Um bom relacionamento entre irmãos: saiba o que fazer quando os seus filhos brigam

Relacionamento entre irmãos: como os pais podem ajudar

Um bom relacionamento entre irmãos: saiba o que fazer quando os seus filhos brigam

O relacionamento entre irmãos é sempre cheio de emoções, não é mesmo? Ora de muita diversão, companheirismo, ora cheio de conflitos e desavenças. Isso é muito natural, afinal de contas, são indivíduos com personalidades e desejos diferentes.

Isso acontece pela diferença de idade, sexo, desafios externos que estão vivenciando, relacionamento com os pais, sentimentos etc. São tantos fatores que podem influenciar a conexão entre irmãos que muitas vezes é difícil fazer uma leitura de como uma briga começou.

A verdade é que os filhos não conseguem identificar muitos de seus sentimentos que acabam influenciando nas ações com o outro, por isso a presença dos pais para buscar entendimento e o equilíbrio emocional é essencial. Quer algumas dicas sobre o assunto? Continue a leitura deste post!

Por que o relacionamento entre irmãos é importante?

A relação de um filho com seus pais é única. Algumas linhas da psicologia dizem que os bebês, nos primeiros meses de vida, continuam entendendo que eles e a mãe são um só. Ou seja, é uma relação difícil de se repetir.

O relacionamento com um irmão pode ser comparado ao que uma criança vai experimentar em outros lugares e situações, como na escola, entre amigos ou até mesmo na fase adulta, com um colega de trabalho e seu chefe.

Existe uma conexão, um motivo para a convivência que não está relacionada afetuosamente ao fato de que um é o genitor ou responsável pela criação do outro. Isso significa que irmãos não se amam? A maioria deles sim, mas não é uma condição que venha desde seu nascimento, mas cultivada no seio familiar.

Portanto, o relacionamento entre irmãos é uma grande escola para que cada um deles desenvolva empatia, aprenda a compartilhar, debater, aceitar e amar outro indivíduo além dele mesmo.

É claro que tais aprendizados não dependem exclusivamente da presença de um irmão. Filhos únicos também podem desenvolver tais emoções e atitudes em outros modelos de relacionamento, mas quando há a chegada de um novo membro para a família, tudo isso se passa dentro de casa e sob a supervisão dos pais.

Como os pais podem ajudar a melhorar essa convivência?

Educar um filho traz uma série de desafios para os pais, e quando outro elemento entra nessa equação para dividir a atenção e o afeto, novos dilemas surgem nessa relação.

Por isso, os pais também devem aceitar a posição de aprendizes, entendendo que não existem experiências prévias e idênticas que os capacitem suficientemente para acertar em tudo na educação dos irmãos.

Em outras palavras, é preciso se cobrar menos e aceitar que falhas nesse processo podem ocorrer, mas que com amor e as ferramentas certas é possível contornar a situação e usá-la para que todos aprendam lições importantes juntos.

Proponha atividades que aproximem os irmãos

Se o sentimento precisa ser construído, nada melhor do que atividades que sejam realizadas juntos, certo? Isso vale desde a primeira infância até o final da adolescência.

Considere brincadeiras que precisam de dois ou mais participantes e dê tarefas que demandem a interação e colaboração dos dois ou mais irmãos.

Se ter um cachorro é um desejo dos irmãos, por exemplo, pequenos cuidados como passear com o animal, guardar seus brinquedos espalhados pela casa, entre outras funções podem ser compartilhadas entre eles.

Isso permitirá que eles entendam que o trabalho bem distribuído não é demasiado para ninguém, e também gera situações em que um pode pedir um favor ao outro e, posteriormente, retribuir.

Procure ser sempre imparcial no dia a dia

Para que o relacionamento entre eles se fortaleça, é preciso que os pais sejam sempre imparciais em decisões que envolvam as crianças. Na distribuição de tarefas, por exemplo, é preciso obedecer a uma regra justa, que seja explicada e que todos compreendam.

Ainda que eles precisem se ajudar, essa é uma escolha que também deve partir de um deles. Se o pequeno fez uma grande bagunça com os brinquedos, não vai ser justo no ponto de vista do maior dar a ordem que os dois guardem juntos, certo?

