogo pode ser muito útil.

Em cada fase a desobediência deve ser tratada de uma forma diferente

Mas, quando os pequenos já conseguem dialogar e negociar com os pais o que é permitido e o que não é, uma boa dica é criar combinados, deixando até mesmo registradas as regras que devem ser seguidas. A criança pode desenhar esses combinados e pendurá-los em seu quarto, onde sempre possa ver e se lembrar deles.

Nem excesso de braveza, nem muita brandura. Criticar os filhos o tempo todo atrapalha e faz com que eles deixem de dar atenção ao que é dito, deixando de levar a sério regras e assuntos importantes. Assim, chamar a atenção torna-se algo banal e deixa de cumprir sua função coercitiva.

Além disso, querer educar com gritos e palmadas cria um ciclo de violência entre pais e filhos, pois passa a mensagem de que isso é uma solução.

Por outro lado, ser negligente e não tomar nenhuma atitude frente a um mau comportamento é igualmente ruim para os filhos e passa a mensagem de que não há lei e de que os pais não se importam com eles.

Portanto, é importante ir pelo caminho do meio: esperar ficar calmo para conversar, mas nunca negar esta conversa. Assim, é possível educar os pequenos para se tornarem adultos mais conscientes de seus direitos e deveres, éticos e, consequentemente, mais felizes.

Leia mais:

Mãe da Cecília, formada em Psicologia, especialista em Filosofia e Mestranda em Educação Profissional e Tecnológica. Sempre trabalhou com famílias, especialmente com os pequenos. Por esse amor ao universo afetivo infantil, hoje, na Leiturinha, ela integra o time de Curadoria e colabora fortalecendo o vínculo das famílias leitoras através da experiência da literatura.

Источник: https://leiturinha.com.br/blog/como-lidar-com-criancas-desobedientes/

Conheça 6 atividades para crianças de 3 anos! – Kinedu Blog

Como criar uma criança de 3 anos

Quer descobrir atividades para realizar com crianças de 3 anos? Confira essas dicas que vão ajudá-lo no aprendizado com materiais que você tem em casa!

A cada etapa do desenvolvimento infantil é importante pensar em brincadeiras e outras atividades para fazer em casa. Tudo isso ajuda a entreter as crianças e a instigar sua imaginação e criatividade, além de estimular uma série de habilidades, inclusive linguísticas. Você sabe quais atividades para crianças de 3 anos são mais indicadas?

Nessa fase, os pequenos têm uma boa coordenação motora fina, conseguem se expressar e até compreender conceitos simples com números e quantidades. É possível explorar a leitura, atividades que envolvam o uso de massinhas, recortes e dobraduras, música e muito mais.

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Listamos aqui 6 maneiras de brincar com seu filho de 3 anos. Confira as dicas que apresentamos a seguir e fique por dentro do assunto!

1. Leitura com a criança

Uma das atividades para fazer com as crianças de 3 anos é a leitura. Como elas gostam de acompanhar as histórias por meio das figuras, a dica é selecionar livros com enredos fáceis para o pequeno entender e com muitas imagens.

Conte a história, aproveitando o momento para a criança se expressar e fazer perguntas ao longo da trama. Faça entonações de voz diferentes para cada personagem e conquiste a atenção do seu filho.

Ao final, converse sobre o que foi lido, perguntando sobre o que ele mais gostou, qual personagem achou legal e até mesmo o que ele faria se estivesse naquele enredo. Você também pode pedir para ele contar sobre o que ouviu, estimulando sua memória e sua criatividade.

Outra dica é apontar as figuras para que ele descreva o que vê, treinando frases com o uso da terceira pessoa, como “o sapo está dormindo”. Caso ele ainda não fale espontaneamente dessa maneira, você pode ajudá-lo descrevendo outras imagens.

Quando a criança demonstra seus interesses, os pais podem perguntar qual história ela quer ouvir. Montar um cantinho de leitura em casa, com almofadas e uma estante com as obras infantis também é um convite para que esse momento seja especial.

