Complicações na gravidez

As 6 complicações mais frequentes na gravidez

Complicações na gravidez

Você sabe quais são as complicações mais frequentes na gravidez? A seguir, vamos nos aprofundar um pouco mais nesses casos.

Embora as complicações da gravidez geralmente sejam leves, algumas podem ser graves e devemos prestar uma atenção especial nelas.

É essencial saber quais sintomas podem ser considerados graves durante a gravidez, a fim de evitar afetar a saúde do bebê ou, no pior dos casos, que uma perda possa ocorrer.

No momento em que esses sintomas se manifestem, o médico será responsável pela realização dos exames necessários. Caso note qualquer anomalia, as ações necessárias devem ser realizadas.

Para evitar qualquer dano ao bebê, apresentamos algumas das complicações mais frequentes na gravidez.

1. Pouco líquido amniótico ou oligoidrâmnio

A bolsa amniótica é responsável por proteger e ajudar no desenvolvimento adequado do bebê durante a gravidez.

Uma quantidade insuficiente de líquido amniótico pode se tornar uma complicação na gravidez.

Então, o médico que acompanha a gestação é responsável por detectar se essa anomalia se manifesta em algum momento do processo de gestação. No caso de detectá-la no final da gravidez, provavelmente induzirá o parto.

2. Placenta prévia

Ter placenta prévia significa que ela não está bem posicionada, ou seja, que está em uma posição muito baixa no útero.

No início da gravidez, geralmente não é um grande inconveniente. Mas se a posição persistir até o final do processo de gestação, a mãe pode sangrar ou ter um parto prematuro.

3. Diabetes gestacional

Se você sofrer de diabetes durante a gravidez, os níveis de açúcar serão analisados durante todo o processo de gestação.

Mudanças na dieta e exercícios devem ser feitos para que a mãe permaneça saudável e com níveis de açúcar estáveis.

Se a diabetes gestacional não for controlada adequadamente, pode causar sérias consequências para a saúde do bebê.

4. Parto prematuro

Em geral, nascimentos prematuros não geram grandes preocupações e costumam ocorrer com frequência. No entanto, às vezes pode se tornar uma das complicações mais frequentes na gravidez.

Se você começar a ter contrações antes de chegar na 37ª semanas de gravidez, o parto pode ocorrer antes da hora ideal para a saúde do bebê.

5. Pré-eclâmpsia

Esta condição é a hipertensão arterial causada pela gravidez. Ocorre porque a placenta gera substâncias que entopem as artérias.

Isso causa pressão alta, inchaço que não desaparece e uma quantidade excessiva de proteína na urina.

“Se o tratamento for realizado a tempo, mulheres grávidas com pré-eclâmpsia não sofrerão consequências negativas”

6. Redução dos movimentos do bebê

Os bebês começam a se movimentar a partir da semana 7 ou 8 da gravidez. No entanto, muitas vezes isso não é perceptível para a mãe porque eles ainda são muito pequenos.

É possível sentir o bebê a partir da 16ª semana, mas algumas mães conseguem perceber somente a partir da 20ª semana.

Uma queda súbita nos movimentos fetais pode ser indicadora de complicações na gravidez. Nesse caso, mãe e filho devem ser colocados sob observação imediatamente.

Complicações mais frequentes que podem ocorrer no parto

Embora os partos agora tenham cuidados sanitários adequados, alguns países ainda não estão tão preparados.

Infelizmente, nem mesmo aqueles com as melhores instalações e serviços estão isentos da possibilidade de ocorrer uma eventualidade.

Isso pode fazer com que o bebê tenha alguns problemas de saúde, como paralisia cerebral e outras doenças.

No pior dos casos, podem ocorrer a possibilidade de morte, tanto do bebê quanto da mãe.

Para informações mais precisas, apresentamos algumas das complicações mais frequentes que podem ocorrer durante o parto:

  • As contrações durante a dilatação muitas vezes não são eficazes. Assim, o útero perde a força e isso faz com que o parto fique estagnado.
  • Parto prematuro: se o bebê nascer antes de 37 semanas, pode ser considerado um parto prematuro. Esse tipo de parto pode ter origem em anomalias uterinas, desnutrição, doenças da mãe, infecções e outras causas desconhecidas.
  • Posição do feto: a supervisão do médico responsável é essencial para determinar as posições em que o bebê e cordão umbilical estão.
  • Sofrimento fetal: pode acontecer devido a uma diminuição ou interrupção do fluxo de oxigênio devido a complicações no parto.

É essencial que a mãe informe seu médico caso perceba alguma anomalia durante a gravidez. Assim, é possível evitar que o bebê tenha dificuldades para nascer ou problemas de saúde.

As possíveis complicações na gravidez são muitas, mas podem ser tratadas a partir da detecção do problema a tempo.

