Primeiro trimestre: Recomendações para uma gravidez segura e saudável

Os cuidados necessários no primeiro trimestre de gravidez

Primeiro trimestre: Recomendações para uma gravidez segura e saudável

Muitas mulheres nem desconfiam ainda da gravidez e uma verdadeira revolução já está se armando dentro delas.

A produção de alguns hormônios cai, outros, específicos da gestação, passam a ser fabricados, a placenta começa a se formar e, rapidamente, o bebê desenvolve os principais órgãos.

Até o final dos três primeiros meses, ele já vai estar até fazendo biquinho e mexendo pés e mãos. Tudo acontece num piscar de olhos!

E é preciso estar atenta, pois essa também é a fase mais crítica para abortos e malformações decorrentes de doenças e deficiências nutricionais maternas.

Então, não descuide: se você está tentando engravidar ou desconfia que o sonhado filhote já pode estar a caminho, confira os exames que deve fazer, entre numa dieta adequada e adote hábitos mais saudáveis.

Afinal, esta é a hora de garantir um final feliz para sua gravidez.

Onde mora o perigo

“Em uma situação ideal, os cuidados deveriam começar antes mesmo da decisão de engravidar”, afirma Victor Bunduki, especialista em medicina fetal, professor da Faculdade de Medicina da USP e professor assistente da Universidade René Descartes, de Paris, França.

Na fase pré-concepcional, o obstetra pode analisar os antecedentes obstétricos e genéticos do casal, levantando casos de abortos recorrentes e de problemas de fundo genético, como a síndrome de Down. “A suplementação com ácido fólico é outro cuidado que, quanto antes for iniciado, melhor.

A carência desse nutriente está diretamente relacionada à maior incidência de problemas neurológicos graves, como a ocorrência de DFTNs (defeitos no fechamento do tubo neural do bebê), que pode resultar em anencefalia”, alerta Bunduki.

Também é hora de imunizar a mãe contra doenças que possam comprometer a formação do feto, como a rubéola e a hepatite B.

É o momento ainda de as hipertensas equilibrarem a pressão arterial, de as diabéticas controlarem o nível glicêmico e de as mulheres com tendência a engordar ou que começam a gestação mais pesadas iniciarem uma dieta para manter o peso em limites aceitáveis sem comprometer o desenvolvimento do bebê.

Muitas vezes, porém, a gravidez acontece sem planejamento. E aí, o jeito é dar a partida no pré-natal assim que o resultado positivo se confirme.

“É melhor não perder tempo, já que o primeiro trimestre é a base do bom desenvolvimento fetal.

Nesse momento, muitos problemas que resultariam em abortos e malformações podem ser corrigidos”, aconselha a obstetra Rosa Maria Ruocco, médica assistente da divisão de clínica obstétrica do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Afastando o risco de abortos

É preciso lembrar que o embrião possui metade da carga genética do pai e que essa bagagem é “estranha” ao organismo materno.

Em circunstâncias normais, o bebê dribla o sistema imunológico da mãe e consegue chegar ao útero, dando início ao seu desenvolvimento e à formação da placenta, que vai nutri-lo e protegê-lo até o final da gestação. Há casos, porém, em que esse script fica incompleto.

Um dos riscos é de que o sistema imunológico da mãe rejeite o embrião por considerá-lo um corpo estranho, provocando um aborto precoce.

Quem já teve abortos espontâneos antes deve ficar esperta: “Alguns problemas exigem medicação especial logo após a concepção, outros podem ser revertidos com o uso de anticoagulantes, corticosteróides ou progesterona, desde que sejam identificados cedo”, avisa Rosa Ruocco.

Não há tempo a perder também quando a causa dos abortos naturais é uma circunstância conhecida como incompetência istmo-cervical.

Trata-se de uma dilatação excessiva do colo de útero, a qual pode ser corrigida por meio de uma cirurgia simples, a cerclagem, antes que o bebê comece a ganhar peso – novamente, agir logo no início da gravidez aumenta as chances de sucesso.

Grávidas muito especiais

Os primeiros meses de gestação são particularmente críticos também para as mulheres com distúrbios que alterem a circulação ou sejam de fundo auto-imune.

“Diabéticas, hipertensas, portadoras de problemas de tireóide ou de hipófise exigem cuidados redobrados ao longo de toda a gravidez, mas, no primeiro trimestre, eles são ainda mais indispensáveis”, alerta o ginecologista João Bortoletti, especialista em medicina fetal do departamento de obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo. Essas disfunções comprometem a liberação de hormônios essenciais para o bom crescimento das células, prejudicando o desenvolvimento do bebê.