2. Atividades de equilíbrio

Que tal propor algumas atividades como desafios para que a criança desenvolva o equilíbrio? Nessa idade, por exemplo, ela já consegue se manter por alguns segundos em um pé só. Muitas já conseguem agachar sem se desequilibrar e dar alguns passos nas pontas dos pés.

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A proposta aqui é dançar com seu filho ao ritmo da música preferida dele. Brincar de estátua, fazendo-o parar na posição em que está quando a canção para de tocar vai estimular o equilíbrio e garantir boas risadas. Pular em um pé e andar sobre quatro apoios imitando os animais também trabalham essa habilidade.

3. Destreza com os dedos

Um dos marcos do desenvolvimento infantil para os pequenos de 3 anos é a melhoria da coordenação motora fina. Abuse de materiais artísticos como lápis de cor, tinta, giz de cera, cola, tesoura e papéis coloridos. Não se preocupe tanto com a bagunça, pois a criança ainda está aprendendo a mexer com esses itens.

Ajude-a a recortar figuras, mostrando o movimento com a tesoura (sem ponta) e a colá-las em um papel grande, como uma cartolina. Incentive-a a desenhar e pintar, para que ela treine o movimento de segurar o lápis e possa se expressar com a arte.

Brincar de dobradura, criando aviões, barcos ou animais, também é uma atividade que vai agradar os pequenos dessa idade.

4. Aprendizado de cores e formas

Nessa fase do desenvolvimento, as crianças estão aprendendo as cores e as formas, então é interessante fazer atividades que explorem isso. Dá para brincar com massinha e criar formas variadas, explorando diferentes cores, por exemplo.

Outra maneira é pedir para a criança copiar um triângulo, quadrado ou círculo no papel, destacando o nome de cada forma e pedindo para ela colorir com uma cor específica. Quando ela estiver familiarizada com o conceito, é possível ir além, brincando de identificar as formas geométricas encontradas no desenho de uma casinha.

Nessa atividade para crianças de 3 anos, o importante é que os pais comemorem cada conquista de aprendizado com os pequenos e não exijam acertos, pois tudo deve ocorrer de uma maneira bastante lúdica.

5. Atividades de autocuidado

Quando pensamos em atividades para crianças de 3 anos, vale a pena incluir tarefas de autocuidado, para que elas aprendam a cuidar de si e ganhar independência.

É importante que os pais passem a enfatizar essas atividades e ensiná-las em pequenas etapas, mostrando, por exemplo, o passo a passo para escovar os dentes, tomar banho, pentear o cabelo e se vestir. Esses momentos exigem paciência dos adultos, dando o tempo necessário para que a criança domine essa rotina sem que se sinta pressionada.

Uma dica interessante é levar esse aprendizado para as brincadeiras. Como? Vestindo a boneca ou simulando que está escovando o dente do urso de pelúcia.

É o momento para perguntar quais são as etapas de cada rotina e incentivar a criança a fazê-las com seu brinquedo.

Isso vai ajudá-la a compreender melhor como executar cada tarefa, sua importância e a ter mais autonomia nessas ações do dia a dia.

6. Atividades com música

Os pequenos gostam de música, e uma das atividades para crianças de 3 anos mais divertidas é justamente cantar. Nessa idade, eles já conseguem se lembrar de letras e melodias. Selecione as canções favoritas do seu filho e faça um dueto com ele, aproveitando esse momento de diversão.

O canto como uma atividade compartilhada vai estimular habilidades sociais e linguísticas, incentivando a criança a se comunicar e a se expressar. Sabemos que uma boa música sempre rende uma dança, então esse vai ser um momento também para mexer o corpo e se divertir em casa.

É possível fazer várias atividades para crianças de 3 anos com materiais que já temos em casa. O interessante é que, apesar de serem brincadeiras, essas são oportunidades para o aprendizado do seu pequeno, que pode desenvolver e aprimorar habilidades.

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Como educar uma criança de 3 anos: aspectos fundamentais

Como criar uma criança de 3 anos

Questões sobre como educar uma criança de 3 anos certamente farão parte da vida dequalquer pai ou mãe. E o motivo para essa afirmação não é apenas o fato de que essa idadeum dia chegará, mas, para além disso, o terceiro ano de vida representa um momento de

grandes transformações na vida infantil.

