Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

A primeira coisa a fazer é dizer-lhes a verdade, num tom tranquilo e sereno, oferecendo-lhe sempre o nosso apoio emocional incondicional.

Juan Pedro Valencia, psicólogo especializado em problemas de ansiedade, medos e desenvolvimento infantil, define-o assim: “É fundamental transmitir a informação de maneira clara e da forma mais honesta possível, adaptando-a à idade da criança e ao seu nível de compreensão; admitir que talvez não se conheçam algumas das respostas às suas perguntas e interessar-se por saber o que pensa e sabe acerca do ocorrido, preparando-o para as possíveis alterações nas suas rotinas assim como incentivá-lo a que transmita sempre o que sente”.

Geralmente, até aos 3 anos as crianças precisam de uma explicação dos factos que lhes transmita segurança e tranquilidade.

Isto é porque os pré-escolares podem inclusive chegar a personalizar a morte até ao ponto de acreditarem que são eles os causadores da mesma como uma espécie de castigo pelo seu mau comportamento.

Assim é imprescindível explicar-lhe bem o que aconteceu, responder sempre às suas perguntas – tantas vezes quanto for necessário – que nos orientarão sobre a informação que quer ter e separar a experiência da criança do ocorrido.

Natalia Sastre, psicóloga, acrescenta que devemos explicar à criança que o conceito da morte é irreversível: “Há que fazer-lhe ver que a morte não é como ficar a dormir e que não acontece simplesmente por se estar doente, porque tudo isso poderá levar a criança à confusão, provocando-lhe situações de ansiedade ao acreditar que qualquer pessoa do seu ambiente – ou ela mesma – ao ficarem doentes podem morrer ou que pode ficar a dormir e não acordar, por exemplo – . Há que esclarecer que as pessoas que morrem não voltam – nos desenhos animados vêem como as personagens “morrem” e “ressuscitam”, têm 4 vidas, etc. – para evitar que o pequeno guarde a esperança de que a pessoa apareça ou regresse e que, ao não acontecer, procure explicações irreais ou se culpe por isso. O pensamento mágico e egocêntrico das crianças mais pequenas e faz com que muitas vezes tentem dar uma explicação ao que aconteceu com algo que eles fizeram”.

No que diz respeito a como comunicar-lhe este tipo de acontecimentos, é importante destacar que deve ser feito com naturalidade – sem discursos solenes nem dramáticos – e a pouco e pouco.

Por exemplo, as notícias mais graves podem-se fraccionar: primeiro diga-lhe que houve um acidente com feridos e alguns dias depois que alguém faleceu. Sobretudo, tente que a criança se sinta apoiada e querida enquanto lhe explica o que aconteceu.

Com um abraço, um carinho ou simplesmente dando-lhe a mão, de forma natural e espontânea.

Reacções e respostas mais comuns

É evidente que existem grandes diferenças no que diz respeito às reacções das crianças em função da sua idade, personalidade, experiências vividas, etc.

Dessa forma, Natalia Sastre afirma que estas podem ir desde a tristeza, irritabilidade, raiva, alterações de humor, pesadelos, falta de apetite ou de sono, apatia, dominuição temporal do rendimento escolar, etc.

“Todo isto, de forma temporal, não é mais que o resultado da dor, da expressão natural que cada criança exterioriza e expressa segundo os sentimentos que a morte, por exemplo de um ente querido, lhe provoca”.

Podemos afirmar que, geralmente, as reacções mais comuns são:

– Até aos 2 ou 3 anos as crianças têm uma ideia da morte relacionada directamente com a sua percepção do mundo e os seus objectos – afirma Juan Pedro – ou seja, aquilo que não vêem não existe. Sem entender claramente o que acontece para além das suas necessidades de apego e de sentirem-se seguras. Assim, são comuns reacções como birras, comportamentos agressivos, choro, etc.

– Até aos 6 ou 7 anos muitas crianças reagem com respostas que os adultos não esperariam. Por exemplo, são habituais comentários que nos podem aperceber como egoístas como “Já posso ir a brincar?” ou “Quem me ajuda com as minhas tarefas?”.

– Os maiores de 7 anos percebem a realidade de uma maneira mais clara e podem manifestar um grande interesse pelo que se passa depois da morte e chegam mesmo ao ponto de lhe conceder a sua própria existência, colocando-a especialmente em cemitérios. Agora as reacções podem incluir problemas escolares, falta de concentração, medo de estar sozinho e até queixas físicas em forma de dores corporais.

Devemos permitir-lhes assistir a funerais, velórios…?

