Métodos naturais para não engravidar

Contents
  1. 7 principais métodos contraceptivos naturais
  2. 1. Método do calendário ou tabelinha
  3. 2. Método da temperatura corporal basal
  4. 3. Método do muco cervical
  5. 4. Método sintotérmico
  6. 5. Método do coito interrompido
  7. 6. Teste de ovulação
  8. 7. Método da amenorréia lactacional
  9. Sem pílula, preservativo ou DIU. É possível não engravidar de uma forma natural
  10. Pílula, amiga ou inimiga?
  11. Métodos de prevenção da gravidez
  12. E as aplicações?
  13. Métodos contraceptivos naturais podem ajudar no conhecimento do corpo feminino
  14. Tabelinha
  15. Temperatura basal
  16. Muco vaginal
  17. Combinar métodos contraceptivos
  18. Sobre o programa de rádio
  19. Como prevenir uma gravidez naturalmente? – Simply Flow by Fátima Lopes
  20. Sabes como atua um contraceptivo hormonal ou DIU de cobre no teu organismo e quais os seus efeitos secundários? 
  21. O que aconteceu no momento em que eu decidi parar de tomar a pílula:
  22. Eu não desejo que tu experiencies isto.
  23. Como prevenir uma gravidez naturalmente?
  24. Será que este ebook sobre “Como prevenir uma gravidez naturalmente” é indicado para ti? 
  25. Métodos Contraceptivos: Escolha o melhor para você
  26. 1. Anel Contraceptivo
  27. 2. Camisinha Masculina
  28. 3. Diafragma
  29. 4. DIU (Dispositivo Intrauterino)
  30. 5. Injeção Contraceptiva
  31. 6. Pílula Anticoncepcional
  32. 7. Preservativo Feminino
  33. 8. Adesivo Anticoncepcional
  34. 9. Pílula do Dia Seguinte
  35. 10. Vasectomia
  36. 11. Tabelinha (método rítmico ou Ogino-Knaus)
  37. 12. Temperatura Basal
  38. 13. Coito interrompido
  39. 14. Muco Cervical
  40. Como prevenir a Gravidez com métodos naturais [PERIGO]
  41. A Tabelinha
  42. O Método da temperatura basal
  43. O Método do muco cervical (Método Billings)
  44. O coito interrompido
  45. Eficácia de métodos e uso combinado

7 principais métodos contraceptivos naturais

Métodos naturais para não engravidar

Os métodos contraceptivos naturais ajudam a prevenir a gravidez sem o uso de medicamentos ou dispositivos como camisinha ou diafragma, por exemplo. Estes métodos naturais baseiam-se nas observações do corpo da mulher e do ciclo menstrual para estimar o período fértil. 

Embora esses métodos tenham as vantagens de serem completamente naturais e de não utilizar hormônios, também possuem algumas desvantagens como não serem totalmente eficazes e não prevenirem a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis. Saiba mais sobre as 7 principais infecções sexualmente transmissíveis.

A contracepção natural requer que não se tenha relações sexuais durante o período fértil da mulher, sendo necessário o conhecimento do ciclo menstrual que pode levar até 12 ciclos. Atualmente, alguns aplicativos de celular, em que se pode inserir dados do ciclo menstrual, do muco e da temperatura, são úteis para ajudar a estimar o período fértil.

Os principais métodos contraceptivos naturais são:

1. Método do calendário ou tabelinha

O método do calendário, também conhecido como tabelinha ou método Ogino Knaus, consiste em evitar relações sexuais durante o período fértil. Para isto, deve-se calcular o início e o fim do período fértil, baseado no calendário menstrual.

O método do calendário baseia-se nas últimas 12 menstruações. Assim, para calcular o período fértil deve-se subtrair 18 dias do ciclo mais curto e 11 dias do ciclo mais longo.

Por exemplo, para uma mulher em que os ciclos variam de 28 dias a 30 dias, do dia 10 (28 menos 18) até o dia 19 (30 menos 11) de cada ciclo, não se deve ter relações sexuais.

Quanto maior a variação dos ciclos menstruais, maior o período de abstinência.

Mulheres com ciclo menstrual regulado têm melhores resultados com esse método, entretanto, ainda é um método pouco eficaz para evitar a gravidez. 

Veja como usar o método da tabelinha.

2. Método da temperatura corporal basal

O método da temperatura corporal basal, baseia-se na variação de temperatura do corpo da mulher, que pode estar mais elevada durante a ovulação. Este aumento de temperatura pode chegar até 2ºC.

É um método simples, mas que requer tempo e disciplina pois a mulher tem que verificar a temperatura todos os dias pela manhã, antes de se levantar.

Para medir a temperatura, pode-se usar o termômetro analógico ou digital e as medidas devem ser anotadas para se fazer um gráfico e, assim, observar os dias mais férteis, que são os dias em que a temperatura está mais elevada.

Nesses dias, a mulher deve evitar ter relações sexuais para não engravidar.

Este método não é totalmente eficaz pois fatores como estresse, insônia, doenças e até mesmo a forma como se mede a temperatura, podem levar ao aumento da temperatura corporal.

3. Método do muco cervical

O método do muco cervical, também conhecido como método de Billings, é baseado na observação do muco vaginal.

Logo após a menstruação, a vagina fica seca e durante a ovulação ocorre produção de muco cristalino, semi transparente, sem odor, e elástico, semelhante à clara de ovo.

A presença desse muco indica que a mulher está fértil e não deve ter relação sexual desde o primeiro dia do aparecimento do muco e até três dias após parar o muco.  

Para verificar a presença do muco, a mulher deve inserir dois dedos no fundo da vagina e analisar a cor e a elasticidade do muco.