Promova a mediação de brigas apenas quando necessário

O relacionamento com o irmão é uma escola para a vida, certo? Então, deixar que eles discutam seus pontos de vista, suas opiniões e defesas entre eles é uma forma de prepará-los para situações como essas da vida adulta.

Por isso, somente faça mediações das brigas e discussões quando realmente for necessário intervir. É muito importante que eles desenvolvam a capacidade de expor seus sentimentos e argumentos, assim como aprendam a escuta empática, que permite que eles se coloquem no lugar do outro.

Mantenha o diálogo frequente com todos os seus filhos

Converse com seus filhos e reflita sobre seus comportamentos, assuntos de interesse e experiências vivenciadas, seja individualmente, seja em família. Isso vai garantir que eles entendam que o diálogo é o caminho da resolução e que podem confiar em seus pais para tratar de assuntos diversos.

Também é pelo diálogo que os pais terão pistas sobre as razões que levaram ao desentendimento, à frustração. Conversando com seus filhos, os pais podem entender melhor o que é importante para eles ou o que está causando estresse.

Adolescentes que estejam se preparando para o Enem, por exemplo, podem vivenciar uma avalanche de sentimentos, ansiedade, estresse e medos que não conseguem descrever, mas que impactam diretamente em suas atitudes e relacionamentos com seus irmãos.

Evite fazer comparações

Comparar irmãos é um combustível perigoso para a competição que se forma entre eles, não por resultados escolares ou desempenho nos esportes, mas por atenção e amor de seus pais.

Eles precisam agir em colaboração e entender que o compartilhamento de seus recursos é uma realidade que eles precisam lidar — e que é positiva.

Desenvolva comportamentos saudáveis em família

Pense que as atitudes e opiniões dos pais e responsáveis influenciam as crianças. Por isso, desenvolva comportamentos saudáveis em família para que eles sirvam de exemplos.

Lembre que suas escolhas, as formas de educar, de avaliar situações e de interagir com outras pessoas são exemplos que as crianças tenderão a copiar.

Prezar pelo bom relacionamento entre irmãos é um processo contínuo, que deve envolver muito entendimento das partes envolvidas, empatia, paciência e amor. A partir do momento que as crianças e os adolescentes veem nos pais pessoas abertas a conversas e mediação de conflitos, tudo fica mais fácil.

Todas essas dicas para tornar o relacionamento entre irmãos mais rico não são tomadas isoladamente. Situações e desafios individuais também vão fazer parte da educação dos filhos.

A desobediência, por exemplo, poderá acontecer em conjunto com as brigas comuns do relacionamento entre irmãos. Quer saber como lidar com ela também? Então, complemente sua leitura entendendo as melhores formas de lidar com filhos desobedientes.

Источник: https://blog.colegioarnaldo.com.br/relacionamento-entre-irmaos/

Brigas entre irmãos: 7 dicas para acabar com elas

Um bom relacionamento entre irmãos: saiba o que fazer quando os seus filhos brigam

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“Manhêêê, olha ele!” Quem tem mais de um filho em casa certamente está familiarizado com essa frase. Sim, os filhos brigam. E haja paciência para remediar conflitos, desacordos e discussões que podem acontecer por todo e qualquer motivo.

 “Eles costumam girar em torno de disputas: um lugar no carro, um brinquedo, um elogio. Na verdade, as crianças brigam pela atenção dos pais, para terem exclusividade”, afirma a psicóloga Ana Cássia Maturano, coautora do livro Puericultura – Princípios e Práticas (Ed. Atheneu).

Para os cuidadores, muitas vezes esses atritos dão a sensação de culpa: primeiro, por não conseguirem evitar as brigas e, depois que elas acontecem, por fracassarem ao tentar solucioná-las. No entanto, esse sentimento não condiz com a realidade. “Não se enganem os pais ao julgar que há pouco espaço ou poucos brinquedos.

 Mesmo com fartura, inclusive de atenção, as brigas acontecem, porque os irmãos têm de ajustar suas necessidades ao convívio social”, esclarece a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo. 