“Outra complicação especialmente grave no primeiro trimestre são doenças como toxoplasmose, rubéola e citomegalovirose, que também prejudicam a formação da placenta e do bebê”, diz Rosa Ruocco. Seja qual for o caso, a medicina fetal hoje possui recursos para identificar e tratar precocemente muitos desses problemas.

Dois exames são superimportantes para as mulheres que estejam em um desses grupos de risco ou tenham mais de 35 anos: o ultra-som morfológico e a translucência nucal.

O primeiro permite detectar qualquer alteração estrutural do feto, como ausência de órgãos e membros, enquanto a translucência pode identificar com pequena margem de erro problemas genéticos, como a síndrome de Down.

“Alterações no tamanho da nuca do bebê e ausência ou diminuição do osso nasal no feto são sinais de alerta importantes. Mas precisam ser identificados na hora certa. Por isso, o primeiro trimestre da gestação é um período precioso para garantir as melhores condições de desenvolvimento para o bebê”, afirma Victor Bunduki.

Mudanças de hábito

Se você está grávida ou planeja ter um bebê em breve, é hora de tomar alguns cuidados extras, em prática aquele velho plano de cultivar hábitos mais saudáveis de vida. Quem dá as dicas são os obstetras Rosa Maria Ruocco e Victor Bunduki.

  • Suspenda o uso de analgésicos e antitérmicos. Só use remédios recomendados pelo obstetra.
  • Diante do menor atraso menstrual, asmáticas, diabéticas, hipertensas e portadoras de problemas vasculares precisam substituir ou regular as doses dos medicamentos que usam no controle dessas doenças.
  • Cremes dermatológicos que contenham ácido retinóico na fórmula não podem ser empregados, pois causam malformações. Evite também a exposição desnecessária a raio X.
  • Fumantes precisam abandonar o vício ou, pelo menos, reduzir o consumo para até quatro cigarros diários. Bebidas alcoólicas e outras drogas devem ser igualmente descartadas. O alerta vale também para o futuro papai.
  • Elimine ou diminua significativamente o consumo de cafeína, presente no café, chá preto, refrigerantes à base de cola e chocolates.
  • Se você é adepta de atividades físicas de alto impacto, converse com o obstetra sobre a conveniência de diminuir o ritmo nesse primeiro trimestre.
  • Previna-se contra a toxoplasmose. Não coma carnes cruas ou malpassadas e lave muito bem frutas e verduras. Use luvas sempre que manusear carnes cruas ou mexer na terra. Se tem gato, peça a outra pessoa para limpar a caixinha de areia do bichano.

Alimente sua gravidez

Certas carências nutricionais da mãe podem comprometer o desenvolvimento do bebê. Precisa estar particularmente atenta desnutrição subclínica.

Mesmo sem nenhum sintoma aparente, as mulheres portadoras dessa condição apresentam déficit de nutrientes e, por isso, o organismo delas não consegue suprir as necessidades do feto.

Além da indispensável suplementação de ácido fólico no primeiro trimestre, a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora técnica da RG Nutri Consultoria Nutricional, faz uma lista do que não pode faltar de jeito nenhum numa gestação saudável.

Ácido fólico

Evita a ocorrência de DFTN (defeito no fechamento do tubo neural do bebê), que pode resultar em problemas graves, como a anencefalia e espinha bífida.
Onde encontrar: espinafre, feijão-branco,brócolis, laranja,repolho branco, fígado bovino,abacate, grão-de-bico, lentilha, escarola, pão de centeio. 

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Vitaminas do complexo B

Equilibram a energia da mãe e são indispensáveis ao desenvolvimento neurológico e cerebral do bebê.
Onde encontrar: fígado e carne bovina, peixe, ovos, leite e cereais integrais. Equilibram a energia da mãe e são indispensáveis ao desenvolvimento neurológico e cerebral do bebê.

Vitamina B6

Previne contra as náuseas e enjôos, comuns no primeiro trimestre de gravidez, e contra a depressão.
Onde encontrar: fígado e carne bovina, cereais integrais e banana. Leite e derivados. Previne contra as náuseas e enjôos, comuns no primeiro trimestre de gravidez, e contra a depressão.

Cálcio

Regula os hormônios do bebê e garante a boa formação óssea. É chave para a composição do sangue. Sua carência leva à anemia e predispõe à geração de bebês de baixo peso e à ocorrência de hemorragias e infecções no parto.
Onde encontrar: carnes e grãos em geral, vegetais verde-escuros.