O QUE ACONTECE AOS 3 ANOS DE IDADE?

Há um período da infância em que ocorre o início do processo de individuação, momento em
que a criança ganha um novo patamar de independência com relação a seus pais.

Essa fase não tem data e hora marcada para chegar – afinal de contas estamos tratando de umprocesso humano – mas ela ocorre por volta dos 3 anos de idade.

Trata-se de um momentobelo, rico e de inestimável relevância para o desenvolvimento infantil, mas que também écercado de dificuldades, inseguranças e alguns perigos que envolvem tanto as crianças quanto

os adultos responsáveis por sua educação.

EDUCAR É ENTENDER AS NECESSIDADES

Há muitas abordagens para tratar do que realmente significa educar uma criança. Sendoassim, para sermos objetivos em relação a nosso tema, um conceito bastante válido é: se

queremos saber como educar uma criança de 3 anos, precisamos nos questionar sobre quais

são as necessidades de vida dessa etapa.

Entendendo essas necessidades, teremos maior clareza sobre nossas ações e tambémsaberemos desenvolver uma escala de prioridades, o que é fundamental quando se sabe que

jamais poderemos fazer tudo ou desejar sermos perfeitos na educação de nossos filhos.

NECESSIDADES AOS 3 ANOS DE VIDA

Conforme mencionamos, o primeiro e mais essencial elemento a ser levado em conta quando
buscamos entender como educar uma criança de 3 anos é ter em mente a necessidade por excelência desse período: a individuação.

E apesar de estarmos cientes de que existem outras questões relevantes para sabermos como educar uma criança de 3 anos, vamos dar foco a esta necessidade por ser ela essencial.

Nesse sentido, a criança apresentará uma grande demanda por sentir-se independente de seuspais e de outros adultos próximos a ela, o que significa ver-se como alguém capaz deconquistar o que precisa por sua própria conta. Nessas horas, talvez muitos pais sequestionem: “mas como posso permitir toda essa independência a uma criança de apenas 3

anos?” .

Justamente pelo fato de que aos 3 anos uma criança não pode ser totalmente autônoma, eainda precisará muito de nosso apoio adulto, é que precisamos nos esforçar para criar

condições de independência para nossos filhos quando chegam nessa etapa de vida.

CRIAR CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DA INDEPENDÊNCIA

Aos 3 anos, as crianças ainda não poderão ir ao supermercado sozinhas, atravessar uma ruamovimentada sem estar de mãos dadas com um adulto, ou mexer com eletricidade, dentre

outros.

Mas eles já terão condições de aprender uma série coisas como: vestir-se, servir seu
próprio prato, guardar uma série de materiais e objetos da casa em seus devidos lugares,
como seus próprios brinquedos.

Esses exemplos são apenas alguns e não esgotam as muitas possibilidades, mas são osuficiente para nos ajudar a entender o que significa criar condições para a o exercício da

independência da criança.

Nessa linha, se as estantes ou potes organizadores forem colocados em uma prateleira muitoalta, a criança terá sempre que chamar seus pais para neles guardar determinado material.Por isso é importante avaliar os espaços, mobiliários e materiais da casa e pensar quais

mudanças poderiam facilitar uma série de atividades independentes da criança.

No caso das roupas, nem sempre abrir o guarda-roupa com todo tipo de opção e pedir para acriança de 3 anos escolher o que vestir é algo apropriado. Em muitos casos, será melhor que ospais façam uma pré escolha, avaliando a temperatura do dia, dentre outros fatores, e quedepois ofereçam à criança a possibilidade de fazer sua escolha dentre as peças que lhe foram

ofertadas como opções.

Assim, além de todas as coisas e situações que podemos buscar melhorar e adaptar para ajudarnossos filhos no exercício de se tornarem gradualmente mais independentes, é fundamental

considerarmos nossas atitudes adultas.

Esse é por si só um tema vasto, mas vale chamarmos a atenção para um elemento insubstituível que é a necessidade de paciência. Sem ela permeando nossos gestos, será muito difícil que nossos filhos encontrem espaço para sua individuação, pois a cada tentativa de realizar algo por si, serão interrompidos pelas nossas ações velozes e mais assertivas.

