Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

Introdução Alimentar para cada idade

Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

O desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes passam necessariamente por uma boa alimentação. Saiba quais alimentos oferecer para garantir uma vida saudável para seu filho

Quando nasce um bebê, junto com o encantamento de ter um novo membro na família, chegam as inúmeras dúvidas de como cuidar de todas as diferentes fases do seu desenvolvimento.

À medida em que os meses vão passando, as dúvidas aumentam na mesma proporção do desenvolvimento da criança.

Sempre existem pessoas para opinarem nos cuidados: “Esse bebê já está grandinho, será mesmo que não pode experimentar nossa comida?”, “Está muito calor, ele deve precisar de mais água ou um suquinho”. “O chá ajuda o recém-nascido a não ter cólicas.”

São tantas informações e opiniões diferentes, que muitas vezes os pais ficam em dúvida qual seguir, não é mesmo?

Pensando nisso, preparamos um resumo sobre as práticas adequadas de introdução alimentar, de acordo com cada etapa de vida da criança.

Por onde começamos?

Bem, para entendermos a importância de respeitarmos a alimentação de cada fase de vida da criança, podemos fazer um paralelo com seu desenvolvimento.

Da mesma maneira que as habilidades psicomotoras dos bebês são desenvolvidas ao longo do seu crescimento, como por exemplo, a capacidade de sentar, engatinhar, andar e falar, os órgãos dos bebês também não nascem completamente formados.

O sistema digestivo e os rins dos bebês e das crianças pequenas são imaturos, o que limita a sua habilidade de manejar alguns componentes presentes nos alimentos, podendo apresentar reações de hipersensibilidade e alergia.

Nas fases maiores as crianças precisam de mais ou menos ingestão de calorias e nutrientes para suprir suas necessidades diárias que passam a incluir atividades físicas e principalmente mentais com a frequência escolar.

Por isso, separamos a seguir algumas recomendações divididas por fases.

FASE – 0 a 2 anos

Especialmente os dois primeiros anos de vida da criança são caracterizados por um crescimento muito acelerado.

Em média um bebê cresce 25 centímetros no primeiro ano de vida e 12 centímetros no segundo, passando então a crescer de 5 a 7 centímetros a partir dos três anos.

Desta maneira percebemos o quanto o organismo precisa de muitos nutrientes para se desenvolver nessa fase inicial e a alimentação passa a ter um valor fundamental na saúde da criança.

Quando a ingestão de alimentos é inadequada, pode gerar deficiência nutricional, alterar o crescimento, rendimento escolar futuro e ocasionar doenças crônicas não transmissíveis. Em casos graves, a falta de nutrientes pode levar a criança a óbito.

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) criaram o “Guia Alimentar para crianças menores de dois anos” para melhorar a alimentação das crianças pequenas no Brasil.

Neste guia foi destacado um manual de dez passos para a alimentação saudável da criança brasileira, respeitando sua cultura e desenvolvimento.

São eles:

PASSO 1

Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.

  • O leite materno contém tudo o que a criança necessita até o 6.º mês de idade, inclusive água, além de proteger contra infecções.

PASSO 2

A partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.

  • Com a introdução da alimentação complementar, é importante que a criança beba água nos intervalos das refeições.

PASSO 3

A partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia se a criança receber leite materno e cinco vezes ao dia se estiver desmamada.

  • No segundo ano de vida, devem ser acrescentados mais dois lanches, além das três refeições.
  • Se a criança não está mamando no peito, deve receber cinco refeições ao dia, com alimentos complementares já a partir do sexto mês.

PASSO 4

A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.

  • Sugere-se que para a introdução alimentar das crianças em aleitamento materno sejam oferecidas, sem esquema rígido de horário, três refeições complementares: uma no período da manhã, uma no horário do almoço e outra no final da tarde ou no início da noite.
  • Para as crianças já desmamadas, devem ser oferecidas três refeições e dois lanches, assim distribuídos: no período da manhã (desjejum), meio da manhã (lanche), almoço, meio da tarde (segundo lanche), final da tarde ou início da noite (jantar).