Juan Pedro Valencia afirma o seguinte: “se a criança tiver mais de 4 anos pode ser ela mesma a decidir se quer assistir ou não, tendo especial cuidado em explicar-lhe previamente que se vai encontrar com pessoas que estão tranquilas e com muitas outras que estarão a chorar e tristes.

Isso vai servir para que manifeste as suas emoções e veja que a dor se partilha, reafirmando assim o seu valor como membro da família embora possa pensar que é melhor ficar em casa para não sofrer essa dor.

 Pode ser conveniente que esteja presente nas condolências posteriores ao falecimento ou enterro mas nunca de maneira obrigada, embora sem esperar que o comportamento da criança seja sempre correcto”.

O apoio da família: afecto e compreensão

Geralmente podemos ajudar as crianças explicando-lhes tudo aquilo a que podemos dar resposta e perante perguntas como “porque é que morreu?” ser sinceros e reconhecer que também nós não sabemos.

O nosso papel é muito simples e muito complicado ao mesmo tempo: temos de estar ao seu lado para explicar, partilhar e compreender a sua dor. Temos que fazer com que as crianças sintam que não estão sozinhas nisto.

Para além disso, podemos informar na escola para que tenham em conta que pode comportar-se de maneira diferente durante um tempo assim como que a sua atenção e rendimento podem ver-se diminuidos.”

Também é muito positivo manter as rotinas da vida da criança em todo o que seja possível – destaca Juan Pedro – respeitando que em certos momentos poder quer estar sozinho e incentivando-o a expressar os seus sentimentos. Acima de tudo proporcione-lhe afecto e segurança constante.

No entanto, se os sintomas e as reacções que temos citado anteriormente se prolongarem no tempo e depois de um ou dois meses a criança não melhora, deverá pedir ajuda a um especialista para superar este tipo de situações traumáticas na infância.

Raiva

Definição:

Infecção viral aguda frequentemente mortal. Pode-se contagiar através de um animal infectado ou de pessoa a pessoa por meio do transplante de órgãos.

Sintomas:

Febre baixa, dor na mordidela, excitabilidade, inquietude, espasmos musculares, convulsões, ansiedade, perda da função muscular.

Tratamento:

Limpar bem a ferida. Vacinar.

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Источник: https://www.todopapas.com.pt/criancas/psicologia-infantil/desenvolvimento-infantil-saiba-o-que-fazer-em-situacoes-traumaticas-1869

Trauma: 5 dicas para superar situações traumáticas

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

20 de maio de 2019

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

O trauma se manifesta de várias maneiras diferentes. Cada pessoa lida e reage de forma diversa. Por isso, ao sermos confrontados com ele, pode ser bastante difícil lidar com as emoções. E para cada indivíduo há uma abordagem específica para superar o trauma.

A palavra trauma pode se referir a várias coisas diferentes e ele pode ocorrer por várias razões,  incluindo:

  • trauma físico;
  • assédio físico, mental e sexual;
  • situações embaraçosas;
  • abandono;
  • relacionamentos abusivos;
  • assaltos (incluindo assalto armado e sequestro);
  • abuso e violência sexual;
  • intimidação, como violência doméstica ou ser vítima de um pai alcoólatra, por exemplo;
  • ser testemunha de eventos violentos (principalmente na infância);
  • situações de risco de vida;
  • presenciar desastres (naturais ou não como terremotos, furacões, incêndios, desmoronamentos, a queda de um avião etc);
  • exposição a longo prazo a situações altamente insalubres, como pobreza extrema;
  • abuso verbal;
  • violência extrema, como guerra ou ataques terroristas;
  • acidentes (incluindo acidentes de carro ou acidentes de trabalho).

Sinais de trauma psicológico

As razões para sofrer um trauma podem variar amplamente, e igualmente, os sintomas após tal evento também variam de pessoa para pessoa.

Tal como acontece com a maioria das condições de saúde mental, a experiência é diferente para todos, e o trauma pode se manifestar de várias maneiras distintas.

Se você tiver experimentado um evento traumático e estiver passando por algum dos sintomas listados a seguir, talvez seja hora de falar com um psicólogo.

1. Pesadelos

Não é incomum que o trauma nos faça reviver o evento em nossos sonhos enquanto estamos dormindo. Nesse momento o seu cérebro tenta processar o evento, a fim de ajudar o sistema nervoso a se recuperar do choque. A falta de sono costuma ser muito comum depois de uma experiência traumática e, para muitas pessoas, são os pesadelos que causam a insônia.