De fato, nós adultos podemos fazer em segundos algo que uma criança pequena levará mais
tempo.

Entretanto, estamos tratando de como educar uma criança, e se esse for realmente nosso objetivo, teremos que desenvolver a preciosa virtude da paciência, que coroa todo processo educacional.

Ela nos levará a tolerar erros e demoras de nossos pequeninos sem nos perturbarmos, e mais do que isso, sentiremos a grande alegria de saber que essas atitudes estarão possibilitando a eles a oportunidade de aprender.

Por finalizamos essa breve exposição, devemos considerar a necessidade de compreendermos
nossas crianças durante a transformadora fase dos 3 anos.

Qualquer mudança envolve insegurança, ansiedade e conflitos, e na medida em que tomamos consciência de que essas manifestações podemos ocorrer e as encaramos com naturalidade. Sem nos alarmarmos, nossos filhos poderão apoiar-se em nossa segurança para atravessar com mais facilidade essa importante fase de seu desenvolvimento.

Diretor do Colégio Acadêmico Florença, Doutor em Educação e pesquisador da infância há quase 15 anos. Segue conduzindo seus estudos e pesquisas aliados a uma profunda experiência prática em contato direto com as crianças e educadores. Autor dos livros Pedagogia Florença 1 – bases para educação infantil de 0 a 3 anos e  O Lenhador.

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Источник: https://www.colegioflorenca.com.br/blog/como-educar-crianca-3-anos-aspectos-fundamentais/

Independência da criança geralmente ocorre com os 2 aos 3 anos

Como criar uma criança de 3 anos

A independência da criança acontece à medida que ela cresce é dá sinais de conhecimento em muitas áreas. Durante os primeiros 35 meses de vida o bebê está em um processo constante de aprendizagem no qual consegue guardar informação que cada vez mais vai despertando nele a necessidade de por o que foi aprendido em prática.

As crianças entre os 2 e os 3 anos de idade imitam as pessoas ao seu redor. Tudo aquilo que chame a atenção deles poderá ser repetido por eles diversas vezes, é por isso que os adultos dever ter um comportamento exemplar para evitar que o baixinho reproduza comportamentos inadequados.

Nós, os pais, temos que orientar nossos filhos com firmeza deixando que eles saibam quais atividades podem fazer sozinhos sem comprometer a sua integridade. Por exemplo: se quiserem tomar sozinhos uma bebida quente devemos explicar a eles sobre o risco que correm, ainda que não possamos evitar episódios de teimosia.

A teimosia costuma vir junto da birra e a manha, estas surgem com frequência quando não permitimos que eles façam o que querem. Comunicar-se com seu filho explicando a ele as razões pelas quais não pode realizar uma atividade que o exponha evitará situações estressantes. 

Independência da criança: por que as primeiras atitudes são tão inesperadas?

O progresso ou desenvolvimento psicomotor começa a ser mais claro no período dos 2 aos 3 anos de idade. É por essa razão que observamos a cada dia essa necessidade que tem nosso baixinho de querer fazer uma quantidade de coisas sozinho (seus primeiros passos na direção da independência).

Uma criança na idade dos 3 anos começa a dar seus primeiros passos na direção da independência: começa a entender e sente que tem mais capacidade de fazer coisas que antes eram mais difíceis, tais como: caminhar, manter o equilíbrio, etc…

Pouco a pouco começa a realizar movimentos mais complexos e se nenhum tipo de dificuldade, como: saltar, correr para frente ou para trás ou subir e descer escadas.

A motricidade fina será conseguida com a prática, o bom manejo de suas mãos, tendo a possibilidade de controlar seus dedos ao desenhar traçando linhas verticais ou horizontais, comer sozinho usando a colher, brincar com o quebra-cabeças juntando algumas peças e até se vestir correta ou incorretamente.

Independência da criança: o seu filhinho está preparado?

A resposta é sim, ainda que você se comova com o fato de que seu bebê cresce muito rápido. Definitivamente são os primeiros passos na direção da independência, isso começa desde a parte psicomotora até à parte cognitiva.

