Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

Crescimento infantil: saiba como identificar problemas

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

O crescimento infantil depende da saúde da criança como um todo. Seja o ritmo em que ela cresce ou como ela se desenvolve durante sua vida. Uma criança saudável cresce de maneira saudável. Há uma especialidade na pediatria que cuida exclusivamente disso, a área da puericultura. Esta área permite que seja identificado possíveis distúrbios.

O ortopedista pediátrico Felippi Cordeiro, do Grupo São Cristóvão Saúde, fala sobre uma ferramenta importante para essa avaliação. A curva de crescimento, que acompanha e identifica qualquer alteração de padrão no desenvolvimento infantil. “Se a criança estava seguindo uma linha e sai dela, é sinal de que a velocidade de crescimento está abaixo do esperado”, comenta.

Por que algumas crianças demoram mais para crescer?

Segundo Cordeiro, a queixa mais comum relacionada ao crescimento infantil é a baixa estatura ou a diminuição de velocidade do crescimento. “Várias alterações podem atrapalhar o crescimento de uma criança.

Distúrbios metabólicos, alterações hormonais, desnutrição, atividades físicas inadequadas, lesões das cartilagens de crescimento pós trauma ou infecções são algumas delas”, explica.

E para identificar possíveis causas, é necessário investigar o histórico familiar e outros aspectos do desenvolvimento do paciente.

O ortopedista diz que pode ocorrer o caso do “crescimento lento”, quando a criança baixa o patamar na curva. Ele conta que o principal motivo é a nutrição. Seja por uma alimentação pobre em nutrientes ou por uma falha na absorção desses nutrientes pelo organismo.

Outro ponto importante a considerar é que o desenvolvimento ocorre de maneira distinta entre meninos e meninas.

Diferenças no crescimento de meninos e meninas

O médico explica que a principal diferença entre o crescimento de meninos e meninas acontece durante o início da puberdade. O chamado “estirão” nas meninas ocorre, em média, entre os 11 e os 12 anos de idade.

Nessa fase, uma menina pode crescer 8 cm por ano (em alguns casos pode aumentar até 12 cm em um ano). Após a menstruação, o ritmo diminui cada vez mais até o fechamento das cartilagens.

Já para os meninos, o estirão de crescimento ocorre mais tarde, em torno dos 13 e 14 anos de idade.

“É muito importante saber que o desenvolvimento da criança segue, em geral, um padrão familiar. A idade da menarca da mãe, além do padrão de desenvolvimento do pai são dados importantes para saber se a criança está crescendo de maneira saudável”, revela.

O especialista conta que muitos adolescentes, principalmente do sexo masculino, desenvolvem características da puberdade mais tarde e, consequentemente, o estirão de crescimento infantil também vem depois.

“Chamamos esse padrão normal de crescimento de ‘atraso constitucional do crescimento e da puberdade’, pois a estatura final será atingida dentro do padrão familiar e, por isso, não há necessidade de tratamento”, frisa.

Crescer dói?

É geralmente nesta etapa que surgem as famosas dores do crescimento, que afetam crianças entre 3 e 10 anos de idade e atingem principalmente os membros inferiores.

Uma das causas possíveis dessas dores, segundo o ortopedista, é a fadiga muscular. “Nesses casos, a criança pode sentir dor e câimbras nas pernas ao fim do dia”, relata.

O período do primeiro estirão de crescimento infantil e falta de vitamina D também podem ocasionar dores musculares.

No entanto, Cordeiro explica que alterações na rotina familiar e/ou algum evento traumático podem desencadear dores nas pernas e coxas, que se apresentam geralmente à noite e tendem a desaparecer em poucas horas.

Segundo ele, é importante ter atenção com a frequência e intensidade das dores. “Dores diárias, contínuas, associadas à febre ou outros sintomas devem ser investigados imediatamente por um ortopedista pediátrico”, recomenda.

Dependendo do diagnóstico, existem tratamentos que podem ajudar no aumento da altura ou diminuição do crescimento. “Em casos extremos, podemos optar por correções ortopédicas, como alongamentos ósseos e correção de deformidades angulares dos membros inferiores”, explica.