PASSO 5

A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a sua consistência até chegar à alimentação da família.

  • A partir dos oito meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.

PASSO 6

Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida.

  • Só uma alimentação variada evita a monotonia da dieta e garante a quantidade de ferro e vitaminas que a criança necessita, mantendo uma boa saúde e crescimento adequados.
  • Os alimentos devem ser oferecidos separadamente, para que a criança aprenda a identificar as suas cores e sabores. Colocar as porções de cada alimento no prato, sem misturá-los.

PASSO 7

Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

  • Para temperar os alimentos, recomenda-se o uso de cebola, alho, óleo, pouco sal e ervas (salsinha, cebolinha, coentro).

PASSO 8

Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

PASSO 9

Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados.

  • Os alimentos oferecidos às crianças devem ser preparados pouco antes do consumo; nunca oferecer restos de uma refeição.

PASSO 10

Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

  • Para garantir uma melhor nutrição e hidratação da criança doente, aconselha-se oferecer os alimentos de sua preferência, sob a forma que a criança melhor aceite, e aumentar a oferta de líquidos.

O governo brasileiro e órgãos representativos no Brasil recomendam o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida e adequação das práticas da alimentação complementar ao leite materno a partir dessa idade.

FASE – 2 a 7 anos

Essa fase é caracterizada pela estabilização do crescimento estrutural e ganho de peso. Desta forma, existe uma necessidade maior de ingestão energética.

Nessa etapa as crianças sofrem muitas influências dos hábitos das famílias, no entanto é nessa etapa também que elas começam a fazer suas próprias escolhas alimentares, portanto, passa a ser um desafio para os pais manter a alimentação adequada.

FASE – de 7 a 10 anos

Esta fase é caracterizada por um período de crescimento e, portanto, demandas nutricionais elevadas. A criança costuma ser muito exigida fisicamente e mentalmente por conta das atividades que pratica no dia.

Nesta etapa, a criança já tem seu cardápio adaptado a rotina e hábitos da família.

FASE – de 10 a 20 anos

Essa etapa contempla a pré-adolescência, adolescência e início da vida adulta.

Os hábitos alimentares nessa fase sofrem mais influências das culturas, regiões e estilo de vida da pessoa.

Nesse período também cada pessoa já tem sua peculiaridade quanto a estatura, maturação sexual, mudanças na estrutura do corpo e entre outros, portanto, recomenda-se utilizar as orientações de um médico ou nutricionista para a criação de um cardápio personalizado.

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde elegeram dez passos para uma alimentação saudável para crianças e adolescentes nessa fase.

São eles:

Como se deve iniciar a diversificação alimentar no bebé? | CUF

Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

É após os quatro meses que o bebé pode iniciar a diversificação alimentar, isto é, vai poder começar a comer outros alimentos além do leite, pois é nesta idade de adquire as competências necessárias para esta nova fase da sua vida.

Esta é necessária porque as necessidades nutricionais não são suficientemente satisfeitas pelo regime lácteo no que respeita a calorias, ferro e proteínas.

Contudo, se a sua alimentação é feita unicamente com leite materno, o bebé pode e deve manter este regime em exclusivo até aos seis meses.

O primeiro passo para iniciar a diversificação alimentar

A introdução de novos alimentos deve ser gradual, tranquila e sem pressas para que o bebé se adapte a novas texturas, novos sabores e para que os pais possam, eventualmente, identificar alguma intolerância/reação alérgica. Nunca um alimento sólido deve ser administrado no biberão – deve ser sempre utilizada a colher.

É importante alertar que o bebé tem o chamado reflexo de extrusão até aos 4-5 meses de vida, que conduz à rejeição, por defesa, de todos os alimentos que lhe são colocados na parte anterior da língua. Assim sendo, este ato não significa rejeição do novo alimento, mas apenas que o seu desenvolvimento ainda não adquiriu a maturação necessária. Dê tempo ao bebé para se adaptar à colher.

