Pré-eclâmpsia na gravidez: principais sintomas e riscos

O que é a pré-eclâmpsia e como ela pode ser evitada?

Pré-eclâmpsia na gravidez: principais sintomas e riscos

A palavra “eclâmpsia” é derivada do grego eklampsis que significa brilho ou explosão. Eclâmpsia é a presença de convulsões na gravidez induzidas por hipertensão arterial. A primeira descrição médica de um caso de eclâmpsia foi feita por Hipócrates no século 5 antes de cristo.

A pré-eclâmpsia é o quadro clínico que costuma anteceder a eclâmpsia. Ele é caracterizado pela tríade de hipertensão, edema e proteinúria.

Geralmente a pré-eclâmpsia se manifesta após a 20ª semana de gestação. Nas formas graves da doença podem haver alterações sanguíneas como a destruição de hemácias e plaquetas.

Também pode ocorrer insuficiência hepática e renal.

A avaliação da pressão arterial deve ser realizada em todas as consultas do pré-natal.

A pré-eclâmpsia aumenta o risco de desfechos desfavoráveis para a mamãe e para o bebê. Se não tratada de forma adequada pode resultar em convulsões, que é o quadro de eclâmpsia. Mas não se preocupe, apenas 1 em cada 200 pacientes com pré-eclâmpsia chegam no quadro de eclâmpsia.

Quais são os sintomas da pré-eclâmpsia?

Como a pré-eclâmpsia pode levar à eclâmpsia, você pode ter sintomas de ambas as condições. Como a principal característica da doença é a pressão alta, você pode ter pré-eclâmpsia e não apresentar sintoma nenhum. Mas não se preocupe, em todas as consultas do pré-natal o seu médico irá medir a pressão para verificar se você tem algum sinal da doença.

Os principais sintomas da pré-eclâmpsia são:

  • Pressão arterial elevada (acima de 140/90 mmHg)
  • Inchaço nas pernas, mãos e rosto
  • Ganho de peso excessivo (em função da retenção de líquido do inchaço)
  • Dores de cabeça
  • Náuseas e vômitos
  • Alterações na visão (visão turva, escura, perda visual ou enxergar pontos brilhantes)
  • Urinar pouco
  • Dor abdominal, principalmente do lado direito na porção mais superior do abdômen
  • Dificuldade para respirar

Algumas alterações normais da gravidez podem produzir sintomas semelhantes (como inchaços, náuseas e dores). Portanto sempre que tiver estes sintomas converse com o seu médico para que ele possa fazer a orientação adequada. A pré-eclâmpsia pode ter diversas apresentações clínicas e nem sempre o diagnóstico é simples.

Já os principais sintomas da eclâmpsia são:

  • Convulsões
  • Perda da consciência
  • Agitação

O que causa a pré-eclâmpsia?

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia permanece incerta, existem fortes evidências de que uma das principais causas seja uma implantação deficiente da placenta.

Essa placenta anormalmente implantada pode resultar em uma má perfusão placentária, produzindo um estado de hipóxia e aumento de estresse oxidativo com consequente liberação de proteínas anti-angiogênicas juntamente com mediadores inflamatórios no plasma materno.

Como a placenta é o órgão que leva nutrientes e oxigênio para o bebê, na pré-eclâmpsia é relativamente comum termos associado a restrição de crescimento fetal.

Outras doenças também como problemas renais ou hepáticos (como o Fígado Gorduroso Agudo) podem causar sintomas semelhantes a pré-eclâmpsia. Por isso é sempre importante consultar o seu médico.

Como evitar a pré-eclâmpsia?

Apesar da manifestação da pré-eclâmpsia iniciar apenas após a 20ª semana de gestação a doença provavelmente começa quando a placenta implanta no útero, ou seja, logo no começo da gravidez. Na época do exame de ultrassom da translucência nucal é possível utilizar o ultrassom para avaliar a implantação da placenta. Para isto o seu médico deve solicitar o exame de Dopplervelocimetria.

Por meio do exame de Dopplervelocimetria podemos avaliar o fluxo de sangue para o útero e determinar se o risco para desenvolver pré-eclampsia nesta gestação é maior ou menor.

Para as pacientes com risco alto é possível tomar a aspirina.

Um estudo chamado ASPRE publicado em 2017 demonstrou que a aspirina, quando administrada antes de 16 semanas, pode reduzir a chance de pré-eclâmpsia, principalmente das formas graves.

Portanto para evitar que a doença ocorra e importante realizar o rastreamento precoce (entre 11 e 14 semanas de gestação) e iniciar muito precocemente o uso da aspirina. Tomar a aspirina depois que os sintomas já apareceram (depois de 20 semanas) não irá melhorar a doença.

Como é tratada a pré-eclâmpsia?

Não existe um tratamento eficaz para a pré-eclâmpsia. Tratamos a pressão alta com anti-hipertensivos. A única forma de curar a doença é realizando o parto. Por isso em casos mais graves o médico poderá antecipar o seu parto.