Quando os conflitos fazem parte de um contexto que envolve também momentos de carinho, parceria e cumplicidade entre irmãos, não devem ser motivo de preocupação excessiva, apenas de monitoramento e orientação. Agora, se notar atitudes de desafeto contínuas, que podem ferir – física ou psicologicamente – ou denegrir um irmão, é sinal de alerta.

Se esses problemas estiverem atrapalhando o funcionamento escolar ou social da criança, procure um médico especialista em comportamento infantil para uma avaliação, aconselha o psiquiatra da infância e adolescência Gustavo Teixeira, autor do livro Manual Antibullying (Ed. Best Seller).

Mas já que as brigas fazem parte do convívio entre irmãos, o jeito é aprender a lidar com elas.

Leia as dicas a seguir, respire fundo e parta para a ação.

1 – OFEREÇA SOLUÇÕES

 “Os pais devem conversar e fazer acordos ou combinados com os filhos. Conceitos éticos, respeito, compreensão e aceitação em relação às diferenças podem ser enfatizados. E, claro, as consequências por brigas e mau comportamento devem ser aplicadas, desde que tenham sido anteriormente discutidas e acordadas”, explica o psiquiatra Gustavo Teixeira. 

Quezia Bombonatto, diretora da Associação Brasileira de Psicopedagogia, compartilha da mesma opinião. “A bronca, por si só, pode até parar a briga, mas não resolve a causa.

O papel dos pais é juntar os filhos e dizer: se vocês estão brigando, vamos criar regras para o uso do videogame, por exemplo. O ideal é que as crianças estabeleçam o regulamento. Caso não consigam, o adulto deve ajudar.

Assim, é mais fácil cumprir o combinado e amenizar a frequência das brigas”, afirma a especialista.

2 – AVALIE A HORA DE INTERVIR

Qual mãe ou pai não sente um impulso quase incontrolável de botar ordem na casa toda vez que as crianças começam a discutir? Só que, às vezes, o melhor mesmo é se conter para dar a chance a elas de tentarem resolver os conflitos por conta própria.

No entanto, Quezia Bombonatto reforça que, quando os pais forem procurados ou se a situação pedir, eles têm de ouvir todos os lados, ponderar e mediar o conflito, e não punir coletivamente. “Além disso, devem tentar ser justos nas intervenções e nas punições”, afirma.

 Mas ela enfatiza que, se o conflito for apenas uma discussão, sem grandes consequências, o melhor é não interferir, porque as crianças precisam aprender a resolver as dificuldades e a negociar entre elas.

Todos os especialistas consultados concordam que essa ainda é a melhor maneira de educar e impor limites. O problema é que uma única conversa não resolve nada. É necessário insistir, pacientemente, para que os efeitos do diálogo possam ser percebidos.

Os pais devem persistir, falar a mesma coisa várias vezes, de jeitos diferentes, e – fundamental! – dar o exemplo. Se as dificuldades na casa são resolvidas com brigas e gritaria, não dá para esperar que as crianças façam diferente.

Afinal, é assim que elas vão aprender a contornar seus conflitos.

4 – ENSINE A DIVIDIR

Com certeza, a principal disputa dos filhos é por brinquedos. Eles podem nem estar interessados naquele jogo antigo, mas basta um deles pegá-lo para que os outros queiram também. Aí começa a confusão.

Ensinar a dividir dá trabalho, e é compreensível o ímpeto dos pais de tirar o objeto de circulação. Aparentemente, resolve o problema. Mas, se você tira um brinquedo, eles vão competir por outro. A única coisa que muda é o objeto de disputa.

Não tem jeito, os pais devem estipular limites: se eles não estão sabendo dividir, você é que determina como fazer. O melhor é uma boa conversa, não qualquer tipo de ameaça. Outra solução é incentivá-los a decidir juntos como compartilhar.

Quando chegarem a uma conclusão, voltam a brincar.

