É possível não gritar ao nossos filhos?

Contents
  1. 5 razões para NÃO gritar com seus filhos e como consegui-lo
  2. É possível educar sem gritar?
  3. 1. Gritar transforma as crianças em surdas
  4. 2. Gritar não ajuda a administrar as emoções
  5. 3. Gritar assusta nossos filhos
  6. 4. Gritar nos afasta
  7. 5. Mais gritos, menos autoestima
  8. 1. Adquirir um compromisso
  9. 2. Nosso trabalho como pais é controlar nossas emoções
  10. 3. Lembre-se de que as crianças devem atuar como crianças
  11. 4. Deixar de reunir lenha
  12. 5. Oferecer empatia quando seu filho expressa qualquer emoção
  13. 6. Trate seu filho com respeito
  14. 7. Quando se chateia, STOP
  15. 8. Respire e se dê conta de seus sentimentos
  16. 9. Encontre sua própria sabedoria
  17. 10. Adote medidas positivas
  18. 5 conselhos para deixar de gritar com o seu filho
  19. É tudo uma questão de autorregulação
  20. Ralhar não é o mesmo que gritar
  21. O truque é falar assertivamente e com calma
  22. Castigo não é sinónimo de consequência
  23. O vínculo entre pais e filho não deve ser ignorado
  24. Ler mais
  25. 15 dicas que irão te ajudar a parar de gritar com seu filho – Pais&Filhos
  26. Perceba que gritar não é eficaz
  27. Em vez de gritar, diga: “pare!”
  28. Inspire, espire, repita
  29. Em vez de gritar, use um tom firme e calmo
  30. Entenda o que está causando o comportamento ruim
  31. Estabeleça regras e as siga
  32. Diminua suas expectativas
  33. Elogie boas ações
  34. Fortaleça o vínculo entre vocês
  35. Coloque-se no lugar deles
  36. Dê um passo atrás
  37. Adote hábitos saudáveis
  38. Se ajude
  39. Entenda que você não é perfeita
  40. 2 consequências negativas de gritar com os nossos filhos
  41. 1. Gritar com os nossos filhos pode afetar a sua autoestima
  42. Sendo compreensivos com os nossos filhos
  43. 2. Gritar lhes ensina a lidar erroneamente com as suas emoções
  44. Conclusão

5 razões para NÃO gritar com seus filhos e como consegui-lo

É possível não gritar ao nossos filhos?

A maioria dos pais pensam que deveriam deixar de gritar com seus filhos mas, logo, sem se dar conta, se surpreendem a si mesmos recorrendo uma e outra vez ao grito.

Parece que nossos filhos não obedecem até que, cansados de repetir a mesma ordem, a gritamos. É verdade que o grito chama sua atenção em um primeiro momento, mas, a longo prazo, deixará de ter efeito.

Então, que faremos? Gritar mais forte? Com mais frequência? Viver em meio a gritos?

É possível educar sem gritar?

Evidente que sim. De fato, deveria se essa nossa escolha. Nossos filhos aprenderam a não obedecer até que nos veem, realmente, chateados e este é um mau hábito adquirido.

Portanto, é um hábito que devemos eliminar para gerar um mais saudável. Gritar treina nossos filhos a não nos escutar até que levantemos a voz.

Quanto mais o fazemos, mais os treinamos e mais nos custará que nos obedeçam sem necessidade de gritar.

Deixar de gritar não é fácil porque pressupõe ter um grande autocontrole sobre nossas emoções, sobretudo da ira e da raiva que nos gera ver a desobediência diária de nossos filhos. É um treinamento que leva tempo. Primeiro, saberemos freiar-nos ao minuto de berrar, mas, pouco a pouco, seremos capazes de freiar antes de começar a gritar. É uma questão de se propor a fazer.

E para que que vocês façam como eu, darei 5 razões para deixar de gritar a seus filhos.

1. Gritar transforma as crianças em surdas

Qualquer explicação ou aprendizagem que queiramos dar a nossos filhos, com o grito será inútil. Isso porque os ouvidos de nossos filhos se fecharam automaticamente depois de ouvi-lo.

Depois de uma interação negativa, ninguém está disposto a escutar com verdadeira atenção e com vontade de aprender e melhorar. Isso só se consegue com interações positivas.

Se queremos fazer melhores a nossos filhos, não o conseguiremos a gritos.