Referência

  1. Um bate papo sobre Hipertensão Gestacional

Источник: https://www.fetalmed.net/o-que-e-a-pre-eclampsia-e-como-ela-pode-ser-evitada/

O QUE É ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA?

Pré-eclâmpsia na gravidez: principais sintomas e riscos

A eclâmpsia e a pré-eclâmpsia são complicações graves da gravidez, que podem surgir durante a segunda metade da gestação, geralmente após as 20 semanas de gravidez. Em algumas mulheres, a eclâmpsia ou a pré-eclâmpsia podem surgir somente durante o trabalho ou até mesmo depois que o bebê já tenha nascido.

Embora a maioria das gravidezes afetadas pela pré-eclâmpsia consigam chegar às 37 semanas de gravidez, o que caracteriza uma gestação a termo, elas apresentam um risco elevado de complicações, incluindo o risco de mortalidade materna ou fetal.

Neste artigo vamos explicar o que são a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, quais são as suas causas, sintomas e tratamentos.

O que é pré-eclâmpsia?

A pré-eclampsia é uma complicação da gravidez que se caracteriza por um quadro de hipertensão arterial e de proteinúria (perdas de proteínas na urina) que se inicia após 20 semanas de gestação. Em algumas pacientes, a pré-eclâmpsia também provoca lesão de órgãos importantes, tais como fígado, rim, pulmões e cérebro.

Existem 4 tipos de hipertensão que podem ocorrer durante a gravidez:

1. Hipertensão crônica – é a hipertensão arterial que a paciente já tinha antes de ficar grávida e continuará tendo durante e depois da gestação.

2. Hipertensão gestacional – é a hipertensão que aparece somente depois da 20ª semana de gestação em mulheres que nunca tiveram pressão arterial alta.

3. Pré-eclâmpsia – é o surgimento de pressão arterial alta após a 20ª semana de gravidez, associado à perda de proteínas na urina, chamada de proteinúria (leia: PROTEINÚRIA, URINA ESPUMOSA E SÍNDROME NEFRÓTICA). A pré-eclâmpsia cura-se após o parto.

4. Pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica – é a pré-eclâmpsia que ocorre em mulheres que já eram previamente hipertensas.

A pré-eclâmpsia parece ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta no início da gravidez durante a implantação da mesma no útero.

Conforme a gravidez se desenvolve e a placenta cresce, a falta de uma vascularização perfeita leva a uma baixa perfusão de sangue, podendo causar isquemia placentária.

A placenta em sofrimento por falta de circulação adequada produz uma série de substância que ao caírem na circulação sanguínea materna causa descontrole da pressão arterial e lesão nos rins.

Sintomas

A pré-eclâmpsia ocorre em 5% a 10% das gestações. 75% dos casos são leves e 25% são graves. Pode surgir em qualquer momento da gravidez entre a 20ª semana até alguns dias após o parto.

A hipertensão que surge após a 20ª semana de gestação é o sintoma mais comum. Porém, para se caracterizar pré-eclâmpsia e não apenas hipertensão gestacional, é preciso que haja também a presença de proteinúria (pelo menos 300 mg de proteínas em exame de urina de 24 horas. Leia: ENTENDA SEU EXAME DE URINA)

Praticamente toda gestante apresenta edemas (inchaços), porém, uma piora rápida e súbita dos edemas, principalmente acometendo o rosto e mãos, pode ser um sinal de pré-eclâmpsia.

Síndrome HELLP

A síndrome HELLP é a forma grave de pré-eclâmpsia. Esta é a sigla em inglês para os termos hemólise (hemolisys), enzimas do fígado elevadas (elevated liver enzymes) e plaquetas baixas (low platelets).

  • Hemólise significa destruição das hemácias (glóbulos vermelhos), o que leva ao aparecimento da anemia hemolítica (leia: ANEMIA – CAUSAS E SINTOMAS)
  • O aumento das enzimas do fígado (TGO e TGP) é um sinal de lesão hepática, o que não deixa de ser um tipo de hepatite associada a pré-eclâmpsia (leia: O QUE SIGNIFICAM AST (TGO), ALT (TGP) E GAMA GT?)
  • Assim como há hemólise, também ocorre destruição das plaquetas, o que acaba por causar redução da concentração das mesmas na circulação sanguínea.

Além síndrome HELLP, existem outras manifestações da pré-eclampsia grave como alterações neurológicas tipo visão borrada, cefaléias (leia: DOR DE CABEÇA – ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE), confusão mental e até crise convulsiva. Quando esta última ocorre, estamos diante do quadro de eclâmpsia, explicado mais adiante.

Pressões arteriais acima de 160/110 mmHg, forte dor abdominal, proteinúria acima de 5 gramas (5000 mg) por dia, diminuição importante do volume de urina, edema pulmonar e grave falha de crescimento do feto são outros sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave.