O método do muco é pouco eficaz, pois muitas condições, como infecções vaginais, podem afetar a produção do muco e a sua consistência. Veja mais como fica o muco cervical na ovulação.

4. Método sintotérmico

O método sintotérmico é uma combinação dos métodos da tabelinha, da temperatura corporal basal e do muco cervical. Além disso, leva em consideração sintomas comuns durante o período fértil como dor e sensibilidade nas mamas ou cólicas abdominais, por exemplo.

Por combinar três métodos contraceptivos naturais, pode ser um pouco mais confiável, ainda assim, não é totalmente eficaz e não previne a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.

5. Método do coito interrompido

O método do coito interrompido implica no homem retirar o pênis da vagina no momento da ejaculação, limitando as chances do esperma atingir o óvulo.

Entretanto, durante as preliminares e mesmo antes de ejacular, o pênis libera um muco que pode conter esperma e mesmo sem ejacular na vagina, pode ocorrer gravidez.

Além disso, é necessário que o homem tenha auto-controle e saiba o momento exato em que está prestes a ejacular. Ainda, é preciso muita confiança da mulher no parceiro para utilizar o método do coito interrompido.

Este método tem baixíssima eficácia, além de interromper o momento íntimo do casal. Saiba mais sobre o coito interrompido.

6. Teste de ovulação

O teste da ovulação é realizado com kits que medem a quantidade de hormônio luteinizante na urina. Este hormônio é responsável pela maturação do óvulo e aumenta de 20 a 48 horas antes da ovulação. Assim, o teste indica quando a mulher entra no período fértil, devendo evitar relações sexuais para reduzir as chances de engravidar.

O teste de ovulação pode ser comprado em farmácias e é de fácil utilização. Veja como fazer o teste de ovulação.

7. Método da amenorréia lactacional

O método da amenorréia lactacional baseia-se na idéia de que a mulher não pode ficar grávida durante o período em que está amamentando. Esse período é também marcado pela ausência de menstruação, chamado de amenorréia.  

Durante essa fase, a mulher não está fértil, sendo que geralmente volta a ovular de 10 a 12 semanas após o parto. 

O método da amenorréia lactacional não é um bom método contraceptivo, pois a mulher pode ovular e não perceber, principalmente porque não há uma previsão de quando a menstruação voltará ao normal. Além disso, não é recomendado para mulheres que não amamentam. 

Источник: https://www.tuasaude.com/metodos-contraceptivos-naturais/

Sem pílula, preservativo ou DIU. É possível não engravidar de uma forma natural

Métodos naturais para não engravidar

Das duas uma. «Ou eu conheço muito bem o meu corpo ou, vai-se a ver, e sou infértil». Rita brinca com a situação, mas a verdade é que há dez anos que deixou de tomar a pílula, não usa preservativo e descartou qualquer outro tipo de método contracetivo e, até agora, zero gravidezes.

Quando começou a sua vida sexual, ainda em adolescente, usava preservativo. Anos mais tarde desenvolveu uma alergia ao latex que a fez excluir essa hipótese. O passo seguinte foi a pílula, com a qual também nunca se deu bem.

«Tinha hemorragias quase diárias e nunca senti que aquilo fosse para mim», conta à MAGG. A facilidade em ganhar infeções também a fez desistir do uso de dispositivos intrauterinos. «Não usar nada era a minha única solução».

Com 32 anos, apoia-se no ciclo menstrual que sempre foi regular e na destreza — como lhe chama — do namorado. «Não deixamos de ter sexo porque estou a ovular, temos é um cuidado redobrado», explica.

Essa «destreza» também é obrigatória para o namorado de Gabriela Medeiros que, aos 25 anos, não usa qualquer tipo de método contracetivo, depois de perceber que deixar de tomar a pílula lhe trouxe um bem estar geral. «Perdi peso e a minha pele melhorou muito», garante. Além disso, como nunca gostou de tomar remédios, não era fã da ideia de todos os dias tomar uma dose de hormonas via comprimido oral.

Pílula, amiga ou inimiga?

Rita e Gabriela são dois exemplos de mulheres para quem a toma da pílula não trouxe vantagens. Mas a ginecologista Paula Ambrósio garante que elas existem. «Além de saber sempre quando é que vai menstruar, a toma da pílula alivia as dores menstruais, protege do cancro dos ovários e melhora até a saúde da pele e do cabelo».

É por isso, e pela eficácia de quase 100% na contraceção, que esta é normalmente a primeira opção prescrita a quem procura aconselhamento médico para evitar uma gravidez.

Paula Ambrósio admite que há cada vez mais pessoas a procurar métodos mais naturais, mas admite também que existe uma grande desinformação sobre tudo o que seja contraceção.

«Há quem diga que não quer tomar a pílula pela dose hormonal que acarreta mas, ao contrário do que se julga, a mulher não vem acrescentar hormonas às que já tem naturalmente.

O que acontece é uma inibição da ovulação e uma estabilização dos ovários, que ficam adormecidos», explica. Por outro lado, essa falta de oscilação hormonal pode ter como consequências a falta de secreção vaginal e a diminuição da líbido.

«É por isso que cada caso deve ser visto individualmente, para que cada mulher escolha o método que melhor se adequa a si, tendo sempre em conta os efeitos secundários, positivos e negativos, e a eficácia de cada um», salienta a ginecologista.

O problema da contraceção natural, ou seja, aquela que é feita sem recurso a toma de pílula ou uso de outro método contracetivo, é «a sua má reputação», admite Bárbara Yü Belo, instrutora de fertilidade natural e uma das autoras do ebook «Como prevenir uma gravidez naturalmente».