2. Gritar não ajuda a administrar as emoções

Nós somos um exemplo de comportamento de nossos filhos. Quando perdemos o controle e gritamos, o que lhes ensinamos é a administrar a ira e a raiva com agressividade.

Conseguiremos uns adolescentes cheios de raiva, que gritam e perdem o controle diante da explosão de emoções que se tem nessa etapa evolutiva.

Se nós ajudamos nossos filhos a administrá-lo de outra maneira, com autocontrole, com calma, falando abertamente das emoções em casa, eles aprenderão a dar respostas mais adequadas à ira e à raiva. Se escuta gritos, aprende a gritar. 

3. Gritar assusta nossos filhos

Eles sentem medo no início e, depois, raiva e impotência. É medo o que queremos que sintam nossos filhos? Certamente não.

Nossa intençãoquando gritamos é que nos obedeçam, que aprendam, que façam o correto, que nos respeitem, etc… mas não queremos provocar-lhes o  medo. Portanto, com nossa atitude, não conseguimos o efeito que queremos.

O respeito se ganha respeitando, a obediência se ganha com paciência. O aprendizado requer um tempo e um esforço. Que façam o correto dependerá, em grande medida, de nosso próprio comportamento.

4. Gritar nos afasta

Cada vez que lhes gritamos, colocamos uma pedra de um muro que nos separa. Perdemos autoridade positiva, perdemos respeito, perdemos comunicação. Ganhamos distância, ganhamos frieza nas relações, ganhamos mais gritos eganhamos mal-estar emocional.

5. Mais gritos, menos autoestima

Educar com gritos tem um efeito nefasto sobre a autoestima dos nossos filhos. Longe de sentir que estamos orgulhosos de suas conquistas e seus esforços, o que sentem é que nunca estão à altura. Façam o que façam, sempre aparecem os gritos e apagam qualquer sentimento de ter feito algo bem.

1. Adquirir um compromisso

Será como um pacto de família, no qual nos comprometemos a deixar de gritar e passamos a falar com respeito. Diremos a nossos filhos que estamos aprendendo a fazê-lo e que nos terão que ajudar. É provável que cometamos erros, mas que, se há paciência, cada vez o faremos melhor.

2. Nosso trabalho como pais é controlar nossas emoções

Com o manejo de nossas emoções lhes ensinamos a controlar as suas. Se somos um bom exemplo, eles serão melhores. Portanto, devemos começar a trabalhar com nossas emoções, o que sentimos, o que transmitimos e como o controlamos. É um treinamento que requer tempo e esforço.

3. Lembre-se de que as crianças devem atuar como crianças

Centenas de vezes escutei os pais dizerem durante a consulta:

– É que tenho que repetir mil vezes que se vista. Cada manhã é a mesma história. Está claro que gosta de me ver com raiva.

– Quantos anos tem seu filho?

– Cinco anos. Eu acredito que já sabe o que deve fazer, mas só pensa em brincar.

Diante disso, eu sempre digo o mesmo: o que realmente me preocuparia é que você se sentasse nessa cadeira e me dissesse que seu filho de cinco anos se veste sozinho cada manhã, sem a necessidade de que você o lembre que deve fazê-lo. Porque, então, certamente haveria um problema. As crianças devem brincar. É o que fazem nessa idade.

E nós somos os encarregados de lembrar-lhes, cada dia, suas obrigações. É nosso trabalho de pais. Se nosso chefe nos dissesse que, cada dia, temos que lembrar ao porteiro que deve acender a luz, o faríamos diariamente, sem pensar se o porteiro deveria fazê-lo por si só ou não. Pois, com nossos filhos é o mesmo.

Cada dia devemos lembrar-lhes as mesmas coisas até que adquiram o hábito. É um trabalho que nunca acaba.

4. Deixar de reunir lenha

Quando você tem um mau dia, qualquer faísca acenderá o fogo. Dê-se um momento. Faça algo para sentir-se melhor e deixe de reunir lenha para o fogo. Em algum momento tem que parar.

5. Oferecer empatia quando seu filho expressa qualquer emoção

Qualquer emoção, boa ou má, deve ser escutada. Para mostrar empatia, devemos fazer com que nosso filho entenda que compreendemos o que sente. Assim aprenderão a aceitar seus próprios sentimentos que é o primeiro passo para aprender a manejá-los. Uma vez que as crianças podem administrar as emoções, poderão manejar também o seu comportamento.