Em relação ao feto, os riscos da pré-eclâmpsia incluem descolamento prematura da placenta, baixo crescimento e desenvolvimento intra-uterino e parto prematuro.

Tratamento

O tratamento definitivo é a indução do parto. Nem sempre a pré-eclâmpsia ocorre em idades gestacionais que permitam a indução do parto sem prejuízos para o feto.

Por outro lado, a não finalização da gravidez pode trazer consequências sérias para a mãe.

Portanto, a decisão de se induzir o parto ou prolongar a gravidez deve levar em consideração a idade gestacional, a gravidade da pré-eclâmpsia e as condições de saúde mãe e do feto.

Em alguns casos pode-se indicar o internamento da mãe para um acompanhamento mais próximo da progressão da doença, tentando postergar o parto para o mais próximo possível da 40ª semana de gestação. Sempre que possível, a preferência é pelo parto normal.

Hipertensão arterial deve ser controlada, porém isso não interfere no curso da doença nem na mortalidade materna/fetal. É importante lembrar que alguns anti-hipertensivos famosos como o Enalapril, captopril e Adalat® são contraindicados na gestação. O controle da pressão arterial na gravidez deve ser feito somente sob orientação do ginecologista-obstetra.

O uso de corticoides (leia: INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICOIDES) está indicado para tratar temporariamente as complicações da síndrome HELLP, mas principalmente para acelerar a maturação dos pulmões do feto em caso de necessidade de indução do parto antes do termo.

A prevenção das crises convulsivas é importante e pode ser feita com a administração de sulfato de magnésio logo antes do parto.

O que é eclâmpsia?

A eclâmpsia é o grau mais grave do espectro da hipertensão na gravidez, que inclui a hipertensão gestacional, a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia propriamente dita.

A caracterização da eclâmpsia se dá pela presença de uma ou mais crises convulsivas em uma gestante com pré-eclampsia já estabelecida.

Ao contrário do que se pensava antigamente e do que os nomes pré-eclâmpsia e eclâmpsias possam sugerir, uma doença não é evolução a outra. A eclâmpsia é na verdade apenas uma manifestação grave da pré-eclâmpsia.

Na verdade, a imensa maioria das gestantes com pré-eclâmpsia grave não irá apresentar eclâmpsia, e a apesar de pouco comum, mulheres com pré-eclâmpsia leve podem complicar com convulsões. Portanto, não há uma evolução linear entre as duas doenças.

Até 30% das convulsões ocorrem no momento do parto ou até 48h após o nascimento do bebê. As crises convulsivas duram em média 1 minuto e são geralmente precedidas por dor de cabeça, alterações visuais ou dor abdominal intensa. O tratamento é com sulfato de magnésio.

A presença de eclâmpsia é indicação para se induzir o parto após estabilização do quadro. O término da gravidez é o único tratamento curativo. 70% das gestantes com eclâmpsia que não interrompam a gravidez apresentarão complicações graves com risco de morte. Nas gestantes com idade gestacional baixa (menor que 32 semanas) pode se indicar a cesariana.

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/eclampsia-e-pre-eclampsia/

Pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna

Pré-eclâmpsia na gravidez: principais sintomas e riscos

  • WhatsApp
  • Pinterest
  • Linkedin
  • Copiar Link

Pré-eclâmpsia está entre principais causas de mortalidade materna (Foto: Getty Images)

«Amo crianças e, dois anos depois de casar, resolvemos tentar engravidar. Porém, as coisas não foram tão fáceis e tive duas gestações que não passaram de 12 semanas.

Resolvi investigar o motivo, troquei de médico, fiz vários exames e descobri que tinha trombofilia hereditária, uma doença que causa alteração na coagulação sanguínea, o que aumenta o risco de obstrução dos vasos.

Além disso, meu histórico familiar apresentava casos de hipertensão e pré-eclâmpsia.

Devido à dificuldade de engravidar, fiz inseminação artificial e, na segunda tentativa, vieram gêmeas. Então, fui orientada a usar o anticoagulante injetável desde o início da gravidez e cuidar bastante da alimentação, coisa que já fazia.

Com 25 semanas, comecei a notar um ganho de peso fora do normal e muito inchaço. Lembro até hoje: calço 34 e comprei uma rasteirinha tamanho 40, que, mesmo assim, não entrava nos meus pés! Por recomendação médica, passei a fazer mais repouso, a ficar com as pernas para cima e a fazer caminhadas curtas.

Mesmo cuidando da alimentação, já havia engordado 19 kg ao chegar na trigésima semana. Um dia antes de completar 30 semanas, passei mal à noite, com muita dor de cabeça, náusea e tontura.

Eu tinha comprado um aparelho para aferir a pressão, meu marido resolveu averiguar e deu alta, em torno de 15 x 10.