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Источник: https://soumamae.com.br/as-6-complicacoes-mais-frequentes-na-gravidez/

Gravidez: o que é, sintomas, complicações, tipos e prevenção

Complicações na gravidez

A gravidez é um evento resultante da fecundação do ovulo (ovócito) pelo espermatozoide. Habitualmente, ocorre dentro do útero e é responsável pela geração de um novo ser.

Este é um momento de grandes transformações para a mulher, para seu (sua) parceiro (a) e para toda a família. Durante o período da gestação, o corpo vai se modificar lentamente, preparando-se para o parto e para a maternidade. 

A gestação (gravidez) é um fenômeno fisiológico e, por isso mesmo, sua evolução se dá, na maior parte dos casos, sem intercorrências.

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Quais são os sintomas da gravidez?

Alguns sintomas são comuns na gravidez, mas nem todas as mulheres os apresentam. O atraso menstrual é geralmente o sinal que mais chama a atenção da mulher para a possibilidade de uma gravidez. Alem disso, pode-se perceber os seguintes sinais e sintomas:

  • aumento dos seios;
  • enjoos/vômitos;
  • mais sono;
  • mais fome;
  • aumento da frequência urinária;
  • maior sensação de cansaço.

Para ampliar a captação precoce das gestantes, o Ministério da Saúde, por intermédio da Estratégia Rede Cegonha, incluiu o Teste Rápido de Gravidez nos exames de rotina do pré-natal, que pode ser realizado na própria Unidade Básica de Saúde (UBS), o que acelera o processo necessário para a confirmação da gravidez e o início do pré-natal.

Já no primeiro trimestre os sintomas podem ser observados pelas mulheres. Alguns podem permanecer até o final da gestação.

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Os sintomas da gravidez são iguais para todas as mulheres?

Não. Algumas mulheres são mais sensíveis às mudanças hormonais ou possuem condições que favorecem a exacerbação de determinados sintomas.

 Durante as consultas de pré-natal, todos os sintomas devem ser mencionados aos profissionais de saúde para que sejam avaliados, medicados, se necessário, ou para que se analise a necessidade de acompanhamento especializado ou de encaminhamento ao serviço de pré-natal de alto risco.

Existem medicamentos que são utilizados para minimizar alguns dos sintomas mais comuns, que podem surgir ao longo da gestação.

Porém, não é indicada a automedicação, pois é um risco à saúde materna e fetal, uma vez que existem medicações contra-indicadas para o período gestacional.

Os profissionais de saúde contam com protocolos e guias de orientação do Sistema Único de Saúde (SUS) para conduzir clinicamente os casos e orientar a mulher sobre mudança de hábitos que podem favorecer a minimização dos sintomas.

Portanto, a gestante não deve tomar medicamentos sem prescrição médica.

Quais são os tipos de gravidez?

A depender do local onde ocorre a implantação do embrião, a gravidez pode se classificada em:

  • Gravidez tópica: a implantação do embrião ocorre na cavidade uterina.
  • Gravidez Ectópica: também é conhecida como gravidez extrauterina. Essa implantação embrionária se dá fora do útero (trompas ou outros locais).

Na dependência do número de embriões, a gravidez pode ser:

  • Gravidez única: apenas um embrião
  • Gravidez múltipla (gemelar): presença de dois ou mais bebês.

Quanto ao risco gestacional, a gravidez pode ser:

  • Gestação de risco habitual: é aquela na qual, após avaliação prenatal, não se identifica maiores riscos de complicações para mãe e/ou bebê. 
  • Gestação de alto risco: é aquela na qual se identificam doenças maternas prévias ou mesmo adquiridas durante a gestação podem colocar em risco a vida materna e/ou fetal (hipertensão, diabetes, anemias graves, problemas cardíacos, entre outras).
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Quais complicações a gravidez pode provocar?

A gestante pode apresentar algumas complicações durante a gravidez, como:

  • diabetes;
  • hipertensão;
  • sangramentos.

Em alguns casos, o bebê pode não conseguir se desenvolver de forma adequada. Por isso, é importante o pré-natal desde o início, para que se possa diagnosticar estas e outras complicações.

Nestes casos, a gestante será encaminhada à atenção de alto risco e será monitorada e acompanhada com maior frequencia de consultas, favorecendo, assim, o controle de intercorrências e prevenção de maiores complicações.

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Quais exames necessários durante a gravidez?