6. Trate seu filho com respeito

Quando as crianças são tratadas com respeito sentem mais vontade de se comportar bem e de tratar os demais com respeito. Simplesmente deve entender que seu filho merece seu respeito mais que qualquer outra pessoa.

7. Quando se chateia, STOP

Pare. Feche a boca. Não faça nada nem tome decisões. Respire fundo. Se já está gritando, pare no meio da frase. Não siga até que não esteja tranquilo.

Falar, castigar ou atuar quando alguém está chateado, aumenta notavelmente a probabilidade de tomar más decisões, de gritar no lugar de falar, de usar castigos exagerados e pouco educativos e atuar de maneira desproporcionada.

8. Respire e se dê conta de seus sentimentos

Quando se chatear com seu filho e sentir raiva ou ira, afaste-se da situação, se é possível, e respire. Lave a cara e pense no que há debaixo dessa ira que costuma ser o medo, a tristeza ou a decepção. Dê-se um espaço para senti-lo e chore se assim o sente. Depois verá como a ira desaparece.

9. Encontre sua própria sabedoria

Analise a situação de maneira objetiva. Agora que já não sente ira, será mais fácil. Pense no que quer conseguir e qual é a melhor maneira de fazê-lo. Quer que seu filho o obedeça? Tenha paciência e repita a norma as vezes que fizer falta. Inclusive, ajude-o fisicamente a fazê-lo, guie seus passos.

Quer que seu filho o respeite, ensine-o com o exemplo. Quer educar bem seu filho, faça-o desde o reconhecimento e desde o afeto, não desde os gritos e os castigos. Fixe seus objetivos e fixe também seus passos. O aprendizado requer tempo e paciência. Seu filho não pode aprender tudo de primeira.

Mais bem ao contrário, não aprenderá nada de primeira.

10. Adote medidas positivas

Todos vivemos esses momentos de tensão em casa, momentos que geram um grande mal-estar emocional e que, cada movimento, não faz mais que aumentar a tensão. Uns gritam, outros choram, ninguém faz o que deve fazer e parece que nada pode parar essa ira. Que podemos fazer?

  • Peça a seu filho um time-out: tempo fora. Um em cada lugar até que a ira desapareça.
  • Peça-lhe desculpas.
  • Ajude seu filho a administrar a raiva que sente, que se sinta compreendido. Explique-lhe que você também se sente assim, às vezes.
  • Busque um lugar tranquilo onde possam estar, debaixo de um grande lençol para deixar passar a ira e a raiva.
  • Leia contos. Ajuda a raiva passar.

Ajudando nossos filhos a administrar bem suas emoções, aprenderemos muito sobre as nossas próprias. Certamente isso nos fará seres muito melhores.

@Texto de Mireia Navarro Vera. Publicado em @Psicologia Santa Coloma.

Источник: https://www.criandocomapego.com/5-razoes-para-nao-gritar-com-seus-filhos-e-como-consegui-lo/

5 conselhos para deixar de gritar com o seu filho

É possível não gritar ao nossos filhos?

Ninguém tem filhos para se zangar todos os dias, para gritar a plenos pulmões para ele ou ela deixarem de atirar comida para o chão ou para pararem de mexer onde não devem sequer encostar o dedo mindinho.

Esta é a premissa que sustenta a nova obra de Magda Gomes Dias, formadora nas áreas de comportamento e comunicação há 15 anos, com certificação internacional em Inteligência Emocional, Educação Positiva e Coaching.

A mãe de dois é a autora de Berra-me Baixo (Manuscrito), que consiste basicamente num plano de 21 dias para que pais e mães deixem de berrar com os próprios filhos.

Mas antes de aceitar o desafio e partir à aventura, a autora deixa ficar cinco conselhos para que a comunicação entre quem educa e quem é educado seja progressivamente mais fácil.

E antes que seja apanhado desprevenido, a autora esclarece desde logo que a culpa de gritar com os miúdos é sua e não deles.

É tudo uma questão de autorregulação

O livro assinado por Magda Gomes Dias começa com a ideia de que a criança deve sentir que está a ser educada por um adulto, isto é, alguém capaz de gerir as suas próprias emoções e que não cai no erro de agir tendo por base o impulso.

Sobre isso, a autora diz ao Observador que a questão da autorregulação dos pais passa, em primeiro lugar, “por descobrir ou escolher que comportamento ter em determinada situação”.