Ligamos para o médico, que estava em uma formatura, e ele disse ‘vá já para o hospital, estou saindo daqui e encontro você lá’.

saiba mais

Fiquei bem nervosa, morria de medo que algo pudesse acontecer com as meninas.”
Quem faz esse relato é a advogada Laís Dandas, 31 anos. Ao ser examinada, ela foi internada e fez exames, que acusaram alta concentração de proteína na urina, um indício de sobrecarga nos rins.

“O médico me explicou que se tratava de pré-eclâmpsia, mas que era para eu me acalmar, que ficaria alguns dias no hospital tomando medicação para ver como meu corpo reagiria”, conta. Laís passou quatro dias internada, sob medicação, e a pressão estabilizou.

Então, foi liberada para voltar para casa, mas ainda tomando remédios.

“Fazia ultrassom toda semana e, ao completar 33 semanas, o médico achou melhor começar com corticoide para fortalecer o pulmão das meninas – já contando com a possibilidade de parto prematuro das gêmeas. No dia em que completei 35 semanas, fui à consulta de rotina, o médico viu que a pressão estava um pouco alta e achou melhor me internar para realizar a cesárea”, diz.

Glória e Marina nasceram com cerca de 2.300 kg  cada uma e saudáveis. Laís manteve o anticoagulante por mais duas semanas, além de tomar a medicação e monitorar a pressão por mais um mês, até ter alta completa.

“Mas continuava inchada, só voltei a usar meus sapatos quase dois meses após o parto! Estou bem feliz com as meninas e não pretendo ter mais filhos, minha gestação foi muito complicada”, diz.

A história de Laís é mais comum do que você imagina e, infelizmente, nem sempre com final feliz. A pré-eclâmpsia está entre as principais causas da mortalidade materna, e vem crescendo no Brasil, mesmo diante de todo o avanço da medicina.

Hoje, no país, o índice de mortalidade está em 64,5 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos – número bem acima da meta firmada com a Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 30 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos até 2030, conforme os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

E muito disso – 20%, segundo dados do Ministério da Saúde – se deve ao grupo das doenças hipertensivas. Nele, estão incluídas a eclâmpsia (52%) e a pré-eclâmpsia (44%), praticamente com metade das mortes para cada.

(Foto: Camila Fudissaku)

Mas, afinal, o que é pré-eclâmpsia?

Você deve estar pensando “ok, já entendi que a coisa é séria e preciso me cuidar, mas então o que é exatamente essa doença e o que devo fazer?”.

Vamos por partes: a pré-eclâmpsia é uma doença que pode aparecer tanto na gestação quanto no pós-parto, caracterizada por aumento da pressão arterial associado a alguma disfunção de órgãos (rim, fígado, cérebro) e presença de proteína na urina.

Acontece uma falha no momento em que a placenta penetra no útero materno, o que gera uma modificação dos vasos placentários, reação inflamatória que propicia pressão alta e outras alterações. “A causa é desconhecida, mas, provavelmente, multifatorial.

Existem determinados fatores de risco para pacientes terem essa doença, como pré-eclâmpsia na gestação passada, IMC (índice de massa corporal) maior que 25, diabetes prévio à gestação, hipertensão crônica, gestação múltipla, lúpus, histórico familiar de pré-eclâmpsia, entre outros”, explica a ginecologista e obstetra Fernanda Mauro, do Grupo Perinatal (RJ).

A pré-eclâmpsia acontece normalmente a partir da 20ª semana de gestação, quando, segundo o ginecologista e obstetra Alexandre Pupo Nogueira, do Hospital Sírio Libanês (SP), a placenta pode apresentar uma perda de função, juntamente com o aumento da retenção hídrica da paciente.

“Tem correlação também com pacientes que exibem maior predisposição a ter trombose, nas doenças chamadas de trombofilias, como síndrome antifosfolípede, e nas mulheres com mutações que favoreçam a coagulação do sangue. O excesso de consumo de sódio também favorece o quadro”, complementa.

Se a mulher já teve pré-eclâmpsia na primeira gestação, o risco de repetir o problema diminui, se o pai for o mesmo. Isso porque existe a adaptação imunológica da mãe ao DNA dele.

Já se a segunda gravidez for de um novo parceiro, a chance gira em torno de 6%, como se fosse uma primeira gestação.

Porém, o aumento da pressão arterial antes das 20 semanas também já pode ser um sinal.

Segundo estudo recente publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology, apresentar hipertensão no primeiro trimestre da gravidez ou entre o primeiro e o segundo trimestres aumenta as chances de um distúrbio de pressão alta na gravidez.

A pesquisa, liderada pela Universidade de Pittsburgh (EUA), analisou mais de 8 mil mulheres e detectou que o risco aumentou em 42% entre aquelas que apresentaram pressão alta no primeiro trimestre da gestação.

(Foto: Camila Fudissaku)

O descuido na alimentação pode ter sido uma das causas da doença para a empresária Andressa Vecino, 34 anos, mãe de Pedro, 8. “Eu tinha uma péssima alimentação, comia muita besteira. Engordei 27 kg na gravidez e fiquei bem inchada. Também trabalhava demais.