Os principais exames a serem realizados durante durante o pré-natal são:

  • Tipagem sanguínea e fator Rh: identifica seu tipo de sangue. Se a gestante tem Rh negativo e o pai do bebê tem Rh positivo, ela deve fazer um outro exame durante o pré-natal, o Coombs Indireto. Após o nascimento, caso o bebê tenha Rh positivo, a mulher deverá tomar uma vacina em até 3 dias após o parto, para evitar problemas na próxima gestação. Você tem direito a essa vacina pelo SUS.
  • Hemograma: identifica problemas como, por exemplo, anemia (falta de ferro no sangue), que é comum na gravidez e deve ser tratada.
  • Eletroforese de hemoglobina: identifica a doença falciforme ou a talassemia, que são hereditárias e requerem cuidados especiais na gravidez.
  • Glicemia:mede a quantidade de açúcar no sangue. Se estiver alta, pode indicar diabetes, que deve ser cuidada com dieta, atividade física e uso de medicamentos.
  • Exame de urina e urocultura: identificam a presença de infecção urinária, que deve ser tratada ainda durante o pré-natal.
  • Exame preventivo de câncer de colo de útero: este exame precisa ser realizado periodicamente por todas as mulheres, de acordo com a necessidade. Procure saber se você tem a necessidade de fazê-lo durante o pré-natal.
  • Teste rápido de sífilis e VDRL: identificam a sífilis, doença sexualmente transmissível que pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez. Em caso de teste positivo, a gestante e seu parceiro devem ser tratados o mais rápido possível. O tratamento da sífilis é simples e eficaz. Pela Rede Cegonha, você tem direito ao teste rápido de sífilis no início do pré-natal.
  • Testes de HIV: identificam o vírus causador da aids, doença que compromete o sistema de defesa do organismo, provocando a perda da resistência e da proteção contra outras doenças. Pode ser transmitido da mãe para o filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maior a chance de a mulher e seu bebê ficarem saudáveis. Pela Rede Cegonha, você tem direito ao teste rápido de HIV no início do pré-natal.
  • Teste de malária: deve ser realizado em todas as gestantes da Região Amazônica, quer apresentem sintomas ou não.
  • Testes para hepatite B (AgHBs): identificam o vírus da hepatite B, que pode passar da mãe para o bebê durante a gravidez. Caso você tenha o vírus, seu bebê poderá ser protegido se receber a vacina e a imunoglobulina para hepatite B nas primeiras 12 horas após o parto. Pela Rede Cegonha, você tem direito ao teste rápido de hepatite B no início do pré-natal.
  • Teste rápido para hepatite C (anti-HCV): identifica o contato prévio com o vírus da hepatite C, que deve ser confirmado por um outro exame (HCV-RNA).
  • Exames para o pai: todos os homens adultos, jovens e adolescentes que participam do pré-natal têm direito a realizar exames para sífilis (teste rápido e VDRL), anti-HIV (teste rápido), hepatites virais B e C (testes rápidos), tipo sanguíneo e fator Rh, hemograma, lipidograma, glicose e eletroforese de hemoglobina.
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Proteção vacinal durante o pré-natal

A proteção vacinal tambem é importante durante o pré-natal e faz parte de toda a gravidez. São elas:

  • Vacina antitetânica (dT): protege contra o tétano no bebê e em você. Se você nunca foi vacinada, deve iniciar a vacinação o mais precocemente possível. Se já é vacinada e a última dose foi há mais de 5 anos, deve tomar um reforço.
  • Vacina contra a hepatite B: caso você não seja vacinada, deve tomar 3 doses para ficar protegida.
  • Vacina contra gripe (influenza): recomenda-se para toda gestante durante a campanha de vacinação.
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Como, quando e onde fazer/começar o pré-natal?

A gestante deverá procurar a unidade de atenção básica mais próxima de sua residência para avaliação de inclusão nas consultas de pré-natal.

O objetivo deste acompanhamento de pré-natal é assegurar o desenvolvimento saudável da gestação, permitindo um parto com menores riscos para a mãe e para o bebê.

Aspectos psicossociais são também avaliados e as atividades educativas e preventivas devem ser realizadas pelos profissionais do serviço.

A mulher grávida deve Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde tão logo descubra ou desconfie que esteja grávida, preferencialmente até a 12ª semana de gestação (captação precoce).

O acompanhamento periódico e contínuo de todas as gestantes é para assegurar seu seguimento durante toda a gestação, em intervalos preestabelecidos (mensalmente, até a 28ª semana; quinzenalmente, da 28ª até a 36ª semana; semanalmente, no termo), acompanhando-as tanto nas unidades de saúde quanto em seus domicílios, bem como em reuniões comunitárias, até o momento do pré-parto/parto, objetivando seu encaminhamento oportuno ao centro obstétrico, assim como para a consulta na unidade de saúde após o parto.

Vale ressaltar que o pré-natal também é para o parceiro. Assim, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) instituída pela Portaria GM/MS nº 1.

944, de 27 de agosto de 2009, tem como objetivo facilitar e ampliar o acesso com qualidade da população masculina, na faixa etária de 20 a 59 anos, às ações e aos serviços de assistência integral à saúde da Rede SUS, mediante a atuação nos aspectos socioculturais, sob a perspectiva relacional de gênero e na lógica da concepção de linhas de cuidado que respeitem a integralidade da atenção, contribuindo de modo efetivo para a redução da morbimortalidade e melhores condições de saúde desta população.