Apaixonou-se por esta área quando, ainda a exercer arquitetura, tirou uma formação de doula. «Já não houve volta a dar», admite.

Ainda tentou conciliar a profissão com este trabalho paralelo, ao qual juntou também o curso de fertilidade natural, mas em 2015 decidiu dedicar-se apenas a ajudar quem quer engravidar ou, por outro lado, quem quer evitar uma gravidez da forma mais natural possível.

Apesar de ter tido já o feedback positivo de alguns ginecologistas ao seu trabalho, reconhece que ainda é visto como algo pouco fidedigno.

«Estes métodos mais naturais são metidos todos no mesmo saco e, por causa disso, acabam por perder credibilidade», admite, e dá um exemplo: «O método do calendário, por exemplo, é absurdo.

Não somos máquinas e, como tal, não podemos esperar que o nosso corpo funcione todos os meses da mesma forma».

Métodos de prevenção da gravidez

O método do calendário a que Bárbara se refere não é mais do que fazer uma contagem a partir do primeiro dia de período de modo a saber qual é o período mais fértil e, por isso, aquele que requer cuidados redobrados.

«Mas há fatores como o stresse, a temperatura ou a alimentação, que podem influenciar toda essa contagem», garante. Como tal, Bárbara defende, acima de tudo, que a mulher deva conhecer o seu corpo como ninguém, algo que infelizmente não vê acontecer.

«A maioria das mulheres não sabe reconhecer os sinais que o corpo dá, porque nunca foram ensinadas a fazer isso. Se vão a uma consulta de ginecologia, a pílula é quase sempre a solução, dando quase uma sensação de desresponsabilização pelo que se passa consigo», lamenta.

É por isso que, mesmo dando algumas dicas de como gerir a fertilidade, aconselha sempre um acompanhamento inicial. «É como pegar num carro antes das aulas de condução. Saber só a teoria não chega».

Mesmo assim, apresenta o método sintotérmico como o mais completo, até porque implica a medição e cruzamento de vários dados. «Um, por si, não tem validade», garante.

Assim, o primeiro passo é medir a temperatura basal — medida imediatamente após a pessoa acordar —com um termómetro com duas casas decimais, todos os dias e registar. «No período de ovulação, pode haver uma variação de 0,2 graus. É subtil, daí a importância de ter uma espécie de gráfico com esses números».

Além disso, é preciso observar as alterações do muco cervical, que aponta o período fértil da mulher quando é produzido em maior quantidade e numa consistência mais aquosa e elástica.

Por último, há que ter em atenção a posição do colo do útero que é medido introduzindo um dedo na vagina até uma determinada profundidade, sempre à mesma hora. «O facto de estar mais subido, mais aberto e mais mole indica que a mulher está no período fértil», explica Bárbara.

Mais uma vez, nenhum destes dados vive por si e é preciso que haja um cruzamento entre eles para que o método seja eficaz. É aqui que a opinião da ginecologista e da especialista em fertilidade natural se conjugam.

Tanto Paula Ambrósio como Bárbara Yü Belo defendem que quantos mais dados são cruzados e quanto melhor a mulher conhecer o seu corpo, mais este método natural tem eficácia.

«Funciona melhor para pessoas motivadas e regradas», lembra a ginecologista, que admite que raramente é contactada por mulheres que invistam neste tipo de contraceção natural, a não ser que o façam por motivos religiosos.

As opiniões voltam a divergir quando Bárbara assegura que este é um método com 99% de eficácia, percentagem que a ginecologista considera ambiciosa. «Não é o método que falha, mas sim a pessoa quando, por exemplo, decide ter relações sexuais mesmo sabendo que está no período fértil.», garante a especialista em fertilidade natural.

Além disso, há fatores externos que podem influenciar todos estes sinais corporais. Comer muito à noite ou ir dormir mais tarde é suficiente para aumentar a temperatura basal e, por exemplo, a toma de remédios para a tosse é suficiente para que o muco fique mais fluido, inclusive o vaginal.

E as aplicações?

Já aqui escrevemos sobre aplicações que ajudam a mulher a monitorizar o seu ciclo menstrual, mas também nenhuma das duas profissionais com quem a MAGG falou é fã deste método enquanto contraceção em si.

«Basta enganar-me a introduzir um dado para que todo o calendário fique alterado e eu seja induzida em erro», esclarece Bárbara.

A profissional pede «um olhar crítico» sobre o tema, porque «o corpo não é matemática».

Mesmo assim, Gabriela Medeiros, que decidiu abandonar a pílula, apoia-se há três anos numa aplicação de telemóvel, a Period Tracker, na qual é possível inserir dados como o primeiro dia da menstruação, a quantidade de fluxo, as datas das relações sexuais e até o número de orgasmos.

Também Ana Coimbra instalou uma aplicação quando decidiu abandonar a pílula, método com o qual nunca se deu bem.

«Testei várias pílulas, o adesivo, o anel vaginal e notei sempre mudanças de humor brutais e perda de peso com todas essas opções», conta à MAGG.

Na Love Cycle, nome da aplicação, ia anotando os pormenores do seu ciclo, confiante de que seria suficiente. Conclusão: engravidou duas vezes e das duas vezes estava fora dos alegados períodos férteis que a aplicação anunciava.

Até agora, apenas uma aplicação — que não as usadas por Gabriela e Ana — é considerada método contracetivo.

Chama-se Natural Cycles e foi lançada em 2014, tendo dado o salto em 2017, quando foi aprovada pela União Europeia e registada em Portugal pelo Infarmed como dispositivo médico.