Ferro e zinco

Garante o crescimento normal do feto e é importante na formação das células. No primeiro trimestre de gestação previne o cretinismo, que causa retardo mental no bebê. Mas deve ser consumido com moderação.
Onde encontrar: fígado, carnes e leite.

Iodo

O excesso de iodo agrava inchaços e faz subir a pressão arterial.
Onde encontrar: sal iodado, frutos do mar e peixes de água salgada. 

Fibras

Ativam o funcionamento intestinal da mãe, que estará prejudicado por causa dos hormônios da gravidez.
Onde encontrar: verduras, legumes, frutas e cereais integrais, como aveia, trigo, milho e arroz. 

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  • Alimentação – cuidados
  • Gravidez
  • Pré-natal

Источник: https://bebe.abril.com.br/gravidez/os-cuidados-necessarios-no-primeiro-trimestre-de-gravidez/

Nutrição na gravidez

Primeiro trimestre: Recomendações para uma gravidez segura e saudável

Durante a gravidez o estado nutricional tem um impacto no bem-estar da mulher assim como no crescimento e desenvolvimento do feto, tendo o ambiente intrauterino um papel importante na formação e desenvolvimento do bebé.

As necessidades nutricionais da grávida aumentam de forma a apoiar o desenvolvimento do bebé, sendo essencial que a mulher gestante tenha um aporte nutricional adequado à fase em que se encontra.

Como tal, recomenda-se a adoção de um estilo de vida saudável e, inclusive durante o período de preconceção, de forma a promover a saúde materna e a reduzir o risco de complicações durante a gravidez.

Durante o período da gravidez existe um aumento de peso natural que se deve ao crescimento do bebé, à formação da placenta, líquido amniótico, volume do útero e do sangue, aumento mamário e gordura de reserva.

O peso da grávida e a evolução deste ao longo da gravidez influencia o peso do recém-nascido, sendo um fator influenciador no desenvolvimento de doenças e na morbilidade e mortalidade infantil.

Um elevado ganho ponderal (aumento de peso) na mulher grávida está relacionado com um peso aumentado do bebé na altura do nascimento, assim como com um aumento do risco de complicações na vida adulta. Paralelemente, um ganho ponderal inadequado durante a gravidez está associado com um aumento do risco de atraso de crescimento intrauterino e mortalidade perinatal.

Tendo em conta estes fatores foram formuladas as recomendações para o ganho ponderal durante a gravidez, tendo em conta o Índice de Massa Corporal (IMC) antes da gravidez (IMC = peso em kg dividido pela altura em metros ao quadrado, ou seja, kg/m2). Assim, a recomendação do ganho de peso depende do IMC que a mulher tem antes de engravidar, a saber:

IMC antes da gravidezRecomendação de ganho de peso durante a gravidezAumento de peso recomendado, por semana, no 2º e 3º trimestre
Baixo peso =30 5 – 9kg 0,2kg

Um ganho de peso inadequado (por defeito ou por excesso) está associado a maiores riscos para a gravidez. Caso necessite de ajuda para atingir o ganho de peso ideal fale com o seu obstetra e, caso necessário poderá encaminhar para uma consulta de nutrição.

Um planeamento atempado é essencial para preparar o corpo para o período da gravidez.

Necessidades nutricionais na gravidez

Uma alimentação saudável e equilibrada é fundamental não só para o bem-estar materno, mas também para o desenvolvimento saudável do bebé.

Nesta fase as necessidades nutricionais maternas estão aumentadas, mas tal não significa que deverá estar “a comer por dois”. O aumento das necessidades varia dependo do trimestre em que a grávida se encontra.

No caso das necessidades energéticas, o gasto de energético total não se altera durante o primeiro trimestre de gestação, não sendo recomendado o consumo adicional de energia. Já durante o segundo e o terceiro trimestre as necessidades energéticas encontram-se aumentadas em cerca de 340 a 450kcal por dia.

Ao nível dos micronutrientes (vitaminas e minerais) existem alguns que têm um papel de maior destaque durante esta fase do ciclo de vida, tais como:

  1. Ácido fólico;
  2. Ferro;
  3. Iodo.

1. Ácido Fólico

O ácido fólico possui uma função essencial na redução do risco de desenvolvimento de malformações do tubo neural do bebé. Uma ingestão deficitária de ácido fólico está associada com o desenvolvimento de malformações no tubo neural, sendo fundamental o cumprimento das recomendações diárias da grávida de ácido fólico (600 µg/dia).