A PNAISH aposta na perspectiva da inclusão do tema da paternidade e cuidado, por meio do Pré-Natal do Parceiro, nos debates e nas ações voltadas para o planejamento reprodutivo como uma estratégia essencial para qualificar a atenção à gestação, ao parto e ao nascimento, estreitando a relação entre trabalhadores de saúde, comunidade e, sobretudo, aprimorando os vínculos afetivos familiares dos usuários e das usuárias nos serviços ofertados.

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Ações do Ministério da Saúde voltadas para a gravidez

A Rede Cegonha, instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde, consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis, e organizada em quatro componentes:

I – Pré-Natal: realizado nas unidades básicas de saúde do SUS, com acolhimento e captação precoce das mulheres que suspeitem ou já saibam da gestação.

II – Parto e Nascimento: vinculação da gestante à maternidade, próxima ao local onde ela reside, favorecendo o acesso e a vaga sempre, para o momento do nascimento do bebê.

III – Puerpério e Atenção Integral à Saúde da Criança: continuidade do cuidado no pós-parto e atenção a saúde da criança (0 a 24 meses).

Após o nascimento do bebê, a mulher continua seu cuidado na maternidade onde é orientada sobre a nova fase, cuidados com recém-nascido e planejamento das futuras gestações.

Tanto a mãe quanto o filho após a alta da maternidade continuarão seus cuidados numa unidade básica de saúde .

IV – Sistema Logístico: Transporte Sanitário e Regulação: garantem internação em unidade de saúde com condições de atendimento compativeis com o risco da mãe e do bebê.

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Gravidez na adolescência

Entre os objetivos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), de 2004, está estimular a implantação e implementação da assistência em planejamento familiar, para homens e mulheres, adultos, jovens e adolescentes, no âmbito da atenção integral à saúde, por meio da ampliação e qualificação da atenção, garantia da oferta de métodos contraceptivos, ampliação do acesso às informações sobre as opções de métodos anticoncepcionais e estimulação da participação e inclusão de homens e adolescentes nas ações de planejamento reprodutivo.

A CGSMU (Coordenação Geral de Saúde das Mulheres) e a CGSAJ (Coordenação Geral de Saúde de Adolescentes e Juventude) são áreas estratégicas do Ministério da Saúde na Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde que norteiam as ações, integradas a outras políticas sanitárias, ações e programas já existentes no SUS, frente aos desafios sobre a situação de saúde dos adolescentes.

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Como prevenir a gravidez?

Para reduzir os casos de gravidez não planejada, o Ministério da Saúde investe em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo. Uma das iniciativas é o trabalho com a Caderneta de Saúde do Adolescente, com as versões masculina e feminina.

A Caderneta contém os subsídios que orientam o atendimento integral dos adolescentes, com linguagem acessível, possibilitando um maior diálogo entre os profissionais de saúde e os adolescentes. Desde 2009 foram entregues cerca de 32 milhões de Cadernetas de Saúde do/a Adolescente em 4.111 municípios.

A Caderneta é distribuída durante a consulta na Unidade Básica de Saúde.

O Ministério da Saúde também elabora publicações e dissemina tecnologias, que buscam apoiar as gestões estaduais e municipais na ampliação do acesso aos serviços de Atenção Básica e qualificar a atenção à saúde de adolescentes, visando a integralidade do atendimento e a garantia de seus direitos.

A pasta também tem ampliado o acesso aos programas Saúde da Família, que aproxima os adolescentes dos profissionais de saúde, e o Programa Saúde na Escola (PSE), que oferece informação em saúde no ambiente escolar.

A pasta tem ainda em sua rotina abordar o tema nas redes sociais, canal muito utilizado por esse público.

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Referências e publicações sobre gravidez

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Источник: https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/gravidez

10 SINAIS DE PROBLEMAS NA GRAVIDEZ

Complicações na gravidez

A gravidez é uma fase da vida da mulher na qual ela costuma apresentar sentimentos ambíguos.

Apesar da felicidade e da excitação de saber que brevemente será mãe, a gravidez também pode fazer a gestante sentir-se miserável.

Enjoos, cansaço, sono excessivo, azia, dor na barriga, pernas inchadas, instabilidade emocional, vontade de urinar a toda hora e aparecimento de estrias são apenas alguns dos sinais e sintomas inconvenientes da gravidez.

Apesar desses sintomas inoportunos serem esperados e de certa forma até considerados normais em uma gravidez saudável, é preciso que as grávidas tenham bastante atenção e não rotulem imediatamente qualquer sintoma inconveniente como apenas mais um dos muitos incômodos da gravidez.

Enjoos são normais, mas enjoos excessivos, que impedem a gestante de se alimentar e se hidratar não podem ser ignorados. Da mesma forma, dor abdominal na gravidez é muito comum, mas uma dor abdominal de grande intensidade, associada a contrações uterinas e perdas de sangue pela vagina pode ser um sinal de ameaça de aborto.