Preto no branco, Magda convida pais e mães a pensar no que os faz gritar com um filho, bem como as circunstâncias em que tal acontece.

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E o que é que um filho ganha com um pai apto a gerir os próprios sentimentos? “Quando alguém grita connosco, o mais provável é termos uma de duas reações, ou atacamos ou defendemo-nos. Quando colocamos a criança a defender-se ou a agredir, ela não está a pensar, está antes a reagir”, explica a responsável pelo blogue Mum’s The Boss.

Ao falar calmamente com os filhos, argumenta, está-se a dar oportunidades para que estes reflitam sobre o que se passou, mas também para que desenvolvam empatia e a noção de cooperação. “A empatia, ao nível da inteligência emocional, é das coisas mais importantes e implica adaptarmo-nos à linguagem do outro.

Permite ainda que as crianças se sintam mais próximas dos pais.”

Igor Yaruta/Istock

Ralhar não é o mesmo que gritar

As duas palavras parecem não existir uma sem a outra, mas Magda Gomes faz questão de as separar, começando por dizer que toda a gente pode ralhar.

“A nossa missão enquanto pais também passa por ralhar, o que significa corrigir, reencaminhar e orientar a criança.

É nesse sentido que se explica que é possível ralhar sem humilhar os mais novos, isto é, que é possível (e até necessário) ralhar sem gritar. “As coisas confundem-se porque a maior parte das pessoas ralha a gritar.”

Se por ralhar entendes chamar a atenção, lembrar, mostrares-te desapontado(a)/chateado(a) com uma situação e a seguir orientares e indicares o comportamento do teu filho, então, por favor, continua a ralhar! Fica a saber, no entanto, que não tens de o fazer a gritar ou agressivamente, mas também não tens de o fazer num tom de voz que nada tenha que ver com a situação.”

Berra-me Baixo, página 25

O truque é falar assertivamente e com calma

Apesar de o livro em questão não garantir que um pai vai em absoluto deixar de gritar com os filhos, tem como objetivo proporcionar relações filiais mais felizes. E se a tónica principal está no ato de baixar o tom de voz, então a ideia de falar com calma também é protagonista desta história.

Mas nem tudo é um mar de rosas: “Às vezes os pais ralham com muita calma e, se estiverem zangados, essa serenidade vai soar mal. A cara tem de bater com a careta.

Mais uma vez, o hábito volta a vestir o monge, no sentido em que é preciso ir experimentando vários tons de voz junto das crianças para que estas percebam a mensagem. Mas por muito que varie o tom, a assertividade e a firmeza são sempre precisas. “Os pais têm de se mostrar zangados quando estão zangados.

A nossa função não é convencer os miúdos a parar de fazer asneiras, mas sim explicar as regras. É preciso enunciar e explicar as regras e só depois introduzir a consequência”, diz.

Quando acionas o ‘comando da voz calma’ ajudas as crianças a acalmarem-se. Sentem que têm um adulto sereno e consciente junto delas. E que não faz birras. Os pais e os educadores são os modelos mais importantes que as crianças podem ter, pelo que a voz calma dar-lhes-á esse mote.

Berra-me Baixo, página 53

Michael J Berlin/iStock

Castigo não é sinónimo de consequência

Já antes Magda Gomes Dias tinha dito ao Observador que a Parentalidade Positiva olha para o castigo e para a palmada como a lei do menor esforço, como algo que funciona a curto prazo.

No livro Berra-me Baixo o assunto volta à discussão, com a autora a fazer uma distinção de antemão: a consequência não é o castigo. “O castigo, por norma, não tem que ver com a situação; a sua essência é fazer com que a criança sofra e se sinta mal com determinada escolha.

Isto porque acreditamos que se sentir mal da próxima vez já não vai fazer aquilo”, explica.

Por oposição, a consequência tem o condão de responsabilizar a criança e, segundo a própria, é mais justa do que o castigo — no castigo não há regra, antes uma ameaça e implica fazer as coisas pela calada. No entanto, uma breve fusão entre conceitos ocorre, dado que “a consequência pode ser um castigo dependendo do tom de voz com que as coisas são ditas”.

A consequência tem como objetivo levar a criança a perceber o impacto da sua decisão, responsabilizando-a e também a reparar a situação.

E não, a criança nem sempre tem de sofrer para compreender qual é o comportamento adequado e querer recuperá-lo a seguir.