Comecei a ter pressão alta no sétimo mês de gestação e, quando estava com 39 semanas, passei por um episódio de estresse enorme e minha pressão começou a oscilar, atingindo picos em que a máxima chegava a 18. O coração do Pedro ficou bem fraquinho e eu estava muito inchada, então foi feita a cesárea de emergência.

Os exames de sangue que fiz indicaram que a coagulação do sangue já estava crítica, mas após o parto voltou ao normal. O médico disse que foi o início do processo da síndrome de hellp”, lembra.

Essa síndrome pode acontecer a qualquer momento do quadro e é um subtipo grave da pré-eclâmpsia, quando a paciente evolui com perda da função hepática, hemólise (destruição de células vermelhas do sangue), coagulopatia (diminuição da capacidade de coagulação) e queda de plaquetas.

A importância de se alimentar de forma saudável durante a gestação já é amplamente comprovada e, recentemente, foi relacionada também à redução do risco de desenvolver a doença.

Um estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, em parceria com a Barwon Infant Study from Deakin University, Monash University, James Cook University e Australian National University, descobriu que níveis reduzidos de acetato, que é produzido principalmente pela fermentação de fibras no intestino, estão associados com a pré-eclâmpsia. Ou seja, uma dieta saudável e rica em fibras melhora a flora intestinal e ajuda a diminuir os riscos.

A pré-eclâmpsia é uma condição bastante séria, entre outros motivos, também por acontecer sem a presença de sintomas específicos ou por ser confundida com alterações normais da gravidez. Por isso, mais uma vez, é tão importante levar o pré-natal a sério.

  A funcionária pública Adriana Meneguine, 45 anos, teve pré-eclâmpsia em sua segunda gestação. Mãe de Henrique, 16, e Caio, 5, ela sofreu com pressão alta já com oito semanas de gravidez e, logo depois, a pré-eclâmpsia foi diagnosticada.

Precisou ser internada em três ocasiões para controlar a pressão, mas Caio nasceu de 38 semanas, sem complicações para ele ou a mãe. “Tudo acabou bem devido ao acompanhamento bem próximo do médico e do uso de medicamentos.

Ter a orientação certa e fazer o pré-natal corretamente foram de grande ajuda para meu filho nascer saudável”, diz Adriana.

+ Tem alguma dúvida? Pergunte no FÓRUM CRESCER

A pré-eclâmpsia – e a pressão alta gerada por ela – pode ocorrer sem sintomas, mas muitas vezes vem acompanhada de dor de cabeça, dor na nuca, inchaço, visão com pontos brilhantes, dor no estômago, náuseas e vômitos.

Mas, então, como diagnosticar? O primeiro alerta é a pressão subir acima dos 14 x 9, depois da 20ª semana, e isso estar associado a inchaços.

“A partir daí, procuramos identificar se há proteína na urina, queda de plaquetas, piora da coagulação, aumento nos níveis de ácido úrico e creatinina no sangue e sinais de destruição de glóbulos vermelhos do sangue. Isso determina o diagnóstico da doença”, afirma Pupo.

Uma vez confirmada a pré-eclâmpsia, a gestante deve tomar alguns cuidados e relatar qualquer sintoma diferente ao médico. “Inicialmente, é preciso ter uma alimentação adequada, com pouquíssimo sal, fazer repouso e aferir diariamente a pressão.

Deitar sobre o lado esquerdo também ajuda, pois melhora a circulação placentária.

Caso a pressão não se estabilize, é necessário entrar com medicação para pressão alta e monitorar”, afirma o médico ginecologista Rafael Lacordia, da Huntington Medicina Reprodutiva (SP).

As novidades mais recentes da medicina em relação à pré-eclâmpsia estão relacionadas ao diagnóstico e também ao tratamento. Segundo o ginecologista e obstetra Eduardo Cordioli, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), já existem estudos em estágio inicial para tratamentos de pré-eclâmpsia que vão permitir prolongar a gravidez.

“Além disso, já é recomendado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia que se analisem os riscos de pré-eclâmpsia da paciente. Para isso, é necessária uma boa anamnese [entrevista que o médico faz com o paciente no início da consulta] e, possivelmente, alguns exames.

O que há de mais moderno são os que analisam marcadores bioquímicos disponíveis no sangue materno e marcadores de função vascular”, afirma.

(Foto: Camila Fudissaku)

Riscos para mãe e filho

A pré-eclâmpsia é capaz de atingir os dois.

Na gestante, o aumento da pressão pode danificar os rins, aumentando a retenção de água, que leva a edema (inchaço) de órgãos como os pulmões e o fígado, piorando a função deste e do cérebro, podendo levar à convulsão.

Picos de pressão também têm potencial de levar a derrame cerebral. No bebê, os riscos estão relacionados à insuficiência placentária, com restrição de crescimento e ganho de peso e diminuição do líquido amniótico, aumentando as chances de parto prematuro.