Se você está grávida e não conhece os sinais de alerta, corre o risco de acabar negligenciando sintomas importantes que possam surgir ao longo da gestação. Não procurar o médico na hora certa pode acabar prejudicando a sua saúde a do bebê que está na sua barriga.

Neste artigo vamos falar sobre 10 sinais e sintomas que habitualmente apontam para algum problema na gravidez e que nunca devem ser ignorados pelas gestantes.

Sangramento vaginal

Pequenas perdas de sangue pela vagina, sem outros sintomas associados, podem ocorrer a qualquer momento da gestação, sem que isso necessariamente indique algum problema. A maioria dos sangramentos durante a gravidez são de pequeno volume e têm origem em pequenas lesões do trato genital feminino, que não costumam acarretar nenhum risco para o feto.

Existem, porém, algumas características do sangramento vaginal que falam muito a favor de complicações. São elas:

  • Sangramento volumoso ou persistente.
  • Presença de coágulos.
  • Sangramento associado à relevante dor abdominal ou pélvica.
  • Sangramento associado a contrações uterinas frequentes e intensas.
  • Sangramento associado à queda da pressão arterial.
  • Sangramento vaginal em mulheres que já tiveram um aborto espontâneo.

É fundamental salientar que mesmo um sangramento vaginal sem os sinais de risco listados acima deve ser reportado ao seu obstetra. O fato de pequenos sangramentos serem relativamente comuns não significa que eles obrigatoriamente são benignos. É sempre melhor prevenir do que remediar.

Entre os problemas mais graves que podem cursar com sangramento vaginal durante a primeira metade gravidez, podemos citar:

  • Abortamento ou ameaça de abortamento.
  • Gravidez ectópica.

Entre os problemas mais graves que podem cursar com sangramento vaginal durante a segunda metade gravidez, podemos citar:

Falamos com mais detalhes sobre sangramentos na gravidez no seguinte artigo: SANGRAMENTO NO INÍCIO DA GRAVIDEZ.

Dor abdominal

Assim como o sangramento vaginal, leves dores de barriga são eventos comuns e inocentes ao longo da gravidez. Porém, se algum dos sinais abaixo estiver presente, a gestante deve entrar imediatamente em contato com o obstetra:

  • Dor abdominal intensa e persistente.
  • Dor abdominal associada a vômitos.
  • Dor abdominal com diarreia sanguinolenta.
  • Dor abdominal com febre.
  • Dor abdominal com sangramento vaginal.
  • Dor abdominal causada por contrações uterinas.
  • Dor abdominal com perda de líquido pela vagina.
  • Dor abdominal associada à dor para urinar.

Entre os problemas de saúde que podem ser a causa de uma relevante dor abdominal na gravidez, podemos citar:

  • Gravidez ectópica.
  • Aborto espontâneo.
  • Dor do ligamento redondo.
  • Trabalho de parto.
  • Descolamento prematuro da placenta.
  • Pré-eclâmpsia.
  • Infecção urinária na gravidez.
  • Doenças intra-abdominais não relacionadas à gravidez, como apendicite, colecistite, pancreatite, gastroenterite infecciosa ou cálculo renal.

Se você quiser saber sobre as diversas causas de dor abdominal na gravidez, acesse o seguinte artigo: PRINCIPAIS CAUSAS DE DOR ABDOMINAL NA GRAVIDEZ.

Náuseas e vômitos

Ter enjoos nas primeiras semanas de gestação é um dos sinais mais típicos e conhecidos da gravidez. Entretanto, há um limite para o que consideramos um enjoo “normal” da grávida.

Na maioria das grávidas, os enjoos são intermitentes. É comum haver uma alternância entre fome e náuseas ao longo do dia. Apesar de incômodo, os enjoos da gravidez raramente causam algum problema ao feto. A maioria das gestantes consegue se alimentar durante os períodos de alívio das náuseas, mantendo, assim, um adequado consumo de nutrientes.

Todavia, ao contrário dos outros tipos de náuseas e vômitos que sentimos ao longa da vida, no enjoo típico da gravidez não há outros sintomas gastrointestinais associados, como febre, diarreia e intensas cólicas. A presença destes sintomas aponta para um problema mais grave que não apenas um simples enjoo da gravidez.

Outro sinal de gravidade são vômitos intensos e incontroláveis, que fazem com que a grávida não consiga se alimentar nem se hidratar adequadamente. Se você está grávida, apresenta vômitos frequentes e já perdeu pelo menos dois quilos por conta destes, procure um médico, pois podemos estar diante do diagnóstico de hiperêmese gravídica.

A hiperêmese gravídica ocorre em até 2% das gestações e se caracteriza por vômitos incoercíveis, não responsivos ao tratamento, associados à desidratação, alterações hidreletrolíticas e perda de peso. Como a grávida não consegue se alimentar nem ingerir líquidos, ela acaba precisando ser internada para administração de líquidos por via intravenosa.