 Agora, foi considerada um método contracetivo pela agência norte-americana FDA (Food and Drug Administration).

Nesta app, não só são calculados os dias no calendário a partir do primeiro dia de menstruação, como é pedido que seja medida a temperatura basal. Mesmo assim, a FDS deixa o aviso: «Nenhum contracetivo funciona na perfeição, e mesmo uma utilização correta da aplicação pode acabar numa gravidez».

Источник: https://magg.sapo.pt/saude/artigos/sem-pilula-preservativo-ou-diu-e-possivel-nao-engravidar-de-uma-forma-natural

Métodos contraceptivos naturais podem ajudar no conhecimento do corpo feminino

Métodos naturais para não engravidar

Métodos naturais, como a tabelinha, têm alto índice de falha, mas auxiliam no autoconhecimento e na observação do funcionamento do corpo feminino

Carol Prado*

Foto: Carol Morena

Aplicativos de celular que marcam os dias do ciclo menstrual, observação do muco vaginal e controle da temperatura corporal são formas de contracepção natural ou comportamental.

Esse tipo de contracepção se baseia apenas na observação do organismo para estimar o período fértil da mulher e, como dependem do funcionamento do corpo, têm alta taxa de falha: cerca de 50%. Ou seja, a contracepção natural, sozinha, não é suficiente para prevenir uma gravidez.

Entretanto, pode ser combinada com outros métodos, além de ajudar a mulher a conhecer melhor o próprio corpo. Os métodos naturais fazem parte da série do Saúde com Ciência

Para evitar o risco de umagravidez indesejada, esses métodos podem ser aliados à camisinha masculina oufeminina, por exemplo.

A professora do Departamento de Ginecologia eObstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Juliana Silva Barra, afirma que “nãoconseguimos mensurar a parte da proteção, porque cada um vai fazer de um jeito.

Mas eles [métodos naturais] têm uma taxa de gravidez elevada e é um método quedepende muito [do comportamento] da paciente”.

Tabelinha

Um dos métodos naturais maisconhecidos é a tabelinha ou calendário menstrual. A partir da observação dosciclos, pode-se estimar quando a mulher ficará fértil, evitando assim o atosexual durante esse período. Como o ciclo varia de mulher para mulher, épreciso fazer uma média entre o ciclo mais longo e o mais curto, para aproximarda data correta da ovulação.

“A gente vai ter que calcular operíodo fértil, ou seja, o período em que a mulher vai ovular, subtraindodezoito dias do ciclo mais curto, e onze dias do ciclo mais longo. Ou seja, apaciente precisa conhecer muito bem o organismo, tem de ter um calendáriomenstrual muito bem feito, e, nesse período, se ela conseguir calcular, ela nãopode ter atividade sexual”, explica Juliana.

Os ciclos são contados a partirdo primeiro dia de menstruação, levando em consideração como ciclo o intervaloentre uma menstruação e outra. Por exemplo, se o ciclo mais curto foi de 22dias e o mais longo, 28, então o período fértil será entre o 4° e o 17° dias dociclo. 

Temperatura basal

Durante a ovulação, há umaligeira queda da temperatura corporal da mulher, seguida de um aumento que podechegar até dois graus.

Essa variação de temperatura pode ser utilizada como sinalizaçãodo período fértil, entretanto, não é um método simples, como explica JulianaBarra.

“A paciente tem que mensurar a temperatura todos os dias do mês, antesde levantar da cama. Então, demanda tempo, paciência e tem que ter disciplinapara esse método”, alerta.

Muco vaginal

A observação do muco vaginaltambém pode indicar o período fértil. Logo após o período menstrual, a vaginafica seca. Durante o ciclo, as glândulas do colo do útero começam a secretarmuco, que terá diferentes aspectos dependendo do momento.

A observação do muco deve serfeita da seguinte forma: a mulher deve inserir dois dedos no fundo da vagina epinçar um pouco da secreção, que é natural do organismo. Avaliando a cor e aelasticidade desse muco, pode-se identificar o período fértil ou não-fértil. “Noperíodo fértil, essa secreção fica parecendo uma clara de ovo e bem abundante”,revela Juliana.

Combinar métodos contraceptivos

Arte: CCS Medicina

Devido à imprevisibilidade dosmétodos naturais, é importante associá-los a outras formas de prevenção, comoreforça Juliana Barra. “Sempre tem que associar, principalmente no períodofértil. Nenhum método é 100% eficaz.

Se a gente consegue combinar, associar os métodos,a taxa de sucesso é maior. Mas existem métodos hoje em dia de longa duração eque não dependem do uso da paciente (como o DIU e os implantes hormonais).

Esses têm uma taxa de eficácia maior e, por causa, disso uma taxa de adesãomaior”.

Além disso, a ginecologistalembra que o único método que previne das Infecções Sexualmente Transmissíveis(ISTs) é a camisinha. O preservativo, masculino ou feminino, pode ser combinadocom todas as outras formas de contracepção.

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 145 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

Também é possível ouvir o programa pelo serviço de streaming Spotify.

*Carol Prado – estagiária de jornalismo

Edição: Maria Dulce Miranda

Источник: https://www.medicina.ufmg.br/uso-da-tabelinha-e-outros-metodos-contraceptivos-podem-ajudar-no-conhecimento-do-corpo-feminino/

Como prevenir uma gravidez naturalmente? – Simply Flow by Fátima Lopes

Métodos naturais para não engravidar

Ter a possibilidade de escolher “se” e “quando” se deseja ter um filho, sem necessitar de recorrer a métodos que interfiram com o natural funcionamento do organismo, é uma liberdade à qual todas as mulheres deveriam ter direito.

Sabes como atua um contraceptivo hormonal ou DIU de cobre no teu organismo e quais os seus efeitos secundários? 

A maioria das mulheres toma um contraceptivo hormonal, ou utiliza um DIU de cobre, desconhecendo qual o seu mecanismo de ação e, principalmente, quais os potenciais efeitos secundários. Acredito que recorram a esta abordagem por acharem que esta seja a sua única opção. No entanto, isso não é verdade.

O facto é que quase nenhuma mulher questiona ou põe sequer em causa algo que consome ou utiliza diariamente. São poucas as que têm a iniciativa de pesquisar, estudar e interrogar as substâncias que todos os dias colocam no seu corpo. Tomam e pronto. É o que muito provavelmente a mãe fez, as amigas fazem e o que a grande parte das mulheres faz.

Convido-te a colocares-te num lugar de poder, em que conheces todos os factos, toda a informação, incluindo vantagens e desvantagens e que, com responsabilidade e sabedoria, decidas qual a melhor opção para ti e para o teu corpo.

É preciso que questiones, uma e outra vez, o que o sistema te diz, o que os outros te dizem e, até mesmo, o que eu te estou a dizer neste momento.

Este é o teu corpo e nada nem ninguém melhor do que tu, para saber o que o prejudica e o que o beneficia. No entanto, para o conseguires, em primeiro lugar tu precisas de tomar conhecimento sobre as várias opções disponíveis (sim, existem alternativas aos contraceptivos hormonais e DIU de cobre, e tu terás a oportunidade de as conhecer no ebook que se segue).

O que aconteceu no momento em que eu decidi parar de tomar a pílula:

Hoje sei que, o momento mais transformador que alguma vez experienciei, foi quando decidi assumir a responsabilidade e poder sobre a minha própria vida, corpo, saúde e, neste caso, fertilidade.

Eu tomei a decisão de deixar a pílula quando me dei conta do quão prejudicial estava a ser para o meu corpo, sexualidade, fertilidade e auto-estima. Sentia-me doente. Sentia-me deprimida. Sentia-me sem energia. E, eu não queria viver assim.

Quando tu tomas a pílula, ou qualquer outro método de contracepção hormonal ou DIU de cobre, o poder sobre o teu corpo, sexualidade e fertilidade, é-te imposto pelos mesmos – vem do exterior para o teu interior – podendo desenvolver pelo caminho uma série de “desequilíbrios”, uma vez que interfere com o natural funcionamento do teu organismo.

Quando tu assumes responsabilidade sobre a tua fertilidade, através de métodos naturais como os apresentados neste ebook, o poder provém do teu interior, estendendo-se para todas as áreas da tua vida. És tu que passas a tomar as rédeas do teu corpo, sexualidade, fertilidade e feminilidade.

Pouco tempo após ter deixado de tomar a pílula, algo mágico aconteceu. Tudo mudou, ou melhor, a minha perspetiva sobre a realidade transformou-se. Acima de tudo, eu passei a caminhar com mais confiança, segurança, sensualidade, amor-próprio e um enorme respeito por mim mesma enquanto mulher.

Eu não desejo que tu experiencies isto.

Tomei a pílula durante vários anos e demorei outros tantos a recuperar dos seus efeitos secundários por completo. E, eu não desejo que tu passes pelo mesmo.

Após ter deixado a pílula, um outro dilema surgiu: como irei agora prevenir uma gravidez? Este caminho, em direção à busca de um método de contracepção natural também não foi fácil. Encontrei muitas teorias, pouco fundamento e não queria, de maneira alguma, arriscar engravidar. Eu não desejo que tu passes por nada disto!

Como prevenir uma gravidez naturalmente?

Existe uma solução.

Uma abordagem que respeita o natural funcionamento do teu organismo, que é livre de efeitos secundários, que é realmente eficaz na prevenção de uma gravidez e que é capaz de enaltecer a tua sexualidade, sensualidade e feminilidade.

Acima de tudo, um método que te dá um maior controle e poder sobre a tua fertilidade. Esta solução encontra-se neste ebook escrito, com tanta dedicação, por mim e pela Bárbara Yu Belo, uma especialista em fertilidade natural.

Será que este ebook sobre “Como prevenir uma gravidez naturalmente” é indicado para ti? 

Eu acredito que este ebook seja para ti caso tu desejes:

  • adotar um método natural e seguro para prevenção de gravidez;
  • conhecer o teu corpo e seu funcionamento;
  • conectares-te com o teu ciclo menstrual;
  • vivenciar as diferentes fases do teu ciclo menstrual, usufruindo das diversas transformações que vão surgindo ao longo do mês;
  • ganhar um maior controle sobre a tua fertilidade;
  • sentir-te mais confiante, sensual, enérgica e com maior auto-estima;
  • ter mais desejo sexual;
  • sentir-te em maior harmonia com o teu corpo e com a leis da Natureza.

Sabe mais sobre o ebook “Como prevenir uma gravidez naturalmente” aqui. E, para que possas usufruir de um desconto de 20% na compra do ebook, usa o seguinte código: simplyflow.

O meu desejo é que este ebook te ajude a reestabelecer a ligação preciosa que existe entre ti e o teu corpo, ciclo menstrual e leis da Natureza.

Que estas páginas te ajudem a resgatar o poder que sempre existiu dentro de ti, nomeadamente o poder de decisão sobre “se” e “quando” desejas engravidar, sem necessitares de recorrer a métodos e substâncias que interfiram com o inteligente e natural funcionamento do teu organismo. Que este livro te ajude a reclamar a profunda sabedoria ancestral que respira, há milénios, em todas as mulheres.