2. Flashbacks

Assim como os pesadelos, muitas pessoas traumatizadas também sofrem com flashbacks do evento. Os flashbacks costumam ser desencadeados por situações ou locais que lembram o que aconteceu, e muitas vezes fazem com que as emoções vivenciadas durante o acontecimento voltem a ocorrer.

3. Ansiedade

Aqueles que sofreram um evento traumático muitas vezes desencadeiam um transtorno de ansiedade, especialmente quando passam por situações que a façam lembrar o que aconteceu. Por exemplo, aqueles que sofrerão um acidente de carro podem sentir ansiedade ou pânico ao tentar entrar novamente em um carro após o ocorrido.

4. Tristeza ou culpa

Se a sua experiência traumática envolveu outras pessoas que acabaram feridas ou mortas, não é incomum experimentar a culpa. É comum, inclusive relembrar os eventos e começar a imaginar coisas que poderiam ter sido feitas para evitar o fato ou salvar o outro. Além disso, muitas pessoas se sentem mais deprimidas depois de um evento traumático.

5. Sentindo-se entorpecido

Enquanto muitas pessoas experimentam um alto número de emoções diferentes após um acontecimento traumático, um sentimento geral de “torpor” geralmente indica que você não está lidando bem com a situação.

Além de não ter emoções negativas, você também pode não ter emoções positivas, como se os sentimentos tivessem se desligado completamente. Isso pode vir tanto do corpo quanto da mente, em um esforço para se proteger de emoções que podem ser esmagadoras.

Estes são apenas alguns sintomas comuns de quem está traumatizado por alguma situação. Como dito antes, cada pessoa reage de forma diferente, e por isso o mais importante é praticar o autoconhecimento e, ao perceber que algo pode está errado, buscar ajuda para colocar a vida nos eixos.

Como superar o trauma

Se você sentir que está passando por um trauma depois de um acontecimento particularmente difícil, isso não significa que se sentirá assim pelo resto da vida. Há várias atitudes que podem lhe ajudar a superar o trauma e retomar sua rotina sem todos esses sentimentos perturbadores. Confira algumas:

1. Aprenda a respirar

Voltar ao normal após um evento traumático pode parecer impossível. Mas você sabia que tirar alguns minutos para praticar meditação ou exercícios respiratórios pode ajudá-lo a dormir, fazer desaparecer os flashbacks e superar a ansiedade, que às vezes pode ser incapacitante? Então, quando sentir o trauma pesando a vida, tente respirar profundamente. Isso irá ajudá-lo muito!

2. Pratique exercícios físicos

O exercício físico é uma forma de ajudar o corpo a liberar endorfina. Além disso, ele proporciona uma distração do mundo ao seu redor e uma liberação física para as emoções que você pode estar experimentando.

Inscrever-se na academia, participar de uma aula de boxe ou começar a correr são ótimas maneiras de melhorar sua saúde mental. Inclusive, apenas 30 minutos de exercício três vezes por semana já é o suficiente para diminuir os sintomas de ansiedade e depressão.

3. Crie uma rotina saudável

Um evento traumático – principalmente aqueles que lhe fazem ficar um período no hospital ou lhe tenham afastado do trabalho – afetam profundamente a sua rotina. E podem até mesmo fazer você perder a noção do tempo.

Nesse sentido, é muito fácil sucumbir à depressão e à estagnação. A vida parece perder o sentido e ficamos sem energia para buscar nossos objetivos. Voltar à rotina, mesmo que isso signifique apenas sair da cama todos os dias na mesma hora ou ainda fazer as refeições no mesmo horário, pode fazer uma grande diferença para o seu bem-estar e ajudá-lo a se recuperar do trauma.

4. Cultive hobbies

Uma distração pode ser um grande aliado para superar o trauma. Busque atividades relaxantes como pintura, jardinagem, dança, marcenaria, aprender a tocar um instrumento etc. Tudo isso pode ajudar a distraí-lo e evitar que você fique constantemente repensando ou ainda revivendo sentimentos relacionados ao trauma.

5. Faça terapia para superar o trauma

A terapia pode ser uma ótima ferramenta para superar o trauma. Como exemplo, a terapia cognitivo-comportamental é excelente para ajudá-lo a lidar com um problema ou acontecimento específico. O seu psicólogo irá auxiliar no processo por meio de uma série de sessões particulares e também através de tarefas que ele irá orientá-lo a praticar em casa.

Estas são algumas dicas que podem lhe ajudar a amenizar e a lidar com situações traumáticas. O mais importante é ter pensamento positivo e saber que é possível superar o sofrimento e, até mesmo, transformá-lo em algo edificante.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

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Источник: https://www.vittude.com/blog/trauma/

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