Jane Nelsen [terapeuta familiar norte-americana] pergunta, e bem, onde fomos buscar a ideia louca que para se portar bem uma criança tem de se sentir mal.

Berra-me Baixo, página 69

Milenko Bokan/iStock

O vínculo entre pais e filho não deve ser ignorado

“Quando os pais têm um vínculo forte com os filhos, estes estão mais dispostos a cooperar com eles”, garante Magda Gomes, que afirma sem hesitar que os pais preferem filhos cooperativos a obedientes.

“Os filhos obedientes são aqueles que não tem vontade própria, que não pensam sobre as coisas; já os cooperantes escolhem cooperar em consideração pelos pais.

A importância de trabalhar o vínculo em questão vai além da melhor dinâmica na vida familiar, uma vez que quando as crianças se sentem mais próximas dos pais, sentem-se também emocionalmente mais seguras. Tal realidade trabalha a autoestima dos mais pequenos, que percebem, assim, que têm valor.

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  • Magda Gomes Dias: «A palmada e o castigo são a lei do menor esforço»

Источник: https://observador.pt/2016/04/09/5-conselhos-deixar-gritar-filho/

15 dicas que irão te ajudar a parar de gritar com seu filho – Pais&Filhos

É possível não gritar ao nossos filhos?

  • Levantar a voz é uma batalha perdida: não acaba com o mau comportamento e, no final das contas, deixa todos mais chateados
  • Não gritar em algumas situações, no entanto, pode ser um tanto quanto difícil
  • Veja 15 dicas para conseguir controlar essa vontade

Levantar a voz é uma batalha perdida: não acaba com o mau comportamento e, no final das contas, deixa todos mais chateados. Além disso, é claro, surge aquela culpa – e quem precisa de mais culpa? Aqui estão algumas dicas para ajudar a quebrar esse hábito ruim:

15 dicas que irão te ajudar a parar de gritar com seu filho (Foto: reprodução Pinterest / Parents)

Perceba que gritar não é eficaz

Você não gritaria com um amigo ou vizinho chato, mas gritar com uma criança que se comporta mal é o padrão para muitas mães e pais.

“Os pais presumem que, porque todo mundo faz isso, gritar é inofensivo”, disse Murray Strauss,  que co-dirigiu o Laboratório de Pesquisa da Família na Universidade de New Hampshire, em Durham. “Esse não é o caso.

Gritar deprecia as crianças e prejudica o vínculo entre pai-filho.”

Em vez de gritar, diga: “pare!”

E repita quantas vezes for preciso. “Se necessário, segure seu filho com firmeza e explique que o que ele está fazendo não está certo”, disse Straus.

A realidade, de acordo com pesquisas, é que, independentemente de você bater, gritar ou falar com uma voz normal, uma criança pequena tem cerca de 80% de probabilidade de repetir sua atitude no mesmo dia, e uma chance de 50% em algumas horas.

Repetir sua mensagem sem gritar é, a longo prazo, a melhor tática, muito menos prejudicial.

Inspire, espire, repita

Às vezes, um momento para esfriar a cabeça pode ser tudo o que você precisa.

Você disse ao seu filho para pegar todos os brinquedos e se preparar para dormir, mas quando volta cinco minutos depois, os carrinhos ainda estão todos jogados no chão.

Em vez de perder a cabeça, vire-se, feche os olhos e respire. “Dê um tempo”, diz Michelle LaRowe. Assim que se acalmar, tente de novo.

Fale sobre o mau comportamento (Foto: reprodução Parents / Pinterest)

Todos os filhos são bons, mas as vezes eles têm péssimos comportamentos.

Você não puniria seu filho por não andar de bicicleta na primeira tentativa, então por que o processo de aprendizagem comportamental é diferente? “Quando pensamos em ensinar nossos filhos, geralmente fazemos isso de maneiras positivas, exceto no que diz respeito ao comportamento”, Rex Forehand, Ph.D. “Por alguma razão, achamos que a punição deve ser nossa ferramenta de ensino”. Não precisa ser – você pode encorajar, apoiar e orientar seus filhos.

Quando seu filho bate em outra criança durante uma brincadeira, por exemplo, é fácil reagir gritando. Em vez disso, o Dr. Forehand sugere focar em abordar o comportamento específico e aproveitar a oportunidade para ensinar pacientemente a seu filho porque bater é errado.