Além disso, o especialista ressalta que para diminuir o crescimento, o endocrinologista infantil pode fazer uso de bloqueadores hormonais. Mas cada caso precisa ser avaliado de maneira cuidadosa e a correção feita de forma individual.

Dicas para um crescimento saudável

Durante o crescimento infantil, é importante que a criança tenha uma alimentação saudável, diversificada e rica em nutrientes. “Vivemos atualmente um aumento da obesidade infantil, que pode levar a inúmeros problemas ortopédicos”, alerta o médico.

Uma forma de combater isso é a prática de esportes. Porém, a atividade praticada deve ser feita com acompanhamento e segurança, já que crianças podem estar predispostas a lesões devido à imaturidade do neurodesenvolvimento.

De acordo com o ortopedista, o excesso de atividades físicas também pode levar a alterações fisiológicas e anatômicas. “O esporte na infância é importantíssimo para evitar o sedentarismo e estimular o desenvolvimento saudável do corpo, desde que acompanhado de um profissional habilitado para atendimento de crianças em diferentes fases de crescimento”, finaliza.

Источник: http://www.farmaciasbigfort.com.br/crescimento-infantil-saiba-como-identificar-problemas/

Precisamos falar sobre depressão infantil: saiba quais são os sinais de alerta

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

2 de janeiro de 2020

  |  Tempo de leitura: 11 minutos

Depressão infantil existe? Muitas pessoas podem acreditar que não, afinal, vemos muitos casos de jovens, adultos e idosos com depressão, mas quase nada sobre crianças. Embora não seja muito frequente, elas também podem sofrer com o transtorno. 

A manifestação da depressão na infância é de difícil identificação. Como a criança está em desenvolvimento, por vezes, os pais percebem certas atitudes e comportamentos como parte desse processo. 

Além disso, as crianças normalmente se mantêm em silêncio sobre o que estão sentindo. Isso porque elas não têm o mesmo entendimento que um adulto possui sobre suas emoções e pensamentos. Quantos de nós, quando crianças, compreendíamos a gravidade de uma doença? A responsabilidade, então, recai sobre os pais. 

Estatísticas mostram que o índice de depressão infantil no Brasil varia entre 0,2% a 7,5% para crianças abaixo de 14 anos. Na idade pré-escolar, a ocorrência é menor do que na fase próxima da adolescência.  Ainda assim, vale ficar de olho para prevenir o desenvolvimento da doença no futuro.

Também é importante ressaltar que nas crianças os sinais da doença são bem diferentes dos adultos, pois elas podem ser jovens demais para nomear seus sentimentos. Por esta razão, elas podem somatizar o transtorno, passando a reclamar de dores em diversas partes do corpo.

Como saber se meu filho tem depressão?

A depressão infantil é como a depressão em adultos. A criança se torna mais quieta, mais desinteressada e mais volúvel. Suas emoções oscilam, tornando seu comportamento confuso. Mas, para os pais, essa mudança no modo de agir pode ser vista como “apenas uma fase” do crescimento.   

Como a criança não compreende totalmente os sentimentos de tristeza e ansiedade e ainda não tem um repertório de comunicação adequado, é mais fácil expressar queixas sobre dores físicas do que emocionais. Ela chora, grita e esperneia, conduta que podem ser interpretada como “birra”. 

A birra exagerada pode ser característica da depressão infantil, porém, ela deve estar associada a mais sintomas para fechar um diagnóstico. Uma criança pode ser naturalmente manhosa, mas não apresentar nenhum sinal de doença psicológica.   Esta característica pode ser apenas um traço de sua personalidade.

A apresentação dos sintomas depende muito da personalidade e maturidade da criança. Cada uma se comporta de maneira única. As diversas possibilidades de justificação dos comportamentos infantis, portanto, exigem dos pais atenção redobrada. 

Juntando isso ao fato de que a manifestação dos sintomas nunca é muito clara, o diagnóstico pode ser confundido com outros transtornos, como o déficit de atenção e hiperatividade. 

Sinais de alerta da depressão infantil

O comportamento das crianças é, no geral, imprevisível. Ora estão se divertindo ao brincar e pular por todo lugar, ora não querem ser incomodadas, não é? Mas elas também dão sinais de que não estão se sentido bem mental e emocionalmente. Confira a seguir alguns dos sinais.