Como tal, simultaneamente à toma do ácido fólico recomendado pelo médico é recomendado também aumentar a ingestão de alimentos fornecedores deste nutriente, tais como:

  • Legumes;
  • Fruta;
  • Cereais integrais;
  • Leguminosas (lentilhas, ervilhas, feijão, grão de bico).

2. Ferro

O ferro é um mineral essencial e que possui um papel importante no metabolismo energético e no desenvolvimento do feto. Este auxilia no aumento do volume sanguíneo e a prevenir a anemia.

Durante a gravidez as necessidades diárias encontram-se aumentadas (27mg/dia), sendo por vezes necessária a suplementação deste mineral.

Assim, é essencial que exista uma ingestão alimentar de ferro adequada às necessidades, incluindo na alimentação alimentos fornecedores de ferro, tais como:

  • Alimentos de origem animal, como a carne, peixe e ovos;
  • Leguminosas (feijão, grão de bico, lentilhas, ervilhas);
  • Legumes de folha verde escuro.

Existem também estratégias que podem ser adotadas para promover uma boa absorção de ferro, como:

  • Incluir uma fonte de vitamina C com a refeição (por exemplo kiwi, citrinos como laranja, tangerina, limão);
  • Incluir diferentes fontes de ferro na mesma refeição (por exemplo, acompanhar a carne ou peixe com leguminosas e/ou legumes de folha verde escuro);
  • Evitar ingerir chá ou café próximo das refeições principais, ingerir com um espaçamento de 1 a 2 horas antes ou depois.

3. Iodo

A carência de iodo durante a gravidez pode interferir com o desenvolvimento cognitivo do bebé, sendo recomendada a suplementação, durante a fase de pre-conceção, gravidez e enquanto existir aleitamento materno exclusivo.

Para que a ingestão de iodo seja adequada é também essencial que exista uma alimentação variada e que inclua fontes alimentares de iodo, como o pescado e a utilização de sal iodado.

Alimentos a evitar durante a gravidez

Durante a gravidez a correta e rigorosa higienização dos alimentos é indispensável para evitar a ingestão de alimentos contaminados, pois existem bactérias e parasitas que são prejudicais para o feto, como o caso da toxoplasmose, listeriose e salmonela.

Durante a gravidez são necessários cuidados redobrados com a higienização dos alimentos, de forma a evitar contrair uma doença de origem alimentar. Assim, são recomendados os seguintes cuidados:

  • Lavar as mãos com água morna e sabonete antes e depois de manusear os alimentos e depois de utilizar a casa de banho ou do contacto com animais;
  • Lavar muito bem os legumes com água corrente;
  • Lavar muito bem todos os frutos, mesmo os que pretende descascar;
  • Separar os alimentos crus dos alimentos que já se encontram prontos a consumir. No frigorifico separar os alimentos, conserve a carne e o peixe crus bem embalados e na zona intermédia do frigorifico;
  • Não colocar alimentos cozinhados no mesmo recipiente utilizado para alimentos crus sem que este seja bem lavado antes;
  • Aquecer sempre as “sobras”, sendo que os alimentos reaquecidos devem ser levados à fervura ou então reaquecidos a altas temperaturas;
  • Não ingerir carne mal confecionada. Cozinhar a carne completamente, certificando-se sempre que esta se encontra completamente descongelada antes de a cozinhar;
  • Verificar sempre o prazo de validade das embalagens.

Paralelamente aos cuidados de higienização existem também alimentos que devido ao risco que o seu consumo origina, deverão ser evitados durante a gravidez, tais como:

  • Leite e queijo de pasta mole não pasteurizados ou com raios de levedura, patês e enchidos – estes aumentam o risco de listeriose;
  • Carne, peixe e marisco mal confecionados – aumentam o risco de listeriose;
  • Ovos crus ou mal confecionados e a maionese – aumentam o risco de infeção por salmonela;
  • Bebidas alcoólicas (o álcool é transmitido ao bebé e pode causar malformações);
  • Produtos hortofrutícolas que não tenha a certeza de terem sido bem lavados.