Em vez de gritar, use um tom firme e calmo

LaRowe afirma que ser severo, porém gentil, é a forma de causar mais impacto na criança. “Quando você fala com uma voz calma, mas firme e suave, as crianças precisam se esforçar para ouvir – e quase sempre o fazem.

Quanto mais calmo e suave você falar, mais impacto suas palavras terão”, diz ela. Você pode até tentar um sussurro. Provavelmente, seu filho não apenas entenderá suas instruções com mais rapidez, mas você também não terá que perder a voz tentando transmiti-las.

E é quase impossível parecer zangado quando você fala baixinho.

Entenda o que está causando o comportamento ruim

Um dos maiores motivos pelos quais as crianças desobedecem é porque eles simplesmente não aprenderam uma abordagem alternativa para exibir seus sentimentos. “Nosso objetivo como pais deve ser ensinar nossos filhos a se expressarem de forma eficaz, validando seus sentimentos sem validar seu comportamento”, diz LaRowe.

Se seu filho empurra um amigo que acabou de derrubar seus blocos, afaste-se da tentação de gritar: “Não! Não faça isso!”, LaRowe sugere. Em vez disso, explique por que a ação é ruim: “Filho, entendo que você está bravo porque seu amigo derrubou seus blocos. Não há problema em ficar bravo, mas quando isso acontecer, diga ao seu amigo: ‘Estou bravo’.

Você não pode empurrar ele”.

Estabeleça regras e as siga

Se você não cumprir suas próprias regras, eles testarão os limites – e você ficará com raiva.

“Filha, por favor, desligue a TV.” Cinco minutos depois, ela ainda está assistindo TV. “Filha, eu estou falando sério, desligue a TV ou você vai ficar de castigo”. Cinco minutos depois, ela ainda está assistindo TV. “Maria, já falei que é hora de desligar a TV…”.

Conhece esse cenário? Pois é, ameaças vazias e importunações não vão funcionar com seus filhos e, eventualmente, eles vão entender como blefe. E quando o fizerem, é provável que os pais fiquem frustrados e acabem gritando. Mas isso é fácil de evitar. Tenha regras claras.

Quando você declara uma consequência, siga em frente e mantenha a sua palavra.

Diminua suas expectativas

Um bebê não consegue ficar na cadeirinha do carro por muito tempo e uma criança só consegue andar no shopping por poucos minutos.

Familiarize-se com o que é apropriado para o desenvolvimento e, em seguida, ajuste suas ações, se possível, encontre maneiras de realizar tarefas estressantes sem seus filhos.

Compre mantimentos online ou até mesmo vá às compras depois que eles estiverem na cama, quando é mais provável que a loja esteja vazia e você possa comprar com rapidez e eficiência.

Elogie boas ações

Elogie boas ações (Foto: Getty Images)

As crianças amam receber atenção dos pais, mesmo que seja para uma bronca. “Os pais tendem a dar atenção a seus filhos elogiando-os por bom comportamento ou punindo-os por mau comportamento. E às vezes uma criança aceita qualquer um dos dois”, diz o Dr.

Long, que aconselha ignorar seus filhos quando estão se comportando mal, como choramingar para chamar a atenção. “Se você gritar com eles, ainda estará lhes dando a atenção que eles queriam e, portanto, eles continuarão a usar um comportamento negativo para obter uma reação sua”, diz o Dr. Long.

Se você elogiar um bom comportamento, então é mais provável que seu filho o repita por causa da maneira como você percebeu.

Fortaleça o vínculo entre vocês

Quanto mais forte for seu relacionamento com seu filho, mais forte será a disciplina dele. Nessa idade, seu filho quer ficar perto de você.

  Reafirme esse vínculo sempre que puder! Isso não apenas fortalecerá o relacionamento entre pais e filhos, mas também fará com que ele tenha um respeito maior por você.

Quanto mais próximo você estiver de seu filho, menos provável será que ele reaja, mesmo que nenhuma criança seja perfeita, de acordo com o que é esperado dele.

Coloque-se no lugar deles

Você provavelmente fica triste ou com raiva quando alguém grita com você, então, por que seu filho não ficaria?

“Quando gritamos com nossos filhos, corremos o risco de prejudicar o  senso de autoestima deles”, diz LaRowe. Pense em como você se sentiria se seu chefe gritasse com você. Você provavelmente ficaria constrangido e magoado.