5 -CONTROLE O TOM

Um grito pode até parecer a única saída no momento em que a briga está quente. Porém, a longo prazo, levantar o tom de voz atrapalha. “Gritar só ajuda a intimidar. Não educa, não aproxima, não desperta o respeito nem inspira a criança quando for a vez dela de resolver um problema”, diz a psicóloga Rita Calegari.

A receita, mais uma vez, é exercitar a paciência. “De nada vale as crianças pararem de brigar por medo e não por entendimento, alerta Rita.

6 – FAÇA JUSTIÇA (SEM LEVAR EM CONTA A IDADE)

A tentação de proteger o mais fraco é grande. Muitos pais caem nessa armadilha, privilegiando os caçulas, mesmo quando os maiores são os que têm razão.

Fique atento para não cair na tentação de passar a mão na cabeça do menor. “Os pais podem até exigir uma postura mais amadurecida do mais velho, mas quem tem de dar conta da educação são os adultos. O nível de exigência deve ser proporcional à idade, assim como a punição, mas sempre buscando ouvir os dois lados para saber quem tem razão”, ensina a psicopedagoga Quezia Bombonatto.

7 – IMPONHA LIMITES SEM OFENDER

Seja na hora do conflito ou depois, inevitavelmente os pais precisarão repreender os filhos pela briga e estabelecer limites. Mas como fazer isso?

Além de não fazer comparações, o psiquiatra Gustavo Teixeira orienta a nunca censurar a criança com adjetivos que agridam sua autoestima, dizendo, por exemplo, que ela está parecendo um bebezinho.

“O certo é desaprovar o comportamento, não a criança, de preferência usando exemplos positivos”, explica. Outra dica é tentar despertar a empatia delas. “Pergunte como se sentiria se estivesse no lugar do irmão.

Isso ajuda a entender o ponto de vista dos outros e a ceder”, conclui a psicóloga Rita Calegari. Por tréguas mais longas e um pouco de tranquilidade na casa, não custa tentar.

Источник: https://revistacrescer.globo.com/Familia/Irmaos/noticia/2015/12/brigas-entre-irmaos-7-dicas-para-acabar-com-elas.html

Como lidar com a briga entre irmãos?

Um bom relacionamento entre irmãos: saiba o que fazer quando os seus filhos brigam

Seus filhos costumam brigar? Como lidar com a briga entre irmãos? Ao longo deste texto você vai descobrir qual é a maneira mais adequada de agir com as suas crianças.

Mas, antes, entenda que mesmo disputando brinquedos, a sua atenção, desorganizando a casa e até brigando mais do que brincando, é inegável a importância de um irmão.

Isso porque, dentre outros fatores, ele ajuda no desenvolvimento da compreensão da criança sobre o mundo, sobre o outro.

E a ciência já provou isso. Por exemplo, um estudo das Universidades de Leicester e Ulster, no Reino Unido, comprovou que ter uma irmã só faz bem. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que isso pode ajudar a manter bons níveis de saúde mental, pois estimula a independência, a persistência e uma vida mais equilibrada.

Durante o trabalho, foram acompanhadas 571 pessoas entre 17 e 25 anos, e o resultado revelou, ainda, que os benefícios de ter uma menina/mulher em casa se estendem à toda a família, uma vez que elas são ensinadas a lidar melhor com os sentimentos e também a encorajar as pessoas próximas a falarem sobre as suas emoções.

Crianças mais novas e mais velhas aprendem com a relação entre irmãos

Outro estudo mostrou que tanto as crianças mais novas quanto as mais velhas aprendem e muito nessa relação, embora muitos pensem que somente o menor seja influenciado pelo maior. Pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, chegaram à essa conclusão após avaliarem mais de 400 duplas de irmãos de um ano e meio a quatro anos de idade.

Além disso, eles descobriram que quanto maior a diferença de idade entre os pares, maior a influência de um sobre o outro. E que o primeiro filho se desenvolve mais rápido por causa do caçula, principalmente no que diz respeito à independência. Em resumo, ter um irmão o ajuda a ser uma pessoa melhor.