É importante lembrar que os riscos para a mãe continuam mesmo após o parto, ou surgir somente após o nascimento do bebê. A adaptação do organismo e a diminuição dos fatores inflamatórios não acontecem de imediato.

Por isso, é fundamental o acompanhamento por até 40 dias após o parto, pois ainda é uma fase crítica.

Cordioli, do Hospital Albert Einstein, alerta: “De 15% a 30% das mulheres com pré-eclâmpsia podem convulsionar após o parto”.

Os dados em torno do problema são alarmantes, mas não impedem que o bebê nasça de parto normal. “Tudo depende da gravidade do quadro, do controle da pressão, de como está o bebê. De forma geral, a pré-eclâmpsia não impede o parto normal, mas deve ser avaliado caso a caso”, afirma Fernanda Mauro, da Perinatal.

Como prevenir?

Infelizmente, ainda não há uma estratégia precisa para isso, mas ajuda controlar o ganho de peso, comer com pouco sal e realizar exames pré-gestacionais para identificar possíveis riscos de doenças causadoras de trombofilias.

Uma vez detectados fatores de risco aumentados, o médico pode sugerir doses baixas de ácido acetil salicílico durante a gestação. “Usar esse medicamento diminui pela metade a chance de pré-eclâmpsia precoce”, afirma Eduardo Cardioli.

Muitas vezes, quando o quadro de pré-eclâmpsia já está instalado e a gestação não está evoluindo bem, o único tratamento possível é o parto. Foi o que aconteceu com a depiladora Rosineide Araújo, 35 anos.

Ela estava acima do peso quando engravidou, mas não apresentava problemas de pressão. Porém, desde o início, teve inchaço nas pernas e mãos, enjoos e dor de cabeça.

Com 12 semanas de gestação, começou a ter pressão alta.

+ Alguém engravidou naturalmente com endometriose? Que tratamentos vocês fizeram? Converse com outras mães sobre o assunto no FÓRUM CRESCER

Rosineide fez todo o pré-natal pelo SUS, foi medicada e orientada a consultar um cardiologista. Na 27ª semana, fez ultrassom com doppler e foi detectado que a bebê já estava em sofrimento. “Fiquei internada por uma semana mas, mesmo assim, minha pressão não voltou ao normal.

Então, tivemos de fazer a cesárea aos seis meses de gravidez e Alice nasceu com baixo peso, com apenas 890 g. Ela ficou na UTI por 182 dias, nunca vou me esquecer. Foi muito difícil, mas hoje ela tem 2 anos e é muito esperta!”, comemora.

Segundo Mario Macoto, coordenador da Obstetrícia da Maternidade Pro Matre Paulista (SP), o melhor é evitar partos antes de 28 semanas, mesmo que seja necessário internar a gestante em unidades semi-intensivas. “Assim podemos ganhar um tempo precioso.

Um dia a mais na barriga são vários a menos de UTI”, finaliza.

saiba mais

Você já curtiu Crescer no ?

Источник: https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Saude/noticia/2019/09/pre-eclampsia-e-uma-das-principais-causas-de-mortalidade-materna.html

Pré-eclâmpsia: tudo o que você precisa saber – veja os sintomas!

Pré-eclâmpsia na gravidez: principais sintomas e riscos

A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez que parece ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta, levando a espasmos nos vasos sanguíneos, alterações na capacidade de coagulação do sangue e diminuição da circulação sanguínea.

Os seus sintomas podem manifestar-se durante a gravidez, principalmente após a 20ª semana de gestação, no parto ou após o parto e incluem pressão alta, superior a 140 x 90 mmHg, presença de proteínas na urina e inchaço do corpo devido à retenção de líquidos.

Algumas das condições que aumentam o risco de desenvolver pré-eclâmpsia incluem quando a mulher engravida pela primeira vez, tem mais de 35 anos ou menos de 17 anos, é diabética, obesa, está grávida de gêmeos ou tem histórico de doença renal, hipertensão ou pré-eclâmpsia anterior.

Os sintoams que da pré-eclâmpsia podem variar de acordo com o tipo:

1. Pré-eclâmpsia leve

Na pré-eclâmpsia leve os sinais e sintomas geralemente incluem:

  • Pressão arterial igual a 140 x 90 mmHg;
  • Presença de proteínas na urina;
  • Inchaço e ganho repentino de peso, como 2 a 3 kg em 1 ou 2 dias.

Na presença de pelo menos um dos sintomas, a grávida deve ir ao pronto-socorro ou hospital para medir a pressão arterial e fazer exames de sangue e de urina, para ver se tem ou não pré-eclâmpsia.

2. Pré-eclâmpsia grave

Já na pré-eclâmpsia grave, além do inchaço e do ganho de peso podem aparecer outros sinais como:

  • Pressão arterial superior a 160 x 110 mmHg;
  • Dor de cabeça forte e constante;
  • Dor no lado direito do abdômen;
  • Diminuição da quantidade de urina e da vontade de urinar;
  • Alterações na visão, como vista embaçada ou escurecida;
  • Sensação de ardência no estômago.