Para além dos alimentos que devem ser evitados durante a gravidez existem outros que deverão de ter um consumo limitado, tais como:

  • Atum, espadarte, tamboril e tintureira – pois podem conter elevadas concentrações de mercúrio, o qual está associado a malformações no bebé;
  • Café e chás com cafeína – um consumo diário de cafeína superior a 300mg/dia está associada a um maior risco de aborto e de baixo peso à nascença;
  • Açúcar – também o açúcar e os produtos açucarados devem ter um consumo limitado durante a gravidez, devendo ser ingerido em situações ocasionais e preferencialmente no final da refeição.

Recomendações alimentares

Como já falado anteriormente, durante a gravidez é necessário que exista um cuidado extra com a alimentação, sendo a adoção de uma alimentação saudável, equilibrada, variada e segura fundamental para a saúde materna e para o bom desenvolvimento do feto.

Assim, é recomendado adotar uma alimentação saudável e equilibrada, a saber:

  • Fazer 5 a 6 refeições por dia com um intervalo de cerca de 3 horas;
  • Privilegiar o consumo de legumes, incluindo-os em todas as refeições. Pode optar por iniciar a refeição com uma sopa de legumes;
  • Optar pelo consumo de cereais integrais, como por exemplo arroz integral, aveia integral, centeio;
  • Incluir 3 a 4 porções de fruta por dia (poderá ser necessário adaptar às necessidades da mulher);
  • Moderar o consumo de carnes vermelhas a 2 a 3 vezes por semana;
  • Privilegiar o consumo de carnes brancas e de peixe, incluindo o peixe gordo;
  • Optar pelos lacticínios meio gordos ou magros, sem a adição de açúcar (no caso dos iogurtes);
  • Reduzir o consumo de sal e utilizar as especiarias e ervas aromáticas em substituição;
  • Optar pela inclusão de gorduras de origem vegetal, como azeite, sementes, frutos oleaginosos.

Durante a gravidez e, principalmente durante o primeiro trimestre da gravidez podem surgir sintomas desconfortáveis, entre eles as náuseas, vómitos e alterações do transito intestinal, como a obstipação (intestino preso).

Existem estratégias que podem ser aplicadas de forma a diminuir ou atenuar estes sintomas.

Náuseas, vómitos e azia

  • Optar por fazer refeições pequenas, com intervalos de 2 horas;
  • Limitar o consumo de alimentos com odores fortes e, em caso de consumo faça doses pequenas;
  • Evitar alimentos muito condimentados, chocolate, café e chá preto ou verde;
  • Ingerir líquidos frios fora das refeições e conforme tolerância individual;
  • Pondere a ingestão de infusão de gengibre – auxilia no controlo das náuseas e vómitos.

Obstipação

  • Ingerir bastantes líquidos, cerca de 2 litros de água por dia, conforme a tolerância individual;
  • Aumentar a ingestão de alimentos fornecedores de fibra, como os hortofrutícolas, cereais integrais e leguminosas;
  • Incluir a prática regular de atividade física.

Saiba, aqui, tudo sobre obstipação.

Os suplementos de ferro podem agravar ou promover a obstipação, pelo que caso esteja a tomar algum suplemento de ferro e esteja a sofrer de obstipação fale com o seu médico.

Para uma gravidez saudável é assim essencial que exista uma alimentação saudável e segura, com uma correta manipulação dos alimentos, a prática de atividade física regular (sempre de acordo com as recomendações do médico obstetra), promovendo o aumento de peso adequado.

Saiba, aqui, tudo sobre gravidez.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/blog/nutricao/nutricao-na-gravidez/

Primeiro trimestre de gravidez: cuidados no início da gestação

Primeiro trimestre: Recomendações para uma gravidez segura e saudável

O primeiro trimestre de gravidez é cheio de descobertas e preocupações para os futuros pais da criança. No texto abaixo vamos listar e explicar alguns cuidados a serem tomados e exames a serem realizados a fim de garantir uma gestação mais segura e saudável para a mãe e para o bebê.
 

O que é normal sentir no primeiro trimestre da gravidez?

O primeiro trimestre da gravidez é repleto de mudanças. O feto está se desenvolvendo rapidamente, formando os principais órgãos do corpo humano como coração, pulmão, fígado, intestino, rins e medula. A gestante também passa por muitas adaptações para manter e nutrir adequadamente essa nova vida.

Os sinais comuns nesse período da gestação são:

  • Aumento da frequência urinária;

  • Cansaço e sonolência;

  • Dor nas costas ou no corpo;

  • Náuseas ou vômitos, principalmente no período matutino;

  • Alterações no humor;

  • Retenção de líquido;

  • Cólica;

  • Sensibilidade nas mamas.
     

O que as grávidas devem evitar no primeiro trimestre?

