Saiba o que fazer para que o seu filho não recuse comer alguns alimentos!

Meu filho não quer comer. O que devo fazer?

Saiba o que fazer para que o seu filho não recuse comer alguns alimentos!

Se a criança recusa alimentos, como pais e cuidadores devem agir? Nutricionistas dão dicas para ajudar a alimentar melhor a criança

Se a criança recusa alimentos, como pais e cuidadores devem agir? Nutricionistas dão dicas para ajudar a alimentar melhor a criança

Meu filho não quer comer.

O que devo fazer? “Esta é uma queixa frequente de mães de crianças entre 1 e 2 anos, e o primeiro passo para resolver o problema é observar se a criança realmente está comendo pouco”, orienta a professora do Instituto de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Elisa Maria de Aquino Lacerda. Aos pais e cuidadores preocupados com a criança que não quer comer, a especialista indica uma maneira prática de certificar se ela realmente está comendo pouco: observar a curva de crescimento, presente na Caderneta de Saúde da Criança.

“Se a curva de crescimento estiver adequada, ou seja, se a criança está ganhando peso e crescendo adequadamente, é sinal de que a quantidade de alimentos ingeridos está apropriada”, explica a nutricionista. “Mas se a criança não está comendo bem e a curva de crescimento demonstrar que ela está ganhando pouco peso, é preciso que um profissional da saúde tente descobrir o que está acontecendo.”

Elisa destaca que somente após avaliação do profissional da saúde que acompanha a criança será possível verificar se doenças comuns da infância podem estar resultando na redução do apetite e no baixo ganho ou perda de peso apresentada.

“Há recomendações específicas para a criança que está doente e não quer comer, que devem ser orientadas somente por um profissional.

Nesses casos que a criança está doente e come pouco é comum que, ao ficar curada, ela passe por um período de apetite aumentado que compensa a perda de peso anterior”, observa a nutricionista.

Confira dicas para preparar um cardápio infantil saudável

O que fazer se a criança recusa somente determinados alimentos?

Quando a criança rejeita um alimento mas aceita outros do mesmo grupo, não é um grande problema. Deve-se evitar obrigá-la a comer o alimento recusado, pois isso pode gerar aversão.

“Não se deve forçar a criança a comer os alimentos recusados. Entretanto, quando esse alimento for preparado para a família, deve ser sempre oferecido para a criança, pois a repetição da oferta aumenta a chance de ela aceitar o alimento”, destaca a nutricionista.

O que fazer se criança recusa repetidamente o almoço e o jantar?

Neste caso, substituir a refeição por um lanche para que a criança não fique sem comer não é uma boa saída, já que o pequeno aprende que, quando rejeitar a comida, vai receber outro alimento em troca.

Também devem ser observados aspectos relacionados ao comportamento ou à relação com a família, já que a criança pode usar a alimentação para expressar sentimentos.

Segundo a especialista, para ajudar a resolver o problema, é bom que a família reflita como tem sido sua atitude durante a refeição. “É um horário em que há tensão familiar? A pessoa que oferece a comida está demonstrando irritação com essa tarefa? A criança pode estar usando a recusa alimentar como uma forma de chamar a atenção?”, questiona.

11 sugestões práticas para lidar com a criança que não quer comer

As professoras Elisa Maria de Aquino Lacerda (UFRJ) e Jorginete de Jesus Damião, do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) elaboraram juntas o texto “A criança que não quer comer”, adaptado para o Guia alimentar para crianças menores de 2 anos. Veja como elas orientam os pais e cuidadores:

  1. Fazer do horário da refeição um momento tranquilo e de prazer.

  2. Variar os alimentos e procurar oferecer preparações saborosas.

  3. Colocar diversos alimentos no prato para proporcionar mais opções.

  4. Montar um prato com apresentação atraente para que a criança se sinta motivada a comer.

  5. Oferecer a comida da criança no mesmo horário da refeição da família.

  6. Na hora de ofertar a comida, conversar com a criança e manter tranquilidade, não deixando transparecer preocupação.

  7. Não obrigar a criança a comer e não insistir para que ela raspe o prato. Parar de alimentá-la quando perceber que ela está satisfeita.