1. Sono irregular

A criança com depressão apresenta dificuldades para dormir. Não consegue pegar no sono, fica irritada ou acorda diversas vezes durante a noite. Seu descanso é perturbado, impossibilitando-a de recarregar as energias adequadamente. 

O cenário também pode ser o oposto: a criança dorme por longos períodos, sentindo sono em momentos que antes era ativa. 

2. Mudança dos hábitos alimentares

Este sinal também pode ser observado nas duas formas: comer em excesso ou quase não comer. Se a criança deixa de comer o lanche ou se recusa a terminar o prato de almoço com frequência, os pais precisam ficar de olho para as possíveis razões. 

3. Dificuldade para se separar dos pais

Quando a criança começa a ir para a escola ou creche, é normal haver uma estranheza nas primeiras semanas. Crianças pequenas, especialmente, não gostam de ficar longe dos pais. Esse comportamento é normal até certo ponto. Se a ansiedade da separação crescer e se tornar diária, é um sinal de alerta do emocional debilitado da criança. 

4. Constantes reclamações

A criança reclama de dores em partes do corpo ou de machucados com frequência. Até pequenos arranhões são razões para alarde. Mesmo após o medicamento ou tratamento do ferimento, a criança volta a reclamar dentro de um curto período. 

É possível, também, notar reclamações de algumas situações como aulas, coleguinhas de classe ou atividades. Ela se recusa a enfrentá-las, podendo chorar ou ficar irritada ao ser forçada a fazer determinada tarefa.  

5. Irritabilidade

A criança com depressão fica irritada com facilidade, podendo responder os pais, fazer escândalos apenas para contrariar e expressar-se aos berros. Ela pode até mesmo se irritar com a forma que seus brinquedos estão organizados ou ao executar tarefas diárias, como trocar de roupa e escovar os dentes. 

6. Fadiga

Explorar e brincar são as atividades favoritas dos pequenos. Os mais quietos, apesar de não saírem correndo ou pulando como os demais, também são curiosos e estão atentos às novidades ao seu redor. Ou seja, eles estão sempre fazendo alguma coisa: lendo, assistindo TV, jogando no computador, brincando no quintal ou com brinquedos. 

O alerta reside na inatividade da criança. Quando ela perde a vontade de brincar ou se queixa de cansaço frequentemente, os pais precisam ficar alertas. Tudo bem seu filho ser mais quieto que os outros. Isso é questão de personalidade. O desinteresse, porém, não é normal. 

7. Fraco desempenho da escola 

As notas caem, os professores reclamam de brigas ou falta de participação e a criança não sente vontade de se arrumar para ir à escola. A falta de concentração na aula pode ser sinal de depressão e não apenas preguiça ou desobediência para chamar atenção. 

Sintomas variam de acordo com a idade

Não podemos ver os sintomas da depressão infantil como completamente certeiros. Isso porque cada faixa etária tem uma capacidade cognitiva diferente, portanto, os comportamentos são diferentes. 

As crianças de até dois anos apresentam sintomas diferentes das mais velhas e vice-versa.

Na primeira infância é possível observar sinais como a perda de peso, choro excessivo, problemas de desenvolvimento físico, como baixa estatura e atraso da fala são comuns.

Já na faixa etária de 2 a 6 anos, fatos como o cansaço frequente, excesso de birra e enurese noturna podem indicar um possível transtorno. 

Por fim, crianças mais velhas, até 12 anos, já começam a verbalizar e sentir mais. Além de apresentarem os sintomas anteriores, podem se sentir inferiores aos demais colegas, se acharem burras, incapazes, principalmente na escola, ou não se sentirem amadas.

Causas da depressão infantil

Embora seja difícil pontuar uma causa, há algumas ocasiões que podem ser naturalmente mais traumáticas paras as crianças: separação dos pais, mudança de escola ou de cidade, bullying, morte de uma pessoa amada ou de um animal de estimação, dificuldades de adaptação na escola, entre outros. 

Filhos de pais depressivos ou famílias que apresentam quadros de depressão têm mais probabilidade para desenvolver a doença. 

Os pais devem estar especialmente atentos aos comportamentos dos filhos diante dessas situações. Se não houve nenhum acontecimento trágico, é mais complicado encontrar a causa da depressão. 