Outras pesquisas sobre irmãos

Recentemente, a Revista Time, dos Estados Unidos, mostrou diversos benefícios que um irmão pode trazer. Investigadores da Brigham Young University, no mesmo país, acompanharam 308 pares de irmãos adolescentes por três anos e descobriram que as irmãs ajudam a estimular a atividade cerebral e que até mesmo as discussões contribuem para desenvolver a mente e o comportamento.

Outro ponto positivo nessa relação é que auxilia no desenvolvimento da simpatia, no desejo de ajudar o próximo e na compaixão. Investigadores desvendaram que ter uma boa relação com o irmão ou a irmã promove ações de altruísmo, principalmente entre meninos.

Quem tem irmão é mais feliz

Quer mais? Também já se sabe, por meio de um novo estudo, que as pessoas mais velhas que ainda têm irmãos são mais felizes e têm um maior sentido de ética.

Ou seja, os benefícios se estendem ao longo da vida.

E, por falar nisso, uma investigação da PLoS Medicine revelou que quem não tem hábitos sociais morre sete anos e meio mais cedo do que os que têm laços fortes com amigos e família.

E, acredite, ter um irmão diminui as chances de as crianças se tornarem obesas. Isso mesmo! Um estudo publicado na revista Pediatrics, em 2013, analisou o índice de massa corporal de 697 crianças dos Estados Unidos a cada três meses durante os seis primeiros anos de vida. Aquelas que presenciaram o nascimento de um irmão quando tinham entre 2 e 4 anos, apresentaram índice mais saudável.

A ordem de nascimento das crianças interfere?

Alguns estudos analisaram a ordem de nascimento das crianças e qual é o impacto no seu desenvolvimento. Um exemplo disso é o trabalho das Universidades de Edimburgo, na Escócia, e de Sydney, na Austrália, revelando que o filho mais velho tem QI maior do que os mais novos.

Para os pesquisadores, isso se deve à maior interação dos pais com o primeiro filho, ao maior nível de atenção que essa criança recebe até mesmo por ser única. Depois, ela vivencia o papel de líder, o que influencia positivamente. O estudo foi publicado em 2017 e observou 5 mil crianças desde o nascimento até os 14 anos, sempre a cada dois anos.

Mas, não pensem que somente o mais velho tem vantagens. Tanto o do meio quanto o mais novo tiram proveito das suas posições de alguma forma.

O do meio, por exemplo, tem mais facilidade em lidar com pessoas de diferentes personalidades e, via de regra, é o mais satisfeito e feliz em relacionamentos amorosos.

Foi o que apontaram entrevistas feitas com 298 participantes por estudiosos da Universidade Bar-Ilan, em Israel.

Outros benefícios para o irmão do meio

Agora, se você pensa que o fato de eles receberem menos atenção só traz prejuízos, engana-se.

Por terem passado menos tempo com os pais, os irmãos do meio desenvolvem um grande círculo social, com amizades fortes e duradouras.

Esse foi o resultado de um estudo feito pela Universidade de Redlands, nos Estados Unidos. Quatrocentos estudantes da graduação responderam questionários sobre o tema.

Ok, mas, e qual a vantagem em ser o caçula da família? Esse pode apresentar um desenvolvimento mais acelerado por ter um irmão mais velho como referência. E, ainda, ter mais liberdade, uma vez que é criado sem tantas regras rígidas, como costuma ocorrer com os primogênitos. Com isso, tem mais chances de se arriscar.

Até pode ser que durante a infância os caçulas sejam chamados de rebeldes, mas na fase adulta esse espírito livre resulta em coragem e ousadia para lidar com os desafios. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revisaram 24 estudos sobre a ordem de nascimento e concluíram que os filhos mais novos participam de mais esportes radicais, por exemplo.

E por que irmãos brigam?

É claro que o filho mais velho, por ter mais responsabilidades, e o mais novo, que tem mais liberdade, podem entrar em conflito justamente por esses motivos. Porém, você já reparou que existem irmãos que brincam por horas e outros que não podem nem se ver que começam uma briga? Por que isso acontece?

Especialistas sugerem causas como o próprio ambiente em que eles são criados, a genética, os amigos, os temperamentos conflitantes e a atenção dada pelos pais.

Sim, alguns pais e mães, até mesmo sem perceber, estão mais disponíveis para um filho do que para outro.