  8. Não oferecer recompensas, como doce, brinquedo, televisão, para fazer com que a criança coma mais.

  9. Se houver rejeição frequente de determinados alimentos, não deixar de oferecê-los: apresente-os de forma diferente.

  10. Se a criança recusar a refeição, não a substituir por lanches/merendas ou algum alimento preferido pela criança. O ideal é esperar um tempo e, se perceber que a criança está com fome, preparar um novo prato com a comida que foi oferecida na refeição recusada; ou então esperar o próximo horário de refeição.

  11. Não oferecer outros alimentos, nem o leite materno, em horário muito próximo das refeições.

Источник: http://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-alimentar-melhor/meu-filho-nao-quer-comer-o-que-devo-fazer

Meu filho não come. E agora? Saiba como lidar com a situação

Saiba o que fazer para que o seu filho não recuse comer alguns alimentos!

A família se prepara para a introdução alimentar. Pesquisa sobre os melhores alimentos e como oferecer para o bebê. Investe em frutas, legumes, muitas vezes optando por orgânicos. No entanto, na hora de dar para a criança é aquela frustração: seu filho não come.

E não é só na primeira vez. Na segunda, terceira, mesmo após várias tentativas. Você experimenta outros alimentos, novas formas de preparo. Capricha na apresentação, mas nada adianta. O pequeno rejeita o alimento ou é extremamente seletivo e a hora da refeição se transforma em um caos.

A situação parece familiar para você? Saiba que não é um caso isolado. Muitos pais enfrentam o mesmo problema, quando o filho não come. E isso acaba se tornando uma preocupação, principalmente pelo aspecto de saúde e nutrição. Será que a criança está recebendo a quantidade adequada de nutrientes? Será que isso pode afetar o seu desenvolvimento?

A importância da introdução alimentar

Na introdução alimentar, que geralmente é indicada a partir dos 6 meses, a criança passa a conhecer os alimentos. Ela experimenta diferentes texturas, aromas e sabores. Tudo é novidade e o objetivo aqui é apresentar os alimentos, sem uma preocupação excessiva com a quantidade.

Os pais devem investir na variedade e na qualidade. Além disso, se a criança recusar algo em um dia, experimente oferecer novamente antes de eliminar do cardápio. A nutricionista da escola indica que qualquer alimento deve ser tentado no mínimo 10 vezes antes de qualquer desistência. Se ainda assim o bebê demonstrar não gostar, tente outra forma de preparo ou outra combinação.

A seletividade após 1 ano de vida

A partir do primeiro ano de vida é quando algumas crianças começam a comer menos ou a demonstrarem maior seletividade. Isso é normal e está relacionado à velocidade de crescimento, que começa a reduzir aos poucos.

Também é a fase em que os pequenos passam a manifestar preferências e impor as suas vontades. Isso pode ficar bem evidente na hora das refeições.

Outro fator que resulta em briga ou birra ao comer é em relação a independência. A partir de 1 ano a criança quer fazer muitas coisas sozinha, inclusive se alimentar, seja com as mãos ou talheres. Então, perceber isso e incentivar pode fazer muita diferença à mesa.

Expectativa e realidade

O que os pais devem entender é que a criança possui uma regulagem interna de saciedade. Então, mesmo que ela coma aparentemente pouco pode ser o suficiente para ela naquele momento.

É preciso alinhar expectativa x realidade, sem pressão e sem comparativos entre crianças. Além disso, o ponto de observação deve ser o desenvolvimento físico e cognitivo do seu filho, que pode ser avaliado em conjunto com o pediatra e até mesmo em parceria com a escola.

Dicas práticas quando o seu filho não come

Algumas sugestões podem ajudar no desenvolvimento de uma relação saudável e positiva entre a criança e o alimento. Confira as dicas:

Não desista de oferecer novos alimentos

Se a criança adora macarrão e come muito bem sempre que é oferecido, isso não significa que o cardápio diário deve ser apenas macarrão. Mesmo que seja frustrante com o passar do tempo, não desista de investir em refeições variadas, alternando a forma de preparo.

Ofereça a mesma comida da família

Desde cedo os pequenos são muito observadores. Por isso, podem notar quando a comida dos pais parece mais interessante do que a deles.

Claro que as refeições para bebês e crianças menores exigem algumas adaptações, como na quantidade de sal, por exemplo.

Mesmo assim, é possível separar uma porção para a criança sem pimenta ou com menos tempero, para que todos comam juntos a mesma comida.