Ao notar que a criança está mais quieta e apática, converse com ela, pergunte sobre seus sentimentos, sobre a escola, sobre as amizades e professores. Em algum momento, você perceberá um padrão em suas respostas indicando que algo está errado. 

Pais devem estar sempre atentos

Não posso deixar de destacar a importância dos pais estarem atentos a mudanças bruscas de comportamento, principalmente quando a criança se fecha repentinamente. Infelizmente, um dos fatos mais comuns, que vemos praticamente toda semana na Vittude, são crianças e adolescentes que desenvolvem algum transtorno mental após serem vítimas de abuso.

Em geral os abusadores são pessoas muito próximas, que pertencem ao círculo de confiança da criança como padrastos, tios, pais de outros colegas, avós e até mesmo os próprios pais. Em boa parte das vezes que ouvi relatos de adolescentes desejando a morte ou se automutilando, haviam correlações com um passado ou ainda presente de abuso.

Источник: https://www.vittude.com/blog/depressao-infantil/

Efeitos da pandemia no desenvolvimento infantil

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

As medidas adotadas para nos proteger na pandemia do COVID-19 podem ter efeitos sobre o desenvolvimento infantil. Entenda como as restrições sociais e os fechamentos de escolas contribuem para o estresse dos pais e das crianças.

Estudos ​​sugerem que as epidemias podem levar a altos níveis de estresse em pais e filhos, que começam com preocupações de serem infectados. Além disso, existem os impactos mentais e emocionais como ansiedade, depressão, estresse agudo e pós-traumático, em crianças e adultos. 

Esses dados estão relacionados a experiências adversas na infância e elevado risco de estresse nas pandemias. Essas experiências aumentam o risco de atrasos no desenvolvimento infantil e de problemas de saúde na idade adulta, como deficiência cognitiva, abuso de substâncias, depressão e outras doenças.

Saiba mais sobre os efeitos da pandemia no desenvolvimento infantil, neste artigo.

Pandemia e desenvolvimento infantil

Existem poucos dados sobre o impacto das epidemias no desenvolvimento infantil. No entanto, além dos cuidados gerais e das estratégias adotadas para minimizar o contágio é essencial preservar o bem-estar das crianças durante períodos como este. 

A ciência mostrou que as predisposições genéticas podem ser modificadas por influências ambientais — como as experimentadas em uma pandemia — que afetam a capacidade de aprendizagem, de desenvolver comportamentos adaptativos, a saúde física, mental e a produtividade.

Vários fatores influenciam a saúde física e mental de crianças e adolescentes que vivenciam o estresse inerente a uma pandemia, como o isolamento social, o desligamento da escola e das atividades físicas, mudanças na rotina, dificuldades para dormir, exposição à desarmonia em casa, uso excessivo da tela, dieta pouco saudável, entre outros.

Dependendo do suporte que crianças e adolescentes recebem, o estresse alto e contínuo pode ser tolerável ou tornar-se tóxico. Na pandemia, eventos traumáticos e estressantes podem acontecer, como abuso, negligência, violência doméstica, dependência de substância e falta de saúde mental.

Epidemias como COVID-19 produzem riscos potenciais para o desenvolvimento infantil devido ao risco de doença, confinamento, isolamento social e aumento do nível de estresse dos pais e cuidadores. 

Essa situação se torna uma experiência adversa na infância e pode gerar estresse tóxico, com consequentes prejuízos potenciais para o desenvolvimento do cérebro, da saúde individual e coletiva, comprometimento de longo prazo da cognição, saúde mental e física, assim como a capacidade de trabalho dos futuros adultos.

Efeitos da pandemia

A pandemia de COVID-19 produziu impactos na saúde geral e no desenvolvimento infantil por meio da exposição ao vírus e a consequente infecção, bem como através do confinamento social na tentativa de retardar o progresso do vírus. 

A pandemia exige dos pais e cuidadores uma alta capacidade de resiliência para garantir medidas de proteção à saúde. Um dos pilares para a superação das adversidades é a interação entre as pessoas, que é comprometida pelo isolamento social, levando ao aumento do estresse dos pais e dos filhos. 

Estudos mostram as consequências psicológicas da pandemia de COVID-19 e avaliam o impacto psicológico do surto como moderado a grave, com sintomas depressivos, de ansiedade e níveis moderados a graves de estresse. 