 Na idade dos 3 anos as crianças concentram todos os seus impulsos na forma de pensar que vão criando.

Por essa mesma razão a criança aprenderá novas palavras para expressar-se melhor e fazer você saber exatamente o que é que precisam de sua mamãe.

O pensamento dos primeiros passos da independência da criança se torna um pouco mais sistemático, ela reconhece os animais através da imitação aproximada do som emitido pelo animal, objetos e pessoas com um nome característico, também constantemente pergunta o porquê das coisas.

Forma de cuidar de filhos sem aborrecimento

As crianças adoram se sentirem livres e fortes, considerando os conceitos com os quais elas melhor lidam. Oferecer a eles referências como por exemplo: você acha que pode jogar este papel na lixeira que está lá? Ou você poderia ir aonde está o papai e entregar a ele isto? Desta forma com um tom doce, mas divertido, será mais fácil fazer com que ele siga suas instruções.

Os bebês desta idade já reconhecem o que pode ser bom, mau, pequeno, grande, alto ou baixo de forma sistemática. Também podem reconhecer as figuras e cores; esta facilidade poderia ajudar você a fazer com que ele se familiarize com o seu entorno e que detecte essas figuras e cores em outros lugares não familiares sem terem dificuldade.

No seu desenvolvimento pessoal começam a ter um maior controle dos músculos circulares que fecham suas cavidades. A independência da criança seria útil na hora de desfraldar eles. Também costumam ter preferências por comida ou a se enturmar com outras crianças.

Uma das fases mais bonitas da vida de uma criança é a transição dos 2 para os 3 anos de idade, uma idade que pode gerar alegrias infinitas, um dos períodos mais agitados, frescos e divertidos, no qual cada minuto deve ser aproveitado.

Источник: https://soumamae.com.br/dos-2-aos-3-anos-idade-os-primeiros-passos-da-independencia/

10 maneiras de criar um filho educado

Como criar uma criança de 3 anos

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Quem nunca ficou sem graça depois de o filho receber um presente e não agradecer? Ou teve que segurar o riso quando ele surgiu, durante uma visita na casa de amigos, com uma tigela de doces que foi buscar sozinho na geladeira do anfitrião?

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Atitudes como dizer “obrigado” e não mexer nas coisas de outras pessoas são regras que as crianças aprendem aos poucos – e sempre com a sua ajuda. A seguir, saiba como ensinar os dez principais mandamentos de boas maneiras para que seu filho faça bonito em qualquer situação social.

1. Dizer «por favor»

O primeiro passo para que as crianças aprendam essa palavra é, claro, ouvi-la dentro e fora de casa. Ou seja: se esse for um hábito diário entre os adultos e você der o exemplo, será mais fácil cobrar o mesmo comportamento dos pequenos. E não espere que seu filho tenha tudo na ponta da língua tão rapidamente.

É preciso lembrar o pedido a cada situação até que, aos poucos, ele adquira o costume e saiba quando usá-lo. “Em casa, a ‘palavrinha mágica’ vem de mim, do pai e da babá. Se eles não pedirem algo com ‘por favor’, não cedemos.

Meu conselho é pensar nisso como um treino que envolve todas as pessoas à volta da criança”, diz Ana Vaz, consultora de etiqueta e de imagem e mãe de Theodoro, 6 anos, e Helena, 4. Insistir, portanto, é necessário – até porque esse entendimento está relacionado à faixa etária em que a criança se encontra.

Apenas por volta de 4 ou 5 anos é que elas vão compreender normas sociais mais facilmente, como explica Teresa Ruas, terapeuta ocupacional especialista em desenvolvimento infantil, de São Paulo (SP). “Até 2 ou 3 anos de idade, as crianças ainda são egocêntricas, não conseguem se colocar no lugar do outro.

E essa característica faz parte do desenvolvimento cognitivo. Só mais tarde vão entender conceitos como igualdade, respeito e solidariedade”, explica.

Vale seguir a mesma lógica da fase em que se encontra a criança. Se ela tem até 3 anos, em média, terá dificuldades em entregar algo que é dela para outra pessoa ou entender que o emprestado será devolvido. Mas, quando não é possível escapar da situação, procure inicialmente estabelecer trocas.