Não demonstre preocupação

Muitas vezes o não comer é uma forma da criança chamar a atenção dos pais. A sugestão em casos assim é não demonstrar preocupação para a criança, falando «Ele não comeu nada», «Ela não quer comer», etc. A melhor dica aqui é ignorar o fato e fazer outra coisa, tentando oferecer a mesma comida mais tarde.

Invista na hora da refeição

Transforme a hora de comer em um momento especial em família. Sem eletrônicos ou distrações e na mesa. Comam todos juntos, falando sobre o dia e proporcionando um ambiente agradável para a criança.

Sem chantagem

Por mais culpa que alguns pais podem sentir quando o filho não come é importante evitar chantagens ou promessas baseadas na alimentação da criança. «Se você comer agora poderá olhar TV depois» ou «Se você comer tudo vai ganha sobremesa» são alguns exemplos do que deve ser evitado em uma relação positiva entre a criança e a alimentação.

Ensine sobre os alimentos

No Peixinho Dourado temos aulas de educação nutricional e os resultados costumam ser bem positivos. Trabalhamos com as crianças sobre os alimentos, suas cores, texturas, cheiros e propriedades nutricionais. A partir de vivências práticas apresentamos uma variedade de frutas, legumes e verduras, o que vai criando uma proximidade e interesse entre a criança e o comer.

Em casa os pais também podem fazer isso. Leve seu filho à feira, converse sobre as opções, observem cores, façam desenhos em casa reproduzindo tudo que foi visto. Com certeza isso vai influenciar positivamente a criança.

Источник: http://www.peixinhodourado.com.br/meu-filho-nao-come/

Seu bebê de 1 ano não quer comer? O que fazer agora? 6 dicas

Saiba o que fazer para que o seu filho não recuse comer alguns alimentos!

Após o primeiro ano de vida, é bastante comum os pequenos ficarem mais seletivos com os alimentos. Por isso, é comum ouvirmos a frase: “Socorro! Meu bebê de 1 ano não quer comer!”. Se você faz parte desse grupo, não se preocupe. É possível ultrapassar essa fase de forma mais tranquila, a partir de pequenas adaptações na rotina da casa.

Se você tem o privilégio de poder se dedicar à educação alimentar do seu filho (incluindo como iniciar a alimentação do bebê), a hora é agora! Porque essas primeiras interações com a comida pode trazer boas consequências lá na frente, como um bom desenvolvimento e uma relação tranquila com o corpo e com o ato de comer.

Mas também sei que muitos pais se queixam da falta de tempo para se entregar a essa tarefa. A maioria não consegue estar presente o dia todo ou oferecer 100% de atenção em todas as refeições. Nesses casos, uma boa saída é alinhar com cuidadores – avós, professores, babás e outros – as melhores táticas na “hora da papinha”.

Antes de mais nada, é importante que as pessoas que estão nessa “missão” de fazer o filho voltar a comer saibam que este tipo de comportamento é absolutamente normal.

Até por uma questão fisiológica – após os 12 meses, a velocidade do crescimento e o ganho de peso caem. E, com isso, ocorre uma diminuição na ingestão de calorias.

Então, a primeira coisa a se fazer é respirar fundo, ter calma, paciência e persistência! E, a partir disso, reavaliar todos os aspectos que podem gerar a falta de apetite do seu filhote.

E é exatamente isso que abordaremos nesse artigo!

O que fazer quando o bebê não quer comer?

Um comportamento recorrente entre os pais que reclamam que o bebê de 1 ano não quer comer é o desespero e o medo de a criança ficar com fome e mal nutrida.

Isso os leva a oferecer várias outras coisas no lugar da refeição. “É melhor qualquer coisa do que não comer nada”, muitos pensam.

Errado!

Saiba que é muito melhor para a saúde do seu bebê que ele coma alimentos nutritivos em pequena quantidade, do que guloseimas e alimentos processados e ultraprocessados em grande quantidade.

Como eu sempre digo: a qualidade é mais importante do que a quantidade, especialmente quando falamos sobre alimentação infantil.

Então, vamos a algumas dicas práticas.

Meu bebê de 1 ano não quer comer: dicas

Quando falamos em alimentação infantil, o foco geralmente se volta para os nutrientes. Mas hoje já sabemos que não é só o que a criança come que importa, mas também como ela come também.

Nesse sentido, se você observar que o bebê de 1 ano não quer comer, e a hora das refeições se tornou uma verdadeira batalha, seria interessante analisar todo o contexto em que ele está inserido.

O ambiente importa, assim como a interação do cuidador com a criança e até mesmo o contexto social em que essa criança está inserida. Então, vamos por partes com alguns aspectos importantes que devem ser considerados, especialmente durante essa fase.

1. Atenção ao tamanho das porções

As crianças nascem com o sinal de fome e saciedade bastante aguçados. No entanto, muitos pais não conseguem acreditar nisso e confiar nessa percepção da criança. Isso pode acabar virando um problema no futuro.

Veja bem, se seu filho se recusa a continuar comendo e você insiste em falar: “raspe o prato”,  ele pode entender que aquele sinal interno de saciedade tem menos importância do que a sua palavra.

E assim, vai se distanciando desse sinal tão importante, até que passa a comer de acordo com estímulos externos, não mais respeitando a própria fome.

Então, se o bebê de 1 ano não quer comer, nem sempre é frescura, birra ou manha. Pode ser somente uma sensação de plenitude mesmo!

2. Dê uma nova cara aquele alimento que “não entra” de jeito nenhum

É preciso ter em mente que tudo é novo para as crianças, então, é normal que elas tenham certa desconfiança ou não estejam abertas para provar determinados alimentos.

Então, se o problema é o brócolis, por exemplo, tente colocá-lo numa tigelinha pequena, ou numa colher, ao invés de oferecer um prato cheio do alimento.

Isso “assusta” menos.

Você pode também combinar o brócolis com outro alimento que a criança gosta; ou, ainda, inovar em preparações diferentes. Por exemplo: no meio do arroz, como uma sopa cremosa, junto com uma carne de panela, picadinho no meio do ovo mexido, etc.

Alguns estudos mostram que as crianças precisam provar várias vezes e até mais de 10 vezes o mesmo alimento de recusa até aceitarem o sabor.

Não desista!

3. O ambiente importa!

Se o seu bebê de 1 ano não quer comer, seria interessante também avaliar o ambiente e o contexto em que as refeições são oferecidas.

Se há muito estímulo (celular, televisão, música alta, tablet, computador, etc.) ela pode perder o interesse pela comida facilmente, ou, ainda, comer mais do que precisa por estar distraída.

É importante também que a criança se sinta confortável, então, verifique se a comida é oferecida em um local adequado e se o bebê está se sentindo irritado por outros motivos (frio ou calor, por exemplo).

4. Tenha uma atitude positiva

Junto com o ambiente, também vem a recomendação sobre a interação dos pais com o bebê de 1 ano que não quer comer.

Brigas, ameaças ou chantagens não funcionam e, no longo prazo, acabam fazendo com que a criança associe o momento das refeições a algo estressante e cansativo.

O ideal é tentar manter a criatividade e o bom humor, usando palavras de incentivo. Procure manter contato visual, converse com a criança e esteja atento durante essa tarefa.

Dessa forma, fica mais fácil identificar quando seu filho estiver satisfeito. Isso exige tempo e paciência, é fato.

Mas os resultados são bastante significativos.

5. Estimule, desde cedo, uma boa relação com os alimentos

Como dito acima, chantagem não funciona.

E, aqui, explico por quê.

Os alimentos mais calóricos geralmente são mais aceitos, porque causam um prazer de comer e uma sensação de saciedade quase que imediata.

Se você diz: “meu bebê de 1 ano não quer comer”, mas, a cada recusa de um alimento menos estimulante ao paladar (como os vegetais, por exemplo), você cede e oferece algo no lugar (como um iogurte adoçado, ou uma mamadeira de leite com achocolatado), que mensagem estará passando para ele?

De que os vegetais são ruins, mas que, se ele não quiser, ganhará outra coisa no lugar.

O mesmo vale para sobremesa. Quantas mães falam: “só vai ganhar sobremesa se comer tudo”, como se a refeição fosse um castigo e, o doce, uma recompensa.

Então, procure quebrar esse ciclo logo cedo.

Em outras palavras, incentive o seu filho a gostar do sabor natural das coisas, sem carregar no açúcar, nem no sal.

Hidrate-o com água, e não com sucos ou refrigerantes. Capriche na variedade de frutas, verduras, legumes e grãos. É assim que se cria um paladar rico e diversificado!

6. Estimule os cinco sentidos

Por fim, recomendo que você encoraje seu filho, desde pequenininho, a interagir com os alimentos. Deixe que ele toque com as próprias mãozinhas as frutas, os legumes.

Com um ano, pode ser que ele esteja em processo de neofobia (a recusa de novos alimentos), mas, ao mesmo tempo, essa é uma fase de muita curiosidade.

Então, estimule-o com as cores, com os aromas e texturas. Isso aguçará ainda mais esse olhar curioso que todos os bebês trazem!

Quer mais dicas sobre esse assunto? Assista ao vídeo do meu canal e se gostar, se inscreva para acompanhar os novos vídeos.

Bon appétit!

Referências

Aprenda mais sobre Alimentação Infantil

Aproveitando que estamos falando sobre alimentação infantil, deixo aqui também a indicação do programa online Efeito Sophie na Alimentação Infantil, criado por mim, Sophie Deram, nutricionista e autora aqui do blog, em parceria com a nutricionista Janaina Kühn.

Eu sou mãe de quatro filhos e criei esse programa com o intuito de ajudar milhares de mães e pais de família que buscam uma alimentação equilibrada e fácil de levar no dia a dia.

São quatro módulos online, que você pode assistir quando estiver indo para o trabalho ou na academia, e que vão te ajudar a repensar a alimentação como uma parceira na sua vida e não uma vilã que só te estressa.

Quer saber mais sobre o programa? Clique aqui e saiba mais sobre o programa online Efeito Sophie na Alimentação Infantil.

Se você gostou dessa leitura, provavelmente vai gostar destas aqui que separei para você:

Источник: https://sophiederam.com/br/alimentacao-infantil/meu-bebe-de-1-ano-nao-quer-comer/

Porque meu filho não quer comer? (e o que fazer)

Saiba o que fazer para que o seu filho não recuse comer alguns alimentos!

A criança que tem muita dificuldade para comer certos alimentos devido a sua textura, cor, cheiro ou sabor pode ter um distúrbio alimentar, que precisa ser identificado e tratado corretamente. Geralmente, estas crianças demonstram uma forte aversão a alguns alimentos, demonstrando vontade em vomitar ou fazendo birras para não comer.

É normal que quase todas as crianças passem por uma fase de diminuição do apetite por volta dos 2 anos de idade, que acaba resolvendo sem nenhum tratamento específico.

No entanto, crianças com distúrbios alimentares têm tendência a demonstrar maior seletividade no que comem logo desde a introdução dos primeiros alimentos, não conseguindo variar muito no tipo de alimentos que comem, ou na forma de preparação desses alimentos.

Principais distúrbios alimentares da infância

Apesar de serem pouco comuns, existem alguns distúrbios alimentares que podem fazer a criança comer apenas determinado tipo de alimento, com uma determinada textura ou numa determinada temperatura:

1. Distúrbio da alimentação restritiva ou seletiva

É um tipo de transtorno que geralmente surge na infância ou adolescência, mas que também pode surgir ou persistir na vida adulta. Neste distúrbio a criança limita a quantidade de alimentos ou evita seu consumo com base na sua experiência, cor, aroma, sabor, textura e apresentação.

Os principais sinais e sintomas desse transtorno são:

  • Perda de peso importante ou dificuldade para chegar ao peso ideal, segundo sua idade;
  • Recusa para comer certas texturas de comida;
  • Restrição dos tipo e da quantidade de alimentos ingeridos;
  • Falta de apetite e desinteresse pela comida;
  • Seleção de alimentos muito restritiva, que pode ir piorando com o tempo;
  • Medo de comer depois de um episódio de vômito ou engasgamento;
  • Presença de sintomas gastrintestinais como mal-estar estomacal, prisão de ventre ou dor abdominal.

Estas crianças tendem a ter problemas no relacionamento com outras pessoas devido aos seus problemas alimentares e podem ter deficiências nutricionais significativas que afetam seu crescimento e desenvolvimento, assim como seu desempenho na escola.

Saiba mais detalhes desse distúrbio da alimentação seletiva.

2. Distúrbio do processamento sensorial

Este transtorno é uma condição neurológica onde o cérebro tem dificuldade em receber e responder adequadamente à informação que vem dos sentidos como tato, paladar, cheiro ou visão.

A criança pode ser afetada em apenas um ou vários sentidos, e por isso uma criança com esse transtorno pode responder exageradamente a qualquer estímulo dos sentidos, sendo insuportável alguns som, determinados tipos de tecido, o contato físico com certos objetos e, inclusive, alguns tipos de comida.

Quando o paladar é afetado a criança pode apresentar:

Neste caso a criança tem preferências extremas de comida, com uma variação de alimentos muito pequena, pode ser exigente com as marcas, resiste a provar novas comidas e não consegue comer na casa de outras pessoas, evitando comidas condimentadas, picantes, doces ou saladas.

É possível que só coma alimentos de consistência branda, purê ou líquida, depois dos 2 anos de idade, podendo estranhar os alimentos com outras texturas. Também pode ter dificuldade para chupar, mastigar ou engolir com medo de engasgar. E pode resistir ou recursar ir ao dentista, queixando-se do uso da pasta de dentes e do enxaguante bucal.

Nesta situação a criança poderá preferir os alimentos com sabor intenso como os excessivamente picantes, doces, agridoces ou salgados, sentindo inclusive que a comida não tem tempero suficiente. E pode dizer que todos os alimentos têm o 'mesmo sabor'.

Também é possível que mastigue, prove ou lamba objetos não comestíveis, comendo o cabelo com frequência, a camisa ou os dedos. Ao contrário da hipersensibilidade oral, crianças com este distúrbio podem gostar de escovas de dente elétricas, gostar de ir ao dentista e babar excessivamente.

Quando ir ao médico

Nos casos onde se evidencia sinais e sintomas de algum transtorno alimentar, o ideal é buscar ajuda do pediatra assim que possível, para que a alteração que seja avaliada. Além do pediatra, pode também ser aconselhada uma avaliação por um fonoaudiólogo e, até, de um psicólogo que podem realizar terapias que ajudem a criança a se acostumar lentamente a novos alimentos.

Este tipo de terapia pode ser chamada de dessensibilização sistemática, e consiste em ir introduzindo na vida diária da criança alimentos e objetos que a ajudem a ultrapassar o tipo de distúrbio que foi identificado. Existe ainda uma terapia chamada «Protocolo de Wilbarger na boca», onde são realizadas várias técnicas que têm como objetivo ajudar a criança a desenvolver maior integração sensorial.

Também é indicada uma consulta com um nutricionista, devido à restrição de alimentos, que pode causar uma má nutrição, devendo ser elaborado um plano nutricional individualizado, com a possibilidade de usar suplementos para oferecer as calorias que o corpo necessita.

O que fazer para que seu filho coma de tudo

Alguns conselhos práticos para fazer com que seu filho coma uma maior variedade de alimentos ou em maior quantidade, são:

  • Oferecer alimentos novos preferencialmente quando a criança tem fome, porque serão melhor aceites;
  • Para que a criança aceite novos alimentos deve-se tentar que ela coma este alimentos, não desistindo antes de tentar cerca de 8 a 10 vezes, em dias diferentes;
  • Combinar os alimentos preferidos com os menos aceites;
  • A criança normalmente come melhor se escolher alguns alimentos da refeição, pelo menos 2;
  • Evitar que a criança beba muitos líquidos imediatamente antes das refeições;
  • O tempo para comer não deve ser menor que 20 minutos e maior que 30 minutos, tempo suficiente para que a criança reconheça a sensação de saciedade do seu organismo;
  • Se a criança não quer comer, não se deve colocar de castigo, porque isso reforça a conduta negativa, deve-se retirar o prato e ele pode sair da mesa, mas na próxima refeição deve-se oferecer uma alimentação nutritiva;
  • É importante que a criança e a família estejam sentados na mesa, tranquilamente, sendo importante ter horários fixos para as refeições;
  • Levar a criança para comprar a comida no mercado e ajudar na escolha e preparação das refeições e como é servida;
  • Ler contos e histórias sobre alimentos.

Confira estas e outras dicas no vídeo seguinte:

Nos casos onde se evidencia um transtorno é possível que o processo para regular a alimentação demore semanas, meses e, às vezes, anos de tratamento antes que seu filho possa gostar de alimentos de forma 'normal', ter a alimentação adequada e se adaptar, sendo muito importante buscar ajuda de profissionais de saúde, como pediatra e psicólogo, para estas situações.

Источник: https://www.tuasaude.com/meu-filho-nao-come/

Embarazo y niños
Deja una respuesta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: