Escolher o sexo do bebé

Método Shettles: dá para escolher sexo do bebê?

Escolher o sexo do bebé

Quando a relação sexual é feita de forma natural e espontânea, a chance de ter uma criança do sexo feminino ou masculino é de aproximadamente 50/50 (em algumas regiões nascem um pouco mais de mulheres e em outras um pouco mais de homens).

No entanto, devido a influências culturais, preferências pessoais ou por questões de saúde, algumas famílias procuram por métodos naturais ou artificiais que possam desviar essa proporção de 50/50, de forma a aumentar a probabilidade da criança nascer de um determinado sexo.

A escolha do sexo do bebê é um tema bastante controverso, seja porque muitas das técnicas carecem de embasamento científico ou porque nossa sociedade ainda apresenta nichos com grande viés machista, imprimindo maior valor às crianças do sexo masculino.

Nem sempre, porém, a preferência por um determinado sexo vem acompanhada de motivos poucos nobres, como a desvalorização das mulheres.

Um casal que já tenha um filho de determinado sexo tem todo o direito de desejar que o próximo filho seja do sexo oposto.

Além disso, algumas doenças genéticas estão ligadas aos cromossomas sexuais, tornando a escolha do sexo do bebê uma forma de impedir que o defeito genético seja herdado pelo filho ou pela filha.

As técnicas de fertilização atualmente utilizadas pelos grandes centros de referência apresentam alguns problemas que impedem a sua utilização de forma rotineira na população em geral. Além de toda a discussão ética, elas não são 100% efetivas, são realizadas através de procedimentos invasivos, não são isentas de efeitos colaterais e ainda custam alguns milhares de dólares.

Por isso, alguns métodos “caseiros” ou “naturais” ainda são bastante populares, apesar de, habitualmente, não serem indicados pelos médicos especializados em fertilidade. Dentre essas opções, a mais famosa é o chamado método Shettles.

O que é o método Shettles?

O método Shettles foi criado na década de 1960 pelo Dr. Landrum B. Shettles e popularizado através do livro “Como escolher o sexo do seu bebê”, publicado em 1971 pelo mesmo autor.

O Dr. Shettles afirma que através do seu método é possível aumentar a chance de um bebê ser do sexo masculino ou feminino a partir da escolha do dia do ciclo menstrual no qual ocorre a relação sexual e a posição utilizada para o coito.

De acordo com o método de Shettles, o espermatozoide contendo o cromossoma Y (cromossoma masculino) é menor, mais rápido e menos resistente que o espermatozoide contendo o cromossoma X (cromossoma feminino).

Seguindo essa lógica, se a relação acontecer no dia da ovulação, os espermatozoides com o cromossoma Y teriam mais chances de fecundar o óvulo.

Por outro lado, se a relação acontecer alguns dias antes da ovulação, os espermatozoides contendo o cromossoma X teriam mais chances, devido a sua maior capacidade de sobreviver mais tempo dentro do aparelho reprodutor feminino.

De acordo com os defensores do método de Shettles, a taxa de sucesso dessa técnica é de aproximadamente 75%.

Como fazer

Para fazer o método Shettles você precisa primeiro estimar o dia da sua ovulação. No texto Como Calcular o Período Fértil e o Dia da Ovulação ensinamos algumas formas de estimar o seu período fértil.

Se você pretende ter uma menina, o ideal é ter relações sexuais frequentes até 2 a 4 dias antes do dia estimado da ovulação.

Após essa data limite, você deve evitar ter novas relações (se as tiver, tem que ser com camisinha).

Como o coito é realizado dias antes da ovulação, os “espermatozoides femininos”, mais resistentes, serão a maioria no momento em que o óvulo estiver disponível para ser fecundado.

Para ter um menino, por sua vez, o ideal seria ter relações sexuais no dia em que a ovulação está prevista. Como os “espermatozoides masculinos” são mais rápidos, eles chegariam primeiro ao óvulo.

Segundo o Dr. Shettles, a posição na qual o ato sexual é realizada também poderia ter influência. Quando o coito é realizado com o casal virado de frente um para outro, a penetração é mais profunda e os espermatozoides são lançados mais próximos da entrada do útero, em uma região menos ácida do canal vaginal. Essa posição supostamente favorece o frágil “espermatozoide masculino”.