Regras essenciais da diversificação alimentar

A diversificação alimentar deve ser adaptada à realidade socioeconómica e cultural de cada família, contudo, existem algumas regras que deverão ser respeitadas:

  • Comece por substituir uma refeição de leite por uma sopa de legumes ou por uma papa, de acordo com o critério do seu médico
  • O glúten deve ser introduzido a partir dos seis meses
  • A partir dos seis meses, deve-se introduzir a carne
  • O leite de vaca em natureza não deve ser introduzido antes de o bebé atingir um ano
  • A dieta não deve conter sal nem açúcar adicionados
  • Oferecer água simples no intervalo das refeições
  • Os boiões só deverão ser oferecidos em situações de último recurso

“Dicionário” dos alimentos do bebé 

Sopa

  1. Deverá ser simples, em puré, confecionada com quatro legumes escolhidos entre batata, couve-flor, curgete, cebola, alho francês, cenoura ou abóbora, alface, brócolos ou couve-coração
  2. As leguminosas secas (feijão, ervilha, grão, lentilha, fava) podem ser introduzidas a partir dos 9/10 meses, sem casca e em pequena quantidade
  3. Deve-se atrasar a introdução dos espinafres, nabiça, nabo, aipo e beterraba pelo risco de contaminação com nitratos
  4. Adicionar uma colher de chá de azeite, em cru, a cada dose de sopa

Papa

Existem 2 tipos de papa: a papa não láctea, que é preparada com o leite habitual do bebé, e a papa láctea, que é preparada com água, pois já contém leite. Até aos seis meses, a papa não deve conter glúten. O bebé não deve comer mais de uma papa por dia.

Carne

A partir dos seis meses, deve-se introduzir carne. Inicie com carne branca e depois vermelha: galinha, peru, coelho, avestruz e depois borrego e vaca. Adicione a carne apenas na fase final de cozedura dos legumes.

Peixe

Introduza o peixe na dose 15-20 g/dia, alternando com carne, a partir dos sete meses. Utilize peixe magro, fresco ou congelado: pescada, linguado, besugo, entre outros. O salmão só deverá ser introduzido após os dez meses.

Fruta

A fruta deve ser fresca, madura e, preferencialmente, crua e ralada. Deverá ser oferecida como sobremesa, ou seja, após a refeição de sopa. Pode começar com maçã, pera ou banana. Mais tarde, poderá ser adicionada ao iogurte. Nunca se usa fruta em substituição de uma refeição.

Iogurte

A partir dos seis meses pode oferecer iogurte natural de leite adaptado.

Ovo

Habitualmente, a partir dos nove meses deve introduzir a gema do ovo cozida. Na refeição em que oferece gema não deve oferecer carne ou peixe. Comece por metade da gema e só depois a gema inteira, que poderá dar até duas vezes por semana.

Depois dos 12 meses pode dar ovo inteiro.

Na dieta vegetariana

Os lactentes e crianças com dieta vegetariana restritiva têm um elevado risco de carência nutricional com consequências nefastas para esta fase importante do seu crescimento e desenvolvimento psicomotor.

É fundamental a inclusão do ovo na sua alimentação e haver o cuidado de consumir vegetais de diferentes categorias a fim de evitar défices de ferro e vitaminas e assegurar um aporte energético e proteico adequado.

Recomendações extra

  1. É sempre bom lembrar que as crianças têm oscilações de apetite, pelo que não deverá ser motivo de preocupação a criança não querer comer um dia ou outro
  2. Nunca se deve deixar a criança sozinha enquanto estiver a comer, nem que seja uma bolacha ou um pedaço de pão.
  3. Os pais e restantes membros da família não devem habituar a criança a petiscar ou andar sempre com comida na mão.

Sabia que…

Uma alimentação correta pode prevenir doenças na idade adulta, por isso, é crucial a educação alimentar desde as fases mais precoces da vida.

Источник: https://www.cuf.pt/mais-saude/como-se-deve-iniciar-diversificacao-alimentar-no-bebe

Embarazo y niños
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