LaRowe ressalta que muitas vezes você não tem a chance de processar o que seu chefe está dizendo por causa de como foi dito. O mesmo vale para seu filho.

Você quer ser capaz de ensiná-lo o que é aceitável e o que não é, sem fazê-lo sentir vergonha ou constrangimento.

Dê um passo atrás

Às vezes, sair da sala pode mudar toda a situação. Se você sabe que vai enlouquecer, coloque seu bebê ou criança pequena em um local seguro, como no berço, e afaste-se por alguns minutos.

Contraia e relaxe os músculos ou conte até 10 para se acalmar antes de voltar para o lado do seu filho. Desenvolva um mantra (pode ser algo como “ele tem apenas 1 ano. Ele tem apenas 1 ano”) e repita-o para si mesmo várias vezes, sempre que sentir que está prestes a gritar.

Você pode até correr no lugar ou fazer polichinelos para liberar fisicamente sua frustração.

Adote hábitos saudáveis

Os pais subestimam o poder do que uma dieta balanceada e bons cochilos podem fazer pelo comportamento de uma criança. Afinal, se pararmos para pensar, quais são os dois sentimentos que mais desencadeiam maus comportamentos nos pequenos: fome e cansaço.

Crianças bem descansadas, bem nutridas, e com horários previsíveis, tendem a ter menos problemas comportamentais.

Assim como eles, quanto melhores forem seus hábitos de sono e alimentação como pai ou mãe, maior será a probabilidade de você manter a calma por mais tempo – e se controlar antes de começar a gritar.

Se ajude

Você fica uma pilha de nervos quando seu filho joga todos seus itens de decoração no chão? Provavelmente, se ele não conseguir alcançá-los, não conseguirá derrubá-los. Mudar algumas coisas de lugar pode não ser o ideal, mas é um verdadeiro protetor da sua sanidade. E quanto mais intacta sua sanidade, menos você gritará.

Entenda que você não é perfeita

Seu filho tem te deixado maluca o dia todo. Você tentou manter a calma e seguir todas as etapas, mas ainda assim não sente seu temperamento melhorar. Você até está conseguindo, mas uma pequena ação te tira do sério e, quando menos percebe, já está gritando. Você levanta a voz, e não há como voltar atrás agora. O Dr.

Forehand e o Dr. Long sugerem que converse com seus filhos quando você se acalmar depois de gritar. “É importante explicar que você não queria levantar a voz e que não queria ficar brava”, diz o Dr. Forehand.

“Explique a eles que fica frustrada quando eles não te escutam e peça-lhes que façam melhor, garantindo que você também fará”.

Источник: https://paisefilhos.uol.com.br/familia/15-dicas-que-irao-te-ajudar-a-parar-de-gritar-com-seu-filho/

2 consequências negativas de gritar com os nossos filhos

É possível não gritar ao nossos filhos?

Refletir sobre as consequências negativas de gritar com os nossos filhos nos ajudará a controlar e a gerenciar os nossos impulsos. Analisar de onde vem esse comportamento e o que ele causa no círculo familiar é a chave para mudá-lo de uma vez por todas.

Todos nós sabemos a importância de educarmos os nossos filhos com respeito. Além disso, existem muitos recursos e ferramentas que podemos utilizar para não punir ou gritar com eles. Mesmo assim, nos momentos em que nos sentimos sobrecarregados, podemos ter o impulso de gritar com nossos filhos. Essas situações nos fazem sentir culpados, maus pais e frustrados.

No entanto, alguns pais não percebem as consequências negativas que esse tipo de comportamento pode acarretar. Neste artigo, vamos falar sobre duas consequências perigosas para o desenvolvimento das crianças na vida adulta.

“A pessoa que grita nem sempre tem razão”.
-Alejandro Casona-

1. Gritar com os nossos filhos pode afetar a sua autoestima

Os gritos transmitem uma mensagem de pouca paciência e tolerância. Quando ficamos desesperados por algo, tendemos a elevar o tom de voz e pedir as coisas gritando.

No entanto, gritar com os nossos filhos pode passar a mensagem de que eles estão fazendo algo errado.

Dessa forma, embora tenhamos a pretensão de que eles nos obedeçam, eles sentirão que não correspondem às nossas expectativas.

Quando a situação é constante, transmitimos às crianças uma ideia errada. Eles podem acreditar que, não importa o que façam, não farão certo. Que nunca ficaremos satisfeitos e que eles não poderão fazer nada para nos deixar felizes. O sentimento de “não fazer as coisas bem” e de merecer os gritos provavelmente acompanhará os nossos filhos por toda a vida.