Por outro lado, se a mulher estiver de costas para o homem no momento da penetração, os espermatozoides serão lançados na porção mais inicial do canal vaginal, região mais ácida e mais distante da entrada do útero, o que supostamente favorece a sobrevivência dos espermatozoides femininos.

O que dizem os estudos científicos

Não há estudos clínicos que corroborem com as afirmações dos defensores do método Shettles. Na verdade, o que os estudos mostram é exatamente o oposto, ou seja, o método não funciona.

O estudo mais conhecido sobre o assunto foi publicado em 1995 na prestigiosa revista científica The New England Journal of Medicine (Timing of Sexual Intercourse in Relation to Ovulation — Effects on the Probability of Conception, Survival of the Pregnancy, and Sex of the Baby -Allen J. Wilcox, M.D., Ph.D., Clarice R. Weinberg, Ph.D., and Donna D. Baird, Ph.D).

Neste estudo com 221 mulheres que estavam tentando engravidar não foi possível identificar nenhum padrão que pudesse relacionar o dia da relação sexual com o sexo do bebê.

Além dos estudos clínicos com humanos, os estudos mais atuais sobre os espermatozoides também não dão suporte à alegação de que aqueles que contêm o cromossoma masculino são morfologicamente diferentes ou conseguem se locomover mais rapidamente. Aparentemente, há pouca diferença de performance entre os espermatozoides “masculinos” e “femininos”.

Veredito sobre o método Shettles

O método Shettles não é uma técnica confiável de escolha do sexo do bebê. Além de ser baseado em premissas falsas sobre as diferenças entre os espermatozoides que carregam os cromossomas masculino e feminino, ele carece de embasamento científico e já foi refutado por diversos estudos clínicos, que demonstraram que a data do coito não tem qualquer relação com o sexo do bebê.

Não há no momento nenhum método simples ou caseiro para selecionar o sexo do bebê. Todas as técnicas com embasamento científico são complexas, caras, restritas a poucos centros de referências e sujeitas a uma avaliação prévia de um comitê de ética.

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/metodo-shettles/

Dia da Gestante: É possível Escolher o Sexo do Bebê?

Escolher o sexo do bebé

Revisado pelo: Ginecologista e Obstetra Dr. Rodrigo da Rosa Filho (CRM 119789)

Casais que são tentantes ou que já conseguiram a gestação, provavelmente, já devem ter se perguntado se é possível escolher o sexo do bebê. A vontade de ter um menino ou uma menina leva a esse questionamento, sobretudo no dia da gestante. Entretanto, a resposta para isso é complexa.

Para as mulheres que estão grávidas neste dia da gestante cujas gestações ocorreram de forma natural, ou seja, sem auxílio de técnicas de reprodução, não existe a possibilidade de escolher o sexo do bebê. Tudo dependerá de qual cromossomo X (feminino) ou Y (masculino) era carregado pelo espermatozoide que fecundou o óvulo.

Já em protocolos de Fertilização in Vitro (FIV) essa possibilidade ocorre apenas em casos de doenças relacionadas ao sexo, como, por exemplo, a hemofilia.

Porém, antes de ser realizado o exame de sexagem fetal e análise genética do embrião, o casal passa por uma análise criteriosa para a confirmação da patologia, para posteriormente iniciar o tratamento de reprodução humana visando impedir que o bebê herde doenças genéticas de seus progenitores com base em seu sexo.

No caso da hemofilia, como exemplificado, a herança da doença está relacionada ao sexo masculino, sendo assim, no tratamento de FIV terão preferência os embriões do sexo feminino.

Por mais que essa escolher o sexo do bebê seja permitido em casos específicos, o sucesso da gestação dependerá de outros fatores podendo ocorrer ou não após o tratamento de reprodução humana assistida.

Confira a seguir outras peculiaridades acerca da possível escolha do sexo do bebê no dia da gestante com base em informações cedidas pelo Dr. Rodrigo Rosa, ginecologista obstetra e especialista em reprodução humana da Clínica Mater Prime.

Dia da gestante: gestação de forma natural

O espermatozoide já foi muito estudado cientificamente, tanto que é sabido que espermatozoides que carregam o gene masculino Y são mais ágeis, por serem mais leves — mas morrem mais rápido. Já os que transportam o gene feminino X são mais lentos e resistentes.

Logo, tendo essas informações em mente, algumas iniciativas podem ser tomadas para escolher o sexo do bebê.

Como ter uma menina: Método de Shettles

Caso a intenção no dia da gestante seja a concepção de uma menina, o dia da relação sexual ajuda a dar um empurrãozinho. A relação sexual deve ocorrer três dias antes da ovulação. A mulher deve ter um ciclo regular e saber com precisão essas datas.

A explicação para isso é que os espermatozoides que carregam o cromossomo X resistem mais tempo no organismo feminino, podendo encontrar o óvulo bem no dia que ele é liberado pelos ovários.

A alimentação pode colaborar na escolha do sexo do bebê. Para tentar a concepção de uma menina, a mulher deve consumir alimentos ricos em cálcio e magnésio.

Exemplo desses alimentos são:

  • Espinafre;
  • Couve;
  • Rúcula;
  • Laticínios.

É indicado ainda que seja evitado o consumo de alimentos com potássio e sódio, assim como o consumo de carnes vermelhas.

Como ter um menino: Método de Whelan

Os espermatozoides com cromossomo Y são mais ágeis e leves, logo, a relação sexual deve ocorrer o mais próximo do dia da ovulação da mulher, para que eles consigam ter acesso mais rápido ao óvulo.

A alimentação contribui no processo de engravidar no dia da gestante, sendo que a mulher deve consumir os seguintes grupos alimentares:

  • Ovos;
  • Peixes;
  • Carnes;
  • Arroz;
  • Feijão;

A alimentação deve ser rica em sódio e potássio, sendo necessário evitar o consumo de leite e seus derivados.

Imagem: Shutterstock

Quais as chances dessas iniciativas darem certo?

Estipular índices de sucesso nessas iniciativas é bem mais complexo do que parece. A cada ejaculação mais de 2 milhões de espermatozoides são liberados, sendo que o mais rápido é que conseguirá a fecundação do óvulo para que a mulher comemore o dia da gestante com a criança a caminho. Sendo assim, pode-se dizer que as chances são de 50%.

Como é a escolha do sexo em tratamentos de fertilização?

A possibilidade de escolher o sexo do bebê é tema de estudos e de livros divulgados ao longo dos anos. Porém, o único meio para selecionar o sexo do bebê, como mencionado, é por meio do exame de diagnóstico genético pré-implantacional, em que ocorre a seleção do material biológico sem a presença de doenças genéticas e consequente saberemos o sexo do embrião analisado.

A escolha do sexo do bebê no dia da gestante com base nos desejos dos pais é rechaçada pelo Conselho Federal de Medicina, logo, mesmo em casais em tratamento de fertilidade e sem doenças genéticas graves não é possível escolher o sexo do bebê. Caso ainda tenha restados dúvidas acerca do tema no dia da gestante, agende uma consulta com um dos especialistas em reprodução humana assistida da Clínica Mater Prime.

Fontes:

Conselho Federal de Medicina;

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo);

Clínica Mater Prime.

Источник: https://materprime.com.br/dia-da-gestante-e-possivel-escolher-o-sexo-do-bebe/

FIV: é possível escolher o sexo do bebê?

Escolher o sexo do bebé

A fertilização in vitro (FIV) é a principal técnica de reprodução assistida atualmente.

Ela apresenta as mais altas taxas de sucesso e permite a realização de uma série de técnicas e procedimentos que melhoram a taxa de gravidez em casos de infertilidade masculina e feminina, como o teste genético pré-implantacional.

Nesse tratamento, a fecundação ocorre fora do organismo da mulher, em laboratório.

Quando os embriões se formam, eles são mantidos em incubadoras por alguns dias até se desenvolverem. Então, são transferidos para o útero da mulher para que possam se implantar e, assim, iniciar a gestação.

A fecundação em laboratório ocorre por meio de uma técnica chamada injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), em que cada espermatozoide é injetado diretamente dentro de cada óvulo, aumentando as chances de fecundação.

Devido à sua complexidade e às possibilidades que a FIV oferece, muitas dúvidas também surgem, sendo uma delas se é possível escolher o sexo do bebê.

Continue a leitura e saiba mais sobre esse importante assunto.

FIV e seleção de sexo

Uma vez que a fecundação, na FIV, ocorre em laboratório e é possível a realização de teste genético nos embriões, de modo geral as pessoas acreditam que seja possível escolher o sexo do bebê. Sim, é possível.

A tecnologia empregada na FIV nos dias de hoje é suficiente para permitir que a escolha do sexo seja realizada durante o procedimento.

No entanto, essa é uma prática proibida no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), exceto em um caso específico: evitar a transmissão de doenças genéticas que sejam determinadas pelo sexo.

O que determina o sexo

O gênero da criança é determinado pelo cromossomo presente no espermatozoide do pai. A mulher apresenta sempre o cromossomo X, e o homem pode apresentar o X ou o Y.

Quando se tem a combinação XX, o gênero será feminino. Quando se tem a combinação XY, a criança será do sexo masculino.

Na FIV, o que permite identificar o gênero da criança é o teste genético pré-implantacional (PGT).

Desenvolvido com a finalidade de rastrear doenças genéticas, esse teste permite que o médico analise as células do embrião antes que ele seja implantado no organismo da mulher.

Essa análise tem alta precisão em determinar qual embrião gerará uma criança do sexo feminino e qual dará origem a uma criança do sexo masculino.

Se houver indicação de escolha do sexo, os embriões do gênero determinado são utilizados no processo de transferência dos embriões para o útero, enquanto os outros podem ser doados para outros casais ou para a realização de pesquisas ou mesmo congelados.

Normas

A escolha do sexo do bebê envolve um longo debate e opiniões diversas. No Brasil, o CFM só permite que a escolha seja feita em caso de doença relacionada ao sexo.

O CFM e o Conselho de Ética Médica criaram tal determinação por razões éticas. Em casos nos quais a família apresente histórico da ocorrência de doenças genéticas, será possível escolher o sexo do bebê.

Caso contrário, o sexo do bebê é determinado aleatoriamente, ou seja, não é feito o PGT ou a informação de gênero não é solicitada.

Quais doenças podem ser evitadas

Em casos nos quais o pai ou a mãe forem portadores de doenças genéticas, será possível escolher o sexo do bebê na FIV.

Essa escolha tem como intenção evitar determinadas doenças.

Algumas das condições que podem ser evitadas ao ser realizada a escolha do sexo são, por exemplo, a hemofilia, problema que ocorre na circulação sanguínea e que afeta somente pessoas do sexo masculino.

A ausência parcial ou total de informações genéticas ligadas à produção de espermatozoides, chamada de micro deleção do cromossomo Y, também é outra condição a ser citada.

A síndrome do X frágil é outra doença que pode ser evitada. Essa condição é caracterizada pela deficiência mental e se manifesta com maior gravidade em pessoas do sexo masculino.

Uma vez que a seleção do sexo como forma de evitar uma doença se encontra prevista na resolução do CFM, o casal que, após a análise, detectar a presença de uma doença genética não necessitará de autorização judicial para prosseguir com a escolha do sexo do bebê.

A distrofia muscular também pode ser detectada e relacionada a um sexo específico e, dessa forma, evitada ao ser feita a seleção do sexo da criança.

Embora a tecnologia tenha avançado o suficiente para permitir a escolha do sexo do bebê durante o processo de FIV, essa técnica é, no Brasil, regulada pelo CFM e pelo Conselho de Ética Médica, de modo a ser executada somente em casos específicos.

Compartilhe esse texto em suas redes sociais para que mais pessoas possam saber como funciona a seleção do sexo na FIV.

Источник: https://adrianadegoes.med.br/fiv-e-possivel-escolher-o-sexo-do-bebe/

É possível escolher o sexo do bebê naturalmente?

Escolher o sexo do bebé

Como vocês estão?

Sim é possível! E segundo muitos especialistas existem grandes chances. No post de hoje vou explicar vários métodos e formas de como fazer isso e claro a nossa experiência (nós não programamos o sexo, mas sem a intenção acabamos testando um deles).

No final do post eu cito três métodos (nada científicos) para descobrir o sexo do bebê antecipadamente. Lembrando que o único método seguro para esse fim (descobrir mais cedo) é a sexagem fetal (exame de sangue que testa a ausência ou a presença do cromossomo Y (menino) no organismo da mãe). E logo, logo escreverei um post apenas sobre esse exame.

A escolha do dia da relação sexual:

Esse método é um dos únicos que muitos especialistas afirmam ter algum embasamento cientifico, pois o espermatozoide que carrega o cromossomo feminino X é mais resistente, mais lento e mais pesado que o cromossomo masculino Y, que é mais rápido e menos resistente.

O espermatozoide X (menina) pode sobreviver até 48 horas dentro das trompas da mulher esperando a chegada do óvulo. Então, as chances de ter uma MENINA aumentam se o casal tiver relação 2 dias antes do dia mais fértil (geralmente o 14º dia, para entender mais sobre o período fértil clique aqui).

Como o espermatozoide Y (menino) é mais ágil, mais rápido e menos resistente às chances de ter um MENINO aumentam se o casal tiver relação exatamente no dia fértil, pois ele chegará rápido até o óvulo (antes do X) e não precisará esperar até a ovulação ocorrer.

É importante lembrar que para aplicar esse método você precisa conhecer muito bem o seu corpo e os sinais que ele apresenta quando você está ovulando (existem testes de farmácia para esse fim também). No vídeo que citei acima eu explico mais sobre esse assunto e como fazer.

Nossa experiência: Na gravidez do Francisco o único detalhe que eu prestei atenção foi alternar os dias de relação (como eu já expliquei no vídeo) para ter mais chances de engravidar e programei para que o dia “SIM” caísse certinho no meu dia mais fértil, mas eu não estava tentando ter um menino, foi coincidência!

Eu queria que Deus nos enviasse o que estivesse programado para nós, independente se fosse menino ou menina nós estaríamos realizados (não estou dizendo que está errado tentar escolher, apenas o que eu fiz). De qualquer forma ter relação exatamente no dia da ovulação (mesmo sem a intenção) aqui em casa funcionou.

Criando o ambiente perfeito:

Segundo os estudos e pesquisas feitos pelo médico Landrum Shettles (pesquisem sobre: “método Shettles”), autor do livro “Como Escolher o Sexo de seu Bebê” (Editora Larousse), esse método que citei acima tem 75% de chances de dar certo, os outros 25% serão determinados pelo ambiente onde ocorrerá a fecundação (dentro da mulher).

Se o ambiente for mais ácido, os espermatozoides menos resistentes Y (menino) não resistirão e se desintegrarão colaborando para que os espermatozoides X (menina), mais resistentes cheguem primeiro. Mas como fazer isso?

Para tornar o ambiente mais ácido (aumentar a chance de ter uma MENINA) você pode fazer uma ducha com um litro de água e 1 colher de vinagre antes da relação sexual (assista esse vídeo para entender melhor).

E para tornar o ambiente mais neutro (aumentar a chance de ter um MENINO) faça uma ducha com bicarbonato de sódio antes da relação sexual.

Método Baretta (prestando atenção na alimentação):

Esse método foi desenvolvido pela bioquímica argentina Adriana Baretta. Ela afirma que a dieta alimentar da mulher pode influenciar muito na escolha do sexo.

Este método baseia-se na maior ou menor presença de quatro minerais na dieta: a relação sódio-potássio sobre cálcio-magnésio.

 O estudo indica que os alimentos que uma mulher consome antes de ficar grávida  contem uma maior ou menor proporção destas substâncias. Assim, o bebê terá maior probabilidade (98%) de ser menino ou menina.

A bioquímica analisou outros estudos que observaram a influência que estes minerais têm no metabolismo da mulher na hora de se escolher o sexo da criança.

Assim sendo, os alimentos que contenham uma elevada proporção de potássio e sódio na alimentação, em conjunto com uma diminuição de cálcio e magnésio, favorecem o espermatozóide Y (menino).

Já o oposto a aumenta as chances do espermatozóide X (menina).