Alguns cuidados simples e a orientação profissional através do pré natal podem evitar riscos para a mãe ou para o bebê. Entenda:

  • Não utilizar qualquer medicamento sem orientação médica;

  • Não consumir bebidas alcoólicas ou cigarro;

  • Evitar o consumo excessivo de chás e cafeína;

  • Atividades físicas devem ser orientadas por um profissional;

  • Evitar comer alimentos crus, como carne, peixe e ovos;
     

Cuidados na gestação: Como se manter saudável durante a gravidez?

Durante a gestação é comum que o organismo da mãe necessite de maior aporte de nutrientes e vitaminas. Para evitar carências nutricionais que são ruins para a mãe e o feto, é recomendado que a gestante mantenha a rotina de consultas e exames pré-natais e procure acompanhamento nutricional para manter uma dieta balanceada e rica em nutrientes 

Alguns nutrientes são especialmente essenciais para uma gestação saudável, tais como:

  • Ácido fólico: presente em espinafre, feijão-branco, brócolis, laranja, repolho branco, fígado bovino, abacate, grão-de-bico, lentilha, escarola, pão de centeio.
  • Vitaminas do complexo B: encontrada em carne bovina, peixe, ovos, banana, leite e derivados e cereais integrais.
  • Cálcio: carnes, grãos e vegetais verde-escuros.
  • Ferro e Zinco: presentes em fígado, carnes e leite.
  • Iodo: sal iodado, frutos do mar e peixes de água salgada
  • Fibras: encontradas em verduras, legumes, frutas e cereais integrais, como aveia, trigo, milho e arroz.

Todas essas vitaminas são essenciais para uma gestação forte e saudável. Não deixe de consultar um nutricionista e um obstetra que serão capazes de te auxiliar melhor nesse processo.
 

Alguns sinais diferentes podem ocorrer durante a gravidez

Alguns sintomas incomuns que a gestante pode apresentar, mas que precisam de uma avaliação diferenciada para evitar consequências maiores.

  • Roncos: devido ao inchaço que ocorre nas mucosas, o ronco repentino pode ocorrer durante a gravidez, entretanto, outras causas devem ser avaliadas e excluídas, como distúrbios do sono e doenças alérgicas.

  • Alterações no paladar: a mulher pode alterar o paladar, sentindo gosto metálico na boca durante todo o dia, persistindo até quando ingere algum alimento ou escova os dentes;

  • Alterações na visão: é comum que mulheres que já precisam de lentes corretivas antes da gestação, sinta mudanças no grau necessário, tanto para melhor quanto para pior.

    As alterações hormonais e inchaço contribuem para essa mudança. Entretanto, a diabetes e a hipertensão arterial também.

    Então, essas alterações devem ser compartilhadas com o obstetra logo que apareçam para serem melhor investigadas.

  • Prisão de ventre: Muitos fatores podem contribuir para alterações no hábito intestinal da gestante. Por isso, manter uma boa ingesta de líquidos e fibras contribuem imensamente para evitar a prisão de ventre.

Quais são as dores mais comuns na gravidez?

Dor é um sintoma que deve sempre ser valorizado e investigado, especialmente em gestantes. Algumas dores são frequentes durante a gravidez, como:

  • Dor de cabeça;

  • Cólica;

  • Dor nas costas;

  • Dor e sensibilidade nos seios;

  • Dor nas pernas e braços. 
     

Quais os principais exames de gravidez no primeiro trimestre?

No início da gravidez é recomendado o exame de Beta HCG, que consiste em uma coleta de sangue e valores aumentados estão relacionados ao diagnóstico da gestação.  Assim que a gestação for confirmada, outros exames são necessários e importantes para avaliar a saúde da mãe.

Também é recomendada a realização de um exame de imagem, o ultrassom, preferencialmente entre a 8ª e a 10 ª semana de gestação. Exames de urina e exames ginecológicos também fazem parte dos importantes exames no primeiro trimestre.

Já o exame de NIPT, é recomendado especialmente para mulheres grávidas acima dos 35 anos; gestantes com histórico de gravidez anterior afetada com aneuploidias; gestações em que o pai ou a mãe tenham translocação robertsoniana e pacientes com triagem sérica positiva no primeiro ou segundo trimestre de gestação. Porém todas as gestantes podem realizar o exame de NIPT que identifica o sexo do bebe além de alterações cromossômicas.

Источник: https://laboratorioexame.com.br/saude/primeiro-trimestre-de-gravidez

Embarazo y niños
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