Mas, é bom frisar, mesmo que as brigas e discussões entre os irmãos ocorram, existe um lado positivo, pois isso ajuda a desenvolver as capacidades sociais, fundamentais para a vida fora de casa.

Quatro tipos de temperamentos

Em se tratando de temperamentos, por exemplo, Aristóteles e Hipócrates estabeleceram que existem quatro deles, e cada pessoa tem pelo menos um que predomina. Quem é colérico tem um grande risco de ser explosivo; quem é sanguíneo normalmente é instável; o melancólico tem facilidade para cair na tristeza; enquanto que o fleumático pode se fechar e precisar que o outro o empurre.

O que pode acontecer entre irmãos é que alguns desses temperamentos se combinam e são essas crianças que vão brincar juntas e conversar. Já outras têm temperamentos que acabam conflitando e que precisam ser trabalhados para entrar em equilíbrio. Brigas entre irmãos sempre vão ocorrer, mas em algumas relações elas são bem mais frequentes.

No Curso Temperamentos da Criança ao Adulto, do MundoemCores.com, Isa Minatel mostra o resultado de um estudo feito por ela com centenas de famílias. Ele revelou verdadeiros padrões de comportamento e isso vai ajudar outras pessoas a identificar o tipo de temperamento predominante, a lidar com ele, a extrair o seu melhor e a evitar conflitos.

Bullying entre irmãos

Em 2013, uma pesquisa da Universidade Clemson, nos Estados Unidos, revelou que o bullying entre irmãos predomina nessa relação. Dentre os participantes, 75% relataram ter sofrido esse tipo de violência por parte do irmão e 85% disseram ter cometido bullying contra um irmão.

E, quem pensa que essas brigas são inofensivas, deve saber que um estudo da Universidade de New Hampshire, no mesmo país, e publicado pela revista Pediatrics, descobriu que ser fisicamente ou mentalmente intimidado por um irmão gera graves consequências para a saúde mental das crianças.

Outro dado importante é que o bullying entre irmãos pode levar à ansiedade, raiva, depressão e a um alto índice de estresse. Por isso, fique atento à forma como o relacionamento entre seus filhos acontece. Por exemplo, se há a intenção de machucar o outro física ou emocionalmente, se ocorre com frequência e se há um desequilíbrio de poder.

A pesquisa foi realizada com 3.599 crianças de 1 mês a 17 anos que tinham pelo menos um irmão menor de 18 anos vivendo na mesma casa no momento da entrevista. Dentre os entrevistados, 32% relataram ter sofrido pelo menos um tipo de violência por parte do irmão no período de um ano.

Bullying e problemas psiquiátricos

Além disso, pesquisadores das Universidades de Oxford, Warwick, Bristol e College London, no Reino Unido, realizaram um estudo sobre bullying entre irmãos com cerca de 7 mil crianças de 12 anos em 2003/2004. Esse grupo foi acompanhado até completar 18 anos e, então, respondeu a perguntas sobre sua saúde mental.

Esse estudo alega ser o primeiro a associar o impacto do bullying praticado por irmãos a problemas psiquiátricos no início da fase adulta. O resultado revelou que a maioria disse não ter sido vítima e, desses, 6,4% tinham algum tipo de depressão, 9,3% sofriam de ansiedade e 7,6% haviam se automutilado.

Já aquelas que responderam ter sofrido bullying, um total de 786, apresentaram o dobro das taxas das outras crianças: 12,3% tinham algum tipo de depressão, 14% haviam se automutilado e 16% disseram sofrer de ansiedade.

Além disso, as meninas tinham maior propensão a serem vítimas, principalmente em famílias com mais de três crianças.

E, geralmente, os mais velhos eram os culpados pelo bullying, que, segundo as vítimas, teve início aos 8 anos de idade.

Como lidar com a briga entre irmãos

As brigas entre seus filhos são frequentes e estão te enlouquecendo? O primeiro passo é manter a calma. O segundo é evitar se tornar o juiz da situação, uma vez que se agir assim, terá que resolver as divergências entre eles para sempre, poderá cometer injustiças e também deixará passar uma grande oportunidade de que desenvolvam habilidades. Por isso, espere para que eles se entendam.