Источник: https://www.simplyflow.pt/como-prevenir-uma-gravidez-naturalmente/

Métodos Contraceptivos: Escolha o melhor para você

Métodos naturais para não engravidar

Se nesse momento da sua vida você precisa se proteger para não engravidar, é necessário buscar um bom método contraceptivo.

Planejar quando e quantos filhos ter ajuda a criar um momento adequado em várias áreas da vida (profissão, relacionamento, estudos, dinheiro, saúde) para a chegada do bebê. Afinal, quem não quer que seu filho cresça e se desenvolva com saúde?

Os métodos contraceptivos têm, basicamente, a função de impedir uma gravidez indesejada. Alguns, como os preservativos femininos e masculinos, também servem como barreira contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Com exceção destes, todos os outros contraceptivos devem ser indicados por um ginecologista, que vai analisar o histórico da mulher e receitar o método mais adequado para o seu caso.

Basta conhecer como funcionam os métodos contraceptivos e se informar para definir o que é melhor para o seu perfil e os seus objetivos.

Confira a seguir as principais informações sobre os métodos contraceptivos mais usados pelas mulheres.

1. Anel Contraceptivo

É um anel plástico flexível e transparente, com diâmetro externo de 54 mm e espessura de 4 mm, que libera estrógeno e progestágeno diretamente na parede vaginal. Funciona diariamente: o anel libera uma quantidade de hormônio que mantém a contraceptividade da paciente. É indicado para mulheres que não querem ter a obrigação diária de ingerir o comprimido.

A vantagem desse método é que diminui o fluxo menstrual, a frequência de cólicas e a incidência de efeitos colaterais é baixa, além de dispensar a ingestão oral diária.

2. Camisinha Masculina

É um revestimento de borracha fina, que é colocado no pênis quando o mesmo está enrijecido.  Ela não permite que o esperma entre em contato com a vagina e também impede que microorganismos causadores das DST/AIDS sejam transmitidos de um parceiro para outro.

  • Vantagens: Não apresentam os efeitos colaterais comuns aos métodos hormonais, dispensa manutenção diária já que é utilizado no momento da relação sexual e previne DST/AIDS. Além disso, ajuda a prolongar o tempo de ejaculação.
  • Desvantagens: Diminuição do prazer e alguns homens reclamam que não conseguem manter a ereção.

3. Diafragma

É uma membrana de borracha que serve como uma espécie de tampa dentro do colo do útero.  O diafragma impede que o espermatozoide suba para as trompas e geralmente é associado a um espermicida.

  • Vantagens: Segura o fluxo menstrual quando usado durante a menstruação, oferece certa proteção contra DST/AIDS, pode ser inserido até seis horas antes do ato sexual, é reutilizável e dura cerca de cinco anos. A reversibilidade para poder engravidar novamente é imediata.
  • Desvantagens: Necessita exame pélvico para determinar o tamanho adequado, pode ser difícil removê-lo e exige manutenção – precisa ser lavado com água e sabão neutro e guardado dentro de um estojo próprio. Para o ginecologista, além de não ser um método prático, a margem de erro do diafragma é muito alta. O risco é grande e se torna maior ainda quando a paciente usa o dispositivo de maneira errada e nem percebe. Além disso, apesar de o contraceptivo durar para o resto da vida, o investimento inicial é alto.

4. DIU (Dispositivo Intrauterino)

 Existem dois tipos de DIU: o de cobre e o medicado – quando o dispositivo possui em suas hastes uma dose de progestágeno. Os DIUs medicados e os de cobre têm durabilidades diferentes. O que é feito de cobre dura por até 10 anos.

Já o medicado pode ficar no corpo da mulher por cerca de cinco anos.  Quando o dispositivo está instalado na cavidade uterina, ele dificulta a passagem do espermatozoide, altera as condições do endométrio (parede do útero que segura o embrião fecundado) e também age nas trompas.

Ele faz um movimento que dificulta a migração do óvulo pela trompa.

  • Vantagens: Longa duração (cerca de 10 anos), de fácil reversão e a mulher pode engravidar imediatamente após a retirada. Não diminui o prazer e não ocasiona os efeitos colaterais dos hormonais.
  • Desvantagens: Requer pequeno procedimento para a inserção e remoção do dispositivo e pode deslocar-se e sair do útero. Uma das maiores contraindicações do DIU é o risco de infecção. Se houver algum deslize na colocação do dispositivo e isso gerar um processo infeccioso, as trompas podem ser prejudicadas e a paciente tem o risco de enfrentar problemas de fertilidade no futuro. Além disso, o dispositivo pode provocar um aumento na intensidade das cólicas e do volume menstrual e não previne contra DSTs/AIDS.

5. Injeção Contraceptiva

Uma injeção de hormônios que pode ser feita mensalmente ou trimestralmente, dependendo da formulação. Os hormônios utilizados são parecidos com os da pílula anticoncepcional. Funciona da mesma maneira que a pílula.  Os hormônios em forma líquida são injetados via intramuscular no bumbum com o auxílio de uma injeção.

  • Vantagens: A principal característica desse método é a que não há a necessidade de participação ativa da paciente. É só tomar a injeção mensal ou trimestralmente e se lembrar das próximas doses. Além disso, o contraceptivo tem custo baixo.
  • Desvantagens: Sangramento irregular (excessivo ou escasso) em alguns casos, demora para a fertilidade voltar, não previne contra DST/AIDS e é necessario ir à farmácia para aplicar.

6. Pílula Anticoncepcional

A maioria das pílulas anticoncepcionais é composta pela combinação de progesterona e estrógeno. Algumas contêm somente a progesterona.  Além de inibir a ovulação, torna o muco cervical espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides.