A maioria dos entrevistados nessas pesquisas afirmou se preocupar com a possibilidade de familiares contraírem o COVID-19. Os pais de família apresentaram níveis mais elevados de estresse, ansiedade e depressão quando comparado ao grupo de pessoas sem filhos.

Sintomas de depressão e ansiedade foram detectados em outro estudo entre estudantes na China. Um total de 22,6% dos alunos relataram sintomas depressivos, enquanto 18,9% relataram sintomas de ansiedade. O estudo concluiu que doenças infecciosas graves, como a COVID-19, podem causar problemas de saúde mental em crianças.

Em outro estudo sobre o impacto psicológico da quarentena devido ao COVID-19, a maioria dos entrevistados relatou ansiedade, estresse e depressão. As pesquisas revelaram que mais de 20% relataram medo e 18% nervosismo e tristeza. 

Quanto mais longa for a quarentena, maiores serão os níveis de estresse pós-traumático. O medo de infecção, a falta de suprimentos básicos e informações pouco claras foram associados à frustração e raiva. A perda financeira foi considerada um fator de risco para transtornos psicológicos. 

Outro estudo comparou os sintomas de estresse pós-traumático em pais e crianças em quarentena com aqueles que não foram colocados em quarentena, revelando escores médios de estresse pós-traumático mais altos em crianças que estavam em quarentena do que aquelas que não estavam. 

Por outro lado, um estudo descobriu que, embora muito poucos participantes estivessem preocupados em se infectar ou transmitir o vírus, aqueles que estavam preocupados eram, em sua maioria, mulheres grávidas ou com filhos pequenos. 

Nesse cenário, torna-se urgente realizar atividades para minimizar as consequências do isolamento, além de fornecer à população o máximo de informações, suprimentos adequados, reduzir o estresse e dar suporte para os profissionais de saúde.

Veja algumas atividades para fazer em casa e minimizar os efeitos da pandemia no desenvolvimento infantil:

  • leitura e contação de histórias;
  • desenhar;
  • montar quebra-cabeças;
  • jogos brincadeiras que podem ser feitas em qualquer local, como batata quente, passa anel ou mímica;
  • ajudar nas tarefas de casa quando possível;
  • auxiliar no preparo de alimentos (de acordo com a faixa etária).

Se você tem mais dicas de atividades para fazer em casa na pandemia, deixe nos comentários e contribua com a discussão!

Referências:

LINHARES, Maria Beatriz Martins  and  ENUMO, Sônia Regina Fiorim. Reflexões baseadas na Psicologia sobre efeitos da pandemia COVID-19 no desenvolvimento infantil. Estud. psicol. (Campinas) [online]. 2020, vol.37 [cited  2020-12-26], e200089.

https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2020/07/Working-Paper-Repercussoes-da-pandemia-no-desenvolvimento-infantil.pdf

Источник: https://institutoneurosaber.com.br/efeitos-da-pandemia-no-desenvolvimento-infantil/

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

A primeira coisa a fazer é dizer-lhes a verdade, num tom tranquilo e sereno, oferecendo-lhe sempre o nosso apoio emocional incondicional.

Juan Pedro Valencia, psicólogo especializado em problemas de ansiedade, medos e desenvolvimento infantil, define-o assim: “É fundamental transmitir a informação de maneira clara e da forma mais honesta possível, adaptando-a à idade da criança e ao seu nível de compreensão; admitir que talvez não se conheçam algumas das respostas às suas perguntas e interessar-se por saber o que pensa e sabe acerca do ocorrido, preparando-o para as possíveis alterações nas suas rotinas assim como incentivá-lo a que transmita sempre o que sente”.

Geralmente, até aos 3 anos as crianças precisam de uma explicação dos factos que lhes transmita segurança e tranquilidade.

Isto é porque os pré-escolares podem inclusive chegar a personalizar a morte até ao ponto de acreditarem que são eles os causadores da mesma como uma espécie de castigo pelo seu mau comportamento.

Assim é imprescindível explicar-lhe bem o que aconteceu, responder sempre às suas perguntas – tantas vezes quanto for necessário – que nos orientarão sobre a informação que quer ter e separar a experiência da criança do ocorrido.