Ter à mão alguns objetos repetidos (mais de uma bola, mais de um carrinho) também é outra dica, caso você saiba que vai encontrar outras crianças da mesma idade ou quando a visita é na sua casa. Conviver com irmãos, primos e colegas de escola também torna o processo mais fácil.

“Jogos e brinquedos que favorecem o ‘brincar junto’ contribuem bastante para esse aprendizado”, explica Everson Caleff, diretor educacional do Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba (PR).

A criança pode aprender, dessa maneira, que ter um companheiro pode até ser mais divertido do que usar apenas aquilo que é “dela”.

Obrigar seu filho a entregar o brinquedo, no entanto, pode não ser a melhor saída. É melhor estimulá-lo a dividir e chamar o amigo para brincar junto.

O contrário também vale: quando seu filho pede algo emprestado, a resposta pode ser “não” – e é necessário aprender isso também. Para controlar o choro nessa hora, busque alternativas para distrair a criança.

“Eu sempre negocio uma troca, mas quando não dá certo, tento mudar o foco para outra brincadeira”, diz a empresária Kátia Parreira, mãe de Carolina, 6 anos, e Gabriela, 2 anos e 8 meses.

3. Agradecer quando ganha um presente

Nessa situação, o importante é mostrar ao seu filho que outra pessoa se importou com ele e, por isso, merece um agradecimento. O mesmo vale para quando recebe um elogio. E não tem segredo: a recomendação é pedir à criança que agradeça sempre – mesmo que saia aquele “obrigado” meio atravessado. Se isso acontecer, não dê bronca.

O motivo está na famosa sinceridade infantil. “Quando a minha filha realmente gostava, o ‘obrigada’ saía junto com um ‘adorei!’, com um abraço… Mas quando o presente não era muito interessante, o agradecimento saía, mas com um sorriso meio amarelado.

Isso foi impossível mudar”, diz a professora de Educação Física Nadia Regina Dalla Barba, mãe de Marina, 12.

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A especialista Teresa explica que há ainda mais uma questão a ser levada em conta: a proximidade (ou a intimidade) com a pessoa que deu o presente. “A criança pode ter ou não empatia por quem deu o presente.

E isso também influencia a resposta”, diz. Não dê muita importância ao assunto, pois geralmente o adulto que presenteou ou elogiou entende a situação.

Mas, se você ficou sem graça com a atitude de seu filho, é só pedir desculpas mais tarde para quem o presenteou.

4. Pedir desculpa

Não basta apenas obrigar seu filho repetir a palavra. É preciso explicar o motivo de ele pedir desculpas. E, assim como nas outras situações já citadas, considere a idade da criança, pois o pedido também está relacionado à aquisição do senso moral.

Se o seu pequeno de 3 anos empurrou o amigo, por exemplo, o ideal é explicar que aquilo não é certo e incentivá-los a fazer as pazes (sem muitas delongas sobre o assunto).

Depois, por volta dos 4 anos, ele vai compreender melhor o sentido de certo e errado e, então, vale uma explicação mais longa, falando que não é legal fazer com os outros aquilo que não gostamos que façam com a gente e que, quando isso acontece, é preciso reconhecer o erro e se desculpar.

A partir dos 6 anos, quando esses conceitos estão mais claros para a criança, vale investir em algum tipo de reparação, ou seja, em uma atitude que aconteça a partir do pedido de desculpas. O objetivo é ensinar a importância de respeitar o outro e não banalizar o “sinto muito”.

E, sim, será preciso repetir a mesma ação até a criança entender que aquilo não pode ser feito. “Às vezes, percebo que meus filhos dizem 'desculpa’ quase ‘rosnando’ e eu peço para falar de novo”, diz Ana Vaz. Isso porque o pedido não pode vir só “da boca para fora”, para se livrar da bronca. Ele deve ser feito porque a criança realmente entendeu o erro.

Principalmente por volta dos 2 anos, a criança vai interromper o papo. E esse é um comportamento normal, que faz parte da fase egocêntrica pela qual ela está passando. “Na verdade, o estranho seria nunca interromper, já que, nesse período, ela se considera o centro das atenções”, afirma Teresa. Portanto, tente incluir seu filho de alguma maneira.

Está em uma festa de família? Peça para que ele fique perto e que interaja também coma pessoa com quem você está conversando. Ou deixe o bate- papo para mais tarde. “Quando estou com as crianças, não costumo ter longas conversas com outros adultos. O programa é realmente mais voltado a elas. Mas, quando acontece, não tem segredo: é só pedir.

A mais velha já sabe, só com um olhar meu, que é para esperar um pouco”, conta Kátia Parreira.

No caso de seu filho ser um pouco mais velho (a partir de 4 anos), já é mais fácil explicar a situação e dizer que, quando duas ou mais pessoas conversam, cada uma tem sua vez para falar – e que é preciso esperar. Mas, não se esqueça: assim como toda regra de convívio social, será necessário repetir mais de uma vez.

6. Não cutucar o nariz

A criança passa por um processo acelerado de conhecimento durante a primeira infância. E esse tipo de “exploração” do corpo é comum entre a garotada. O mesmo vale para “puns” e arrotos. O ideal é explicar que são atitudes privadas – assim como é preciso fechar a porta para fazer xixi, por exemplo.

Essa é a tática da advogada Carolina Santana Maluf, mãe de Ricardo, 6 anos. “Cutucar o nariz é mais forte que ele (risos). Mas costumo explicar que existem algumas coisas que não podemos fazer na frente de outras pessoas, como limpar alguma sujeira do nosso corpo”, diz Carolina.

Para os mais novos, principalmente, é preciso dizer sempre, todo dia, até que entendam. Viu seu filho com o dedo no nariz no meio deuma festa de casamento? Leve-o ao banheiro para limpar. E pronto. Evite dar um tapinha na mão ou chamar atenção para o fato. Geralmente, ele nem se dá conta do que está fazendo.

A sugestão de Ligia Marques, consultora em etiqueta e marketing pessoal, é combinar com seu filho um código discreto ao chamar sua atenção – e ter paciência. Como tempo, ele vai aprender.

Também vale apelar para o bom humor, como nos versos de Guto Lins em Manual de Boas Maneiras – para Crianças de Todas as Idades (Ed. Globinho): “Meleca se tira com lenço, na pia ou no chafariz. Só não é muito legal por a mão no nariz.”

7. Não abrir a geladeira na casa dos outros

Essa atitude está relacionada à ideia de “nossa casa” e “casa dos outros”. A alternativa é fazer seu filho compreender que ele não pode mexer no que não é dele (o que inclui a geladeira). Não precisa dizer ao seu filho – principalmente se ele ainda for bem novinho – , que é falta de educação na frente de todo mundo.

Até porque o adulto que é dono da casa costuma reagir com bom humor à cena. De qualquer maneira, vale sempre reforçar a recomendação de que, quando está fora de casa, é preciso pedir quando deseja alguma coisa. “Também pergunte, por exemplo, se ele gostaria que as pessoas que vão à sua casa remexessem em tudo”, diz a consultora de etiqueta Ligia.

Aos poucos, a criança vai aprender como se comportar nessas situações.

8. Respeitar os mais velhos

Seja com os mais próximos, como os avós, ou com aqueles que vê de vez em quando, como um vizinho, seu filho provavelmente vai conviver com pessoas mais velhas.

“Para que aprenda a respeitá-las, sempre digo ao Lucas, hoje com 7 anos, que ele não deve fazer a alguém o que não gostaria que fizessem com ele”, diz Ellen Julião Bachiega, arquiteta e designer de festas infantis, mãe também de Gabriel e de Rafael, gêmeos de 1 ano e 10 meses.

Além do diálogo, o ideal, como sempre, é partir de situações rotineiras. Explique ao seu filho, por exemplo, que o jeito de brincar com o avô é diferente da maneira com que ele se diverte com o amigo da escola e que eles têm o seu próprio tempo.