Se você quiser saber mais sobre os enjoos da gravidez, leia: ENJOOS E VÔMITOS NA GRAVIDEZ – Causas e Tratamento.

Contrações uterinas antes da hora

Na gravidez existem dois tipos de contração uterina: as indolores e inocentes e as dolorosas e que podem causar expulsão do feto.

Contrações uterinas indolores, chamadas de contrações de Braxton Hicks, costumam surgir a partir 2º trimestre de gravidez e servem como “treinamento” para o útero na hora do parto. As contrações de Braxton Hicks provocam mais desconforto do que dor e são de curta duração, com intervalos irregulares e baixa frequência.

Por outro lado, as contrações uterinas dolorosas são aquelas que estão associadas com o início do trabalho de parto. Se a gestante já está com mais de 38 semanas de gravidez, é natural que elas surjam. O problema é quando essas contrações dolorosas começam a aparecer antes de 37ª semana de gravidez, levando ao risco de parto prematuro.

Se você tem menos de 37 semanas de gravidez e apresenta contrações uterinas com as características a seguir, entre em contato com o seu obstetra:

  • Contrações uterinas dolorosas.
  • Contrações uterinas frequentes e ritmadas, que vão se intensificando com o passar das horas.
  • Sangramento vaginal leve.
  • Rompimento da bolsa d’água.
  • Sensação de pressão na região pélvica.

Corrimento vaginal

As alterações hormonais naturais da gravidez podem fazer com que a gestante tenha um corrimento vaginal inocente. Em geral, esse corrimento benigno é de pequeno volume, coloração clara e inodoro.

Porém, algumas complicações da gravidez ou infecções ginecológicas podem se manifestar com corrimento vaginal. Procure o seu obstetra caso o corrimento venha acompanhado de alguma das seguintes características:

  • Febre.
  • Odor forte
  • Corrimento claramente purulento.
  • Corrimento excessivo.
  • Corrimento sanguinolento.
  • Dor pélvica.
  • Intensa coceira vaginal.
  • Queimação ou dor na vagina.
  • Dor ao urinar.

Se você quiser saber mais sobre os diferentes tipos de corrimento vaginal, leia: CORRIMENTO VAGINAL NA GRAVIDEZ.

Dor para urinar

Dor ao urinar, chamada de disúria, é um dos sintomas mais clássicos da infecção urinária, principalmente da cistite, que é a infecção da bexiga.

A cistite ocorre em aproximadamente 1 a 2% das mulheres grávidas. Como o risco de ascensão das bactérias em direção aos rins é maior nas gestantes, a cistite da grávida é considerada um quadro mais grave que as cistites das mulheres não grávidas.

A infecção urinária na gravidez está associada a um maior risco de infecção dos rins (pielonefrite) da mãe e de nascimento prematuro, baixo peso do feto e aumento da mortalidade perinatal.

Além da dor ao urinar, outros sinais e sintomas de infecção urinária que você deve estar atenta são:

  • Qualquer tipo de incomodo na região genital que surja ao urinar (dor, ardência, queimação, peso, pontadas, etc.).
  • Vontade de urinar frequentemente.
  • Dificuldade em segurar a urina.
  • Vontade de urinar mesmo com bexiga vazia.
  • Sangue na urina.

Falamos especificamente da infecção urinária na gravidez no seguinte artigo: INFECÇÃO URINÁRIA NA GRAVIDEZ – Sintomas, Causas e Tratamento.

Inchaço assimétrico nas pernas

Todo mundo sabe que as grávidas retêm líquidos e praticamente todas as gestantes apresentam algum grau de edema nas pernas no terceiro trimestre de gravidez.

No entanto, há situações nas quais o surgimento de edema dos membros inferiores deve ligar o sinal de alerta. A principal é quando uma perna começa a ficar desproporcionalmente mais inchada que a outra.

A gravidez aumenta o risco de trombose venosa profunda (TVP) e um edema assimétrico pode ser o primeiro sinal de uma grande veia da perna obstruída por um trombo (coágulo). A trombose dos membros inferiores é um quadro perigoso, pois ela é o principal fator de risco para a embolia pulmonar (leia: EMBOLIA PULMONAR – Sintomas, Causas e Tratamento).

Além do inchaço assimétrico outros sinais de TVP do membro inferior são a vermelhidão local, dor, aumento da temperatura da perna acometida e um inchaço “endurecido” ao redor da área trombosada.

Explicamos com mais detalhes a trombose dos membros inferiores no seguinte artigo: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA – Causas, Sintomas e Tratamento.

Redução dos movimentos do bebê

A maioria dos bebês começa a se mover dentro do útero a partir da 7ª ou 8ª semana de gravidez. No entanto, nesta fase, eles ainda são muito pequenos e os seus movimentos são imperceptíveis para a mãe.

Os movimentos do bebê só começam a ser perceptíveis a partir da 16º semana, mesmo assim, eles ainda são discretos. Mulheres que já vivenciaram outras gravidezes têm mais facilidade para reconhecer os seus fetos “chutando”, enquanto as mães de primeira viagem muitas vezes só conseguem identificar os movimentos do bebê depois da 20ª semana.

A partir do 3º trimestre, porém, os movimentos fetais tornam-se facilmente identificáveis, muitas vezes até visíveis através da barriga da mãe. Nesta fase, as grávidas conseguem dizer facilmente quando o seu bebê está acordado e quando está dormindo.

Uma redução abrupta nos movimentos do feto pode ser um sinal de complicação da gravidez. Por esse motivo, alguns obstetras recomendam que você gaste algum tempo do dia contando os chutes do seu bebê. Você pode escolher uma hora do dia em que seu bebê costuma estar ativo. Conte quantos “chutes” o bebê dá em hora para você ter uma ideia do quão ativo ele costuma ser.

Se você começar a sentir o seu bebê mais quieto que o habitual e o número de chutes dele nas próximas 2 ou 3 horas for muito abaixo do esperado, entre em contato com o seu obstetra. Mas antes de se desesperar, lembre-se que o bebê pode estar apenas dormindo. O ideal é você saber a que horas do dia ele costuma estar mais agitado.

Febre

A febre é um sinal meio óbvio de que há algo de errado, esteja a mulher grávida ou não. Ainda assim, é importante reforçarmos a necessidade de se contactar o obstetra caso a grávida comece a apresentar temperaturas acima de 37,5ºC por mais de 24 horas. Caso a grávida tenha febre acima de 38,5ºC, o contato com o obstetra deve ser imediato.

Infecções durante a gravidez aumentam o risco de complicações tanto para mãe quanto para o feto. Algumas delas estão associadas, inclusive, a um maior risco de parto prematuro.

Para entender o que é a febre e quais são os seus riscos, leia: O QUE É A FEBRE?.

Sinais de pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma complicação grave, que podem surgir durante a segunda metade da gestação, geralmente após as 20 semanas de gravidez.

A pré-eclâmpsia ocorre em 5% a 10% das gestações. 75% dos casos são leves e 25% são graves. Os sinais e sintomas da pré-eclâmpsia são:

  • Hipertensão arterial que surge após a 20ª semana de gestação.
  • Perda de proteínas na urina, que costuma ser notada devido a um aumento da espumação da urina.
  • Inchaços pelo corpo, principalmente nos braços, pernas e face.
  • Dor abdominal.
  • Dor de cabeça.
  • Visão embaçada.
  • Alterações das provas de função hepática (leia: O QUE SIGNIFICAM TGO, TGP, GAMA GT e BILIRRUBINA?).

Quando a gestante com pré-eclâmpsia passa a apresentar quadros de crise convulsiva, chamamos o quadro de eclâmpsia.

Em relação ao feto, os riscos da pré-eclâmpsia incluem descolamento prematura da placenta, baixo crescimento e desenvolvimento intra-uterino e parto prematuro.

Explicamos a pré-eclâmpsia em detalhes no artigo: ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA – Sintomas, Causas e Tratamento.

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/sinais-de-problemas-na-gravidez/

Complicações que podem ocorrer na gravidez

Complicações na gravidez

Detectar e tratar condições que trazem risco de complicações na gravidez é fundamental para proteger a saúde da mãe e do bebê. 

Gravidez não é doença, mas algumas complicações podem surgir ao longo do caminho (que dura em torno de 40 semanas). Alguns problemas são mais simples de serem resolvidos, enquanto outros demandam acompanhamento criterioso e cuidados para proteger mãe e bebê. 

No primeiro trimestre, é muito comum a mulher sentir uma série de mudanças no corpo. Muitas vezes, são sintomas como enjoo e atraso menstrual que indicam a suspeita de que ela pode estar grávida. O acompanhamento pré-natal deve ser iniciado logo após a descoberta da gestação, para monitorar tanto a mãe quanto o bebê e identificar precocemente possíveis problemas. 

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Veja a seguir complicações que podem ocorrer ao longo de toda a gravidez, incluindo aquelas que a tornam uma gestação de risco: 

Sangramentos

Pequenos sangramentos são comuns, principalmente no primeiro trimestre, e podem ocorrer após um exame pélvico ou uma relação sexual, já que o colo do útero é sensível ao toque.

Porém, eles também pode ser sinal de que algo mais grave está acontecendo, como um aborto espontâneo, por exemplo, que também é comum nas primeiras semanas de gestação.

Por isso, sempre que um sangramento ocorrer, é necessário buscar um serviço de saúde para verificar se está tudo bem ou se é algo que merece maior atenção.

Hiperêmese gravídica

É normal a gestante ter náuseas e vômitos frequentes durante o primeiro trimestre. Mas em alguns casos, ela pode desenvolver a hiperêmese gravídica, que causa vômitos excessivos e náuseas muito fortes.