Os alicerces da autoestima dos nossos filhos vêm de fora. As suas figuras de referência, com amor e aprovação, devem fazê-las sentir que são pessoas capazes. Isso não significa que tenhamos que lhes transmitir uma falsa confiança.

Às vezes, eles precisam ficar frustrados. No entanto, é importante que as nossas expectativas estejam de acordo com a sua idade e conhecimentos. Acima de tudo, precisamos perceber que os nossos filhos não são perfeitos.

“Todos os homens que não têm nada importante para dizer falam aos gritos”.
-Enrique Jardiel Poncela-

Sendo compreensivos com os nossos filhos

É muito comum, por exemplo, gritar com os nossos filhos de manhã quando estamos com pressa para levá-los à escola. No entanto, não podemos esperar que as crianças façam suas tarefas tão rápido quanto nós. A sua rapidez dependerá da sua idade e do seu grau de autonomia; talvez tenhamos que lhes dar uma ajuda para chegar a tempo.

Se lhe dermos pouco tempo, ou lhes pedirmos algo acima do seu nível de habilidade, é normal que não consigam completar as suas tarefas. Então, acabamos gritando, fazendo com que sintam que não conseguem fazer nada. A mensagem que as crianças recebem nessas situações é de que não as amamos porque as consideramos incapazes.

Precisamos lembrar que a nossa missão é ajudá-los até que sejam mais autônomos. Dessa forma, nós fomentamos uma autoconfiança real.

Com o tempo, isso pode fazer com que os nossos filhos ajam da maneira correta: respeitando os pais, colaborando em casa ou arrumando o seu quarto. No entanto, eles não farão isso por medo.

As suas ações virão da compreensão do seu papel e da crença de que são capazes de fazer as coisas por si mesmos.

“Quando discutimos uma questão, a razão não está com quem mais grita, mas com quem é capaz de expor os seus argumentos de maneira apropriada”.
– Fernando Savater-

2. Gritar lhes ensina a lidar erroneamente com as suas emoções

Nós devemos ser o exemplo dos nossos filhos. Quando gritamos constantemente e perdemos a paciência, isso mostra que existem situações que nos sobrecarregam. A mensagem que transmitimos é de que não somos capazes de nos controlarmos. As crianças aprendem que gritar é uma resposta apropriada ao estresse. Elas absorvem esse modo de agir e tendem a imitá-lo no futuro.

“No que pode se transformar uma vida que começa entre os gritos da mãe e o choro do filho que os recebe?”
   -Baltazar Gracián-

Portanto, é nossa responsabilidade aprendermos a lidar com as nossas emoções. Mesmo que sintamos medo, cansaço ou raiva, temos que nos controlar diante dos pequenos. Gritar com os nossos filhos por causa do estresse que experimentamos apenas lhes ensina que a raiva é uma motivação suficiente para tratar mal as outras pessoas.

Eles não têm culpa de que nos sintamos chateados ou angustiados no nosso dia a dia diante de algumas situações. Por mais que seja difícil, é importante incentivá-los a explorar e descobrir quem eles realmente são. O nosso papel é acompanhá-los em suas aventuras enquanto enfrentamos a nossa angústia. É preciso descobrir de onde vêm as nossas emoções negativas.

Talvez queiramos que eles se comportem como gostaríamos, e não como eles realmente são. Talvez estejamos com muito medo que sofram ou se machuquem. Entretanto, gritar com nossos filhos para protegê-los ou canalizar as suas ações geralmente não é uma boa ideia. É melhor acreditar que as coisas vão dar certo porque eles são capazes de cuidar de si mesmos.

Conclusão

Neste artigo você descobriu dois dos efeitos mais negativos de gritar com os nossos filhos.  É dever dos pais aprender a controlar as suas emoções, porque esse comportamento é muito prejudicial para o desenvolvimento das crianças. Também podem aprender maneiras mais eficazes de resolver os problemas e conflitos.

Se você já gritou com os seus filhos, não precisa se punir por isso. Ninguém é perfeito; o importante é que, agora que você conhece as graves consequências que esse modo de agir pode acarretar, decida mudar.

Источник: https://amenteemaravilhosa.com.br/2-consequencias-gritar-com-os-nossos-filhos/

Embarazo y niños
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