Crianças precisam aprender a se comunicar afinal de contas. E a Tati Braga, do nosso Curso Criando Filhos Comunicadores, explica a importância desse aprendizado neste áudio, trecho do curso dela:

Bom, mas se você achar necessário interferir, prefira atuar como um mediador. Uma boa maneira de fazer isso é se aproximar para entender o que está acontecendo. Você pode comentar, por exemplo: “Nossa, estou vendo que essa é uma situação complicada. O que vocês podem fazer para resolver isso?”. Sempre deixando a solução para as crianças.

Porém, se houver uma briga mais séria, com agressões físicas, intervenha, mas, novamente, sem bancar o juiz. Chame cada um para um lado, diga que estão nervosos e que, dessa maneira, eles não serão capazes de resolver o problema. “Vocês precisam se acalmar e, quando isso acontecer, vocês sentam e se resolvem”.

Evite culpar sempre o mais velho

Outra dica é evitar culpar sempre o mais velho e obrigar que ele ceda, como acontece na maior parte dos casos. Vá até ele e reconheça o que está sentindo. “Filho, eu sei que você está muito chateado porque estava brincando e seu irmão pegou o brinquedo. Que tal a gente tentar dar outro brinquedo para ele?”.

“O irmão mais velho não é o responsável pelos menores, não é sempre o culpado e não tem que virar saco de pancada do caçula só porque é maior.

Crianças não compreendem a nossa lógica e não funcionam do nosso jeito, e nada mais comum para elas do que concluir que papai, mamãe e todos os adultos do mundo amam mais o filho mais novo”, explica Elisama Santos, do Curso Educando com Disciplina Positiva, do MundoemCores.com.

E, por falar em brinquedos, uma boa ideia é orientar que cada criança separe aqueles de que mais gostam e também aqueles que são comuns a todos. É bom deixar os dos mais velhos longe do alcance dos menores, até mesmo porque eles não saberão como utilizar corretamente e poderão danificar o objeto.

Bom, você já viu aqui que o melhor é não se envolver. Mas, esteja sempre por perto e observe se as brigas não estão se tornando mais sérias e evoluindo para bullying. É importante deixar claro que esse comportamento não será tolerado. Evite, também, disciplinar os filhos com agressividade. Assim, estará dando o exemplo correto de como eles devem agir.

Aposte no diálogo e na interação em família

Aposte, ainda, em desenvolver um diálogo na família e encontre maneiras positivas de os irmãos interagirem. Promova jogos em família ou um show de talentos, por exemplo.

Vale, também, ensinar às crianças algumas maneiras de se acalmar durante a raiva, entre elas, se afastar, respirar fundo 10 vezes ou até mesmo bater em uma almofada.

Combinem antes uma maneira de extravasar esse sentimento.

Agora, se a situação na sua casa envolve um bebê que acabou de chegar, é preciso ter em mente que o filho mais velho vai sentir muito essas mudanças. E não adianta dizer para ele que nada vai mudar, pois muda. Por isso, mesmo com a rotina corrida, tente reservar um momento do dia exclusivamente para o primogênito e o envolva nos cuidados com o bebê.

“Receber um irmão não é nada fácil. E o fato de ser exaustivo para nós não nos dá o direito de descontar neles, de esquecer que continuam sendo crianças que precisam de nós, do nosso colo. Se o mais velho está pedindo atenção, é porque está precisando. É porque o bebê sacudiu o mundo que ele conhecia e isso dá muito medo e insegurança”, explica Elisama Santos.

Se você gostou desse texto e quer aprender mais recursos para lidar com a sua criança, conheça os nossos cursos, como o Educando com Disciplina Positiva e o Temperamentos da Criança ao Adulto. Essa é uma boa maneira de entender a infância e de lidar com seu filho para conquistar a sua cooperação, sem perder a autoridade, mas mantendo o amor e o vínculo entre vocês.

Источник: https://mundoemcores.com/como-lidar-com-a-briga-entre-irmaos/

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