Se a gestante apresentar estes sintomas, deverá ir imediatamente para o hospital.

Como é feito o tratamento

O tratamento da pré-eclâmpsia busca garantir a segurança da mãe e do bebê, e tende a variar de acordo com a gravidade da doença e o tempo de gestação.

No caso da pré-eclâmpsia leve, o obstetra geralmente recomenda que a mulher fique em casa e siga uma dieta pobre em sal e com aumento da ingestão de água para cerca de 2 a 3 litros por dia.

Além disso, o repouso deve ser seguido à risca e de preferência para o lado esquerdo, de forma a aumentar a circulação sanguínea para os rins e o útero.

Durante o tratamento, é importante a grávida controlar a pressão arterial e fazer exames de urina rotineiros, para evitar que a pré-eclâmpsia piore.

Já no caso da pré-eclâmpsia grave, o tratamento geralmente é feito com internamento no hospital. A grávida precisa ficar internada para receber remédios anti-hipertensivos pela veia e manter sob vigilância apertada a sua saúde e a do bebê. De acordo com a idade gestacional do bebê, o médico pode recomendar induzir o parto para tratar a pré-eclâmpsia.

Possíveis complicações da pré-eclâmpsia

Algumas das complicações que a pré-eclâmpsia pode causar são:

  • Eclâmpsia: é um quadro mais grave que a pré-eclâmpsia, em que há episódios repetidos de convulsões, seguidos de coma, o que pode ser fatal se não for tratada imediatamente. Saiba como identificar e tratar e eclâmpsia;
  • Síndrome HELLP: outra complicação caracterizada por, além dos sintomas de eclâmpsia, a presença de destruição das células sanguíneas, com anemia, hemoglobinas abaixo de 10,5% e queda das plaquetas abaixo de 100.000/mm3, além da elevação das enzimas hepáticas, com TGO acima de 70U/L. Saiba mais detalhes sobre esta síndrome;
  • Sangramentos: acontecem devido à destruição e diminuição do número de plaquetas, e comprometimento da capacidade de coagulação;
  • Edema agudo de pulmão: situação em que há coleção de líquido nos pulmões;
  • Insuficiência do fígado e rins: que podem, até, se tornar irreversíveis;
  • Prematuridade do bebê: situação que, se for grave e sem o adequado desenvolvimento dos seus órgãos, pode deixar sequelas e comprometer as suas funções.

Estas complicações podem ser evitadas, caso a gestante faça um acompanhamento pré-natal durante a gravidez, já que a doença pode ser identificada no começo e o tratamento pode ser feito o mais rápido possível. 

A mulher que teve pré-eclâmpsia pode engravidar novamente, sendo importante que o pré-natal seja feito rigorosamente, conforme as orientações do obstetra.

Ficou alguma dúvida? Clique aqui para ser respondido.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-pre-eclampsia/

▷ Pré-Eclâmpsia: Sintomas e Como Tratar | Pampers

Pré-eclâmpsia na gravidez: principais sintomas e riscos

Pré-eclâmpsia é uma condição rara e séria, e é um dos aspectos importantes a se observar durante a gravidez, particularmente se você tiver um dos fatores de risco conhecidos. Se estiver se perguntando se a pré-eclâmpsia é comum, é bom saber que ela só afeta de 2 a 8 por cento das mulheres grávidas.

Se você foi recentemente diagnosticada com pré-eclâmpsia, talvez ainda esteja em choque, mas saber mais sobre o que é a pré-eclâmpsia poderá acalmá-la e colocá-la novamente no controle da situação.

O Que Causa A Pré-eclâmpsia?

Embora nem sempre seja claro saber o que causa a pré-eclâmpsia durante a gravidez, há alguns fatores de risco conhecidos, como:

  • Ser a primeira gravidez

  • Ser a primeira gravidez com outro parceiro

  • Ficar grávida novamente com menos de 2 anos ou mais de dez anos de intervalo

  • Ter tido pré-eclâmpsia em gravidez anterior

  • Ter histórico de pré-eclâmpsia na família

  • Ter histórico de pressão alta ou doença renal

  • Ter mais de 40 anos

  • Estar grávida de gêmeos, trigêmeos ou múltiplos

  • Ter diabetes, distúrbios de coagulação, lúpus ou enxaqueca

  • Ser obesa

  • Ficar grávida por FIV.

Como Prevenir A Pré-Eclâmpsia

Nem sempre é possível prevenir a pré-eclâmpsia, mas se você apresentar um dos fatores de risco, você pode tomar alguns cuidados.

  • Identifique e trate os fatores de risco antes de ficar grávida. Por exemplo, controle a pressão alta, perca peso se necessário e, se você for diabética, tenha sua condição sob controle antes de ficar grávida. Seu médico pode aconselhá-la sobre os próximos passos, caso você esteja grávida e apresente algum desses fatores de risco.