Natalia Sastre, psicóloga, acrescenta que devemos explicar à criança que o conceito da morte é irreversível: “Há que fazer-lhe ver que a morte não é como ficar a dormir e que não acontece simplesmente por se estar doente, porque tudo isso poderá levar a criança à confusão, provocando-lhe situações de ansiedade ao acreditar que qualquer pessoa do seu ambiente – ou ela mesma – ao ficarem doentes podem morrer ou que pode ficar a dormir e não acordar, por exemplo – . Há que esclarecer que as pessoas que morrem não voltam – nos desenhos animados vêem como as personagens “morrem” e “ressuscitam”, têm 4 vidas, etc. – para evitar que o pequeno guarde a esperança de que a pessoa apareça ou regresse e que, ao não acontecer, procure explicações irreais ou se culpe por isso. O pensamento mágico e egocêntrico das crianças mais pequenas e faz com que muitas vezes tentem dar uma explicação ao que aconteceu com algo que eles fizeram”.

No que diz respeito a como comunicar-lhe este tipo de acontecimentos, é importante destacar que deve ser feito com naturalidade – sem discursos solenes nem dramáticos – e a pouco e pouco.

Por exemplo, as notícias mais graves podem-se fraccionar: primeiro diga-lhe que houve um acidente com feridos e alguns dias depois que alguém faleceu. Sobretudo, tente que a criança se sinta apoiada e querida enquanto lhe explica o que aconteceu.

Com um abraço, um carinho ou simplesmente dando-lhe a mão, de forma natural e espontânea.

Reacções e respostas mais comuns

É evidente que existem grandes diferenças no que diz respeito às reacções das crianças em função da sua idade, personalidade, experiências vividas, etc.

Dessa forma, Natalia Sastre afirma que estas podem ir desde a tristeza, irritabilidade, raiva, alterações de humor, pesadelos, falta de apetite ou de sono, apatia, dominuição temporal do rendimento escolar, etc.

“Todo isto, de forma temporal, não é mais que o resultado da dor, da expressão natural que cada criança exterioriza e expressa segundo os sentimentos que a morte, por exemplo de um ente querido, lhe provoca”.

Podemos afirmar que, geralmente, as reacções mais comuns são:

– Até aos 2 ou 3 anos as crianças têm uma ideia da morte relacionada directamente com a sua percepção do mundo e os seus objectos – afirma Juan Pedro – ou seja, aquilo que não vêem não existe. Sem entender claramente o que acontece para além das suas necessidades de apego e de sentirem-se seguras. Assim, são comuns reacções como birras, comportamentos agressivos, choro, etc.

– Até aos 6 ou 7 anos muitas crianças reagem com respostas que os adultos não esperariam. Por exemplo, são habituais comentários que nos podem aperceber como egoístas como “Já posso ir a brincar?” ou “Quem me ajuda com as minhas tarefas?”.

– Os maiores de 7 anos percebem a realidade de uma maneira mais clara e podem manifestar um grande interesse pelo que se passa depois da morte e chegam mesmo ao ponto de lhe conceder a sua própria existência, colocando-a especialmente em cemitérios. Agora as reacções podem incluir problemas escolares, falta de concentração, medo de estar sozinho e até queixas físicas em forma de dores corporais.

Devemos permitir-lhes assistir a funerais, velórios…?

Juan Pedro Valencia afirma o seguinte: “se a criança tiver mais de 4 anos pode ser ela mesma a decidir se quer assistir ou não, tendo especial cuidado em explicar-lhe previamente que se vai encontrar com pessoas que estão tranquilas e com muitas outras que estarão a chorar e tristes.

Isso vai servir para que manifeste as suas emoções e veja que a dor se partilha, reafirmando assim o seu valor como membro da família embora possa pensar que é melhor ficar em casa para não sofrer essa dor.

 Pode ser conveniente que esteja presente nas condolências posteriores ao falecimento ou enterro mas nunca de maneira obrigada, embora sem esperar que o comportamento da criança seja sempre correcto”.

O apoio da família: afecto e compreensão

Geralmente podemos ajudar as crianças explicando-lhes tudo aquilo a que podemos dar resposta e perante perguntas como “porque é que morreu?” ser sinceros e reconhecer que também nós não sabemos.

O nosso papel é muito simples e muito complicado ao mesmo tempo: temos de estar ao seu lado para explicar, partilhar e compreender a sua dor. Temos que fazer com que as crianças sintam que não estão sozinhas nisto.

Para além disso, podemos informar na escola para que tenham em conta que pode comportar-se de maneira diferente durante um tempo assim como que a sua atenção e rendimento podem ver-se diminuidos.”

Também é muito positivo manter as rotinas da vida da criança em todo o que seja possível – destaca Juan Pedro – respeitando que em certos momentos poder quer estar sozinho e incentivando-o a expressar os seus sentimentos. Acima de tudo proporcione-lhe afecto e segurança constante.

No entanto, se os sintomas e as reacções que temos citado anteriormente se prolongarem no tempo e depois de um ou dois meses a criança não melhora, deverá pedir ajuda a um especialista para superar este tipo de situações traumáticas na infância.

Raiva

Definição:

Infecção viral aguda frequentemente mortal. Pode-se contagiar através de um animal infectado ou de pessoa a pessoa por meio do transplante de órgãos.

Sintomas:

Febre baixa, dor na mordidela, excitabilidade, inquietude, espasmos musculares, convulsões, ansiedade, perda da função muscular.

Tratamento:

Limpar bem a ferida. Vacinar.

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Источник: https://www.todopapas.com.pt/criancas/psicologia-infantil/desenvolvimento-infantil-saiba-o-que-fazer-em-situacoes-traumaticas-1869

Psicologia Infantil: o que é e como atuar na área? Saiba aqui!

Desenvolvimento infantil: saiba o que fazer em situações traumáticas!

A Psicologia é uma área que parece estar sempre em alta, atraindo pessoas de todos os perfis. Por permitir uma grande variedade de atuações, ela está com frequência entre os cursos mais concorridos do Sisu ou do Enem. Além disso, é um curso instigante, pois amplia a compreensão sobre as pessoas e o mundo humano.

Cada contexto e grupo de indivíduos exige um modo de trabalho específico por parte do psicólogo. No caso das crianças, por exemplo, é bastante importante que o profissional saiba utilizar técnicas que respeitem a autonomia do paciente. Isso porque a personalidade infantil nem sempre segue o mesmo esquema dos adultos.

Por esse motivo, existe um ramo à parte na Psicologia dedicado a crianças. Neste post, você descobre exatamente o que é Psicologia Infantil e encontra dicas sobre como atuar na área. Leia e fique por dentro!

O que é a Psicologia Infantil?

Psicologia Infantil é uma especialidade da Psicologia responsável por acompanhar os processos mentais característicos da infância. Nem sempre é fácil para os adultos entenderem a cabeça das crianças, que trazem descobertas e mudanças ilimitadas no dia a dia.

De maneira geral, o objetivo da área é trabalhar com cuidado as emoções, as percepções e os aprendizados da infância. A personalidade do paciente deve ser respeitada, pois ele também é uma pessoa capaz de criar imagens e pensamentos de maneira autônoma.

A Psicologia Infantil busca compreender, por exemplo, as formas da criança falar, sentir, gerar conhecimento, criar imagens e construir relações. Esses aspectos são abordados a partir da experiência individual, com o intuito de detectar conflitos e ressignificar eventos.

Devido à necessidade de se respeitar a autonomia da infância, os métodos utilizados em geral são flexíveis, trazendo atividades lúdicas e dinâmicas mais livres. Esse cuidado evita que qualquer repressão adicional seja causada. Assim, busca-se elaborar vivências e construir sentidos para o mundo ao redor do paciente.

Um acompanhamento profissional pode trazer muitos benefícios. Ao lado do psicólogo, a criança tem a chance de fortalecer as etapas do seu desenvolvimento, melhorando sua independência e sua autoconfiança.

Na maioria dos casos, é importante que essa ajuda esteja presente desde cedo. Isso vale sobretudo para crianças que passaram por algum evento traumático ou que têm dificuldade de comunicar seus sentimentos. Mas, mesmo para aquelas pessoas que parecem não sofrer nenhuma dificuldade, o apoio especializado é útil.