“Por isso, pode haver necessidade de tratamento imediato, que inclui fluidos intravenosos (IV) para reidratação e/ou medicamentos para reduzir náuseas e vômitos”, explica a dra.

Fátima Oladejo, ginecologista e obstetra. 

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Infecções do trato urinário

Segundo a médica, infecções do trato urinário que costumam afetar a bexiga também são mais comuns no início da gravidez. Os principais sinais são desejo frequente de urinar, dor ou ardor ao urinar e presença de sangue na urina.

“Assim que uma infecção é diagnosticada, são prescritos medicamentos que são seguros para uso durante a gravidez. Também é muito importante beber muita água, pelo menos 2 litros por dia para auxiliar o tratamento”, explica.

Sem tratamento, esse tipo de infecção pode evoluir para uma infecção renal mais séria, que pode provocar dor nas costas, febre e náuseas. O tratamento inclui antibióticos e pode ser necessária hospitalização. 

Aborto espontâneo

Estima-se que uma cada cinco gestações termine em aborto espontâneo no primeiro trimestre. Os sintomas incluem sangramento vaginal, cólica semelhante à cólica menstrual, dor lombar e sinais de infecção, como calafrios e febre de 37 graus ou mais.

“A maioria dos abortos espontâneos não pode ser evitada. O aborto espontâneo geralmente não é perigoso para a mulher, mas sentimentos de raiva, tristeza e culpa são comuns.

Como acontece com qualquer perda, conversar com seu parceiro, família, amigos e médico sobre seus sentimentos pode ser útil”, orienta dra. Oladejo. 

Gravidez ectópica

A gravidez ectópica ou tubária acontece quando o óvulo fertilizado é implantado fora do útero, como nas tubas uterinas. Esse tipo de gestação não se desenvolve normalmente.

O feto não sobrevive, e a condição pode oferecer risco à vida da mulher.

Os sintomas incluem sangramento vaginal, fraqueza, tonturas ou desmaio, dor abdominal ou pélvica que pode ser repentina e aguda, constante ou ficar indo e voltando. 

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De acordo com a ginecologista, em alguns casos a gestação termina sem necessidade de intervenção.

“Mas, às vezes, é necessário um tratamento medicamentoso ou cirúrgico para impedir que a gravidez progrida e coloque em risco a saúde dessa paciente”, explica.

Os principais fatores de risco da gravidez ectópica são doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose, gravidez ectópica anterior, qualquer cirurgia tubária e tratamentos de fertilidade.

Pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma condição que causa pressão alta na gravidez e geralmente ocorre após a 20ª semana. É um problema que merece atenção, pois pode causar complicações como parto prematuro, por exemplo, e oferece risco à vida da mãe e do bebê. Os sintomas incluem inchaço, dor de cabeça, ganho de peso e retenção de líquido. Mas nem sempre há sintomas. 

O tratamento é feito com medicamentos e acompanhamento pré-natal criterioso. A gestante precisa repousar, medir a pressão com frequência e reduzir o consumo de sal. Sem o tratamento adequado, a doença pode evoluir para eclâmpsia, uma forma mais grave da doença, que pode causar convulsões na mulher. 

Diabetes gestacional

O diabetes gestacional ocorre quando a gestante está com alto nível de açúcar no sangue. Na maior parte das vezes, não há sintomas. Por isso, é importante monitorar a glicemia, além de manter uma alimentação balanceada e praticar atividade física adequada para o período da gravidez. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos.

Se não for controlado, o diabetes gestacional também pode provocar parto prematuro ou crescimento fetal excessivo, o que pode levar à complicações na hora do parto. Além disso, a mulher tem maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 após a gravidez.

Gravidez de risco

“A gravidez é considerada de alto risco quando há complicações potenciais que podem afetar a mãe, o bebê ou ambos. Gestações de alto risco requerem tratamento por um especialista para ajudar a garantir o melhor resultado para a mãe e o bebê”, afirma a médica. 

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Os fatores que fazem uma gestação ser classificada como de alto risco podem ser condições de saúde da mulher, anteriores à gestação, ou de condições da própria gravidez e que não têm relação direta com a saúde da mãe. Veja os principais: 

  • Condições anteriores à gestação:hipertensão, diabetes, doenças autoimunes, infecções crônicas (como HIV), problemas cardíacos, pulmonares ou renais e idade materna (mães que dão à luz com menos de 17 e mais de 35 anos têm maior risco de complicação. Depois dos 40 anos, o risco de aborto espontâneo e defeitos genéticos também é maior);
  • Condições da própria gestação:gestação de múltiplos, placenta prévia (condição em que  placenta cobre o colo do útero), problemas fetais e trabalho de parto prematuro (que se inicia antes de 37 semanas de gravidez).

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/mulher-2/obstetricia/complicacoes-que-podem-ocorrer-na-gravidez/

Embarazo y niños
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