Na maioria das pesquisas que eu li para escrever esse post, os especialistas salientam que é importante manter essa dieta pelo menos três meses antes de iniciar as tentativas, pois “este é o tempo necessário para que o organismo assimile as alterações alimentares e que comece a atuar como filtro a favor do espermatozoide que se deseja favorecer X ou Y” (leia mais aqui  e aqui).

Recomenda-se então, que o casal abuse de uma dieta baseada em proteínas (alguns legumes, peixes, carnes, etc) para ter um MENINO e uma dieta rica em lácteos (iogurtes, etc.), para terem uma MENINA.

Outro detalhe sobre esse método é que ele também se baseia no período ovulacional (expliquei esse período no vídeo que citei a cima) pelas diferenças na acidez e alcalinidade (neutro) do ambiente onde ocorrerá a fecundação.

Exames genéticos – Reprodução assistida:

É possível determinar o sexo de um embrião (através de um teste genético, uma sexagem) durante a reprodução assistida, mas essa prática não é permitida em muitos países apenas para escolher o sexo e suprir o desejo do casal. A prática é permitida apenas em casos de doenças genéticas que afetam determinado sexo com maior frequência.

Os métodos abaixo são para programar o sexo, mas também para descobrir o mesmo depois de grávida (nenhum é científico):

Tabela Chinesa:

Esse método popular não tem comprovação cientifica alguma, mas é famoso entre as mamães. Como funciona?

Para descobrir o sexo do bebê é preciso primeiro descobrir a idade lunar da mãe. Para as mamães que nasceram em janeiro e fevereiro a sua idade lunar é a mesma do aniversário, por exemplo: a mamãe que nasceu em janeiro e têm 28 anos, sua idade lunar é 28.

Para as mamães que nasceram a partir de março acrescenta-se 1 ano a sua idade atual, por exemplo: eu nasci em agosto e tenho 26 anos, então, minha idade lunar é 27 (26+1).

Depois você precisa saber o mês que o seu bebê foi concebido. Ai é só ligar na tabela a idade lunar e o mês da concepção.

Nosso exemplo: Concepção do Francisco: Novembro e idade lunar era 25 = Menino.

Façam o teste mamães e nos digam: funcionou para vocês também?

Numerologia:

É muito simples, é só somar o mês exato que engravidou (conte pela última data da menstruação) + a idade exata que você tinha/tem quando engravidou. O resultado:

  • Se o número for IMPAR é MENINO.
  • Se o número for PAR é MENINA.

Nosso exemplo: engravidei em novembro e eu tinha 24 anos. 24+11= 35 é um número impar = MENINO.

Lua Nova:

Acho que essa é uma das crendices mais famosas, em qual lua a mamãe nasceu e o sexo do bebê que ela terá.

Comigo esse método não funcionou ou eu não entendi muito bem (pois, como vocês já sabem na minha primeira gravidez eu sofri um aborto e não lembro exatamente a data, é difícil analisar os próximos filhos sem essa informação). De qualquer forma, se você tiver interesse em ler sobre esse método também clique aqui.

Eu não duvido de nada nesse mundo, mas nesse método da lua eu não acredito, nem curiosidade me desperta. Já a tabela chinesa e a numerologia me deixam ao menos curiosidade.

E para finalizar eu gostaria de deixar claro que nenhum método desses é seguro, mesmo os métodos indicados pelos médicos, pois como eles dizem são grandes chances e nenhuma certeza. O importante é a gente amar e desejar o nosso filho independente do sexo dele, afinal, não existe regra para o amor!

Eu acho um pouco delicado tentar escolher o sexo do bebê, pois se engravidarmos do sexo oposto, será que nem por um momento sentiremos uma certa decepção? Ficaremos tristes? E será que o bebê não sentirá essa pequena (ou grande) frustração/rejeição? Se isso acontecer converse com o seu bebê e explique que você o ama da mesma forma, abra o seu coração.

Quando eu estava gravida do Francisco eu sentia que ele seria um menino, mas eu desejava ambos os sexos. Eu cuidei muito para nunca externalizar isso e evitei certos palpites antecipados para não correr o risco do meu bebê sentir que ele não era desejado.

Bom mamães, se vocês têm outras dicas deixe-as aqui nos comentários para aprendermos juntas!.

Bom final de semana para todas vocês e suas lindas famílias!

Beijinhos!

Источник: https://www.sobrematernidade.com.br/e-possivel-escolher-o-sexo-do-bebe-naturalmente/

É possível escolher o sexo do bebê na reprodução assistida?

Escolher o sexo do bebé

Descobrir o sexo do bebê na hora do nascimento é algo cada vez mais raro. Hoje, a maioria dos pais querem saber de antemão se será uma menina ou menino, seja para encomendar logo o enxoval e a decoração do quartinho do bebê ou para matar a curiosidade.

Por isso, muitos se questionam sobre a possibilidade de escolher o sexo do bebê nos métodos de reprodução assistida e, ainda, se é possível definir outras características, como cor da pele, do cabelo e dos olhos.

Será que já existe tecnologia suficiente para isso? E, principalmente, fazer essa escolha antecipada é algo permitido pela lei? Se você também compartilha dessas dúvidas, continue a leitura deste post.

O que é a reprodução assistida e quem pode recorrer a ela?

Reprodução assistida é o nome dado aos tratamentos que ajudam os casais a engravidar com auxílio de médicos especialistas. Esses procedimentos também podem ser usados para quem deseja preservar a fertilidade (congelamento de sêmen ou óvulos, por exemplo) por diversas causas.

Alguns dos tratamentos englobados nesse termo são: fertilização in vitro (FIV), namoro programado, inseminação intrauterina, entre outros. De acordo com as novas regras do Conselho Federal de Medicina (CFM), a reprodução assistida pode ser feita por:

  • casais inférteis;
  • casais homoafetivos;
  • pessoas solteiras que desejam ter um filho;
  • pessoas que enfrentam tratamentos de doenças que levam à infertilidade, como o câncer.

Todas as técnicas usadas na reprodução assistida e as formas que elas podem ser realizadas são orientadas pelo CFM, em resoluções que são atualizadas periodicamente.

A mais recente é a de 2017, com normativas que tendem a tornar esses métodos mais acessíveis não apenas a casais que sofrem de infertilidade, mas também a outras pessoas que desejam ter um filho, como citado acima.

Existe alguma tecnologia que permitem saber o sexo do bebê?

É possível identificar o sexo do bebê de forma antecipada por meio da análise genética do embrião, sendo permitida por lei unicamente para casos de doenças genéticas ligadas ao sexo, em que deve-se transferir ao útero apenas os embriões do sexo que não é acometido pela doença.

Nesse caso, o embrião obtido por meio da reprodução humana assistida e passa por uma biópsia no 5º ou 6º dia de desenvolvimento (estágio de blastocisto). O material é analisado para qualificar o patrimônio genético do embrião, portanto, nele consta também avaliação dos cromossomos sexuais.

A mulher tem dois cromossomos sexuais X, enquanto o homem possui um X e um Y. Dessa forma, caso a análise genética do embrião evidencie cromossomos sexuais XX será uma menina, e caso seja XY, será um menino. Sendo transferidos ao útero apenas os embriões livres da doença genética ligada ao sexo.

É importante ressaltar que o estudo genético do embrião também é realizado nas seguintes indicações médicas:

  • casais que já realizaram ciclos de fertilização in vitro sem sucesso e querem potencializar as chances de gravidez;
  • casais com aborto recorrente;
  • casais com alguma alteração genética que pode ser transmitida aos filhos;
  • casais com filho(s) acometido(s) por alguma doença em que o tratamento efetivo seja transplante de células tronco de doador compatível. O casal pode ser submetido a reprodução assistida para gerar embriões com potencial de se tornarem doadores de seu irmão doente.

Diversas técnicas para  “aumentar a chance” de ter um menino ou menina são divulgadas nos meios de comunicação. Algumas são orientações para que o casal tenha relações sexuais em determinadas “posições” ou fases do ciclo menstrual, que poderiam facilitar a gravidez de menina ou menino. Porém, nenhuma delas possui comprovação científica e são desconsideradas nos tratamentos médicos.

Características do bebê

Há alguns anos, a clínica americana “Fertility Institutes” anunciou em seu site a possibilidade de os futuros pais escolherem as características do bebê, como cor de olhos e de cabelo a partir do diagnóstico genético pré-implantacional.