Nesse sentido, é importante pensar que o psicólogo infantil não lida com a criança apenas em função da saúde ou da doença. Sua presença busca também valorizar aspectos positivos, ajudando-a a lidar com suas questões e a progredir plenamente.

A graduação em Psicologia da Unopar oferece todas as condições para que o profissional possa se aprofundar no trabalho com as crianças. Você consegue sua vaga na graduação com formas de ingresso facilitadas e um custo-benefício sem igual.

Como é a atuação do psicólogo infantil?

O trabalho do psicólogo ultrapassa em muito o espaço restrito do consultório. É comum encontrar esse profissional nos mais diversos ambientes da sociedade, desde setores de RH das empresas até projetos educativos e de Psicologia Social.

Com o psicólogo infantil, a situação não é diferente. Ele pode exercer atividades em lugares variados, como escolas, hospitais e grupos de apoio, unindo forças com as áreas da Pedagogia. Devido a essa diversidade, pode ser interessante mesclar as opções, exercendo ocupações híbridas.

Quando está no consultório privado, o psicólogo infantil costuma exercer seu serviço em contato direto com o cliente e a família. O objetivo é mapear os conflitos mentais existentes e encontrar formas satisfatórias de resolvê-los. Podem ser feitos testes, sessões de terapia e outras atividades.

Já em instituições escolares, o profissional vai exercer um tipo de acompanhamento do progresso cognitivo, linguístico e emocional dos alunos. Essa parceria é preciosa, pois a criança muitas vezes passa boa parte do dia na escola. Além disso, todo o ambiente melhora com as pontes de escuta e diálogo.

No caso dos hospitais, a presença do psicólogo infantil vai servir de apoio aos pacientes que precisam lidar com traumas ou dificuldades. Um trabalho bem realizado tem o poder de fortificar toda a dimensão emocional. Lembrando que esse bem-estar está constantemente associado a quadros de recuperação mais favoráveis.

O especialista do campo pode, ainda, oferecer suporte para vários grupos de pessoas em condição vulnerável. Por exemplo, em trabalhos de apoio comunitário, que atendem regiões carentes ou afetadas por carência material.

O mesmo vale para ambientes de correção, nos quais o psicólogo tem papel crucial na possibilidade de renovação da criança. Em todos os casos, trabalhar com Psicologia Infantil é reestabelecer uma boa condição de desenvolvimento pessoal e social, ajudando a formar pessoas melhores.

Por ter inúmeras possibilidades de atuação e por ser indispensável ao funcionamento da sociedade, a área oferece também um mercado de trabalho cheio de oportunidades. Lembrando que o salário do psicólogo escolar costuma ir de R$2.634,43 a 5.143,17*, com média superior à nacional.

Como ingressar na área?

O primeiro passo para ingressar na área é cursar uma boa faculdade. No curso de Psicologia da Unopar, o aluno é preparado para atuar em diversos ambientes de trabalho. Suas habilidades de abordagem humana são desenvolvidas ao máximo.

Devido ao foco fundamental em pessoas, a área não conta ainda com graduação a distância. Mas, como vimos, há facilidades de ingresso, até mesmo sem sair de casa, com o vestibular online.

Além da formação de excelência, o profissional deve buscar experiências de trabalho no campo desejado. Estágios e vagas de Psicologia Infantil (em escolas, por exemplo) podem conectar o conhecimento teórico à dimensão prática. Nesse sentido, a grade curricular também busca direcioná-lo para a realidade do mercado de trabalho.

O estudante da Unopar conta ainda com recursos especiais que o ajudam a fazer a passagem entre a faculdade e o mercado. O Canal Conecta, ferramenta exclusiva para busca de oportunidades, permite encontrar possibilidades valiosas que servem de experiência e abrem as portas para o emprego dos sonhos.

A Psicologia Infantil, é claro, apresenta outras peculiaridades. Quem gosta do contato com pessoas, sobretudo com crianças, pode encontrar nessa área uma oportunidade excelente de carreira.

E você, gostou dessa possibilidade de trabalho? Conheça ainda mais sobre o tema e inscreva-se já no nosso vestibular! Comece agora a trilhar o caminho da realização profissional!

*Sujeito a alteração

Источник: https://blog.unopar.com.br/psicologia-infantil/

Embarazo y niños
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