  • Vantagens: Regula o ciclo menstrual – com sangramento em menor quantidade e durante menos tempo, diminui a intensidade das cólicas menstruais, previne anemia e reduz a incidência de câncer de endométrio, câncer de ovário, doenças mamárias benignas e miomas uterinos. Também pode ser uma importante aliada no combate à acne e caspa.
  • Desvantagens: Requer motivação e uso diário, já que o esquecimento aumenta o índice de falha. Pode postergar o retorno à fertilidade, e não protege contra DSTs/AIDS.

7. Preservativo Feminino

É uma bolsa de plástico leve e frouxa, que se adapta à vagina e protege o colo do útero, a vagina e a genitália externa. Ela não permite que o esperma entre em contato com a vagina e também impede que microorganismos causadores das DST/AIDS sejam transmitidos de um parceiro para outro.

  • Vantagens: Pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual, impede a transmissão de doenças sexuais e a mulher não tem os efeitos colaterais dos métodos hormonais.
  • Desvantagens: Difícil adaptação, diminuição do prazer, inapropriado para algumas posições sexuais e é mais caro que a camisinha masculina. Além de ser pouco prática quando comparado ao preservativo masculino.

8. Adesivo Anticoncepcional

Também chamado de patch, é um material aderente que deve ser colado na pele da mulher e permanecer na mesma posição por uma semana. Esse método contraceptivo possui em sua fórmula a combinação de dois hormônios: progestogênio e o estrogênio, que são liberados na circulação de forma contínua por sete dias.

É um método contraceptivo muito eficaz e possui poucos efeitos colaterais, como dores de cabeça, cólicas menstruais leves e náuseas. Para mulheres acima do peso é possível que ocorra uma redução na eficiência desse método contraceptivo, sendo recomendado outro preventivo.

9. Pílula do Dia Seguinte

A camisinha estourou? Você se esqueceu da pílula? Não utilizou outro método contraceptivo? O jeito é recorrer à pílula do dia seguinte. Ela dificulta a mobilidade do óvulo e dos espermatozoides nas trompas e deixa a parede que reveste o útero mais hostil à fixação dos mesmos. Deve ser usada até 72 horas depois da relação sexual.

  • Vantagens: É um “último recurso”, o único que pode ser utilizado após o ato sexual.
  • Desvantagens: O uso rotineiro dessa pílula pode causar irregularidade no ciclo menstrual, eficácia diminuída e ocasionar problemas vasculares. Outros desconfortos podem ser vômitos, náusea e dor de cabeça.

10. Vasectomia

A vasectomia é a ligadura (fechamento) dos canais deferentes no homem.

É uma pequena cirurgia feita com anestesia local em cima do escroto (saco), na qual é cortado o canal que leva os espermatozoides do testículo até as outras glândulas que produzem o esperma (líquido) masculino.

Após a vasectomia, a ejaculação continua normal, só que ocorrerá sem a presença de espermatozoides. Não se esqueça: a vasectomia não torna o homem impotente, não há uma queda na libido e não há perda de sensibilidade no órgão genital durante o ato sexual.

11. Tabelinha (método rítmico ou Ogino-Knaus)

Nesse método, a mulher calcula o início e o fim de seu período fértil, para que, com esses dados, possa saber o seu período fértil e assim poderá não ter uma relação sexual durante essa data.

Porém, é um método ineficaz que somente pode ser feito por mulheres que tenham um ciclo menstrual regular. É recomendável que seja utilizado em conjunto com os preservativos porque o período fértil de uma mulher é a época em que ela sente mais desejo sexual.

A tabelinha não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis e caso seja utilizado, deve ser em conjunto com outros métodos mais eficazes.

12. Temperatura Basal

Esse método observa as alterações da temperatura corporal durante o ciclo menstrual. Devido à ação da progesterona, a temperatura basal eleva-se entre 0,3 a 0,8°c.

A mulher deve medir sua temperatura com um termômetro, por um período de 5 minutos pela manhã, antes de comer ou antes de realizar um esforço muscular. Deve-se anotar o resultado durante dois ou mais ciclos menstruais.

Isso deve ser feito a partir do 1° dia de menstruação até quando a temperatura estiver elevada durante 3 dias subsequentes. Com os dados obtidos e o padrão de aumento da temperatura, a mulher pode evitar relações sexuais durante seu período fértil.

Porém, diversos fatores como gripes e insônia, podem alterar a temperatura do corpo.

13. Coito interrompido

O coito interrompido é um método contraceptivo onde o homem, antes de ejacular, retira o pênis da vagina e ejacula fora dela. Não é um método confiável, pois o pênis solta secreções durante a excitação e nela podem estar contidos espermatozoides vivos.

Outro motivo é a dificuldade que o homem tem de controlar sua ejaculação. Esse método exige um autocontrole do homem e não dá a proteção necessária contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Além disso, possui um alto índice de falhas porque se uma pequena quantidade de esperma cair na vagina, pode ocorrer a gravidez.

14. Muco Cervical

Esse método trabalha com a observação do muco cervical com o intuito de identificar o período fértil. Pode ser feito pelo autoexame ou com a percepção da sensação que ocorre na vagina e na vulva. É uma observação que deve ser feita diariamente.

O muco cervical aparece de 2 a 3 dias depois da menstruação em uma forma pouco consistente e espessa. Antes que a ovulação ocorra, ele fica com um aspecto grudento, aumenta a quantidade e fica transparente.

Após a mulher ovular, ele fica branco e opaco o que determina que a ovulação acabou.

E você, usa algum método contraceptivo? Qual é o seu preferido?

Источник: https://belezaesaude.com/metodos-contraceptivos/

Como prevenir a Gravidez com métodos naturais [PERIGO]

Métodos naturais para não engravidar

O objetivo deste artigo é meramente informativo.

Muitas pessoas não têm sequer a menor idéia da existência de tais métodos, mas devido ao seu alto índice de falhas e ao fato de não prevenirem as doenças sexualmente transmissíveis, não vou entrar em muitos detalhes. Não será um tutorial minucioso de “como fazer” e “como não fazer”.

AVISO IMPORTANTE: Não explicarei detalhes nos comentários, portanto, não percam seu tempo me perguntando.

Os métodos naturais partem do princípio que se a mulher conhecer o próprio corpo e o seu período fértil, saberá quando engravidar e quando é seguro ter relação sem risco de gravidez.

São eles: A tabelinha, a temperatura basal, e o muco cervical. Aqui incluirei o coito interrompido, apesar de fugir da descrição inicial.

A Tabelinha

Tabelinha confiável é a da Copa do Mundo

Como gosto de dizer, tabelinha boa para mim é aquela que acaba resultando em um gol do Mengão.

A tabelinha requer abstinência sexual durante o período mais provável de ovulação da mulher. Para saber o dia de ovulação, primeiramente deve-se determinar o ciclo menstrual, e o primeiro e trabalhoso passo, é anotar de oito a doze meses desse ciclo, e tirando a média.

A ovulação ocorre aproximadamente na metade de tal ciclo, e como um espermatozóide pode sobreviver até 3 dias no útero, a abstinência deve ser de 3 a 4 dias antes da ovulação até 3 a 4 dias depois. Praticamente uma semana de abstinência.

Na prática, a ovulação da mulher varia muito, por N fatores. Doença, tensão, viagem, irritabilidade, perda de peso, etc… Além de requerer organização extrema, tanto da mulher ao anotar seu ciclo, quanto do casal, que tem a espontaneidade da sua atividade sexual alterada.

O Método da temperatura basal

Neste método, a mulher anota a sua temperatura vaginal, oral, axilar ou anal, sempre do mesmo lugar, toda manhã, antes de se mexer ou levantar da cama, durante vários meses.

É necessário confeccionar um gráfico com a temperatura diária, e tal gráfico permanece mais ou menos estável até a ovulação, quando ocorre um aumento pequeno, que perdura durante 12-13 dias, até a menstruação, quando retorna ao nível normal.

Mas tem lá seus percalços. Dá trabalho. A mulher não pode levantar antes de tirar a temperatura, pois isso “aquece” o organismo. Qualquer doença ou febre altera a aferição e também a ovulação. É um método que falha bastante.

O Método do muco cervical (Método Billings)

Baseia-se no fato que pouco antes da ovulação, a maioria das mulheres apresenta notáveis mudanças no muco, espécie de um catarro, localizado na abertura do útero (cérvix).

Depois da menstruação, a cérvix uterina quase não produz muco, e a vagina fica seca (salvo quando a mulher se excita). Após alguns dias, a cérvix começa a produzir um muco claro e pegajoso, com consistência semelhante à clara de ovo. Este muco marca o período fértil. É seguido por um muco mais espesso e amarelado.

Normalmente, o primeiro dia que a mulher detecta o muco mais afilado significa que a ovulação ocorrerá dali a 1 ou 2 dias, e deve ocorrer a abstinência.

O coito interrompido

Olha aí o resultado mais comum dos métodos naturais de anticoncepção

Consiste na retirada do pênis da vagina logo antes de o homem ejacular. Apesar de muito usado, está longe de ser eficiente, porque :

– Muitos homens, antes da ejaculação, apresentam um escape de fluido seminal, com quantidade suficiente de espermatozóides que podem fecundar uma mulher.
– Não é todo cara que tem autocontrole suficiente para realizar tal prática.

Além disso, o receio que a mulher pode ter a respeito do seu parceiro não conseguir se controlar pode diminuir o desempenho sexual destas. Pode também causar uma tensão suficiente no homem que o faça broxar.

Eficácia de métodos e uso combinado

Alguns estudos, infelizmente de baixa confiabilidade, apontaram as eficácias de tais métodos :

Tabelinha – 70%Temperatura basal (com relação somente em uma parte do ciclo) – 98%

Muco cervical – 70 a 90%

Um parêntese aqui sobre a “eficácia” elevada da temperatura basal : Só ocorreu tal porcentagem associada a uma abstinência de metade do ciclo menstrual, ou seja, 15 dias sem sexo, em média. Impraticável.

Além da falta de confiabilidade de tais estudos, 70% de eficácia é um índice PERIGOSÍSSIMO. De cada dez vezes que se transa, em 3 delas vai ocorrer fecundação.

Uma forma de diminuir o risco é a combinação de métodos. Assim maximiza-se a proteção. E não só dos métodos naturais, pode-se combinar a camisinha com o muco cervical, tornando o evento gravidez (em caso de falha da camisinha) apenas uma possibilidade remota.

Ah, claro, o conceito de combinação de métodos também pode (e deve) ser aplicado aos chamados métodos artificiais.

Combinação de pílula com camisinha, por exemplo, aumenta demais a segurança quando a possibilidade de gravidez. Como gosto de dizer, se depois de uma combinação dessas, ainda assim engravidar, tem que batizar o filho como MacGyver.

publicado em 06 de Novembro de 2007, 11:43

Источник: https://papodehomem.com.br/como-prevenir-a-gravidez-com-mtodos-naturais-perigo/

Embarazo y niños
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