Na época, a comunidade médica teve vários debates sobre o caráter ético dessa decisão e a clínica acabou retirando do ar esse anúncio.

O que dizem os conselhos de ética e qual a norma para esse procedimento no Brasil?

Tanto o Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução n°2.168/2017, como o Conselho de Ética Médica barram a possibilidade de escolher características ou até mesmo o sexo do bebê nos métodos de reprodução assistida. A única exceção a esta regra é em caso de doenças ligadas ao sexo, como veremos abaixo.

Caso o médico realize esta seleção de forma indiscriminada, sem respeitar as indicações estabelecidas, ele poderá sofrer sanções éticas por essa atitude.

Em outros países, como nos Estados Unidos, escolher o sexo do bebê antecipadamente é algo permitido de forma indiscriminada.

O debate ético, atualmente, mostra que optar por essas características seria um tipo de eugenia e de discriminação e por isso alguns países proíbem essas técnicas, como é o caso do Brasil.

Em quais casos é possível escolher o sexo do bebê?

Com a evolução das técnicas de reprodução assistida e análise genética embrionária, tornou-se possível o diagnóstico do sexo do embrião antes da transferência para o útero.

Contudo, existem regras estabelecidas pelo CFM que regem a possibilidade de escolha do sexo.

Esta decisão apenas é permitida em casos especiais, ou seja, aqueles em que há chances reais de doenças relacionadas ao sexo.

Nessas situações, a família precisa ter histórico da ocorrência dessas doenças, justificando a seleção do sexo. Em geral, as condições mais comuns para isso são:

  • síndrome do X frágil, doença que gera uma deficiência mental e embora aconteça em ambos os sexos é mais grave nos homens;
  • hemofilia, doença que causa dificuldades na coagulação sanguínea e afeta apenas os homens;
  • microdeleção do cromossomo Y, que se configura na ausência total ou parcial das informações genéticas responsáveis pela reprodução dos espermatozoides; entre outras.

Lembrando que, nesses casos, a decisão de optar pelo sexo do bebê é sempre dos futuros papais e mamães. Assim, é importante que o médico informe ao casal quanto às doenças ligadas ao sexo, os riscos de produzir embriões portadores de tais alterações e as possíveis implicações desses diagnósticos.

Dessa forma, o casal pode, juntamente ao médico, esclarecer todas as suas dúvidas e tomar a decisão em conjunto, com mais segurança e tranquilidade.

Para que o procedimento ocorra, não é necessária autorização judicial, já que essa possibilidade, respeitando-se as indicações, é prevista na resolução do CFM sobre reprodução assistida.

Vale ressaltar, ainda, que essa decisão apenas está ligada ao sexo do bebê. Ou seja: não é permitido definir antecipadamente outras características, como cor do cabelo, da pele ou dos olhos da criança.

Como você viu, descobrir o sexo do bebê nas técnicas de reprodução assistida é algo possível com a tecnologia que temos hoje, porém a escolha do sexo pode ser feita apenas em casos especiais, pois é preciso seguir o que dita o Conselho de Ética Médica.

Para os papais e mamães que estão no início da gravidez — seja espontânea ou após reprodução assistida —, que não se encaixaram nos casos acima, mas que não queiram esperar muito para descobrir o sexo, existe outra possibilidade.

Trata-se um método muito confiável para descobrir o sexo do bebê, tradicionalmente conhecido como “sexagem fetal”. É um exame que pode ser realizado em torno de 8 semanas de gestação, através da coleta de sangue da mãe e pesquisa de DNA fetal. O objetivo é pesquisar o cromossomo Y, e determinar sua presença (sexo masculino) ou ausência (sexo feminino).

Você gostou deste conteúdo? Concorda com a decisão do CFM sobre quando é possível escolher o sexo do bebê? Aproveite e leia o nosso post sobre as novas regras para a reprodução assistida no Brasil.

Médica ginecologista com especialização em Reprodução Humana na HCFMRP – USP. CRM-SP 164.436

Источник: https://ceferp.com.br/blog/e-possivel-escolher-o-sexo-do-bebe-na-reproducao-assistida/

Embarazo y niños
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