Também vale lembrar que os idosos são pessoas mais experientes e, por isso, devem ser ouvidos. “Diga que eles já viveram mais e, por mais ‘chatos’ que às vezes possam parecer, fazem e dizem as coisas com a intenção de ajudar”, diz Ligia.

Outra dica para fazê-los compreender a maneira de se relacionar com os mais velhos é ter a literatura como aliada.

Que tal passar a tarde em uma livraria e ler, com as crianças, obras que abordam a relação com os avós (ou com os idosos em geral), como as de Monteiro Lobato? É um jeito mais “leve” de tratar a questão. Por fim, dê o exemplo.

Não adianta você exigir que seu filho trate bem os mais velhos se você mesmo não dá lugar para um idoso sentar ou reclama quando passam na sua frente em uma fila.

9. Fazer as refeições com tranquilidade

O ideal é tornar a hora de comer a mais organizada possível. Acompanhe a criança enquanto ela se alimenta e evite interrupções que possam distraí-la. Também diga que é importante ficar sentado durante a refeição para que a comida não faça mal. Ana Vaz conta que, com os seus filhos, faz uma brincadeira: quem ficar na mesa até o fim, ganha pontos.

Quando o almoço ou jantar é em um restaurante, distrair a criança é uma boa alternativa.

Uma dica é procurar locais com áreas de recreação (mas combine que poderá brincar só depois de comer) e levar brinquedos, jogos, papel e caneta para que se distraia enquanto a comida não vem.

Explique também que, se ela se levantar antes de terminar de comer, seu prato será retirado. Outra dica para o caso daqueles muito agitados (em casa ou fora) é “cansá-los” antes da refeição: leve para um passeio ou deixe que brinque bastante antes de comer.

Quem tem mais de uma criança em casa e percebe diferença entre as duas, respeitar o ritmo de cada uma também é necessário. O filho mais velho do poeta e designer Guto Lins, pai de João, 13 anos, e Antonio, 9, é muito autônomo e acelerado.

“Ele sempre comeu mais rápido do que o irmão e, por isso, saía antes da mesa”, diz. Lidar com essa diferença pode ser uma boa estratégia enquanto os filhos são pequenos.

Depois, devem ter paciência para só se
levantar quando todo mundo acabar.

10. Saber esperar

Seja na fila do parque ou na sala de espera do consultório médico, é comum ver uma criança inquieta. Essa ansiedade começa ainda na fase de bebê e está relacionada à rapidez com que ele tem suas necessidades atendidas.

É preciso ter paciência para que, aos poucos, seu filho aprenda a ser mais paciente, mas há algumas atitudes suas que podem ajudar.

Quebrou ou perdeu um brinquedo? Não precisa comprar outro imediatamente, diga que em outra ocasião você dá um novo, ou que tal pedir para o Papai Noel? Quando a ansiedade está relacionada a alguma viagem ou festa que vai acontecer, espere para contar sobre o evento quando estiver mais próximo à data.

Em situações que não dá para escapar da espera, procure sempre ter na bolsa um brinquedo, um tablet, um livro, um game ou, dependendo do horário, algo para comer ou beber. Por fim, sempre vale repetir (mesmo para as mais novas) que “tudo tem a sua hora”.

A criança precisa saber que chegará a sua vez, mas isso precisa ser mostrado com ações. Atue sempre da mesma maneira com seu filho até o momento que ele consiga ter o que está esperando.

Outra dica: se está em um restaurante, por exemplo, que tal explicar (de um jeito que ele entenda, claro) como se dá o processo de preparação de um alimento? “Fale do cuidado e do tempo que é necessário para preparar aquilo que comemos.

Provavelmente, ele não vai entender na primeira, segunda ou terceira vez. Mas, aos poucos, começa a compreender que nem tudo está pronto e acabado, esperando para atender seus desejos”, diz o educador Everson Caleff.

Outras fontes: Fernanda Gimenes, diretora do currículo de português da Escola Cidade Jardim / Play Pen, de São Paulo (SP), e Luciana Lapa, psicóloga e orientadora educacional do ensino fundamental 1 na Escola Stance Dual (SP)

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Источник: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2013/08/10-maneiras-de-criar-um-filho-educado.html

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