  • Alguns médico podem recomendar aspirina em baixa dosagem durante toda a gravidez se seu risco for alto.

Sinais E Sintomas Da Pré-Eclâmpsia

Os sinais e sintomas da pré-eclâmpsia na gravidez podem ser:

  • Dor de cabeça persistente

  • Ver pontinhos ou ter outras alterações da visão

  • • Dor na parte superior do abdome ou no ombro

  • Náusea e vômito na segunda metade da gravidez

  • Ganho de peso repentino

  • Inchaço repentino do rosto e das mãos

  • Dificuldade para respirar

  • Diminuição do volume de urina

Alguns desses sintomas (como inchaço, náusea e dores de cabeça) também são sintomas normais da gravidez, então pode ser difícil dizer quando algo está errado. Fale imediatamente com seu médico ou vá para o pronto-atendimento mais próximo se notar sinais de pré-eclâmpsia, como dores de cabeça severas, visão severamente embaçada, dor severa no abdome ou falta de ar severa.

Como os médicos diagnosticam a pré-eclâmpsia?

O exame de pré-eclâmpsia geralmente envolve o monitoramento da pressão arterial durante as visitas do pré-natal.

Se a pressão chegar a 140/90 milímetros de mercúrio ou mais em duas ocasiões com um intervalo de pelo menos 4 horas, é um sinal de anormalidade.

Diga a seu médico se notar quaisquer sinais de pré-eclâmpsia, pois isso o ajudará a chegar a um diagnóstico. Seu médico poderá solicitar outros exames de pré-eclâmpsia, como:

  • Exames de sangue para verificar as funções hepática e renal e o nível das plaquetas

  • Análise da urina para verificar a quantidade de proteína em sua urina

  • Ultrassonografia fetal para monitorar o crescimento do bebê, estimar seu peso e verificar a quantidade de líquido amniótico

  • Teste de não-estresse fetal para verificar se o coração do bebê reage quando ele se move

  • Perfil biofísico para medir a respiração, tônus muscular e movimentos do bebê

Complicações associadas à pré-eclâmpsia

Complicações da pré-eclâmpsia podem ser:

No curto prazo: síndrome de HELLP (uma condição hepática rara, porém grave), eclâmpsia (uma forma mais severa da pré-eclâmpsia, envolvendo convulsões) e descolamento de placenta da parede uterina, causando sangramento.

No longo prazo: Maior risco de doença cardiovascular, doença renal, ataque cardíaco, AVC, lesão cerebral e pressão alta no futuro, além de maior risco de pré-eclâmpsia na próxima gravidez.

A pré-eclâmpsia também pode afetar o bebê, principalmente no ganho de peso. A indução do parto antes da gravidez chegar a termo é uma solução para a pré-eclâmpsia grave, mas os possíveis riscos para o bebê dependerão da prematuridade do parto.

É estimado que 90% dos partos prematuros não espontâneos no Brasil sejam devido a condições hipertensivas, como a pré-eclâmpsia.

Embora a pré-eclâmpsia seja uma condição séria e que pode ser fatal se não tratada, seu médico pode orientá-la em suas opções de tratamento.

Algumas mulheres talvez estejam se questionando se o parto vaginal se torna mais complicado devido à pré-eclâmpsia, mas, na realidade, o parto vaginal pode ser mais seguro que a cesárea em alguns casos. Seu médico pode aconselhá-la sobre as opções disponíveis para o seu caso específico.

Opções de tratamento da pré-eclâmpsia

O nascimento do bebê é a única cura para a pré-eclâmpsia. No entanto, a prematuridade pode ser perigosa para o bebê e, nesse caso, seu médico irá considerar as melhores opções de tratamento para você, dependendo da gravidade da pré-eclâmpsia e do momento de sua gravidez.

  • Pré-eclâmpsia moderada. Talvez você precise ficar hospitalizada, talvez possa ser tratada e os movimentos de seu bebê monitorados em visitas, sem hospitalização. Suas visitas de pré-natal serão mais frequentes. Seu médico poderá recomendar a indução do parto na 37a semana.

  • Pré-eclâmpsia grave. Geralmente tratada no hospital. Se a pré-eclâmpsia piorar, talvez o parto seja induzido com 34 semanas ou mais. Talvez você precise tomar medicamentos para reduzir a pressão e prevenir convulsões. Corticoides também podem ser uma indicação para regular a função hepática e o nível das plaquetas e auxiliar no amadurecimento dos pulmões do bebê.

A pré-eclâmpsia é uma doença rara e tratável que seu médico pode monitorar e controlar. Tenha em mente que a maioria das mulheres com pré-eclâmpsia tem bebês saudáveis e que esse é somente um risco que você terá de monitorar durante a gravidez.

Источник: https://www.pampers.com.br/gravidez/gravidez-saudavel/artigo/o-que-e-pre-eclampsia-e-como-evitar

Embarazo y niños
Deja una respuesta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: