Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

Saiba quando e como introduzir alimentos sólidos na dieta do bebê

Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

Um dos maiores cuidados dos pais desde que o bebê nasce tem a ver com a alimentação.

Ainda bem: as boas práticas alimentares são responsáveis por fornecer, em quantidade e qualidade, o necessário para suprir as necessidades nutricionais definidas pelo crescimento e desenvolvimento, de acordo com o «Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia», da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Até os seis meses de vida de uma criança saudável, não há muito com o que se preocupar. O leite materno deve ser o alimento exclusivo de acordo com recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Depois desse período, dúvidas podem surgir. Muitas delas têm a ver com a introdução, na dieta do filho, dos alimentos consumidos pela família.

Depois do sexto mês de vida, o leite materno não supre mais todas as necessidades do bebê. A partir desse ponto, ele precisa –e tem condições para tal– consumir outras fontes nutricionais.

Segundo a nutricionista Glauce Yonamine, supervisora do ambulatório do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e uma das autoras do livro “Alimentação no Primeiro Ano de Vida” (editora Manole), a partir dessa idade, a criança é capaz de mastigar e engolir.

“O estímulo para a mastigação tem início com a alimentação complementar de consistência de purê, mesmo que a criança ainda não tenha dentes. A gengiva está suficientemente endurecida”, diz Glauce.

O corpo do bebê começa a se preparar para mastigar e engolir pedaços já na época da amamentação, de acordo com Clery Bernardi Gallacci, pediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, e professora de pediatria e neonatologia da Santa Casa de São Paulo. “Nessa fase, a musculatura facial das crianças é estimulada pelo ato de sugar o peito da mãe, o que é fundamental para fortalecer a região para as mastigadas e mordidas futuras.”

O que dar

“As papas ou purês são comidas pastosas, amassadas com garfo, que devem ser dadas ao bebê em colheradas”, diz Fabio Ancona Lopez, professor titular aposentado da disciplina de nutrologia do Departamento de Pediatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Segundo Clery, o mal de usar o liquidificador no preparo das receitas, ou passar os alimentos em uma peneira, tem a ver com facilitar demais a vida da criança, que recebe um alimento fácil demais de engolir. “É essencial que ela tenha a oportunidade de aprender e exercitar o ato de mastigar”, fala a pediatra.No preparo da papa doce, qualquer fruta pode ser utilizada.

Nenhuma é contraindicada, mas não se deve acrescentar açúcar nem mel. Este último é proibido até um ano por causa do risco de contaminação com a bactéria Clostridium Botulinum, causadora do botulismo.

Quanto à receita salgada, Lopez diz que, inicialmente, ela deve ser oferecida no almoço ou no jantar e complementada com a amamentação.

A receita deve conter sempre cereais (como arroz e milho), tubérculos (batata, mandioca, inhame e cará, dentre outros), verduras (como agrião e acelga), legumes (cenoura e abobrinha, por exemplo), leguminosas (tal como feijão, soja, ervilha, lentilha e grão de bico) e carne desfiada (de vaca, de frango, de porco, de peixe ou vísceras, em especial fígado).

“Com pouco sal e óleo e evitando caldos e temperos industrializados”, diz. De acordo com o «Manual» da SBP, o ovo inteiro pode ser introduzido às receitas somente depois do sexto mês, sempre cozido.

Cuidados

Entre o sétimo e o oitavo meses, a segunda papa salgada está liberada e é aí que os primeiros pedacinhos podem começar aparecer no prato da criança, de forma lenta e gradativa, acompanhando o nascimento dos dentes.

Nesse momento, os pais devem ficar atentos às colheradas que oferecem ao filho e à habilidade de mastigação dele para que assim possam ir aumentando a quantidade e o tamanho dos pedaços.“Não existe uma medida certa e ninguém precisa se preocupar em picar os ingredientes de forma milimétrica. Se os pedaços estiverem grandes, o bebê vai recusar porque não consegue mastigar”, fala Lopez.

De acordo com Glauce, no cardápio dos bebês, é importante evitar alimentos inteiros que possam provocar engasgos, como uva, ovo de codorna e tomate-cereja, por causa do formato e da dificuldade de controle na boca. “Miolo de pão também não é indicado, porque pode grudar na boca, formando um bolo”, fala Clery. Se mesmo com pedacinhos o bebê engasgar, nada de dar água para ajudá-lo a engolir.

O líquido pode piorar a situação.A pediatra recomenda dar tapinhas nas costas da criança para estimulá-la a tossir e assim se livrar do que está obstruindo a garganta.

Outros cuidados devem ser tomados para evitar engasgos: sempre alimentar a criança sentada no cadeirão usando o cinto de segurança para deixá-la bem acomodada –nunca no colo ou deitada no bebê-conforto–, e atentar se ela está desperta. “Mesmo crianças com um ano de idade ainda não têm competência motora nem concentração para comer sem a supervisão de adultos”, diz Clery.

Vale lembrar ainda que nem sempre os bebês aceitam e gostam do que experimentam logo na primeira vez, seja doce ou salgado. Por isso, Lopez diz que é importante fazer entre oito e dez tentativas. “A exposição frequente facilita a aceitação.” Outro cuidado tem a ver com o histórico familiar de alergias. Antes da introdução de novos alimentos, a SBP recomenda pesquisar o assunto e discutir a questão com o pediatra que acompanha a criança.

Источник: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2013/02/25/saiba-quando-e-como-introduzir-alimentos-solidos-na-dieta-do-bebe.htm

Como se deve iniciar a diversificação alimentar no bebé? | CUF

Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

É após os quatro meses que o bebé pode iniciar a diversificação alimentar, isto é, vai poder começar a comer outros alimentos além do leite, pois é nesta idade de adquire as competências necessárias para esta nova fase da sua vida.

Esta é necessária porque as necessidades nutricionais não são suficientemente satisfeitas pelo regime lácteo no que respeita a calorias, ferro e proteínas.

Contudo, se a sua alimentação é feita unicamente com leite materno, o bebé pode e deve manter este regime em exclusivo até aos seis meses.

O primeiro passo para iniciar a diversificação alimentar

A introdução de novos alimentos deve ser gradual, tranquila e sem pressas para que o bebé se adapte a novas texturas, novos sabores e para que os pais possam, eventualmente, identificar alguma intolerância/reação alérgica. Nunca um alimento sólido deve ser administrado no biberão – deve ser sempre utilizada a colher.

É importante alertar que o bebé tem o chamado reflexo de extrusão até aos 4-5 meses de vida, que conduz à rejeição, por defesa, de todos os alimentos que lhe são colocados na parte anterior da língua. Assim sendo, este ato não significa rejeição do novo alimento, mas apenas que o seu desenvolvimento ainda não adquiriu a maturação necessária. Dê tempo ao bebé para se adaptar à colher.

Regras essenciais da diversificação alimentar

A diversificação alimentar deve ser adaptada à realidade socioeconómica e cultural de cada família, contudo, existem algumas regras que deverão ser respeitadas:

  • Comece por substituir uma refeição de leite por uma sopa de legumes ou por uma papa, de acordo com o critério do seu médico
  • O glúten deve ser introduzido a partir dos seis meses
  • A partir dos seis meses, deve-se introduzir a carne
  • O leite de vaca em natureza não deve ser introduzido antes de o bebé atingir um ano
  • A dieta não deve conter sal nem açúcar adicionados
  • Oferecer água simples no intervalo das refeições
  • Os boiões só deverão ser oferecidos em situações de último recurso

“Dicionário” dos alimentos do bebé 

Sopa

  1. Deverá ser simples, em puré, confecionada com quatro legumes escolhidos entre batata, couve-flor, curgete, cebola, alho francês, cenoura ou abóbora, alface, brócolos ou couve-coração
  2. As leguminosas secas (feijão, ervilha, grão, lentilha, fava) podem ser introduzidas a partir dos 9/10 meses, sem casca e em pequena quantidade
  3. Deve-se atrasar a introdução dos espinafres, nabiça, nabo, aipo e beterraba pelo risco de contaminação com nitratos
  4. Adicionar uma colher de chá de azeite, em cru, a cada dose de sopa

Papa

Existem 2 tipos de papa: a papa não láctea, que é preparada com o leite habitual do bebé, e a papa láctea, que é preparada com água, pois já contém leite. Até aos seis meses, a papa não deve conter glúten. O bebé não deve comer mais de uma papa por dia.

Carne

A partir dos seis meses, deve-se introduzir carne. Inicie com carne branca e depois vermelha: galinha, peru, coelho, avestruz e depois borrego e vaca. Adicione a carne apenas na fase final de cozedura dos legumes.

Peixe

Introduza o peixe na dose 15-20 g/dia, alternando com carne, a partir dos sete meses. Utilize peixe magro, fresco ou congelado: pescada, linguado, besugo, entre outros. O salmão só deverá ser introduzido após os dez meses.

Fruta

A fruta deve ser fresca, madura e, preferencialmente, crua e ralada. Deverá ser oferecida como sobremesa, ou seja, após a refeição de sopa. Pode começar com maçã, pera ou banana. Mais tarde, poderá ser adicionada ao iogurte. Nunca se usa fruta em substituição de uma refeição.

Iogurte

A partir dos seis meses pode oferecer iogurte natural de leite adaptado.

Ovo

Habitualmente, a partir dos nove meses deve introduzir a gema do ovo cozida. Na refeição em que oferece gema não deve oferecer carne ou peixe. Comece por metade da gema e só depois a gema inteira, que poderá dar até duas vezes por semana.

Depois dos 12 meses pode dar ovo inteiro.

Na dieta vegetariana

Os lactentes e crianças com dieta vegetariana restritiva têm um elevado risco de carência nutricional com consequências nefastas para esta fase importante do seu crescimento e desenvolvimento psicomotor.

É fundamental a inclusão do ovo na sua alimentação e haver o cuidado de consumir vegetais de diferentes categorias a fim de evitar défices de ferro e vitaminas e assegurar um aporte energético e proteico adequado.

Recomendações extra

  1. É sempre bom lembrar que as crianças têm oscilações de apetite, pelo que não deverá ser motivo de preocupação a criança não querer comer um dia ou outro
  2. Nunca se deve deixar a criança sozinha enquanto estiver a comer, nem que seja uma bolacha ou um pedaço de pão.
  3. Os pais e restantes membros da família não devem habituar a criança a petiscar ou andar sempre com comida na mão.

Sabia que…

Uma alimentação correta pode prevenir doenças na idade adulta, por isso, é crucial a educação alimentar desde as fases mais precoces da vida.

Источник: https://www.cuf.pt/mais-saude/como-se-deve-iniciar-diversificacao-alimentar-no-bebe

Embarazo y niños
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